segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MEU DINHEIRO NÃO PODE NÃO ME TRAZER FELICIDADE, MAS ...


Há algum tempo li dois artigos de psicólogos da chamada “psicologia positiva”. Esta é uma linha da psicologia que procura descobrir o que torna as pessoas felizes. Nos dois artigos uma mesma informação me chamou atenção: A riqueza tem uma correlação surpreendentemente baixa com o nível de felicidade, disse o Dr Seligman numa entrevista à revista Veja. Esta informação foi também afirmada por outros dois psicólogos num outro livro. Em outras palavras, dinheiro não traz felicidade.

Isto não é nenhuma novidade, pois o próprio Jesus afirmou que A vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui ( Lucas 12.15). De fato meu dinheiro não pode me fazer feliz, mas... pode fazer outros felizes. Como?

Quando uso o meu dinheiro para ajudar obra de Deus, eu o estou usando para levar alegria a várias pessoas. O apóstolo Paulo é um exemplo de alguém que foi alegrado por uma oferta missionária. Ele estava preso em Roma por causa do evangelho. A igreja em Filipos resolveu enviar uma oferta para suas necessidades. Esta mesma igreja já havia cooperado várias vezes com ele. Ele escreveu a carta aos filipenses agradecendo pela oferta.

No capítulo 4, no verso 10 desta carta ele diz que ficou extremamente alegre com a oferta recebida. Ele explica que não foi o dinheiro em si que o alegrou. Até porque Deus já o capacitara a viver satisfeito em toda e qualquer situação. Isto é, a não depender do dinheiro para ter alegria. Mas o fato dos filipenses terem se lembrado dele e assim demonstrado cuidado foi o que o alegrou. Quando ajudamos um missionário, mais do que o dinheiro, é o que o nosso ato representa que deixa o missionário feliz, o fato de nos interessarmos com o avanço da obra. Paulo ficou feliz ao receber aquela oferta.

Outras pessoas também foram alegradas com esta oferta. Nos versos 14-16, Paulo mostra que ao enviar a oferta, aqueles irmãos tornaram-se sócios na obra em que ele estava realizando. Isto é, eles também tinham parte nos resultados da obra. Em Roma, Paulo estava ocupado em pregar o evangelho aos soldados que o mantinham preso (1.13), quando esteve em Tessalônica (Atos 17.1-9) pregou o evangelho naquela cidade. A igreja de Filipos o ajudou nas duas ocasiões, e assim ela cooperou para que tanto alguns soldados do Império como alguns cidadãos de Tessalônica conhecessem o evangelho, e assim tivessem a felicidade eterna que só Jesus pode dar. Quando cooperamos com a obra missionária nós ajudamos as pessoas a conhecerem Jesus, e elas podem ter a verdadeira vida, a vida abundante que só Cristo pode dar. Além de Paulo, as pessoas que ouviram o evangelho através de Paulo também ficaram felizes por aquela oferta.

Paulo ainda menciona no verso 17 que, o que de fato lhe interessa é o aumento do crédito dos filipenses. Ao cooperar com a obra de Deus, aquela igreja fez um investimento para a eternidade. Quando investimos em missões estamos sendo ricos para com Deus. Além de Paulo, e das pessoas que ouviram o evangelho, a própria igreja de Filipos ficou feliz ao contribuir com aquela oferta, pois seu tesouro no céu aumentou.

Mas, o dinheiro dos filipenses fez ainda outra pessoa ficar alegre. No verso 18 Paulo diz que aquela contribuição subiu para Deus como um perfume agradável. Deus aspirou aquela oferta como algo deleitável. Quando cooperamos com missões estamos nos envolvendo com um projeto que é de Deus, Ele almeja que as pessoas O conheçam, que saibam que a salvação está no Seu Filho Jesus Cristo. Logo, além de Paulo, dos evangelizados, e dos filipenses, o próprio Deus ficou feliz com a oferta missionária daquela igreja.

