Jesus apontou algumas causas quando profetizou o esfriamento do amor em Mateus 24.
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Algumas mães podem ficar frustradas por não terem recebido o presente que gostariam neste seu dia. Por desenvolverem uma missão tão árdua elas, com justiça, têm altas expectativas, que nem sempre são correspondidas, tanto por seus filhos, como por seus esposos. Seja por dificuldades financeiras, incompreensão, ou mesmo desvalorização, as mães não recebem os presentes que merecem. Mas, diante de Deus, o grande presente de uma mãe é exatamente ser mãe, ter um filho.
O Salmo 127.3 nos afirma que os filhos são presentes de Deus “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão”. A herança dada no Antigo Testamento era a terra (Josué 11.23; Juízes 2.6). Esta terra tanto servia para providenciar o sustento, como a segurança, e o descanso (Josué 1.13). Mas sem filhos, a terra era perdida (Num 27.8-11). Por isso, os filhos eram herança do Senhor tanto para manter a terra como para manter o nome. Ter filhos era garantia de ter sustento, segurança e descanso quando a velhice chegasse, e também a garantia de ter o nome lembrado quando partisse deste mundo.
Os filhos também são comparados a galardão, isto é salário, prêmios dados pelo Senhor. Estas duas comparações nos dizem que filhos são tesouros doados por Deus. Ter filhos não é apenas resultado de um relacionamento entre um homem e uma mulher, mas sim, da bênção de Deus, em conceder frutos daquele relacionamento. Eva entendeu isto muito bem, pois, quando concebeu Caim (Gen 4.1), disse que havia adquirido aquele filho com a ajuda do Senhor.
Outra imagem usada neste mesmo Salmo é dos filhos como flechas nas mãos de um guerreiro (Sal 127.4). As guerras eram comuns naqueles tempos (como hoje!), quase todos os anos elas ocorriam. Sempre havia povos inimigos prontos para roubar as colheitas (Juízes 6.3,4). Um homem que tivesse um estojo (aljava) cheio de flechas bem preparadas e afiadas, poderia defender sua propriedade, família e vida, com mais possibilidade de sucesso. As flechas eram guardadas e no momento necessário colocadas no arco e enviadas para cumprir sue papel. Pessoas são comparadas à flecha em Isaías 49.2, referindo-se ao Servo do Senhor, que era como uma flecha polida, pronta para executar a missão de glorificar a Deus.
Deus nos dá filhos para que nós possamos afiá-los com Sua Palavra (Deut 6.7, onde inculcar significa afiar), e assim no tempo certo, eles podem ser enviados para cumprir a missão que Deus tem para eles. Filhos são oportunidades de enviarmos a mensagem de Deus para um tempo quando nós não mais estivermos aqui, de deixarmos nossas crenças para as próximas gerações. Filhos são chances de cooperarmos para que a Palavra de Deus seja difundida no futuro.
Uma terceira ilustração para filhos aparece no Salmo 128.3, os filhos como brotos da oliveira. A oliveira era uma árvore extremamente útil na Palestina, famosa por seu fruto, óleo e madeira. Ela fornecia alimento, luz, remédio, e perfume. Ter uma oliveira com brotos era sinal de que haveria alimento, óleo para as lamparinas, para amenizar as dores do corpo, e para perfumar a vida. Filhos são rebentos verdes que podem nos nutrir de satisfação e realização, iluminar nossa vida com esperança, aliviar nossas tristezas com seus sorrisos, e perfumar nossos dias com felicidade e significado.
Outro Salmo nos fornece outras metáforas para filhos (144.12): “Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio;”. Filhos como plantas cheias de vida, com flores que nos enriquecem no presente com suas cores e aromas, e nos prometem frutos para o futuro.
São também como pedras bem talhadas que sustentam uma casa, dando firmeza e segurança, que nos serão muito necessárias na velhice. São ainda como colunas que tanto servem para embelezar como para dar sustentação. Sim, filhos podem tornar nossa vida mais bela hoje, e sustentá-las com carinho, companhia e auxílio amanhã.
Portanto, mães, neste dias seus filhos são seu grande presente, e ainda podem se tornar o seu futuro. Cuide deles, como tesouros que precisam ser desenvolvidos.
O que você diria na hora da morte? Se você estivesse morrendo com intenso sofrimento, quais seriam suas últimas palavras? O Senhor Jesus pronunciou sete frases quando estava morrendo. As três primeiras manifestam preocupações com pessoas que lhe rodeavam.
Na primeira faz uma oração, pedindo a Deus perdão para os que lhe causam aquele sofrimento. Na segunda atende a uma oração, a do ladrão que roga participar no Seu Reino. Na terceira, revela seu cuidado com sua mãe. João 19.25-27.
E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.
