segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DESDE A INFÂNCIA


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!

Estes versos da Poesia “Meus 8 anos” de Casimiro de Abreu, refletem as lembranças que algumas pessoas têm dos tempos de sua infância. Anos saudosos, mesmo considerando a tendência que temos de idealizar nosso passado. Tempo de poucas e rasas responsabilidades, e de ingenuidade quanto aos problemas da vida. Tempo de crenças fáceis, e interesses ligeiros. Tempo de fáceis otimismos e grandes expectativas. Tempo de perdão rápido, e decepções fugazes. Tempo no qual um abraço e uma palavra são suficientes para expulsar o medo, e uma noite de sono manda embora as preocupações. Tempo na sua maior parte ocupado em brincadeiras, jogos, corre-corre e muitos sorrisos. Tempo de sonhos bons e esperanças de que o futuro será melhor. A infância deixa marcas! Troféus na estante da alma, mais alegres que as medalhas conquistadas nas competições escolares.

Mas, outras pessoas carregam memórias pesadas e tristes de sua infância. Recordam-na como tempo de abandono, abusos, desamor, desinteresse, cobranças desequilibradas e pressões desmedidas. Tempo de lutas e trabalhos como de adultos. Tempos de desavenças no lar e insegurança quanto ao futuro. Tempo de perdas e danos. Tempos de medos sem abraços, e ansiedades sem alívio. Tempo de críticas desanimadoras, e elogios só esperados. A infância deixa marcas. Cicatrizes na alma, pior que as marcas da varíola ou catapora. Carregamos pela vida ou as marcas de decepções ou os marcos de conquistas, todos da nossa infância. Ou talvez uma mistura dos dois, como os quadrinhos do Charlie Brown, que misturam humor e tristeza.

A expressão “desde a infância” aparece duas vezes no Novo Testamento e ilustra que desde a infância podemos carregar o ruim e/ou o bom. A primeira vez é em Marcos 9.21. Jesus e três de seus discípulos descem do Monte da Transfiguração, e se deparam com um pai aflito, pois seu filho tinha um espírito mudo. Este espírito provocava convulsões no menino, enrijecendo seus músculos, fazendo-o espumar e ranger os dentes, e lançando-o ou no fogo ou na água para matá-lo. Jesus perguntou ao pai do menino: Desde quando acontece isso? E a resposta foi: Desde a infância. Este texto mostra que o mal pode, desde cedo, deixar marcas nas pessoas. Desde a infância (o termo pode designar um período de 7 a 14 anos) que o demônio havia feito um ninho na vida daquele menino.

A Bíblia nos mostra que a vida das crianças não são territórios neutros, onde o mal não ataca (esta não foi a única vez que Jesus expulsou demônio de crianças, Marcos 7.24-30). Também não ensina que as crianças são seres inocentes e sem pecado. Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” (Salmos 58:3). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.”(Provérbios 22.15). Satanás pode dominar as pessoas desde a infância, por isso ele quer se apossar de nossas crianças. O mal rodeia nossos filhos, eles também são tentados. Devemos estar alertas a esta terrível verdade.

Mas a Bíblia também nos mostra a solução quando o mal domina nossos filhos: é buscar com fé o socorro em Jesus. Foi isso o que aquele pai fez, e Deus concedeu a bênção do livramento de seu filho (Marcos 9.24-27). Se você ainda carrega as marcas da maldade de sua infância, vá até Jesus. Ele pode te libertar. A segunda aparição da expressão está em 2 Timóteo 3.15, e ilustra que podemos trazer boas marcas desde a infância. e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” são palavras que Paulo dirige a Timóteo, alertando-o quanto aos tempos difíceis que surgiriam com o aumento da maldade.

Ele deveria permanecer no que aprendeu, pois eram as letras sagradas, e estas tinham o poder de salvar sua vida. Ele tinha tomado conhecimento destas sagradas letras desde a infância (este termo inclui tanto crianças não nascidas, como recém-nascidos e os que eram amamentados). Este conhecimento permanecia com ele e tinha o poder de fazê-lo sábio para a salvação.