Estará Deus sorrindo com o que fazemos com nosso dinheiro?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

CARNAVAL OU CARNE NÃO VALE

O dicionário define Carnaval como “Período de três dias anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicado a festas e folias.” Quanto ao significado e origem da palavra, há controvérsias. Alguns acreditam que significa: “adeus à carne”, já que depois deste período vêm a Quaresma, quando, segundo o Catolicismo Romano, não se podia consumir carne. Outros defendem que a palavra significa “prazer da carne”, vindo do termo “carnevale”. Independente do significado original da palavra, o carnaval é a festa da carne. Para o carnaval, a carne é que vale! Evidentemente que não estamos usando a palavra “carne” para se referir ao alimento, mas indicando a velha natureza, significando o homem que ama o pecado. Carne, referindo-se à natureza humana decaída, que vê apenas o aparente, que se guia somente pelas sensações, que busca exclusivamente os prazeres terrenos. Carne, como o homem que quer viver sem respeitar os mandamentos de Deus, dependendo tão-somente de seus próprios recursos e fazendo somente a sua vontade. (Rm 7.18;Gl 5.19 ;Ef 2.3; 2 Pd 2.10) Este tipo de festa é antigo. Já ocorria nos tempos do Antigo Testamento. Em Êxodo 32.6, no episódio do bezerro de ouro, o povo de Israel misturou religião com folia, e idolatria com imoralidade. Esse texto nos diz que o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. O termo traduzido por “divertir” também significa “brincar”, “zombar” e “escarnecer”. Quando se refere a diversão, pode indicar tanto as sadias como as pecaminosas. Alguns exemplos: zombar de alguém, como os filisteus zombaram de Sansão (Jz16.25), relação sexual, como o exemplo de Isaque e Rebeca (Gn 26.8), e danças, como os festejos por vitórias militares (1 Sm 18.6,7). Quando o episódio é descrito no Novo Testamento (1 Co 10.7), o termo usado indica diversão associada com idolatria, licenciosidade e irreverência. No caso dos israelitas, incluía comida, bebida, orgias, gritos, cânticos, falta de controle e de restrições morais, algo que traria zombarias da parte dos inimigos do povo (Ex 32.6,18,25). Naquela ocasião, não havia nada para se festejar. Era apenas o resultado do desejo do povo de fazer farra. O resultado daquela baderna foi a quebra da aliança entre Deus e seu povo, pacto que precisou ser renovado, e a morte de três mil homens. Não podemos deixar de notar as semelhanças dessa festa no deserto com o carnaval de nossos dias. Notemos que ela está inserida em um calendário religioso (antes da quarta-feira de cinzas, e da quaresma), não há um motivo especifico para a festa, a não ser o desejo de “farrear”, e também há bebida, comida, música, sexo, licenciosidade, falta de controle e de restrições morais, e coisas outras tantas coisas que nos envergonham e ofendem a Deus. Os resultados também são semelhantes: afastamento de Deus, quebra dos Seus mandamentos, desobediência, rebeldia, e morte de muitos. O livro de Romanos nos traz uma advertência quanto à participação nestas festas: Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.(Rm13.13,14). Devemos andar como pessoas que andam de dia, de modo decente e apropriado a crentes. Como diz ali, “Não com orgias.” O termo traduzido por “orgia”, que aparece como obra da carne em Gl 5.21 (traduzido como “glutonaria”), era usado para festas onde havia muita bebida alcoólica e comportamento imoral. No início, estas festas eram realizadas como procissões noturnas para homenagear algum deus. As pessoas percorriam as ruas com tochas para iluminar, e iam bebendo, brincando, cantando e dançando. Não com bebedices, que é embriaguez. Não com impudicícias, que se refere à promiscuidade sexual. Não com dissoluções, indica a lascívia, a libertinagem, que caracteriza os que não têm domínio próprio. Nem com contendas, isto é, brigas, desentendimentos, porfias. Nem com invejas, que também pode se referir a ciúmes. Alguém poderia dizer que alguma destas coisas não acontece no carnaval? Ao invés disso, os crentes devem se revestir do Senhor Jesus Cristo, e não fazer provisão para satisfazer aos desejos da carne. Não podemos ficar buscando meios para dar vazão aos nossos desejos carnais. Já no caso do carnaval é exatamente o oposto disso que acontece: todas as coisas cooperam para que os desejos carnais sejam satisfeitos. O cristão deve dizer não à carne, e não que a carne vale, isto é, que seus prazeres devem ser satisfeitos. Para o cristão não há carnaval!

