domingo, 2 de julho de 2017

FORÇA PARA A BATALHA ESPIRITUAL



            Estamos numa guerra. Esta é uma realidade que não apreciamos, já que as guerras só são glamorosas nos filmes e nos romances. Na vida real são cruéis e trágicas. Quem as admira, provavelmente nunca experimentou as situações limites de uma trincheira. Onde a luta pela vida gera a morte momento a momento.  
Nossa guerra é diferente, mas nem por isso menos trágica e cruel, dela também dependem vida e morte. Não é contra carne e sangue, mas contra forças espirituais. É constante, não há trégua. Cada momento é uma batalha. Há dias de maior intensidade, mas todos os dias são tempos de guerra.
Para ser vitorioso é preciso o fortalecimento que vem do Senhor. É isto que o apóstolo Paulo diz na conclusão de sua carta aos Efésios “Finalmente sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). Precisamos deste fortalecimento.
Gideão foi revestido desta força na guerra contra os midianitas (Jz 6.34). Ele estava escondido num lagar (tanque onde se pisava as uvas) debulhando trigo, para impedir que a colheita daquele ano fosse tomada pelos invasores. Ali o SENHOR lhe apareceu e lhe deu a tarefa de lutar e vencer os opressores, que há sete anos dominavam seu povo. Também lhe deu uma garantia: estaria com Gideão e por isso ele venceria os midianitas como se estes fossem apenas um homem. Gideão não tinha poder nem influencia e ainda se demonstrou tímido e medroso, portanto não foi a sua força que conquistou a vitória, mas a força da presença de Deus, que lhe revestiu com o Espírito Santo (Jz 6.12-16). É desta força que precisamos para lutar contra os poderes do mal. 
Outro que dependeu desta força foi Abraão, que enfrentou um tipo diferente de guerra. Uma batalha contra a incredulidade. Recebera a promessa de um filho, que geraria em sua esposa Sara e que seria o seu herdeiro. Mas o tempo estava passando. Ele já tinha quase cem anos e Sara noventa. Nenhum dos dois tinha as condições físicas de terem um filho. Seus corpos já não mais produziam o que era necessário para que uma criança fosse gerada e concebida. Mas ele continuou crendo. Não permitiu que os pensamentos de dúvidas e as circunstâncias ao redor lhe vencessem. Foi fortalecido na fé (Rm 4.20). Este é o tipo de guerra que ocorre dentro da pessoa. As circunstâncias externas atiram, buscando atingir o coração, implantar a dúvida, gerar a desconfiança e a desobediência. Com a força do Senhor, a pessoa permanece firme, relembrando e acreditando na Palavra de Deus. É desta força que precisamos para manter nossa fé nos momentos de crise. 
O apóstolo Paulo lutou um guerra constante. Tinha uma missão arriscada: pregar o evangelho. Os inimigos eram muitos. A presença de Deus lhe fortaleceu desde o início, quando foi ameaçado por seus compatriotas, até o final, quando esteve no julgamento diante do imperador. A pregação foi plenamente realizada e as pessoas ouviram o evangelho. Ele nunca desistiu, pois sabia que Deus lhe havia fortalecido (At 9.22; 2 Tm 4.17; 1 Tm 1.12). É desta força que precisamos para continuar testemunhando o evangelho, mesmo quando ameaçados.  
 Manter o contentamento foi outra batalha enfrentada pelo apóstolo. Ele experimentou muitas e variadas situações, de honra e de humilhações, de fartura e de escassez, mas o que nunca variou foi sua satisfação. Ele sempre se manteve contente, no aplauso e na vaia, na abundância e na fome. Esta guerra também acontece nos corações. É uma guerra interior. As circunstâncias são externas, mas a vitória ou derrota ocorre dentro de nós. É lá que o contentamento triunfa ou amargamos a derrota causada pelo ressentimento e insatisfação. O que garantiu a vitória do apóstolo Paulo foi o fortalecimento de Cristo. Tudo posso naquele que me fortalece, foi o que disse, quando falou de seu constante contentamento (Fp 4.11-13). É desta força que precisamos para conquistarmos a felicidade em todos os momentos da vida, independente das circunstâncias serem alegres ou tristes.
Esta força vem a nós pela graça de Cristo e não por causa de nossos méritos. Somos revestidos de força quando nos reconhecemos fracos e dependemos inteiramente da graça de Deus, que se manifesta a nós na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo. Enquanto nos acharmos fortes, capazes e lutando com nossos próprios recursos seremos derrotados. Cada dia precisamos admitir que não podemos, não somos capazes, não temos forças, não temos sabedoria. Então clamamos pelo favor de Deus, confiando que Ele é gracioso. Nós não merecemos, mas Ele tem compaixão de nós. É esta confiança que nos fortalece. Foi isso que o apóstolo Paulo disse para Timóteo: Portanto, tu, meu filho, sê fortalecido na graça que está em Cristo Jesus. (2 Tm 2.1).  É desta graça que precisamos para sermos fortalecidos e vencermos as nossas batalhas diárias.
As guerras revelam o melhor ou o pior das pessoas. Nela se manifestam os covardes e os heróis. Como nós não temos melhor, somente pior, dependemos totalmente da graça para nos fortalecer. A graça de Deus é o nosso melhor!   

