segunda-feira, 11 de junho de 2012

EU SÓ QUERO É SER FELIZ!

    “Eu só quero é ser feliz !” é parte do refrão de uma música na qual o autor diz que a felicidade é seu único desejo. Penso que todos concordam com isso. Nós só queremos ser felizes! A felicidade é o anseio de todas as pessoas. É o desejo que norteia toda nossa vida, orientando todas as nossas escolhas, dirigindo todo nosso caminhar e concentrando toda nossa atenção. 
    Mas, o que é a felicidade? Onde encontrá-la? Estas duas perguntas acompanham este desejo tão perseguido. Sem respostas definidas, somos como pessoas que procuram algo que não sabem bem o que é, nem onde achar. 
    De modo geral podemos dizer que ser feliz é ter os desejos satisfeitos, os anseios conquistados, os sonhos realizados. Ser feliz é ter as dores curadas, as ameaças afastadas, os problemas resolvidos. Ser feliz é uma vida sem problemas, com tudo arrumado, tudo no lugar que achamos adequado. Uma vida assim é morar no estado da felicidade. 
    Então surge a outra pergunta: onde está essa felicidade? Onde fica este estado? Como ter uma vida assim? Há uma receita para a felicidade? Há um segredo que possa desvendar como atingir tal estado de beatitude? Há uma trilha, um caminho, que possa me conduzir a este mundo ideal? 
   Através da história várias respostas foram dadas a estas perguntas. A princípio, a felicidade foi considerada, uma graça dos deuses, ou um produto da sorte, algo que o destino reservara a alguns. “Não tenhamos por feliz homem algum, até que tenha alcançado, sem conhecer doloroso destino, o último de seus dias” assim se expressou o autor grego Sófocles, em sua peça teatral: Édipo Rei. A felicidade era algo que acontecia a alguém, algo que não se buscava, mas que se encontrava no caminhar da vida, se a sorte ou os deuses nos sorrissem. 
    Depois, passou-se a crer que a felicidade era algo a ser buscado, especialmente pelo cultivo de certas virtudes, e até fazendo certos sacrifícios. Sthephen Covey, no livro Os Sete Hábitos das pessoas altamente eficazes diz que “Felicidade... fruto do desejo e da habilidade de sacrificar o que queremos agora em função do que queremos futuramente"(Pg 59) . A felicidade era algo a ser conquistado com certa disciplina.
    Em épocas mais recentes ser feliz passou a ser um direito, não apenas algo a ser buscado, mas  exigido. A felicidade tornou-se algo que o marido cobra da mulher, esta do marido, os filhos a reclamam dos pais, e todos demandam das autoridades que lhes proporcionem um estado feliz. 
    Agora, a felicidade é considerada natural ao ser humano, portanto nenhum sacrifício é requerido. Cobramos dos outros a nossa felicidade, e não queremos fazer nenhum esforço para obtê-la. Queremos ser felizes já e de modo fácil. Isto é percebido nas coisas e lugares onde a felicidade é procurada. 
    “Está infeliz? Vá ao shopping e compre o que quiser. Vá se divertir. Vá a uma festa. Saia com os amigos. Tome umas e outras. E se nada disso resolver, tome Prozac. Não deixe que nada impeça sua felicidade. Se o problema é seu casamento, acabe com ele. Se, é o trabalho, arrume outro. Se, é a escola, mude para outra. Crie seu mundo e seja feliz. Brigue com quem lhe atrapalha e alcance a felicidade. E intime todos que lhe permitam ser feliz.” 
    Quando buscamos a felicidade nas coisas, notamos que ela logo enfraquece, não é duradoura, e então buscamos outras coisas, como uma dose mais forte, para produzir o mesmo efeito. Assim, somos como crianças, quando ganham um brinquedo novo ficam cheias de felicidade, até enfastiar daquele brinquedo e chorar pedindo outro. 
    O que será que a Bíblia nos diz sobre a felicidade? O que Deus nos falou sobre o que é, e como alcançar a felicidade? Será que algo nos é dito por Ele sobre como é este estado de beatitude e de plena alegria, e como nós podemos atingi-lo? Será que Deus tem uma receita para a felicidade? 
    Há uma expressão bíblica que expressa o que é ser feliz e como ser feliz conforme a receita de Deus. Ela é traduzida nas nossas versões como “Bem-aventurado”, e aparece várias vezes, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. Talvez a parte mais conhecida seja as bem-aventuranças pronunciadas por Jesus em Mateus 5.1-12. 
    Esta palavra era usada nos tempos bíblicos para apontar alguém que era feliz. Designava aquele que poderia viver sem os cuidados e preocupações que afligem os demais homens, sendo digno de ser invejado por ser abençoado por Deus, e por isso  podia viver de modo correto e próspero. Ela também poderia ser traduzida como: “Ah! Que felicidade a de...”; “Oh! como é feliz aquele que...”; “Como é recompensadora a vida de ...”; “Como é abençoada a pessoa que..”, "Quão afortunado é aquele que...", etc. Estudando esta expressão na Bíblia, você poderá descobrir o que é a felicidade, conforme Deus, e como conseguimos obtê-la.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

