sexta-feira, 29 de outubro de 2010

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA


“Eu era feliz e não sabia” é uma frase muito conhecida e pronunciada. Ela faz parte de uma música de Ataulfo Alves, na qual ele relembra seus tempos de criança com muita saudade. Diz que daria tudo que tivesse para voltar àqueles tempos. Fala de sua infância na pequena Miraí, da professora que lhe ensinou o bê a bá, de Mariazinha, seu primeiro amor, dos amigos, das travessuras, jogos, etc. E termina dizendo: Eu era feliz e não sabia.

Apesar de algumas pessoas não terem saudade de sua infância, creio que a maioria já teve a experiência de perceber que a felicidade passou, mas você não a viu. Só restou a notícia de sua presença, mas já foi embora, e você a perdeu. Penso que, especialmente os mais vividos, já tiveram a sensação da felicidade tardia, isto é, só perceberam que a felicidade tinha estado em sua companhia, depois que ela havia partido.

De fato, o que se desfruta nesse caso, não é a felicidade, mas a saudade de algo não usufruído. O que se sente é o anseio por um tempo perdido, que deixou o gosto amargo de frustração, porque não foi aproveitado. Como uma comida, que nos é oferecida e recusamos, então percebemos que era muito gostosa, mas agora ficou somente o cheiro e a louça suja. Seria como visitar um lugar, mas ter a desviada para outras coisas, e depois que sair de lá, descobrir que o local era prazeroso, mas agora só o contemplamos nas fotos e cartões postais.

É semelhante a conhecer uma pessoa, que só notamos o quanto sua companhia era agradável, depois que ela se ausentou. Como receber um aviso e não fazer caso dele, e só depois de colher as conseqüências da desatenção, é que se percebe o quanto era importante. Pode ainda ser como um sorriso, que passou despercebido, e que só notou que era para você, depois dele ter fenecido no rosto de quem o deu. Ou como um gesto carinhoso, que foi desprezado, ou nem notado, e mais tarde sentimos que ele era o remédio para nossa carência.

Isto demonstra que para desfrutar a felicidade é necessário tanto que ela se apresente, mas que também se esteja pronto para reconhecê-la e apreciá-la. Se não houver em nós a capacidade para ver e desfrutar a felicidade, sempre estaremos atrasados para sermos felizes. A felicidade sempre será o ônibus que não tomamos porque não reconhecemos que ele nos levaria para um lugar feliz, e agora, depois que ele saiu, vemos os passageiros sorrindo e nos dando tchau! Se não soubermos o que é ser feliz, e não apreciarmos onde a felicidade está, iremos cantar com tristeza eterna: Eu era feliz e não sabia.

A Bíblia nos mostra o que é a felicidade e como encontrá-la. As passagens onde aparece a expressão “Bem-aventurado” são placas de indicação de onde está a felicidade. Estudando-as com atenção você irá ver que a felicidade está em ser perdoado por Deus (Sl 32); em ser justificado por Deus (Romanos 4); em ter fé em Deus (João 20); em ter esperança em Deus (Salmo 40); em ter comunhão com Deus (Sl 80), em meditar na Palavra de Deus (Salmo 1), e assim assim por diante. Busque a felicidade em Deus, e aceite a felicidade que Deus lhe oferece.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Jejum e a Glória de Deus 6


Qual deveria ser o maior desejo de uma noiva, cujo noivo se ausentou para um lugar distante? Com certeza a volta do noivo. Pode até ser que a saudade e o anseio pela volta do noivo deixe a noiva sem vontade de comer. O desejo por ter seu noivo de volta supera a vontade de se alimentar. A saudade se torna seu alimento.

A Igreja é uma noiva esperando a volta do Noivo, o Senhor Jesus Cristo. É uma das maneiras dela manifestar anseio pela volta deste Noivo é a prática do Jejum.

Se você tem acompanhado as mensagens sobre o jejum, você já ouviu que o jejum é a abstinência de qualquer prazer lícito (comida, sono, televisão ou outro hobby e passatempo qualquer) com finalidades espirituais. E que a prática do jejum glorifica a Deus quando:

- é uma expressão de arrependimento. Tristeza por haver ofendido a Pessoa que mais nos ama, e que mais devemos amar. É o afligir a alma (Exemplo do rei Acabe).