domingo, 31 de janeiro de 2010

APLICA-TE À LEITURA



Gastamos o nosso tempo quer queiramos quer não. Tempo não é algo que pode ser colocado numa poupança e guardado para ser usado depois. Fazendo alguma coisa, ou deixando de fazer estamos gastando o nosso tempo. É gastando os minutos e horas do nosso dia, que vemos o tempo passar, um ano se completar, e parece que nada de importante realizamos. Por isso precisamos usar o tempo em atividades que tenham valor, que façam o tempo valer a pena. Creio que é isso que Olavo Bilac quis dizer com este verso:

Trabalhai,porque a vida é pequena E não há para o tempo demora!

Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas!

Uma das tarefas que fazem o nosso tempo valer a pena é a leitura das Escrituras. Este desafio se encontra nas Escrituras. Em 1a Timóteo 4.13, o apóstolo Paulo exorta Timóteo a: aplicar-se a leitura das Escrituras.

Aplicar significa concentrar esforços, energia, e atenção em realizar algo. É o mesmo que devotar, dedicar, apegar-se a algo. A leitura da Bíblia exige nossa vigilância e esforço. Precisamos de dedicação, concentração, e devoção para ler a Bíblia. Por natureza nós não gostamos de ler. Somos tendentes às atividades mais leves, que exigem menos esforço. Se nos dedicamos à leitura, procuramos as leituras fáceis e superficiais. A Bíblia não é este tipo de leitura.

Além disto, o pecado tenta nos afastar da leitura da Bíblia. Sabemos que ao ler a Bíblia nossa vida será corrigida, e como nós não desejamos isto, não lemos a Bíblia. É incrível o tanto de desculpas que arrumamos para não ler a Bíblia. Para ler a Bíblia você tem que ter uma devoção aplicada e concentrada.

Por que ler a Bíblia?

Deus sempre ordenou que sua Palavra fosse lida. Já no Antigo Testamento isto é visto. A Palavra de Deus deveria ser lida para o povo, para que este aprendesse a temer o SENHOR (Deut. 31.11). O rei do povo de Deus deveria ler a Bíblia todos os dias para manter-se temente a Deus e humilde diante do povo que governava (Deut 17.19). As palavras ditas ao profeta Habacuque deveriam ser escritas com tal clareza, que até o que estivesse com pressa poderia ler (Hab 2.2).

A leitura da Palavra de Deus poderia produzir arrependimento, e assim o juízo de Deus seria afastado do povo (Jer 36.6,7). E quando o povo não se arrependeu e o juízo veio, a leitura da Bíblia poderia trazer esperança para o futuro (Jer 51.61). Um reavivamento aconteceu no meio do povo de Deus quanto a Bíblia foi lida e explicada (Neemias 8.8; 9.3).

Notamos a importância da leitura da Bíblia na vida de Jesus. Era costume os judeus lerem a Bíblia na sinagoga (Atos 13.15), e quando Jesus foi à sinagoga ele leu a Bíblia (Lucas 4.16). Jesus apelou à leitura da Bíblia pelo menos por seis vezes, nos debates com seus oponentes, tanto para defender seus ensinos, como para mostrar os erros dos ensinos deles (Mateus 12.3,5; 19.4; 21.16,42; 22.31).

O apóstolo Paulo exortou que suas cartas fossem lidas nas igrejas (Colossenses 4.16). Quando escreveu a primeira carta aos tessalonicenses ele exigiu em juramento que a carta fosse lida a todos (1 Tessal 5.27).