FELICIDADE COMEÇA COM FÉ

       Viajando de São Paulo a Curitiba, sintonizei um programa evangélico cuja  qualidade me atraiu. Programa muito agradável, com leituras bíblicas acompanhadas de pequenas, mas profundas meditações, e leituras de trechos de livros evangélicos edificantes comunicados pela expressiva voz de duas apresentadoras.  Mas o que mais me atraiu foi o nome do programa: “Felicidade começa com fé”.    
     Percebi que a frase fazia um jogo de palavras para que a verdade fosse reforçada. Com um pouco de esforço notamos que a palavra “felicidade” começa com “fé”, especialmente se nosso sotaque pronunciar o “e” de forma aberta, como sendo um “é”.  Mas, mesmo que o sotaque não seja assim, a verdade teológica permanece: a felicidade só é possível com fé. A fé é o princípio da felicidade, é com ela que a felicidade começa.
      Esta verdade é declarada por Jesus em João 20.29: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.”. A expressão “bem-aventurado”, quer dizer: feliz, abençoado, venturoso. Ela se refere a alguém que recebeu a graça de ser feliz, e de desfrutar da alegria. Neste versículo Jesus declara que felizes são os que crêem. Isto é, para ser feliz é preciso ter fé. Mas, que tipo de fé? Todas as pessoas têm fé, mas nem todas são felizes. O contexto do versículo nos indica qual é a fé que traz a felicidade, ele nos mostra o tipo de fé que inicia a felicidade.
      É a fé que não depende das evidências físicas. Neste capítulo temos o relato de três aparições pós-ressurreição de Jesus. Ele já havia aparecido para Maria Madalena e para um grupo dos discípulos, mas Tomé não estava neste grupo. Estes discípulos contaram para Tomé a alegre notícia: Nós vimos Jesus, Ele ressuscitou. Mas ele não acreditou no testemunho deles. Os discípulos repetiam a verdade da ressurreição de Cristo, e Tomé continuava exigindo as provas visíveis e tangíveis da ressurreição. Ele dizia de modo bem enfático: Nunca jamais crerei se não vir  (João 20.25).
      Por causa disso, Tomé não compartilhava a felicidade dos outros discípulos, ele recusava acreditar na palavra de pessoas com quem havia convivido durante algum tempo. Ele queria ver e tocar, para saber que não era uma ilusão coletiva, ou mesmo um engodo de outro homem fazendo-se passar por Jesus.
      Noutra situação, Maria agiu diferente, mesmo sem ver, acreditou que as palavras de Deus se cumpririam, por isso foi abençoada. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor. (Lucas 1.45).
      Ainda hoje pessoas são infelizes porque são incapazes de crer sem as provas. Elas exigem experimentar, tocar e ver, para poder crer. É interessante que elas não exigem isso para crer em outras verdades. Exemplo: não viram o passado, mas acreditam no que lhes contaram. Não viram seus pais concebendo-as, mas acreditam no testemunho deles de que são seus pais. Não viram os portugueses descobrindo o Brasil, mas acreditam nisso. Mas, quando se trata de crer na palavra de Deus, elas exigem evidências tangíveis. Assim, deixam de desfrutar a felicidade que esta fé pode lhes proporcionar.
      Esta fé é resultado da graça de Deus. Jesus não tinha nenhuma obrigação de dar evidências visíveis para Tomé. Pois, já havia dito que iria morrer e ressuscitar (Mateus 16.21; 17.22,23; 27.63). Deus já havia dado a Tomé demonstrações suficientes de que a palavra de Jesus era verdadeira, pois vários milagres já haviam sido realizados, inclusive ressurreições. Mesmo assim Jesus fornece a prova que Tomé exigia, foi uma manifestação de graça. Mas crer sem ver também é resultado da graça de Deus. Jesus disse para Pedro que ele havia crido por causa de uma revelação do Pai, e não por causa das capacidades ou méritos dele (Mt 16.17). Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Felicidade começa com fé, porque sinaliza a graça de Deus sobre os que creem.
      A fé que traz a felicidade não é uma fé vaga, ela tem um conteúdo bem definido. É a fé que aceita Jesus como Senhor e Deus. Tomé, após ouvir Jesus, reconhece quem de fato Jesus é; Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (João 20.28). Pedro também manifestou sua fé abençoada numa confissão que demonstrava a verdade sobre Jesus: Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16.16).
      Muitas pessoas crêem em Jesus, mas ainda são infelizes, porque o Jesus que elas crêem não é o Jesus da Bíblia. É o Jesus da imaginação delas ou o Jesus que o mundo inventou. O Jesus curandeiro, o menino Jesus impotente nos braços de Maria, o Jesus ainda pendurado na cruz, o Jesus apenas um grande profeta, ou mestre, ou até espírito iluminado, ou ainda o Jesus meu empregado para fazer as minhas vontades. Mas não aceitam o Jesus que é Deus e meu e também teu Senhor, como diz o hino.
      E por último, a fé que traz felicidade tem como alicerce o testemunho das Escrituras. O comentário inspirado que o evangelista João faz nos versos 30 e 31 aponta para esta verdade: Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. O que foi escrito tem como propósito nos levar a crer em Jesus como o Filho de Deus, e também o Escolhido e Ungido por Deus para nos salvar. Esta crença vai nos dar vida, ela nos fará felizes, porque felicidade começa com fé.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FELICIDADE É TER SIDO PERDOADO