A melhor e mais importante ajuda que se pode dar a uma criança é compartilhar com ela a Palavra de Deus. Pais, governos, outras instituições, e até mesmo igrejas têm esquecido isso. Têm-se preocupado em dar muitas coisas importantes: educação para esta vida, saúde, alimentação, etc. Mas, o mais importante tem sido esquecido: dar-lhes o conhecimento para a salvação. Transmitir-lhes as sagradas letras. São estas palavras que podem livrar nossas crianças do domínio de Satanás. são estas palavras que podem mostrar para elas o caminho da salvação. São estas palavras que, misturadas com fé, podem levá-las para uma vida proveitosa aqui, e a felicidade eterna com Deus.

Como seu filho vai lembrar da infância? Com marcas do mal, ou com o conhecimento da salvação? O que está sendo transmitido para eles: as obras de Satanás, ou as Sagradas Letras? Daqui a alguns anos qual destes dois textos poderão ser aplicados ao seu filho? Desde a infância ele tem sido dominado pelo mal, ou desde a infância ele sabe as sagradas letras?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CERTEZAS PARA TEMPERAR NOSSAS TRISTEZAS


A função do tempero é realçar o sabor de um alimento. Mas, às vezes, ele também pode conferir um sabor diferenciado. Esta segunda função é de muita utilidade quando precisamos comer alimentos que não apreciamos. O tempero nos ajuda ao disfarçar o sabor original com outro mais aceitável ao nosso paladar. Podemos dizer que neste caso o tempero desempenha uma função terapêutica, pois nos ajuda a comer o que precisamos, mesmo quando não gostamos.

Precisamos de tempero também em nossas vidas. Para nos ajudar a conviver com fatos e notícias que de outra forma não suportaríamos, por serem semelhante a alimentos desagradáveis. Um destes fatos é a morte.

Neste sábado (21/11/2009), fomos abatidos com a notícia do falecimento de Evelyn Geraldine Olson Willson, mais conhecida como Dona Eveline. Ela nasceu em 06 de janeiro de 1918. No início da década de 40, ainda jovem e solteira, veio ser missionária em Juazeiro do Norte. Algo surpreendente, pois na época os daqui buscavam lugares considerados mais desenvolvidos para viverem. Aqui casou-se com outro jovem missionário: Tomé Willson (aparece na foto junto com ela), e tiveram cinco filhos: Débora, Natã, Marcos (que trabalha no Brasil como missionário e professor no SBC) , Felipe e Marta. Auxiliou na formação de igrejas e ensinando no Seminário Batista do Cariri até 1965, quando acompanhou seu marido de volta aos EUA, onde ele trabalhou como pastor até 1971.

Retornando ao Brasil, trabalharam no mesmo seminário até 1996, quando se aposentaram. Ela atuou como professora, secretária e tesoureira. Também ajudou nas Uniões Auxiliadoras Femininas do Estado (USAF). De 1981 até 1988 ajudaram na Igreja Batista do Novo Juazeiro, e de 1988 até 1996, na Igreja Batista Betel, ambas na cidade de Juazeiro do Norte.

Dona Eveline estava doente há alguns anos. Mas a morte sempre nos surpreende e entristece. Mesmo sabendo que ela ocorrerá mais cedo ou mais tarde, nunca nos acostumamos com ela. Ainda bem que nossa tristeza é bem temperada com certezas.

A certeza de que há Alguém que mantém a morte sob Seu poder. A morte não escapa ao controle de Deus. Toda nossa vida está nas mãos de Deus. Como o Senhor Jesus ensinou, um pardal não cai sem o consentimento de Deus, e até os fios de cabelo de nossas cabeças estão contados (Mateus 10.29,30). Sendo assim, a morte de dona Eveline ocorreu no dia e da forma planejados por Deus.

A certeza de que os planos de Deus são sábios e amorosos. Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem de Seus filhos e para Sua Glória, que são propósitos que se complementam. Sendo assim, a morte de dona Eveline está glorificando a Deus e sendo melhor para ela e para os seus que ficam (Rm 8.28; Fp 1.20).