Hoje temos oportunidades que as pessoas dos tempos bíblicos não tinham. Naquela época, poucas pessoas tinham livros, nem todo o crente tinha Bíblia, e nem todos sabiam ler. Se quisessem conhecer a Bíblia, tinham que ir à reuniões ou cultos, onde ela seria lida. Hoje, em cada casa de crente há pelo menos uma Bíblia. A maioria sabe ler. Só falta a aplicação. Só falta a devoção, a disciplina, a vontade. Se uma pessoa dedicar 20 minutos por dia para ler a Bíblia, ele consegue terminar a leitura da Bíblia inteira em um ano. Só vinte minutos por dia!

Vamos nos aplicar à leitura da Bíblia.





sábado, 23 de janeiro de 2010

O Jejum e a Glória de Deus – 1ª mensagem


O uso errado ou mesmo interpretação errada, da parte de alguns, podem nos levar a deixar de fazer algo que é certo. Isto acontece com o jejum. Ele é pouco falado e menos ainda praticado entre os evangélicos. Acredito que uma das razões é o uso errado dele por parte de alguns cristãos. O jejum é visto como moeda de troca: faço jejum e alcanço o que quero da parte de Deus. Mas, o fato de algumas pessoas usarem o fogo de modo errado, não impede que o mesmo possa ser usado de modo correto. Da mesma forma com o jejum. Ao invés de jogar o jejum fora junto com as atitudes erradas em relação ao mesmo, vamos ver o que a Bíblia ensina, e fazer o que ela nos diz sobre o jejum. Clique no link a seguir e escute a mensagem O Jejum e a Glória de Deus 1.

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html


sábado, 9 de janeiro de 2010

ANO NOVO, VIDA NOVA! SERÁ MESMO?