A principal causa da infelicidade é o pecado. O pecado atrapalha a vida, deixando-a torta, desorientada, perdida. Ele produz tragédias, corrompe nossa mente, traz o medo, as acusações, as brigas, os problemas nos relacionamentos, etc. O pecado coloca culpa na nossa consciência. E uma consciência culpada não desfruta de paz, pelo contrário carrega uma angústia constante, uma agonia que atormenta e nos pressiona, levando-nos a ver a vida como algo sem graça, sem cor, sem sentido.
    A culpa pode levar alguém à loucura, e até mesmo à morte. Resolver o problema da culpa é essencial para nossa felicidade. Algumas pessoas tentam afogar a culpa nos vícios: álcool, sexo, drogas, etc. Outros tentam esquecê-la com uma vida agitada envolvendo-se em muitas atividades, passeios, diversões variadas, compras compulsivas, etc. Ainda há aqueles que procuram compensá-la com trabalhos, serviços aos outros, ou atividades religiosas. Estes são apenas paliativos que aliviam temporariamente a sensação de culpa, como analgésicos que amortizam a dor, mas não curam a infecção.
    O rei Davi passou pela experiência de tentar viver com a culpa sem tratá-la devidamente. Ele nos descreve como sofreu com isso. Mas ele também nos conta a tremenda felicidade de experimentar o perdão de Deus, que é o único remédio que resolve o problema da culpa. Estas descrições estão no salmo 32.
    O salmo começa com a expressão “Bem-aventurado”, que significa “abençoado por Deus”, “feliz”, “realizado”, “afortunado”.  Davi está dizendo “Oh! Como é feliz, e como vale a pena, a vida de alguém que foi perdoado”.
    O pecado é descrito como transgressão, rebeldia, infidelidade. É o não viver conforme os alvos estabelecidos por Deus. Pecar é fracassar em fazer a vontade de Deus. O pecado nos engana e seduz, nos leva a viver de modo mentiroso e ilusório.
    O perdão é expresso de modo bem gráfico. Quando Deus nos perdoa Ele pega o nosso pecado e leva embora. O fardo que pesava e afundava nossas vidas é removido e jogado longe. Podemos caminhar com os ombros levantados. Que alívio! Oh! Que felicidade!
    Quando Deus nos perdoa Ele cobre o nosso pecado, dando a ideia de que Ele não mais o vê quando trata conosco. As manchas são lavadas de modo completo, não fica nenhuma lembrança delas. Ele nos vê como pessoas puras, e todo fracasso é deixado no passado, sendo esquecido e não mais lançado em nosso rosto. Podemos começar de novo. Que oportunidade! Oh! Que felicidade!
    Quando Deus nos perdoa Ele apaga a nossa conta devedora. Nossa dívida é cancelada. Passamos a ter ficha limpa com Ele. Somos declarados sem culpas pelo Supremo Tribunal do Universo. Já não cabe mais nenhuma apelação contra nós. Estamos livres do medo da condenação. Um novo começo! Oh!Que felicidade!
    Quando Deus nos perdoa Ele nos liberta do estresse de viver enganosamente, iludindo a nós mesmos e aos outros. O auto-engano não existe mais, o pecado foi tratado com honestidade. Não precisamos mais fingir nem nos esconder. Podemos desfrutar de plena comunhão com Ele. Que recepção! Oh! Que felicidade!
    Mas, oh! Que infelicidade quando nós mesmos tentamos esconder o nosso pecado. Que tristeza quando não confessamos nossos erros e fracassos diante de Deus! Nosso físico sofre, os ossos ficam moídos. Não há louvor e palavras alegres, só gemidos. Não há ânimo, nem cores, nem vida, tudo parece um deserto. Não há flores nem frutos, a vida fica seca e desolada. Não há comunhão com Deus, mas Sua mão é um peso em nossas vidas. A pressão aumenta. A vida fica em tempo de explodir. Como uma infecção que lateja e traz dor para toda nossa vida.
    Quando nós cobrimos os nossos pecados, Deus os descobre. Que vergonha! Que infelicidade. Mas quando nós os descobrimos diante de Deus, Ele os cobre. O pus é retirado, a inflamação é tratada. A dor vai embora. A pressão do peito desaparece. Que alegria.  
Só é feliz quem recebe o perdão de Deus. Podemos ouvir com alegria a canção:
Oh! Sê então feliz, feliz.
Cada erro que você cometeu.
Foi pago pela graça de Deus, o Senhor.
Sê então feliz, feliz!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESTÁ CONSUMADO