- é fruto de um intenso envolvimento na obra de Deus. Exemplos de Moisés; Daniel; Esdras.

- é resultado de uma necessidade intensa que me leva a buscar a Deus. Exemplo de Davi; Daniel (no cap. 10, buscando um entendimento da Palavra de Deus); a exortação de Jesus sobre a luta contra os demônios; e pelo avanço da obra de Cristo.

- quando feito buscando a aprovação de Deus e não o reconhecimento dos homens.

- quando manifesta nossa dependência de Deus. Conforme Jesus ensinou que nem só de pão vive o homem.

- quando testemunha a chegada do Reino de Deus. (Lc 5.33-39)

E nesta sexta mensagem veremos que o Jejum glorifica a Deus quando manifesta nossa ansiedade pela volta de Cristo.

A Igreja vive um intervalo entre a chegada do Reino e sua consumação, entre o Noivado e a consumação do casamento. Neste meio o tempo o jejum deve manifestar uma alegria porque o Reino já veio, e uma saudade porque ele ainda não se consumou. E manifestamos isso também com o jejum.

Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam?

Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar. (Mt 9.14,15).

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sábado, 9 de outubro de 2010

UM REMÉDIO CONTRA OS MEDOS, ANGÚSTIAS E OUTROS MALES.


Numa das leituras preparatórias para a Escola Dominical deparei-me com um autor que receitou o salmo 23 para um senhor que estava tenso e nervoso por conta de seu sucesso no trabalho. A receita era ler o salmo cinco vezes ao dia durante sete dias. A leitura deveria ser acompanha de oração e meditação, embebendo-se com o salmo.

Para o autor o nosso pensar dirige o modo como somos. Se modificarmos o modo de pensar, mudaremos nosso jeito de ser e sentir. Logo, se alguém interioriza o salmo 23, deixará de lado a tensão e o nervosismo, pois confiará que o Pastor cuida de tudo e nada deixa faltar.

Mas, tem o pensamento este poder de determinar meu modo de ser? O que a Bíblia diz sobre isto?

Em Provérbios 23.7 diz que o homem invejoso é tal qual os seus pensamentos, por isso não se deve confiar nele. Isto indica que o pensamento forma a pessoa.

A mesma verdade aparece em Romanos 12.2. Ali temos a ordem de não sermos moldados pelo pensar deste mundo, mas sermos transformados pela renovação da mente. Isto é, um novo modo de pensar trará a transformação da nossa vida, só assim poderemos experimentar o fato de que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Mais uma vez a Bíblia indica que o meu pensar determina o que sou e como ajo. Se meu modo de pensar é o do mundo, eu irei agir e sentir como alguém do mundo. Mas, se deixo que meu modo de pensar seja o de Deus, eu irei agir e sentir como Deus quer que eu aja.

Outra evidência bíblica do poder do pensamento em moldar o que sou aparece no uso da palavra meditar. A meditação na palavra de Deus fazia a diferença entre o homem bem aventurado e o ímpio (Salmo 1). Era a meditação na Lei do Senhor que daria a Josué a capacidade de obedecer a Deus e assim ser bem sucedido (Josué 1.8). O salmista Asafe testemunha como seus sentimentos mudaram da perplexidade para o ânimo por conta de sua meditação nos feitos de Deus (Salmo 77). Os termos que foram traduzidos por meditar neste salmo de Asafe indicam uma atividade de repassar na sua mente o assunto (refletir, falar consigo mesmo), ou ainda falar baixo, planejar, pensar.

Com certeza nossos pensamentos moldam o que somos. Agimos por conta daquilo que pensamos. Você pode comprovar isto em sua vida. Quando pensamos mal de uma pessoa, isso afetará nossa maneira de agir com ela, iremos tratá-la com má vontade. Se você começa a pensar que algo de ruim pode acontecer numa determinada situação, começa a ficar preocupado e com medo, mesmo antes da situação surgir.