O bordão “ano novo, vida nova” pode transmitir a idéia de que a mudança do ano produz automaticamente uma nova vida. Isso parece ser uma crença comum. Algumas pessoas chegam a dizer que não vêem a hora do ano acabar para que as coisas passem a melhorar. Têm a esperança de que o ano que se inicia, por ser novo, será diferente e melhor. Será isto verdade? Ou é mera superstição?
Um versículo bíblico nos indica que o tempo não faz as coisas melhorarem de forma mágica, ele está em Jeremias 8.20.
O profeta Jeremias foi chamado para proclamar a Palavra de Deus para um povo religioso, mas desobediente. Que usava a religião como um amuleto para se proteger das situações difíceis da vida, mas era  teimoso,  recusando o arrependimento. Queria a proteção de Deus para poder continuar na vida de pecado.
O texto citado faz parte das palavras que Jeremias profetizou na porta do templo em Jerusalém, onde a nação ia adorar, oferecendo seus sacrifícios. Só que depois da adoração a vida continuava a mesma, cheia de desobediência a Deus. Diante da ameaça da invasão dos exércitos babilônicos o povo confiava que Jerusalém seria protegida porque nela estava o templo do SENHOR. (Jer 7.1-15). Jeremias avisa que a confiança no templo era sem efeito, se não houvesse arrependimento. Sem mudança de vida chegaria o tempo em que o povo diria as palavras desoladas de quem viu o tempo passar e nada de melhor acontecer. Entraria ano e sairia ano, e a vida continuaria a mesma, sem salvação e sem esperança.
Para que a vida melhore não basta o tempo passar e o ano mudar, é própria  vida que tem que mudar. Uma mudança na vida se faz com arrependimento que abandona o pecado e se volta para obedecer a Deus. Sem arrependimento não há vida nova, mesmo que o ano seja novo. A continuidade no pecado não garante uma nova vida. Isto porque a teimosia em permanecer no erro é antinatural. O normal é alguém se levantar depois da queda. Quando alguém está indo para algum lugar e descobre que errou o caminho, o normal é ela voltar para seguir na direção correta. Mas não era assim que as pessoas de Judá agiam. Persistiam em continuar desobedientes, permaneciam no engano, agarravam-se ao erro. Até as aves migratórias sabem o tempo de voltar. Mas o povo de Deus não sabia o modo natural que Deus lhes ordenou para viver. A lei de Deus deveria ser o modo instintivo de viver. Obediência a Deus deveria ser o normal em nossa vida.
A falta de arrependimento produz uma falsificação da verdade. Aquele povo se orgulhava de ter a Palavra de Deus. Mas como não obedecia, o conhecimento era deturpado. Havia uma manipulação do significado para que o povo não se sentisse perturbado pelo seu pecado, considerando que poderia continuar impune. A desobediência perverte o ensino de Deus. E esta “sabedoria” sem Deus murcha, não livra ninguém diante das situações difíceis, faz a pessoa ficar aprisionada aos problemas, atrapalhada e com medo de  enfrentar a vida. De fato, não é sábio  desprezar os ensinos de Deus.
Deus esperava ouvir confissões de arrependimento, mas só escutava maldade. O que Ele via era um povo correndo para o erro, como um cavalo que corre impetuosamente para a guerra. O pecado era tratado de modo superficial e insuficiente, como se fosse algo simples, uma bagatela que não ofendia a Deus. Não era visto como algo trágico e destruidor. Era como receitar apenas um analgésico para quem tinha um tumor no cérebro. O arrependimento exige que tratemos o nosso pecado com seriedade, como algo que nos levará a morte eterna. Se o pecado for considerado com leviandade, não haverá arrependimento.
A falta de arrependimento, que não sente vergonha pelo pecado cometido, traria uma vergonha ainda maior. Os bens conquistados seriam perdidos. As pessoas não tinham senso de culpa, por causa de seus pecados. Cometiam a maldade como se fosse algo normal. Nem ficavam constrangidos  quando pecavam. Por causa disso, a falta de arrependimento não apenas não tornaria a vida melhor, como faria com que ela piorasse. As esperanças seriam frustradas. Não haveria lugar seguro para escapar. A paz ansiada não seria desfrutada. A aflição é que seria encontrada no lugar da cura buscada. Só haveria lamentação pelas oportunidades perdidas. Tristeza frustrante e sem consolo, ao invés da alegria da presença de Deus. O povo então diria "Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos". Sega era o período da colheita, também usado como metáfora para o andamento das estações. Os eventos eram datados a partir de certas colheitas (Gn 30.14; Jz 15.1; 2 Sm 21.9; Rt 1.22).
O tempo pode passar e não produzir as mudanças positivas que esperamos. Talvez as palavras “entra ano e sai ano e não vejo melhora” caibam em sua vida. Uma atitude se faz necessária. É preciso arrependimento, abandono do pecado, volta para Deus, deixar de lado a rebeldia. Sem isso, o tempo vai passar, e nada vai mudar. Sem arrependimento, a única mudança que o tempo produz é para pior. Se não houver uma volta para Deus, o ano de 2012 será frustrante, sem alegria, e trará frutos amargos. Você chegará ao final dizendo “mais um ano se passou, e minha vida só piorou”.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POR QUE NÃO HAVIA LUGAR?


Na postagem anterior vimos que Maria e José não conseguiram um lugar na hospedaria da pequena cidade de Belém, mesmo ela estando prestes a dar à luz. Algo que hoje nos aparenta ser incrível. Ainda mais quando sabemos que a mão invisível de Deus moveu o imperador Cesar Augusto para decretar um recenseamento, para fazer cumprir a promessa de que o Messias nasceria lá. Por que essa mesma mão poderosa não moveu o coração do dono da hospedaria para arrumar um lugar para o casal, e desta maneira Jesus nasceria num lugar mais apropriado?