        Terminar um trabalho é algo apreciável. A sensação produzida é agradável, e pode ser de alívio por se livrar de uma responsabilidade, ou de vibração exuberante por causa do resultado alcançado. Aqueles que já tiveram que escrever uma monografia ou um artigo podem testemunhar isso.  Mas raramente concluímos um trabalho com a sensação de realização plena, pois logo percebemos que ele poderia ter ficado melhor, que há erros a serem corrigidos, ou mesmo partes que precisam ser melhoradas.
  Já o Senhor Jesus concluiu Sua obra é bradou “Está terminado” com plena consciência que nada melhor poderia ser feito, que a obra fora perfeitamente cumprida.
      A expressão “Está consumado”, relatada em João 19.28-30, é considerada a sexta palavra da cruz. Jesus já estava na cruz por aproximadamente seis horas.  Após pedir que o Pai perdoasse os que O crucificavam, prometer que o malfeitor arrependido estaria no paraíso, pedir que João cuidasse de Sua mãe, clamar diante do abandono do Pai, e manifestar Sua sede, Ele proclama que a obra fora consumada!
        Na língua original apenas uma palavra é usada para expressar a ideia bradada por Jesus.  É um verbo conjugado numa forma que expressa uma ação completa, e cujos resultados continuam. Conforme estudiosos, o uso desta forma é uma escolha deliberada do autor para indicar o estado presente de uma ação passada. Seria como se Jesus estivesse dizendo: a obra se cumpriu e os resultados perduram. 
           A raiz deste verbo é um substantivo que indica o fim, a conclusão, o término, ou o alvo de alguma coisa.  O verbo pode indicar que algo foi terminado, concluído, completado, cumprido, e que o objetivo foi alcançado. O Novo Testamento usa este verbo para indicar: 
(1) o final de algo, como o dos sermões de Jesus em Mateus 7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1; 
(2) um tempo que se completa, como os mil anos de Apocalipse 20.3,5,7; 
(3) o aperfeiçoamento de uma virtude, como o poder em 2º Coríntios 12.9; 
(4) a obediência a um mandamento, Tiago 2.8; 
(5) o pagamento de impostos Romanos 13.6; Mt 17.24;
(6) o cumprimento ou realização de uma profecia Apocalipse 10.7 e 17.17. 
         Alguns destes usos podem ser aplicados a João 19.28-30, mas creio que o contexto indica que o sentido principal aqui é o de cumprimento das Escrituras. 
João enfatiza isso usando duas palavras, a que foi traduzida como “está consumado” (já tratada acima), e outra semelhante que significa “Encher, completar, cumprir”. Esta já havia sido usada com o sentido de cumprir uma profecia na tradução grega do Antigo Testamento (1 Reis 2.27; 8.15,24; 2 Crônicas 36.21,22).
Ao relatar a semana da morte de Jesus, o apóstolo João mostra como Jesus estava cumprindo as profecias.
(1) Em 12.37-43, ele afirma que a rejeição de Jesus já havia sido profetizada, e cita Isaías 53.1 e 6.10. 
(2) Em 13.18, o próprio Jesus afirma que a traição já estava profetizada, e cita o Salmo 41.9. 
(3) Também em 15.25, Jesus diz que o ódio a Ele já estava profetizado, citando os Salmos 35.19 e 69.4. 
(4) Em 17.12, novamente falando a respeito de Judas Iscariotes, Jesus menciona que as Escrituras estavam se cumprindo. Quando pensamos em suas palavras à luz de Atos 1.20, podemos perceber o Salmo 109.8.
(5) João volta a dar sua própria interpretação em 18.9, e agora para mostrar que eram as próprias palavras ditas por Jesus em 17.12, que estavam se cumprindo. 
(6) Outra vez, agora em 18.32, João mostra como a profecia feita pelo próprio Jesus, a respeito do modo da Sua morte, estava se cumprindo. Se os judeus tivessem executado Jesus, a morte seria por apedrejamento, mas o próprio Jesus havia dito que seria levantado (João 3.14; 8.28; 12.32s, compare com Deuteronômio 21.23).
(7) No ato da crucificação, os soldados romanos não rasgaram as vestes de Jesus (19.23,24), e João cita o Salmo 22.18, indicando que isso era cumprimento das Escrituras. Este salmo havia sido escrito mil anos antes da morte de Jesus, e nele são descritos detalhes de uma cena de execução, dos quais muitos se cumpriram em Jesus. 
(8) Em 19.28, é dito que Jesus estava consciente de que tudo já tinha e continuava se cumprindo de acordo com a Escritura. Isto é, Jesus sabia que cada detalhe da Sua morte cumpria as Escrituras. Então Ele deu um passo para um último cumprimento: o da sua sede, que havia sido profetizada nos Salmos 22.15 e 69.21.  
       Para aliviar sua sede os soldados lhe molharam os lábios com soro de vinho. Isto não matou sua sede, mas molhou sua garganta e o habilitou a proclamar o cumprimento das Escrituras quanto à obra redentora. 