Quando medito no Salmo 23 as verdades do salmo irão determinar o modo como me comporto diante da vida. Para um pouco em cada dia e reconhecer que há alguém que cuida de mim e que nada deixará faltar, há de curar-me da ansiedade, do medo, da intranqüilidade, tensão, nervosismos, etc.

Que tal tomar a receita dada pelo autor?

Leia o salmo 23 com muita atenção. Depois leia meditando, isto é, refletindo em tudo que é declarado nele. Pense em como cada uma daquelas promessas pode ser aplicada em aspectos específicos de sua vida. Exemplo: se você se sente ameaçado por alguma situação, diga assim: mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, O senhor estará comigo. Se você está precisando tomar alguma decisão, diga: O Senhor me guia pelas veredas da justiça, por amor do Seu nome.

Depois destas duas leituras faça mais uma leitura orando. Reafirmando para o próprio Senhor o que o Salmo diz. Seria assim: Senhor, eu sei que Tu és o meu Pastor, que o Senhor cuida de mim, e não vai deixar faltar nada que eu preciso. Continue recitando para o Senhor cada frase do salmo.

Cada vez que fizer as verdades do salmo se fixarão em sua mente. Durante o dia, quando as dificuldades surgirem, estas verdades serão ativadas pelo Espírito Santo, e você confiará cada vez mais no Pastor do Salmo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O CANTOR QUE ENCANTOU



Em 2 Samuel 23.1-7 temos as últimas palavras do rei Davi. No verso 1o temos a descrição de algumas qualidades dele. Entre elas está que ele foi o mavioso salmista de Israel. A palavra “mavioso” traduz um termo hebraico que significa: “belo, bom, agradável, encantador”. E o termo “salmista” poderia muito bem ser traduzido como “cantor”, que tanto indicava alguém que canta como quem fazia as músicas. Davi é então considerado um cantor ou compositor bom, encantador, agradável. Um cantor que encantava por compor salmos belos e agradáveis. Esta é uma verdade que todos nós podemos atestar ao ler os salmos que ele escreveu. Dentre estes salmos está o 23, que é considerado como a pérola dos salmos, e por alguns autores, como o rouxinol dos salmos. Este salmo é com certeza um canto que encanta.

Escrever algo que encante exige certas qualificações. Especialmente quando este canto encanta pessoas em todo canto do mundo por quase três mil anos. Quais seriam as qualificações de Davi para escrever tão belo canto?

Davi fora um dedicado pastor de ovelhas. Nas primeiras vezes que Davi aparece na Bíblia ele é sempre descrito como alguém que está apascentando as ovelhas de seu pai em Belém (1 Sm 16.11,19; 17.14). Demonstra ser um pastor cuidadoso, pois quando enviado por seu pai aos seus irmãos que estavam no exército de Saul, antes de sair, ele levanta ainda de madrugada e deixa as ovelhas com um guarda. Era um pastor extremamente dedicado ao rebanho, pois arriscava sua vida para salvar as ovelhas. Em 17.34,35 ele descreve como agia quando suas ovelhas eram atacadas por um leão ou um urso. Ele corria atrás, golpeava, tomava a ovelha de sua boca, e matava a fera. Não seria qualquer pastor que agiria desta forma. Só aquele que de fato entendia a função de pastor, que era cuidar do rebanho, e levava a sério esta responsabilidade. A experiência de Davi, nos campos de Belém, tomando conta devotamente das poucas ovelhas de sua família, qualificou-o para escrever este belo salmo.

Mas Davi também foi pastor de gente. Começou cuidando de uma tropa do exército de Saul (1 Sm 18.13,14). É dito que ele cumpria tarefas militares perigosas com muita prudência. Fez tão bem este serviço que despertou a inveja de Saul. Teve que fugir, e se tornou o líder de um rebanho um tanto estranho, pois era formado por homens endividados, atormentados e amargurados (1 Sm 22.2). Durante um bom tempo Davi pastoreou estes homens, algumas vezes em situações bem delicadas. Sempre agiu com prudência e sabedoria. Depois foi o rei de Israel. O próprio povo quando o sagra rei reconhece que ele é o prometido de Deus para pastorear Israel (2 Sm 5.2). No salmo 78.71,72, é dito que esta posição veio de Deus. Diz também que Davi a cumpriu com um coração inteiramente dedicado e com entendimento. Em suma foi um bem sucedido pastor de gente. Ser pastor de gente qualificou Davi para escrever este formoso canto.

