segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MEU DINHEIRO NÃO PODE NÃO ME TRAZER FELICIDADE, MAS ...


Há algum tempo li dois artigos de psicólogos da chamada “psicologia positiva”. Esta é uma linha da psicologia que procura descobrir o que torna as pessoas felizes. Nos dois artigos uma mesma informação me chamou atenção: A riqueza tem uma correlação surpreendentemente baixa com o nível de felicidade, disse o Dr Seligman numa entrevista à revista Veja. Esta informação foi também afirmada por outros dois psicólogos num outro livro. Em outras palavras, dinheiro não traz felicidade.

Isto não é nenhuma novidade, pois o próprio Jesus afirmou que A vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui ( Lucas 12.15). De fato meu dinheiro não pode me fazer feliz, mas... pode fazer outros felizes. Como?

Quando uso o meu dinheiro para ajudar obra de Deus, eu o estou usando para levar alegria a várias pessoas. O apóstolo Paulo é um exemplo de alguém que foi alegrado por uma oferta missionária. Ele estava preso em Roma por causa do evangelho. A igreja em Filipos resolveu enviar uma oferta para suas necessidades. Esta mesma igreja já havia cooperado várias vezes com ele. Ele escreveu a carta aos filipenses agradecendo pela oferta.

No capítulo 4, no verso 10 desta carta ele diz que ficou extremamente alegre com a oferta recebida. Ele explica que não foi o dinheiro em si que o alegrou. Até porque Deus já o capacitara a viver satisfeito em toda e qualquer situação. Isto é, a não depender do dinheiro para ter alegria. Mas o fato dos filipenses terem se lembrado dele e assim demonstrado cuidado foi o que o alegrou. Quando ajudamos um missionário, mais do que o dinheiro, é o que o nosso ato representa que deixa o missionário feliz, o fato de nos interessarmos com o avanço da obra. Paulo ficou feliz ao receber aquela oferta.

Outras pessoas também foram alegradas com esta oferta. Nos versos 14-16, Paulo mostra que ao enviar a oferta, aqueles irmãos tornaram-se sócios na obra em que ele estava realizando. Isto é, eles também tinham parte nos resultados da obra. Em Roma, Paulo estava ocupado em pregar o evangelho aos soldados que o mantinham preso (1.13), quando esteve em Tessalônica (Atos 17.1-9) pregou o evangelho naquela cidade. A igreja de Filipos o ajudou nas duas ocasiões, e assim ela cooperou para que tanto alguns soldados do Império como alguns cidadãos de Tessalônica conhecessem o evangelho, e assim tivessem a felicidade eterna que só Jesus pode dar. Quando cooperamos com a obra missionária nós ajudamos as pessoas a conhecerem Jesus, e elas podem ter a verdadeira vida, a vida abundante que só Cristo pode dar. Além de Paulo, as pessoas que ouviram o evangelho através de Paulo também ficaram felizes por aquela oferta.

Paulo ainda menciona no verso 17 que, o que de fato lhe interessa é o aumento do crédito dos filipenses. Ao cooperar com a obra de Deus, aquela igreja fez um investimento para a eternidade. Quando investimos em missões estamos sendo ricos para com Deus. Além de Paulo, e das pessoas que ouviram o evangelho, a própria igreja de Filipos ficou feliz ao contribuir com aquela oferta, pois seu tesouro no céu aumentou.

Mas, o dinheiro dos filipenses fez ainda outra pessoa ficar alegre. No verso 18 Paulo diz que aquela contribuição subiu para Deus como um perfume agradável. Deus aspirou aquela oferta como algo deleitável. Quando cooperamos com missões estamos nos envolvendo com um projeto que é de Deus, Ele almeja que as pessoas O conheçam, que saibam que a salvação está no Seu Filho Jesus Cristo. Logo, além de Paulo, dos evangelizados, e dos filipenses, o próprio Deus ficou feliz com a oferta missionária daquela igreja.

Estará Deus sorrindo com o que fazemos com nosso dinheiro?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

CARNAVAL OU CARNE NÃO VALE?