(9) E por último, em 19.36,37, João fala do cumprimento do Salmo 34.20 e Zacarias 12.10.
Jesus já havia dito que tudo que fora profetizado em relação a Ele seria cumprido (Lucas 18.31-33; 22.37, citando Is 53.12). E agora Ele confirma isso, com Sua palavra na cruz. Os apóstolos também testemunharam que os acontecimentos da crucificação cumpriam as Escrituras (Atos 13.29).
     A obra consumada significava que as profecias relativas à morte de Cristo foram cumpridas. A morte de Jesus não foi acidental. Mas o cumprimento perfeito do que Deus havia proclamado no Antigo Testamento. Os inimigos de Jesus inconscientemente cooperaram para que o plano de Deus se realizasse, e as Escrituras se cumprissem. Os planos de Deus nunca serão frustrados!
     Com o cumprimento das Escrituras, outros aspectos da obra de Cristo também se completaram. Neste caso, outros sentidos da expressão “está consumado” podem ser aplicados.
     O “está consumado” também foi uma palavra de alívio. Seu sofrimento e angústia terminaram. Mesmo sabendo das profecias quanto à sua morte, Jesus experimentou sofrimento real e antecipado. Ele mesmo afirma que se sentia comprimido, como se estivesse sendo apertado por vários lados, até que sua missão fosse completada (Lucas 12.50). Agora, a obra estava concluída, o sofrimento havia passado. Ele persistiu e resistiu até o final. O nosso sofrimento também terminará um dia. Portanto, olhando para Jesus, não desanimemos (Hebreus 12.3).
      Ao cumprir as Escrituras Jesus completou a obra que o Pai lhe confiara. A expressão usada por Jesus também era pronunciada quando alguém concluía um trabalho. Quando um pintor terminava um quadro ou um autor um livro. Ali na cruz Jesus conclui a maior de todas as obras. Completar a obra do Pai era o supremo propósito de Sua vida (João 4.34), Ele tinha consciência de que Sua missão era fazer a vontade de Deus. Cumprir as obras do Pai era Seu modo de dar testemunho (João 5.36). Completando a missão recebida Ele glorificava o Pai (João 17.4). O propósito da nossa vida é glorificar a Deus. Realizamos isso cumprindo a vontade Dele em nossas vidas, e permanecendo fiel até o fim à missão que Ele nos deu, mesmo que isso envolva sofrimento.
       Quando cumpriu as Escrituras Jesus também pagou nossa dívida. Este era outro uso da expressão “está consumado”. Foram encontrados em papiros, recibos de impostos que apresentam esta expressão significando “pago em sua totalidade”.  Tínhamos uma grande dívida com Deus, os nossos pecados. Não tínhamos condições de pagar. Mas a morte de Jesus na cruz pagou esta dívida em sua totalidade. (Colossenses 2.13,14).  
       Outro uso da expressão era quando o sacerdote examinava um animal para o sacrifício, e não encontrando nenhum defeito nele, dizia: está consumado! Isto é, tudo está perfeito. O animal pode ser ofertado como sacrifício. A morte de Cristo foi uma oferta perfeita pelo pecado, que nunca mais precisaria ser repetida. A obra foi consumada de uma vez, uma única morte, pagando pelos pecados de todos aqueles que Deus iria salvar (Hebreus 1.3; 9.11-14, 22-28).
     Ao dizer “Está consumado”, Jesus estava confirmando Seu amor pelos Seus discípulos. Pois Ele os amou até o fim (João 13.1). Isto significa tanto que amou até que Sua vida fosse entregue cumprindo as profecias, como que amou até que o alvo fosse alcançado: nossas vidas fossem salvas.
    Diante disso vamos crer que o sacrifício de Cristo não foi um acidente. Mas a obra eternamente planejada, e no tempo executada, para salvar o povo de Deus, e habilitar este povo para glorificar a Deus para sempre.
    Vamos crer também que o plano de Deus jamais será frustrado.  Quando as pessoas pensam estar trabalhando contra ele, estão cooperando para sua realização. 
      Creiamos ainda que o nosso sofrimento, por maior que seja, um dia acabará. Portanto não vamos desistir da luta. Vamos perseverar. 
     Vamos concluir a missão de Deus para as nossas vidas, lembrando que nosso propósito aqui é cumprir a vontade Dele. Só assim poderemos dizer: completei a carreira. 
      Vamos nos alegrar, pois nossos pecados estão totalmente pagos, quitados completamente. Não por nada que tenhamos feito. Mas, única e exclusivamente por causa do sacrifício de Jesus na cruz. Estamos perdoados de todos os pecados.
     Vamos louvar a Deus pelo grande amor de Jesus por nós. Ele nos tem amado de modo que o alvo preparado para nossa vida se realizou. Embora isso tenha incluído o Seu sofrimento.    Vamos amar os nossos irmãos assim também. 
     Regozijemo-nos, pois “Está consumado!”.