Davi não apenas cuidou de ovelhas e liderou pessoas com devoção e inteligência, ele também foi pastoreado por Deus. Ele experimentou o cuidado e liderança de Deus em sua vida. Ele testemunha que já no tempo que cuidava das ovelhas era Deus quem o livrava das feras que atacavam o rebanho, de que este mesmo Deus lhe livraria de Golias.(1 Sm 17.37s). Durante o tempo que Saul o colocou na liderança de atividades militares ele agiu com prudência porque Deus estava com ele (1 Sm 18.14). Foi no Senhor que ele se agarrou quando seus próprios comandados pensavam em matá-lo por estarem profundamente amargurados (1 Sm 30.6). Soube esperar o tempo de Deus para livra-lo de Saul, mesmo tendo duas oportunidades de mata-lo (1 Sm 24 e 26). Davi sempre consultava o Senhor diante do que tinha para fazer (2 Sm 5.19,23). Era o Senhor que dava as vitórias de Davi (2 Sm 8.14), o próprio Davi reconhece que seu sucesso vinha de Deus ( 2 Sm 5.12). Por ter experimentado o pastoreio de Deus ele estava qualificado para escrever este canto que ainda nos encanta.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O jejum e a Glória de Deus - 5ª mensagem


Um por do sol é algo belo, mas também pode produzir uma certa nostalgia. Traz a certeza de que logo ficaremos apenas com as lembranças da luz e do calor para iluminar a e aquecer a noite fria que se aproxima. Mas, também sabemos que um novo dia vai surgir.

A partida de alguém que amamos, e que sabemos que irá voltar, pode produzir sensações semelhantes. Saudade e esperança, nostalgia e expectativa. Esta mistura de sentimentos, quando forte, pode levar uma pessoa a não se alimentar. A lembrança dos momentos bons e a perspectiva de novas alegrias podem se tornar o alimento daqueles que são saudosos e cheios de esperança.Sua fome tanto testemunha uma saudade como manifesta um anseio.

Na atual dispensação o jejum deve manifestar esta realidade. A saudade do Rei Amado que já esteve entre nós, e o anseio que ele logo retorne. A alegria de experimentar os momentos iniciais do Reino, e o desejo de que ele logo se complete. Podemos jejuar, enquanto aguardamos o banquete ser servido. Creio que Jesus nos ensinou isto em Mt 9.14-17; Mc 2.18-22; Lc 5.33-39

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AH, SE FOSSE POSSÍVEL PODAR AS LÍNGUAS COMO SE PODAM ÁRVORES!


Conta-se que uma mulher criticou John Wesley (pregador inglês do século XVIII) por causa de sua gravata cumprida, ele então lhe deu uma tesoura, tanto para ela cortar a gravata dele, como a língua dela. Não sei se a história é verdadeira, mas me senti com o mesmo sentimento nestes dias nos quais as árvores do pátio da igreja estão sendo podadas. Ah, se fosse possível podar as línguas com a mesma facilidade da poda das árvores!

Sei que a crítica é necessária. Ela ajuda na nossa correção e no nosso aperfeiçoamento. Mas a boa crítica não se expressa antes de avaliar, considerar, procurar saber as razões, as alternativas, etc. Pois criticar é a habilidade de examinar e avaliar minuciosamente (Dic. Houaiss). Devemos estar dispostos a considerar a crítica em qualquer atividade que desenvolvemos, especialmente quando somos líderes. Mas, o que me alertou no episódio da poda das árvores foi a atitude ferina das línguas, que sem procurar saber as razões e mesmo quem havia autorizado, já chegavam dizendo isso e aquilo e atacando as pessoas que eles achavam que eram as responsáveis.