Para Maria, ser mãe de Jesus foi motivo de grande alegria, e de certas perturbações, (Lc 1.29,46-55). Ela procurou sempre guardar os acontecimentos, e juntar as peças em sua mente para poder entender (Lc 2.19,51), mas demorou saber o tipo de Messias que Jesus era. Esta incompreensão fez com que o relacionamento de Jesus com sua mãe nem sempre fosse ausente de tensões, apesar de ser um filho obediente (Lc 2.51). Sua preocupação em fazer a vontade do Pai celeste causou certas aflições a sua mãe (Lc 2.48). Ela presenciou a descrença dos irmãos (Jo 7.5), e a falta de entendimento dos parentes, que chegaram até a pensar que Jesus estava insano (Mc 3.21). Ela mesma, apesar de crer no grande poder de Jesus, nem sempre compreendia que Jesus seguia uma agenda diferente, o calendário do Pai celeste (Jo 2.3,4 ), e que Sua prioridade nos relacionamentos seguia outra ordem, a de Deus (Mc 3. 31-35). Mas estas tensões, nem a impediram de seguir Jesus até a cruz, nem impediram Jesus de cuidar dela. Desentendimentos na família são oportunidades para um maior amor, e não desculpas para não amar.
Para ela, aquele momento era o cumprimento de uma profecia (Lc 2.35), uma espada estava atravessando sua alma. Além da dor de perder o filho, ela sofria a decepção, ou pelo menos a perplexidade, de seus anseios messiânicos não se concretizarem do modo esperado. Suas expectativas eram semelhantes à de seus contemporâneos: o Messias traria a libertação política, econômica, e espiritual numa única vinda. A salvação dos justos e a condenação dos ímpios se dariam num mesmo momento. O mistério de duas vindas não havia penetrado na mente dos discípulos. Ainda não entendiam, que o Messias tinha vindo como Servo Sofredor, para pagar a penalidade do pecado dos homens, e depois viria como Rei glorioso, para instalar o Reino de Deus.
Para Jesus, aquele momento era a oportunidade de prover cuidado e conforto para sua mãe. Após providenciar um lar eterno para o ladrão que estava morrendo, ele quer dar um lar terreno para sua mãe, enquanto ela continuasse neste mundo. Jesus sabia que a vida em família é necessária, é uma fonte de segurança emocional neste mundo turbulento. No lar se encontra o ninho para alimento e descanso, não apenas físico, mas também psicológico. É numa família que nosso senso de identidade e valor pode ser fortalecido, pois ali cuidamos e somos cuidados. Jesus estava provendo para sua mãe um lar, onde ela seria cuidada, e poderia cuidar. Amar e ser amada. Jesus valorizava a família!
Estas palavras de Jesus nos ensinam que é preciso cuidar de nossas famílias, sem deixar que este cuidado nos impeça de cumprir o propósito de Deus em nossas vidas. Pode ser que fazer a vontade do Pai nos traga problemas com a família terrena, mas estes problemas não devem nos levar a abandonar o caminho que Deus quer para nós. Mas também, não devem nos impedir de manifestar amor e cuidado para com esta família. Outras mulheres também estavam ali. Mulheres de valor, que haviam seguido e ajudado a Jesus (Lc 8.2,3). Mas Jesus se dirige apenas a sua mãe, expressando Seu amor e cuidado, e fazendo uma provisão atenciosa para suas necessidades. Cuidar da família também é parte da missão que Deus tem para nós.
Aquele momento também nos mostra o cuidado amoroso de Deus para com aqueles que, mesmo sofrendo e sem entender toda razão de seu sofrimento, buscam fazer a Sua vontade. Maria podia não entender tudo, mas estava disposta a fazer a vontade de Deus, era serva do Senhor (Lc 1.38). Aos pés da cruz, ela recebe não apenas o apoio do o discípulo amado, mas as carinhosas palavras de Seu Filho Jesus, cumprindo a bênção de Mateus 19.29. João, que corajosamente acompanha a mãe de Jesus até a cruz, também sem tudo compreender, ganha mais uma mãe. Diante de situações difíceis em nossas famílias terrenas, melhor do que reclamar e cobrar dos outros, é olhar para as oportunidades graciosas que Deus dispõe para nosso suprimento no meio da família de Deus, e desfrutar delas.
Aprendemos ainda que, por maior que seja nosso sofrimento, podemos pensar primeiro nos outros. A família é um lugar para praticarmos isto. Somos egoístas, e quando sofremos podemos manifestar este egoísmo de forma mais forte, achando que isto obriga os outros a se preocuparem conosco, e nos permite sermos indiferentes aos sofrimentos e necessidades deles. Mesmo que as tensões e imperfeições das pessoas de nossa família nos causem dor, vamos manifestar amor cuidadoso para com elas.
A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea. Essa mudança, ali...