sábado, 31 de março de 2012

NEM “ESCATOMANIA” NEM “ESCATOFOBIA”

          As duas expressões acima são de um escritor de teologia, e procuram expressar as reações que alguns têm diante da escatologia. O nome “escatologia” é formado por duas palavras gregas: “escatos” que quer dizer “último” e “logia”, que indica estudo ou assunto. Por isso esta palavra designa a parte da teologia que estuda os eventos futuros, os últimos atos de Deus na concretização de Seu projeto redentivo.

          “Escatofobia” é atitude daqueles que têm medo do que Deus nos disse sobre o futuro, e por isso não querem saber nada sobre o assunto. Alguns, inclusive, têm medo de ler e estudar o livro de Apocalipse.  Já “Escatomania” seria a reação daqueles que fazem da escatologia uma mania, entendendo que ela é o principal, senão único, assunto digno de estudo bíblico. 

          Parece-me que é comum as pessoas pensarem que a profecia bíblica trata apenas de eventos futuros. Isto não é verdade. Profecia tem a ver com revelação, e Deus não revelou apenas o futuro. O profeta era o porta-voz de Deus, isto é, aquele que trazia uma mensagem direta de Deus. Este significado da palavra aparece no uso que o próprio Deus fez dela em Êxodo 7.1,2, quando disse que Arão seria o profeta de Moisés, isto é, Arão deveria falar as palavras que Deus havia ordenado a Moisés. Outra evidência é o livro de Apocalipse, que é uma profecia, mas que revela as coisas que aconteceram, que estavam acontecendo e que iriam acontecer (Apocalipse 1.3,19).
           A profecia comunica a Palavra de Deus, revelando Sua interpretação do passado, Seus planos para o futuro, visando ensinar Seu povo como viver no presente. Os profetas do Antigo Testamento condenaram os pecados que o povo estava cometendo. Quando o véu do futuro era levantado, tinha como objetivo desmascarar a hipocrisia e as falsas expectativas do momento. 
         O interesse pela profecia pode ser motivado pelo fascínio de saber o futuro. Isto pode ser movido pela curiosidade e também pelo desejo de autonomia. Acreditamos que, conhecendo o futuro, nós teremos maior controle da nossa vida.  Por isso alguns querem um esquema bem detalhado dos eventos futuros. Mas Deus nos revelou apenas o suficiente para nos preparar para o futuro, e não para satisfazer nossa curiosidade. O futuro foi revelado por causa do presente. Ao mostrar o que vai acontecer amanhã, Deus quer provocar uma resposta hoje. 
         Quais as respostas que Deus espera de Sua igreja diante da profecia da volta do Senhor Jesus Cristo? 
         Quando O Senhor Jesus respondeu a tríplice pergunta dos discípulos em Mateus capítulos 24 e 25 (texto que é denominado de sermão profético), Ele enfatizou duas atitudes: Vigilância e Perseverança. Ele adverte: cuidado que ninguém engane vocês (Mateus 24.4). Então avisa que muitos falsos pregadores surgiriam, que o mundo não iria melhorar, e sim as catástrofes e conflitos aumentariam, haveria perseguições, desvios da fé, e aumento do pecado. Isto causaria o esfriamento no amor de muitos (Mateus 24.5-14). Feliz o servo que se conservar fiel e atuante em todo tempo, mesmo em meio a estes grandes problemas (Mateus 24.46-25.30).
         O apóstolo Paulo, elucidando dúvidas da igreja em Tessalônica, apresenta outra atitude: Conforto (1 Tessaloninces 4.13-18).  Saber que nosso futuro é estar com Jesus para sempre, deve servir de consolo em meio às tristezas da vida. O Senhor Jesus também havia destacado isto no sermão que usou com o propósito de preparar os discípulos para Sua partida (João 14.1-3). O mundo não deve nos assustar, pois Jesus já garantiu nosso futuro. Saber que um dia seremos transformados em pessoas glorificadas deve nos animar e fortalecer (Filipenses 3.20,21).
        Ao concluir um tratado sobre a nossa ressurreição, em 1 Coríntios 15.58, o apóstolo Paulo exortou outra atitude: Operosidade, isto é, disposição para trabalhar produtivamente na obra de Deus. A vida não acaba quando se morre, sendo assim, o que fazemos para Deus não é inútil. Portanto “mãos ao trabalho crentes”.
         Em sua primeira carta o apóstolo João nos mostra mais uma atitude: Pureza. Ele diz que ainda não somos o que devemos ser, mas quando Cristo se manifestar seremos semelhantes a Ele. Todo que tem esta esperança busca a purificação de sua vida (1 João 3.2,3).
         Jesus há de voltar, por isso, vamos ser vigilantes, perseverantes, destemidos, atuantes, e puros. 