terça-feira, 6 de junho de 2017

RAZÕES PARA PROCLAMAR



            Nos dias 9 a 11 de Junho de 2017 as Igrejas Batistas Regulares do Cariri estarão realizando o 3º PROCLAMAR. Evento que ocorreu pela primeira vez em 1991 e foi repetido no ano passado. Quais as razões para nos empenharmos em o realizarmos pela terceira vez? 
            O tema escolhido para este ano foi: “EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO”, frase se encontra em 2 Timóteo 1.6-12. Com base neste texto,  quero apresentar três razões para o PROCLAMAR.
Esta foi a última carta escrita pelo apóstolo Paulo. Ele estava preso pela segunda vez na cidade de Roma. Agora, não mais numa prisão domiciliar como em Atos 28, mas nas celas dos presídios do imperador Nero. Aguardava a sentença de morte. Então procura animar Timóteo, um fiel companheiro, a perseverar em dar prosseguimento à proclamação do evangelho, tarefa na qual estavam estavam juntos há mais de 20 anos.
            Lembrando que Timóteo possuía uma fé sincera, a mesma que a avó e a mãe dele tiveram, Paulo lhe desafia a reanimar o dom que Deus lhe havia dado. O medo e a vergonha agiam como um vento frio que tentava apagar o entusiasmo e o fervor de Timóteo em testemunhar de Cristo. Era necessário abanar as brasas e colocar mais lenha naquela fogueira, aumentando a disposição para suportar o sofrimento em prol do evangelho.
            A razão para esta disposição vinha da capacitação divina, Porque Deus não nos deu espírito de medo, mas de poder, amor e moderação. O poder que agia pelo amor, controlado pela disciplina, que era a moderação, deveria substituir o medo paralisante. A capacitação divina é razão para proclamarmos. Deus nos tem habilitado com um poder que expulsa o medo, com um amor que supera a vergonha, acendendo em nós um desejo de testemunhar e uma moderação que nos disciplina, vencendo a preguiça e a inibição.
            Paulo descreve o conteúdo que deveria ser proclamado: o evangelho, que são boas notícias:que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.
            De fato, esta é a melhor das notícias, pois anuncia que Deus salva, chamando pessoas para uma vida diferente, santificada e separada. A motivação de Deus para salvar está nele mesmo. Não depende de obras realizadas pelas pessoas, mas exclusivamente da boa vontade e graça de Deus.  Esta graça é mediada apenas por Jesus Cristo e foi concedida antes da criação do mundo.
            A salvação foi realizada por Jesus Cristo, quando veio ao mundo. Com sua morte na cruz, Ele destruiu o poder da morte e manifestou a vida imortal e incorruptível. Por causa de nossos pecados estamos condenados à morte eterna, excluídos permanentemente da vida e das bênçãos de Deus. Jesus Cristo sofreu a punição que era nossa por direito, pagou a penalidade que pesava sobre nós, e trocou a morte que merecíamos por uma vida imortal, a vida eterna. Sem conhecer e crer nesta salvação as pessoas continuam condenadas à morte eterna. Esta notícia pode salva-las, por isso precisamos proclamar. O conteúdo do evangelho é mais uma razão para proclamarmos.
            Paulo afirma que fora colocado por Deus como pregador, apóstolo e mestre deste evangelho. É por isso que ele sofria, mas não se sentia envergonhado deste sofrimento. Porque conhecera Deus e mantinha este conhecimento fixo em sua mente. Este conhecimento o havia persuadido de que Deus era poderoso para guardar o evangelho que lhe fora confiado até o dia da volta de Cristo. Paulo sofria e seria morto, mas o evangelho permaneceria. Ele tinha certeza da vitória do evangelho. A certeza de que o evangelho vai triunfar é razão para proclamarmos.
            Tudo nesta vida vai passar, os sofrimentos, os medos, as ameaças, as coisas boas e as más. Mas, as pessoas permanecerão, salvas no céu ou perdidas no inferno. O evangelho também permanecerá, guardado pelo poder de Deus até o dia da volta de Cristo. No primeiro PROCLAMAR o pregador foi o missionário Frederico Orr, que já partiu desta vida. Um dos grandes incentivadores do segundo PROCLAMAR foi o Pr Luis Pessoa, que também já foi levado por Deus. Mas o Espírito que os capacitou e o evangelho que anunciaram, continuam entre nós, dando a certeza do triunfo. Por isso devemos proclamar.
            Já que temos a capacitação divina, o conteúdo do evangelho e a certeza do triunfo, vamos nos empenhar em continuar proclamando. Vamos PROCLAMAR.
             