A igreja havia autorizado alguém para zelar pela ornamentação externa, que inclui árvores, jardins, etc. Diante do fato de que as raízes das árvores estavam prejudicando o piso das calçadas e salas, e entupindo os esgotos, esta pessoa consultou alguém que trabalha com árvores. Este aconselhou podar as árvores, pois se estas tiverem um porte menor, as raízes também não crescerão tanto. Portanto o que foi feito tinha a autoridade da igreja. Quem criticou falou sem conhecimento de causa.

A Bíblia faz várias exortações sobre o uso da língua. Uma delas está em Tiago 3.1-12, onde ilustrações são dadas para mostrar a força da língua. Um cavalo, animal de mais de 400 quilos, pode ser controlado por um pequeno freio de menos de dez centímetros. Um grande navio, açoitados por altas e fortes ondas, pode ser dirigido por um pequeno leme. Assim também a língua, que é um órgão de apenas 62 gramas, mas que pode gerar grandes coisas. Homens moveram multidão apenas com o poder de suas palavras, podemos citar casos como os de Hitler e Churchil na segunda guerra mundial.

A terceira ilustração usada por Tiago aponta para o poder destrutivo da língua. Um incêndio numa grande floresta pode começar com uma pequena fagulha, muitas vezes a ponta acesa de um cigarro jogada de modo displicente. Tiago diretamente afirma que a língua é fogo, que polui e contamina. Da mesma maneira como os incêndios que destroem árvores e aumentam a poluição em nosso mundo, a língua, este pequeno órgão, pode sujar a vida inteira de uma pessoa. Ela também pode colocar fogo na existência inteira das pessoas. Quantas vezes famílias, igrejas, e vidas foram destruídas pelas labaredas acesas por uma língua! Mas a língua que faz isso também será queimada no inferno, diz Tiago!

Continuando com sua linguagem cheia de imagens, Tiago nos diz que a língua é como fera indomável. E que ela está cheia de veneno que mata. Podemos imaginá-la como uma aranha que pica uma mosca que caiu em sua teia. E assim injeta seu veneno, e estes dissolvem o interior da mosca, e então ela bebe, deixando apenas a parte externa da mosca presa na teia.

O mesmo pode fazer a língua. Quantos mexericos destilam seu veneno com insinuações que destroem reputações, vidas, relacionamentos, etc. As aranhas procedem assim por não terem estômago. Já as pessoas que não controlam suas línguas parecem não ter alma. Tiago vai nos afirmar que as palavras que falam mal dos homens jorram de uma fonte amarga. O mesmo que Jesus já havia afirmado: nossas palavras refletem o que está em nosso coração. Se o coração é bom, as palavras são boas, se é mau as palavras são más. É por nossas palavras que seremos julgados, pois elas espelham o que somos (Mateus 12.34-37).

Em outro texto de sua carta Tiago nos diz que a religião de quem não consegue controlar sua língua é uma religião inútil, que não lhe vale de nada (Tiago 1.26).

Podar as árvores foi fácil, cuidar da língua é outra história, pois a língua é fogo, é mundo de in iniqüidade (Tiago 3.7), e o homem que não tropeça na língua controla seu corpo inteiro (Tiago 3.2).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O jejum e a Glória de Deus - 4ª mensagem


"Meu alvo é alcançar minha independência" Esta é uma frase comum e aceita como correta e natural. Entendemos que a felicidade está em sermos autônomos, livres e independentes de qualquer um. Mas a verdade é que somos dependentes, e como somos! E somos dependentes naquilo que é mais básico e imprescindível para nossa existência: vida, respiração, etc.

Isto é duro de ser aceito e assumido. Mas, a felicidade depende de aceitarmos e vivermos a verdade de que somos dependentes de Deus. Uma das maneiras de nos lembrarmos desta verdade e também de a manifestarmos é o jejum.

O próprio Senhor Jesus, durante sua encarnação, manifestou sua dependência do Pai através do jejum. Clique no link a seguir e escute a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 4:

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O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...