O dicionário define Carnaval como “Período de três dias anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicado a festas e folias.” Quanto ao significado e origem da palavra, há controvérsias. Alguns acreditam que significa: “adeus à carne”, já que depois deste período vêm a Quaresma, quando, segundo o Catolicismo, não se podia consumir carne. Outros defendem que a palavra significa “prazer da carne”, vindo do termo “carnevale”.

Independente do significado da palavra, o carnaval é a festa da carne. Para o carnaval a carne é que vale! Não a carne alimento, mas a carne velha natureza, carne significando homem que ama o pecado. Carne se referindo à natureza humana decaída, que vê apenas o aparente, que se guia apenas pelas sensações, que busca apenas os prazeres terrenos. Carne como o homem que quer viver sem respeitar os mandamentos de Deus, dependendo apenas de seus próprios recursos e fazendo somente a sua vontade. ( Rm 7.18;Gl 5.19 ;Ef 2.3; 2 Pd 2.10)

Este tipo de festa é antigo. Já no Antigo Testamento lemos de festas assim. Em Êxodo 32.6, no episódio do bezerro de ouro, o povo de Israel misturou religião com folia, e idolatria com imoralidade. É dito que o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. O termo traduzido por “divertir” carrega também as nuanças de “brincar”, “zombar” e “escarnecer”. Quando se refere à diversão esta pode incluir tanto diversões sadias como pecaminosas. Alguns exemplos incluem: zombar de alguém, como os filisteus de Sansão (Jz 16.25), relação sexual, como o exemplo de Isaque e Rebeca (Gn 26.8), e danças como os festejos por vitórias militares (1 Sm 18.6,7). Quando o episódio é descrito no Novo Testamento (1 Co 10.7), o termo usado indica diversão associada com idolatria, licenciosidade e irreverência.

No caso dos Israelitas incluía comida, bebida, orgias (32.6), gritos, cânticos (32.18), falta de controle e de restrições morais (32.25), algo que traria zombarias da parte dos inimigos do povo. Naquela ocasião não havia nada para se festejar. Era apenas o resultado do desejo do povo de fazer farra. O resultado daquela baderna foi a quebra da aliança, que precisou ser renovada, e a morte de três mil homens.

Não podemos deixar de notar as semelhanças com o carnaval de nossos dias. Pois ele está inserido num calendário religioso (antes da quarta-feira de cinzas, e da quaresma), não há um motivo especifico para a festa, a não ser o desejo de “farrar”, e também há bebida, comida, música, sexo, licenciosidade, falta de controle e de restrições morais, e coisas que envergonham. Os resultados também são semelhantes: afastamento de Deus, quebra dos Seus mandamentos, desobediência, rebeldia, e morte de muitos.

O livro de Romanos nos traz uma advertência quanto à participação nestas festas (Rm 13.13,14). Devemos andar como pessoas que andam de dia, de modo decente e apropriado. É indicado qual é este modo apropriado para os crentes andarem: Não com orgias, o termo traduzido por “orgia”, que aparece como obra da carne em Gl 5.21 (traduzido como “glutonaria”), era usado para festas onde havia muita bebida alcoólica e comportamento imoral. No início estas festas eram como procissões noturnas para homenagear algum deus. As pessoas percorriam as ruas com tochas para iluminar, e iam bebendo, brincando, cantando e dançando.

Não com bebedices , que é embriaguez. Não com impudicícias, que se refere à promiscuidade sexual. Não com dissoluções, indica a lascívia, a libertinagem, que caracteriza os que não têm domínio próprio. Nem com contendas, isto é brigas, desentendimentos, porfias. Nem com invejas, que também pode se referir a ciúmes. Você pode dizer que alguma destas coisas não acontece no carnaval?

Ao invés disso, os crentes devem se revestir do Senhor Jesus Cristo, e não fazer provisão para satisfazer aos desejos da carne. Não podemos ficar buscando meios para dar vazão aos nossos desejos carnais. Já no caso do carnaval é exatamente o oposto disso que acontece: todas as coisas cooperam para que os desejos carnais sejam satisfeitos.

O cristão deve dizer não à carne, e não que a carne vale, isto é, que seus prazeres devem ser satisfeitos. Para o cristão não há carnaval!