   
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sábado, 27 de maio de 2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

ENXUGANDO AS LÁGRIMAS COM LEMBRANÇAS ALEGRES


O que fazer quando a vida é triste? Quando nossa rotina é entremeada de choro e tristeza? O que fazer quando o sofrimento predomina em nosso caminhar aqui?
No salmo 126 o peregrino cantou a resposta para essas perguntas.  Este é um salmo de alegria, clamor e esperança em meio à tristeza. Ele nos mostra duas atitudes que devem ser tomadas quando o presente é de aflição: olhar para o passado e olhar para o futuro.
Olhar para o passado com o propósito de recordar o que Deus já fez. O salmista se reporta ao retorno dos exilados de Sião. Ele lembra quando Deus livrou Israel do cativeiro e o trouxe de volta para sua terra, mudando a sorte da nação.
A lembrança não foi apenas mental, mas também uma rememoração da alegria sentida naquela ocasião. “Ficamos com quem sonha. Então encheu-se de riso nossa boca e nossa língua de gritos de júbilo”. Aquela ocasião tinha sido tão maravilhosa que parecia um sonho. Ressentindo as emoções da ocasião da restauração, o salmista diz “Foi como um sonho! Como rimos! Como cantamos de alegria!”.
Algumas vezes as ações de Deus são tão surpreendentes que pensamos estar sonhando, como ocorreu com a Igreja de Atos, na ocasião do livramento de Pedro (Atos 12.9).
Quando embriagados pela tristeza, tornemos à sobriedade recordando e recitando as bênçãos que Deus já derramou sobre nós. Estas lembranças reproduzem a alegria sentida quando aquelas bênçãos foram derramadas. A recordação e a recitação das bênçãos divinas podem renovar nossa alegria.
Quando a nota dominante da nossa canção for a dor e o gemido podemos encontrar forças para continuar cantando se recordarmos que a alegria é fruto da ação graciosa de Deus e não algo a ser exigido pelo ser humano.
O peregrino proclama que a ação salvadora de Deus foi a causa de sua alegria. Quando o SENHOR restaurou.., então a nossa boca se encheu de júbilo. As manifestações de júbilo e os cânticos de alegria dos salmistas sempre ocorrem diante dos atos salvadores de Deus.
Muitas vezes pensamos encontrar a alegria nos divertimentos deste mundo, ou nas conquistas pessoais e terrenas. Mas a verdadeira alegria é resultado da ação salvadora de Deus em nossas vidas. O fato de Deus ter agido através de Jesus Cristo para nos libertar do cativeiro da corrupção e da condenação eterna deve encher nossa boca de um riso alegre e jubiloso. Pois não há bênção maior do que essa.
O Senhor Jesus nos ensinou esta mesma nota de forma bem sonante. Certa feita, seus discípulos retornam rejubilando porque tinham sido bem sucedidos na missão que lhes fora dada,  Jesus reagiu dizendo assim: Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus. (Lucas 10.20). Ter o nome escrito nos livro da vida nos céus deve ser a causa maior de nossa alegria.
A salvação que nos foi graciosamente doada por Deus deve ser lembrada em nossos momentos de tristeza, e essa lembrança deve ser suficiente para nos levar à alegria.
Podemos pintar de cores alegres o quadro de nossa vida, testemunhando as bênçãos recebidas, mesmo quando a paisagem maior for uma seca desoladora, que nos deixa solitários. Isso engrandecerá o nome de Deus entre as pessoas.
A ação salvadora de Deus não apenas produziu alegria no Seu povo como também tornou conhecido Seu nome entre as nações. “Então se dizia entre as nações, o SENHOR fez grandes coisas por estes”.
Quando recordamos e contamos as bênçãos de Deus, renovamos nossa alegria e anunciamos quão grande e bom é nosso Deus.

Em momentos de tristeza, enxugue suas lágrimas com os lenços das recordações alegres, traga à memória as bênçãos de Deus. Além de se alegrar você testemunhará.   

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...