sábado, 27 de novembro de 2010

UMA ROCHA HABITÁVEL


Nesta última semana ficamos assustados com algo que se assemelha a uma guerra interna em nosso país. Atos de guerrilha estão ocorrendo num determinado estado, mas não em defesa de algum ideal político, e sim para favorecer o crime. As cenas deste combate nos mostram que os moradores dali estão inseguros. Pode ser que alguns estão pensando em se mudar para um lugar mais protegido. Mas existirá um abrigo absolutamente garantido?

A Bíblia nos afirma que Deus é o lugar seguro para habitar. Ela usa várias figuras para expressar esta verdade, uma destas metáforas compara Deus a uma rocha. Na língua original do Antigo Testamento duas palavras foram utilizadas para comunicar esta idéia: “rochedo” e “rocha”, usadas de forma paralela e intercambiável (Dt 32.13; Sl 71.3).

O rochedo era uma fenda na rocha, onde alguém poderia ficar escondido. A rocha era o material pedregoso do qual as montanhas eram feitas, por isso indicava um lugar alto e firme. Nas versões em português também foram traduzidas por “penha”, “penhasco”, “pedra”, “pederneira”, “castelo”, etc. Outras vezes uma destas palavras foi simplesmente transliterada como “sela” (Jz 1.36).

Habitar num lugar assim era ter uma residência durável, pois ficava acima dos perigos (Num 24.21). Alguém ameaçado fugia para uma rocha, onde poderia encontrar segurança (Jz 20.47; Is 2.10,19). Sansão e Davi usaram uma rocha como esconderijo (Jz 15.8; 1 Cr 11.15). Ter os pés num rochedo era estar firme e bem fixado, sem possibilidade de cair (Sl 40.2). Estar sob um rochedo era ter sombra contra o calor inclemente que poderia queimar e matar de sede (Is 32.2). Para não ser consumido pela glória de Deus, Moisés foi colocado na fenda de uma rocha (Ex 33.21,22). Algo gravado na rocha teria caráter permanente (Jó 19.24). Por causa disso o rochedo se tornou símbolo de segurança, permanência e constância.

Várias vezes Deus foi considerado um rochedo para os que confiavam Nele (Dt 32.4,15; Sl 18.2; 31.3; 49.2). Esta Rocha era o lugar de salvação para os ameaçados pelos perigos da vida, tanto físicos como espirituais, por isso Deus era chamado de “Rocha da nossa salvação”, ou “Rocha que salva” (Dt 32.15; Sl 18.46). Os outros povos também tinham suas rochas para se proteger, mas a Rocha de Israel era incomparável (Dt 32.31; 1 Sm 2.2; Sl 18.31; 62.2,6,7; Is 44.8). Uma rocha digna de confiança (Is 26.4)

Esta Rocha é alta demais para que o homem a alcance sozinho, ele precisa clamar a Deus, pois só Ele pode nos colocar lá (Sl 73.26). Por isso, nos momentos de adversidade, abatimento, fraqueza e fragilidade, Deus era buscado como Rocha, como lugar de segurança e proteção (Sl 27.5, 28.1; 61.2). Para o salmista Deus seria uma “Rocha habitável”, isto é um lugar seguro onde ele pudesse morar, e assim ele não se decepcionaria (Sl 71.1-3), um rochedo no qual poderia se abrigar (Sl 94.22), uma Rocha que lhe ensina a enfrentar as batalhas desta vida (Sl 144.1). O rei Davi mesmo se protegendo de Saul num rochedo (1 Sm 23.25), disse que somente Deus era a sua Rocha segura (2 Sm 22.2,3,32,47).

Deus é motivo de segurança para aqueles que procuram o bem, obedecem a Ele e recusam o mal. Estes terão os altos rochedos como refúgio (Is 33.15,16). Mas as pessoas que resolvem confiar nos seus próprios recursos, e recusam se voltar para Deus, no momento do perigo, ficarão cegas pelo medo, e não encontrarão em Deus o rochedo seguro, como aconteceu Assíria (Is 31.9). Sem Deus, nenhum rochedo nos salva dos perigos, pelo contrário, pode ocasionar uma sensação orgulhosa, que acarreta numa falsa segurança (Jr 49.16; 51.25; Obadias 1.3).

A ilustração de Deus como rocha transmite a idéia de que Ele é o lugar onde podemos ficar seguros e firmes. Onde podemos nos manter de pé, sem escorregar nas armadilhas pecaminosas da vida. Onde podemos estar edificados de maneira a não cair diante das tempestuosas pressões do mundo. Mesmo se não enfrentarmos os eventos que estão ocorrendo no Rio de Janeiro, sempre enfrentaremos perigos mortais. Nossa vida é extremamente frágil e insegura. Só em Deus há segurança. Confie Nele, clame a Ele para ser sua Rocha habitável.

sábado, 13 de novembro de 2010

O Jejum e a glória de Deus 7ª Mensagem


Deus tem um alvo para a vida de seus filhos: que eles se tornem semelhantes a Jesus (Rm 8.29; Ef 4.11-13). Deus nos criou a Sua imagem e semelhança. O pecado tem corrompido esta imagem , mas o alvo de Deus é que ela seja plenamente restaurada em nós. Ser semelhante a Jesus é ser santo. Então o alvo de Deus para as nossas vidas é que sejamos santos. Várias vezes Ele nos chama para sermos santos como Ele é santo, isto é para sermos conforme a Sua imagem (Lv 11.44; 19.2; 20.26, etc).

A santidade é um produto da ação graciosa de Deus, mas esta graça atua através de nós. Podemos comparar à agricultura. Para que uma lavoura produza é preciso que haja chuva e sol na medida certa, sem isso o trabalho do lavrador é vão. E a chuva e o sol não dependem do lavrador, mas de Deus. Mas, se houver sol e chuva na medida certa, mas o lavrador não tiver preparado o campo, plantado no tempo certo, e cuidado do campo, também não haverá produção. Logo o lavrador precisa preparar o campo, plantar corretamente, e cuidar do plantio, dependendo da chuva e do sol que Deus manda, para que com esta atividade confluente a lavoura produza. Da mesma forma a santidade. Deus dispõe os meios, e atua com o esforço humano para que a santidade se concretize.

Deus usa a disciplina para nos conduzir à santidade (Hb 12.10). Uma das disciplinas que Ele usa é o Jejum. E esse é o jejum que glorifica a Deus, o jejum que produz santidade.

O jejum que trás glória ao nome de Deus é um jejum que produz santidade em nossa vida. O texto de Is 58.1-12 nos revela esta verdade.

Com esta sétima mensagem concluímos a série de pregações sobre o Jejum e a glória de Deus. clique no link a seguir, e procure o título O Jejum e a Glória de Deus 7.mp3, e ouça a pregação.

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