A certeza da salvação. Dona Eveline testemunhou confiar em Jesus como seu único e suficiente Salvador. Reconhecendo que era pecadora, como todos nós. Também acreditou na mensagem da Bíblia de que, a morte de Cristo na cruz é suficiente para expiar o pecado de todo pecador que se aproxima de Deus com arrependimento (Rm 10.9). Por isso acreditamos que ela morreu salva por Cristo.

A certeza da imediata presença de Deus. Para aqueles que falecem seguindo a Cristo existe a promessa de entrar imediatamente na presença de Deus (Lc 16.22ª;23.43; At 7.55,56,59; Fp 1.21,23). Por causa disso acreditamos que dona Eveline se encontra num estado sem comparação em termos de alegria, que é a presença de Jesus Cristo.

A certeza da ressurreição e de que morte não é o fim. Jesus prometeu aos que crêem Nele que não morreriam para sempre (Jo 25,26). A ressurreição é uma promessa garantida pela própria ressurreição do Senhor Jesus (1 Ts 4.14-16). Esperamos o dia quando dona Eveline, e todos os seguidores de Cristo, com corpos transformados, serão ressuscitados para uma vida gloriosa com o Senhor (1 Co 15.52).

A certeza da recompensa pelo trabalho realizado. Dona Eveline dedicou a maior parte de sua vida para servir a Deus servindo aos outros. Além de cuidar de seus cinco filhos, cuidou dos filhos de muitos outros que vieram estudar no SBC (inclusive eu). Ensinou a Palavra a muitos, orou por muitos, contou muitas histórias bíblicas para crianças, aconselhou, visitou, discipulou, etc. Com certeza ele não tomou conhecimento do resultado pleno deste trabalho, também nem sempre recebeu aqui na terra a recompensa merecida. Mas, ela não desanimou, e um dia ela verá o resultado pleno e final de seu esforço, e receberá do Senhor a recompensa eterna (1 Co 15. 58).

A certeza de que a vida dela continuará falando, mesmo depois de morta. O que ensinou, o exemplo que foi, as pessoas que impactou e influenciou, continuarão demonstrando os frutos da vida de dona Eveline. Ela continua a falar através de nós.

Os que estão seguindo a Cristo podem temperar suas saudades e lágrimas, com orações pelo esposo e filhos, a gratidão de Deus nos ter permitido desfrutar de Sua graça através da vida desta serva, e também estas certezas e a esperança de um: até breve dona Eveline!

sábado, 21 de novembro de 2009

A onipotência de Deus


Diante de algo que admiramos pela grandeza, beleza, ou poder, podemos perguntar: como desfrutar disto?Que proveito eu posso tirar?

Deus é Todo-Poderoso, e podemos desfrutar de sua onipotência. Você poderá baixar e ouvir dois estudos que nos mostram que o Poder de Deus pode nos socorrer em nossas aflições, e nos manter firmes quando estamos com dúvidas. Os estudos têm por título: A Onipotência de Deus 01, e A Onipotência de Deus 02. Acesse o link abaixo e baixe os estudos

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html

sábado, 14 de novembro de 2009

O SENHOR RUGIRÁ


Ele é o Leão da Tribo de Judá, Jesus quebrou nossas cadeias e nos libertou...Esta é uma frase de um animado cântico que entoamos em celebração ao fato que fomos libertos por Jesus Cristo. Como Apocalipse 5.5 diz, Jesus é o Leão descendente de Davi, que venceu e trouxe a salvação e a revelação de Deus.

Uma das atividades dos leões é rugir. Um dicionário bíblico define rugir como o urro cavernoso, barulhento e estrondoso dos leões. É o som do leão que pula sobre a vítima, já resolvido a atacar, buscando paralisa-la de terror. É um rugido que pode ser ouvido a quilômetros de distância. Quando um leão ruge ele quer amedrontar os inimigos e marcar o seu domínio. Diante do rugido do leão a reação natural era de medo (Amós 3.8). Sansão teve a experiência de enfrentar um leão que veio rugindo para atacá-lo (Juízes 14.5). “Rugir” é uma palavra selvagem, perversa, terá ela alguma relação com a natureza divina? Deus pode agir assim? O profeta Amós responde que sim.