Parece-nos que seria bem mais fácil tornar sensível o coração de uma pessoa diante da necessidade de uma mulher grávida, já entrando em trabalho de parto, do que o coração de um imperador distante. Além disso, Deus poderia mover o coração de um hóspede, que aceitaria ceder seu lugar para Maria e José. Ou mesmo tocar no coração de um residente de Belém, para que convidasse o casal para sua casa. Mas nada disso aconteceu, por quê? Por que Deus não planejou as circunstâncias para que Seu Filho não precisasse ser colocado num cocho quando nascesse?
Por que o menino deitado numa manjedoura era um sinal. Isto é declarado em Lucas 2.12. O termo traduzido como “sinal” era utilizado para indicar “algo por meio do qual se reconhecia alguma coisa ou pessoa”, como o caso do beijo de Judas (Mt 26.48). Também para uma marca ou prova confirmatória e autenticadora, como a assinatura de Paulo (2 Ts 3.17). No texto de Lucas o sinal comprovava que o anjo estava falando a verdade, pois um recém-nascido deitado numa manjedoura era algo singular e inusitado. Além disso, iria ajudar os pastores a achar o menino certo, pois apenas ele estaria naquela situação.
Um sinal também indicava um milagre, uma operação sobrenatural, que apontava para uma realidade bem maior (Jo 2.11). O nascimento de Jesus também foi um sinal neste sentido, foi milagroso, pois nasceu de uma virgem. E aquela criança deitada num cocho, apontava para o grande milagre da encarnação, de Deus que assumiu a natureza humana, do Soberano que assume a forma de servo (Fp 2.5-11).
Algo que prenunciava o futuro era outro uso da palavra “sinal”. Em Lucas 2.34, Simeão diz que Jesus seria um sinal de contradição, isto quer dizer que através Dele se decidiria a queda ou exaltação, salvação ou perdição de todos os homens. O menino deitado na manjedoura e visitado pelos pastores sinalizava que estava sendo rejeitado pelo mundo, mas seria crido por aqueles a quem Deus graciosamente O revelou (Mt 11.25,26).
O nascimento de Jesus não foi valorizado pelas pessoas influentes da época. Podemos dizer que foi desprezado, pois ocorreu num estábulo, e foi deitado numa caixa de alimentar animais. Mas foi valorizado pelos céus. Deus enviou Seu anjo para notificar aos pastores que Seu Filho havia nascido. Na época os pastores de animais também não eram tão valorizados. De modo geral eram considerados não confiáveis e religiosamente impuros. Estavam fora da cidade, tomando conta de seus animais. Deus os visitou com Sua glória.
A primeira reação foi de medo. Mas a palavra que o anjo anunciou os tranqüilizou. São boas notícias, é o evangelho. A expressão “trazer boas novas”, que aparece em nossas versões, é o verbo “evangelizar”. Um de seus usos no mundo grego era para anunciar o nascimento de um novo rei. Isto era considerado uma boa notícia porque gerava expectativas de uma melhora nas condições de vida.
Aquele deitado numa manjedoura era o Rei do Universo, traria melhores condições de vida para toda eternidade! Essa era a notícia mais importante a ser dada, pois traria alegria para todo o povo de Deus. O tempo de Deus cumprir Sua promessa havia chegado. O Salvador dos pecados e da condenação eterna nasceu para nós. O Messias, aquele que foi escolhido, separado e ungido por Deus para trazer o Seu Reino chegou. Ninguém percebeu, mas acabava de ocorrer o nascimento mais importante já ocorrido neste mundo!
O fato de ter como berço um recipiente de barro, usado para alimentar animais, sinaliza que os valores deste mundo não são os valores de Deus. O mundo não está em sintonia com Deus. O mundo não aprecia o que é precioso para Deus. O mundo não enxerga o que realmente é importante. O homem é cego para notar o que é de valor determinante para sua vida.
Aquele sinal pressagiava a maneira como Jesus seria tratado no restante de Sua vida e até hoje. Rejeitado pela maioria, aceito apenas por alguns. Em que grupo você está? Para você, Jesus é um sinal de queda ou de exaltação? De salvação ou de perdição?

domingo, 20 de dezembro de 2009

PORQUE NÃO HAVIA LUGAR...