domingo, 18 de março de 2012

O CARPINTEIRO


              No dia 19 de Março comemora-se o dia do carpinteiro. É muito comum confundirmos o carpinteiro com o marceneiro, pois ambos trabalham com madeira. Mas, estritamente falando um carpinteiro é um artesão que trabalha com madeira, montando especialmente obras pesadas, como estruturas, vigamentos, tabuados, etc.
             Este  ofício  é muito importante, pois grandes obras de construção civil e naval, não seriam possíveis sem o trabalho do carpinteiro.  No entanto, o que tornou esta arte famosa foi um conhecido carpinteiro. Com certeza, o carpinteiro mais famoso que já existiu: Jesus Cristo.
           Tanto Ele, como José, seu pai adotivo, foram chamados de carpinteiros (Mateus 13.55; Marcos 6.3).  Na linguagem do NT, “carpinteiro” era a palavra usada para indicar um fabricante ou artesão, que poderia trabalhar com madeira, metal e outros materiais (Isaías 44.13-17); e também para indicar alguém que trabalhava em construções. Nos tempos bíblicos, as grandes construções envolviam pedras e madeira. Podemos citar como exemplo o templo construído por Salomão que foi edificado com pedra e forrado com madeira (1 Reis 4-7).
Como Jesus atuava em um ambiente rural, é provável que Ele e seu pai fabricassem   carroças, consertassem arados, entalhassem bacias, colheres ou enxadas, construíssem baús, bancos, camas, levantassem parreirais e galpões, cobrissem e consertassem telhados, etc. Nosso Salvador, gastou a maior parte de sua vida nesta função útil, mas dura.
Jesus cresceu e morou na cidade de Nazaré até por volta de seus 30 anos.  Acreditamos que durante este tempo Ele tenha ajudado José e assim, aprendera o mesmo ofício, e se tornou o carpinteiro daquela pequena cidade, até quando se mudou para Cafarnaum e começou sua obra de anunciar o Reino de Deus. 
         Um dia Ele voltou à Nazaré, e ali ensinou na sinagoga. Seus ouvintes ficaram espantados com Sua sabedoria e com os milagres que operava (Marcos 6.1-3). Apesar das evidências de seu ensino e milagres, não conseguiram crer Nele, porque apenas o conheciam como aquele que havia sido o carpinteiro da sua pequena cidade. Os habitantes de Nazaré não conseguiram entender como o carpinteiro havia se tornado um grande Mestre, e por não conseguirem entender, resolveram não crer.
                Nos primeiros anos da história do Cristianismo, o fato de Jesus ser um carpinteiro também foi motivo de gracejos. Mas este fato nos mostra a humildade de Jesus. Aquele que construiu o Universo, agora fabricava pequenas coisas. Jesus nos ensina que é possível servir a Deus nos trabalhos do dia a dia. Ao servirmos as pessoas com o nosso trabalho, estamos adorando o Criador do mundo e das pessoas.
                Os habitantes de Nazaré creriam se a mensagem maravilhosa tivesse sido pregada por alguém mais nobre, com mais glamour. Mas, já que a mensagem fora pregada por alguém que era igual a eles, não creram. Eles achavam que conheciam Jesus muito bem, afinal Ele havia crescido entre eles, e trabalhado para eles. Apesar de conhecerem Jesus como “o carpinteiro”, não O conheciam como “o Salvador”. 
Sim, o homem que passou a maior parte de sua vida fabricando e consertando objetos e casas, foi o escolhido, enviado e ungido por Deus, para consertar vidas, e construir uma Igreja, um povo, um novo mundo. Foi enviado, de forma humilde, para realizar uma salvação poderosa.
             O que aconteceu em Nazaré ainda acontece hoje. As pessoas desprezam a mensagem por desconsiderarem o mensageiro. Embora muitas vezes até admirem a mensagem, mas o preconceito as impede de acreditar na mesma. Algumas mensagens não prosperam porque a própria mensagem é ruim, mas há mensagens que não são aceitas porque a audiência é ruim.
            Em Nazaré, Jesus só era conhecido como “o carpinteiro”, ninguém ali percebeu que Ele era muito mais que um carpinteiro, a primeira impressão foi a que ficou. Ainda hoje há pessoas que pensam conhecer Jesus muito bem, afinal cresceram numa igreja, ouvindo histórias bíblicas e cantando hinos sobre Jesus. Mas ficaram com a impressão de Jesus apenas como um bom mestre, um profeta, um milagreiro a quem se pode recorrer nas horas de dificuldade. Elas não conseguem ver que Jesus é muito mais do que tudo isso. Ele é o próprio Deus que assumiu a humanidade, para viver numa pequena aldeia, trabalhando para pessoas que depois iriam rejeitá-lo (João 1.1,10,11,14). Ele é o Messias Salvador, que veio morrer numa cruz para pagar pelos pecados dos homens, e libertá-los destes pecados (2 Coríntios 5.21). Ele é Aquele que venceu a morte pela ressurreição, e hoje está à direita de Deus, intercedendo pelos seus (Romanos 8.34). Ele é o Juiz que voltará para concretizar a salvação eterna dos que creram e condenar os que O rejeitaram (Mateus 25.31-46).
Conheça Jesus, o Carpinteiro que pode consertar Sua vida para toda a eternidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