Amós era um comerciante de rebanhos vivendo na pequena cidade de Tecoa, que ficava na região alta do reino de Judá, reino do Sul. Sua vida era de comprar ovelhas, cabras e vacas, para a engorda, e então vendê-las. Na época da colheita de sicômoros (figos silvestres) ele descia para a planície de Judá para colhe-los, provavelmente para usar como alimento para o rebanho. Não havia sido treinado para ser profeta. Mas um dia Deus o chamou para profetizar no reino do norte, mais conhecido como reino de Israel. Ele inicia sua mensagem dizendo de modo enfático: O SENHOR rugirá de Sião. Este será o tom do livro de Amós: o juízo de Deus.

Quando Amós pronunciou estas palavras é provável que o povo lembrou de um outro profeta que anos antes dissera as mesmas coisas (Joel 3.16). Na profecia de Joel, o Senhor rugiria contra os inimigos do Seu povo, e seria um refúgio para o Seu povo. O rugido de Deus traria salvação. Mas no caso de Amós o rugido traria o juízo de Deus sobre o Seu próprio povo. Juízo tão duro que até as regiões mais férteis ficariam secas. O que ocasionou a mudança? O que fez com que o Leão que rugia contra os inimigos virar-se e rugir contra o Seu próprio povo?

O povo de Israel havia sido abençoado de modo especial. Deus redimira este povo da escravidão, dera-lhe uma terra que manava leite e mel, uma lei justa e sábia, reis escolhidos por Ele, profetas para anunciar Sua palavra, e nazireus para expressar Sua santidade. Na época do profeta Amós, este povo desfrutava de uma prosperidade que só havia acontecido na época dos reis Davi e Salomão. Havia progresso e riqueza por toda parte. As fronteiras do país foram ampliadas. Esta prosperidade fora anunciada por Deus através de um outro profeta que vivera antes de Amós, o profeta Jonas (2 Reis 14.23-29). E agora o SENHOR estava rugindo pronto para atacar o Seu povo. Por quê?

Apesar das bênçãos o povo teimava em deixar os mandamentos de Deus e seguir os costumes dos povos ao redor deles. Havia perversão da justiça, desvalorização do ser humano, cobiça desenfreada, opressão, imoralidade, profanação do nome de Deus e muita religiosidade sem obediência. Diante disto, o Pastor de Israel se transforma em Leão que se volta contra o Seu povo para puni-lo pela desobediência.

A mesma mensagem foi confirmada por outros profetas que vieram depois de Amós. Oséias diz que Deus será um Leão contra seu povo (Os. 5.14; 13.7), mas este Leão ainda poderia rugir contra os inimigos libertando o povo, se houvesse arrependimento (Os 11.10). Sem arrependimento, Jeremias anuncia que o SENHOR rugirá poderosamente (30.19). Apocalipse mostra que o Leão da Tribo de Judá, que liberta Seu povo, também envia seu anjo poderoso bradando como rugido de leão, enviando o juízo de Deus (Ap 5.5; 10.1-3).

Deus rugirá como leão, e o Seu rugido, poderá ser de juízo ou de salvação. O que será para você o rugido de Deus?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

IGREJA:COLUNA E BALUARTE DA VERDADE


Na cidade de Éfeso ficava uma das sete maravilhas do mundo: o templo da deusa Diana, também conhecida como Ártemis. Era uma grande construção (cerca de 110 metros por 55 metros ), tinha 127 colunas de mármore, cada uma com cerca de 20 metros de altura. Creio que este templo causava um grande impacto nos visitantes da cidade, deveria ser de uma beleza extraordinária.
Quando Paulo escreveu sua primeira carta a Timóteo (que estava em Éfeso), o templo podia ser visto em toda sua beleza. Mas Paulo falou de um outro templo, a Igreja de Cristo, e a chamou de Coluna e Baluarte da verdade. As colunas de mármore do templo de Diana foram destruídas, hoje apenas uma solitária coluna se mantém. Mas o Templo de Deus, que é Coluna e Baluarte da Verdade, permanece e permanecerá.
Dê um clique no link a seguir e escute a mensagem IGREJA, COLUNA E BALUARTE DA VERDADE.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CULTO, UMA OPORTUNIDADE DE COMUNHÃO