Um casal que aguarda a chegada de um bebê procura os melhores móveis (dentro de suas possibilidades) para aquele neném, especialmente no caso do primeiro filho. Só em situações de extremas necessidades é que eles improvisariam uma caixa como berço. Mas foi isso que aconteceu no nascimento do bebê mais importante, e mais esperado da história do mundo. Quando o Senhor Jesus nasceu ele foi colocado numa manjedoura.

Esta história nos é contada no Evangelho de Lucas capítulo 2 versos de 1-7. O texto bíblico nos informa que Deus usa a situação política e um decreto de um rei pagão para cumprir Sua Palavra. José, um camponês galileu, com a virgem Maria viajam 130 quilômetros (de Nazaré até Belém), obedecendo a um decreto do imperador romano. Sem saber, tanto ele como o imperador estavam cooperando para que a promessa de Deus se cumprisse: o Messias nasceria em Belém da Judéia (conforme a profecia de Miquéias 5.2, feita 700 anos antes).

A mão invisível, mas sempre presente, de Deus guiava a história, fazendo com que todas as coisas cooperassem para o Seu Plano. Por trás do decreto de César Augusto estava o decreto do Rei do Universo. Mas o Rei do Universo, o Todo-Poderoso, tendo tudo a Seu dispor, decide preparar um berço muito humilde para Seu Filho. Como a pequena cidade de Belém estava com a hospedaria lotada, José e Maria tiveram que se alojar na parte reservada aos animais (seria como um estacionamento hoje). O Senhor Jesus é enrolado em tiras de pano por sua mãe, para firmar seus braços e pernas. Depois ela o coloca numa manjedoura, que seria um cocho, uma espécie de caixa de madeira que servia para colocar alimento para o gado, este foi o berço de Jesus.

O grande milagre do universo, Deus tornando-se homem, ocorre de modo quieto, num estábulo, numa cidade obscura da Judéia, sem as luzes de um holofote, sem o aplauso dos poderosos deste mundo. Apenas humildes pastores celebraram aquele nascimento. Deus usa as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes (1 Coríntios 1.27). Isto só demonstra quanto este mundo está fora de sintonia com Deus. Pois, se não houve uma grande comemoração na terra, houve uma festa nos céus. Pois os anjos anunciaram com grande alegria o nascimento de Jesus (Lucas 2.13,14).

Esta chegada de Jesus ao mundo retrata a maneira como Ele tem sido tratado na maioria das vezes, não há espaço para Ele nos melhores lugares. Mesmo em nossas vidas Jesus não ocupa o lugar que lhe é de direito: o primeiro lugar. Não há lugar para Jesus dentro de nossos corações. Ele fica fora batendo, querendo entrar. De fato, algumas vezes, com nossas atitudes damos lugar o Diabo (Ef 4.37), mas não a Jesus. Quantas vezes Jesus teve que dormir numa manjedoura porque nossos corações estavam cheio de outros amores e não sobrou espaço para Ele!

A recusa em dar lugar à vontade de Deus em nossas vidas gera conseqüências perigosas. Esaú não deu importância ao plano de Deus, e quando buscou herdar a promessa, não houve lugar para arrependimento (Hebreus 12.17), não havia mais possibilidade de mudar a situação. Satanás e seus anjos se revoltaram contra Deus, e foram expulsos do céu, pois não havia mais lugar para eles lá (Apocalipse 12.8). No dia do nascimento de Jesus não houve lugar para ele numa hospedaria, mas no dia em que Ele voltar para julgar o mundo serão os céus e a terra que não encontrarão lugar “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.” (Apocalipse 20.11). Antes que isso acontece é necessário ouvir e atender as palavras de Jesus, como ele mesmo diz em Apocalipse 3.20 “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Porque, para aqueles que O seguem, Jesus foi preparar lugar nos céus: Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. (João 14.2).

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...