OLHO PIDÃO


A expressão “olho pidão” indica alguém que pede com os olhos. Pode ser o olhar suplicante do mendigo, ou o olhar guloso da criança diante do balcão de doces. Ambos comunicam seus desejos pelos olhos.  É o olhar do personagem Chaves, do seriado do mesmo nome, que mesmo balançando a cabeça indicando que não quer o sanduiche de presunto, os olhos dizem o contrário.
O olhar do peregrino também é um olhar pidão. No salmo 123 ele diz que seus olhos esperam em Deus, e este olhar além de esperar, clama. Junto com o olhar há um pedido por misericórdia. Ele olha para Deus e conta os seus problemas. A causa de seu sofrimento é o desprezo. Ele e os outros adoradores são vistos como insignificantes, sem valor, e sem importância, desdém que é acompanhado de escárnio. E isto irrita e dói em sua alma. 
Por isso ele diz que está saturado e ensopado das zombarias dos arrogantes e soberbos. Daqueles que pensam que podem viver sem Deus, desfrutando do bem bom da vida sem preocupações.  Os arrogantes são descritos em Amós 6.1 e Isaías 32.9,11, como pessoas que não se importam com a iminência do juízo de Deus, e nem se afligem com o pecado cometido. Vivem para vestir-se bem, festejar e divertir-se. A indulgência, luxúria e frivolidade são suas aspirações. 
Os orgulhosos se levantam como ondas do mar. Apoiando-se em seus próprios expedientes e forças, zombam daqueles que humildemente dependem de Deus; que sofrem, e aparentemente não prosperam.
Um exemplo deste desprezo aparece em Neemias 2.19 e 4.1-4. Provocado pela ira e pela inveja, o menosprezo duvida de até onde podemos ir; considera inútil os nossos esforços; e zomba do potencial de nossas realizações. Ele pode se manifestar lançando dúvidas sobre nossas intenções e nos caluniando. Seu alvo é nos desanimar. Este desprezo é pior do que a ira (Mateus 5.22).
Diante deste ataque o salmista dirige seu olhar para o SENHOR, com atitude de servo (humilde, submissa, concentrada, esperançosa), e conta seu problema para Deus.
Igual ao peregrino, também enfrentamos o desprezo dos outros. Talvez por nos considerarem fracos, idiotas, atrasados, retrógrados, por ainda acreditamos em coisas que não fazem sentido no mundo moderno. Somos incompreendidos, por não darmos vazão às nossas paixões, por reprimirmos os nossos desejos. Chamados de bobos, de gente que não sabe aproveitar a vida (1 Pedro 2.11,12,13; 4.2,4).
Qual o desprezo que lhe aflige? A indiferença dos que você ama? O descompromisso de quem deve cuidar de você? A infidelidade de quem deveria ser fiel? A falta de atenção e gratidão das pessoas pelas quais você tem se desgastado? Falsas acusações? Juízos precipitados sobre suas aflições? Depreciação do seu trabalho? Descrença em suas capacidades? Pouco caso de suas ideias? Xingamentos? Pessoas que nem lhe dirigem a palavra? Outros que riem de suas convicções e comportamento? Você está cheio, já não aguenta mais?
O que pretende fazer? Para quem está olhando?
O peregrino nos ensina que na adoração alegre, também há espaço para o desabafo humilde, a súplica sofrida, o clamor confiante. Faça como ele, dirija seu olhar para o Senhor, pedindo misericórdia, conte seu problema, e aguarde com confiança.

  

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...