No Salmo 122 o peregrino celebra a oportunidade de cultuar a Deus em Jerusalém, o centro do culto do crente na Antiga Aliança. Sua alegria começou no momento em que foi convidado para ir à Casa do Senhor, o templo que estava em Sião. Aquela alegria que inicialmente o atraiu é lembrada agora, depois que chegou, e faz com que ele esqueça os perigos, desconfortos e cansaço da viagem. Estava diante da recompensa, e dizia: valeu a pena!

Isto porque seus pés estavam agora firmes dentro dos muros da cidade que Deus havia escolhido como símbolo da Sua morada. O valor da cidade estava naquilo que ela significava, na função que Deus LHE designara. É isso que o peregrino canta na segunda parte do salmo.

A cidade foi edificada para ser um centro de comunhão. Esta idéia aparece no verso três, e tem sido traduzida como “compacta” ou “bem sólida”. Na língua original dois termos são usados. Um expressa a idéia de “ajuntado”, “reunido”, “em comunhão”, o outro de “estar unido”. A versão grega traduziu com um termo que indica sociedade, companheirismo, participação compartilhada. Jerusalém foi construída para ser um local de unidade e comunhão do povo de Deus, era o centro onde a comunidade se reunia e manifestava sua unidade. Esta união não quer dizer uniformidade, pois eram doze tribos que subiam. Havia uma diversidade. Cada tribo era uma tribo distinta. O que as unia era o fato de serem do SENHOR (verso 4).

Um dia Deus vai restaurar a Jerusalém terrestre como local de adoração e comunhão de Seu povo (Is 2.3). Mas, hoje nossa comunhão se manifesta na Igreja, o templo que Deus está construindo na atual dispensação (Ef 2.19-22; 4.16). É na reunião com outros irmãos que celebramos a nova aliança (1 Co 11.25,33), que cultuamos nosso Deus com alegria (Ef 5.19; Cl 3.16).

Este culto deve ser momento de comunhão, não apenas com Deus, mas também uns com os outros. Na Igreja, pessoas diferentes foram unidas num corpo (1 Co 12.13). Apesar das diferenças elas têm muito em comum (Ef 4.4-6). Só que esta unidade demanda esforço, ela não ocorre automaticamente (Ef 4.3). A alegria é completada através da unidade (Fp 2.1-4).

A igreja primitiva manifestava esta unidade. Perseveravam juntos, conheciam as necessidades uns dos outros, ajudavam-se mutuamente, compartilhavam refeições, e participavam de momentos alegres em união (At 2.42, 44,46).

Em muitas igrejas isto não ocorre. As pessoas chegam para o culto já em cima da hora, ou até atrasados, participam dos cânticos, escutam a mensagem, doam suas ofertas, e saem correndo para casa, para suas atividades individuais. Não há interesse em conhecer os outros adoradores, desejo de saber de suas alegrias e tristezas, de compartilhar de suas necessidades, de se prontificar para ajudar os que precisam.

Algumas vezes a idéia demonstrada é mais de pessoas que vão a um mesmo cinema assistir o mesmo filme, no mesmo horário, do que de adoradores que vão manter comunhão com Deus e uns com os outros. Não podemos falar de nossas igrejas como um grupo compacto, sólido e unido.

Da mesma maneira que Israel testemunha ter um só Deus através da adoração num só lugar, nós testemunhamos que Deus enviou Jesus através da unidade (Jo 17.21), testificamos que somos seguidores de Jesus através do amor uns para com os outros (Jo 13.35), manifestamos que passamos da morte para a vida ao amar os irmãos (1 Jo 3.14).

Note quantos mandamentos no Novo Testamento são acompanhados da expressão uns aos outros, e conclua que o cristianismo é coletivo, comunitário, e não uma espiritualidade individualista. Quando for ao culto procure adorar também através da comunhão. Assim, o ir a casa do SENHOR será motivo de alegria para você e para Deus. Pois, Hebreus 13.16 diz Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação (comunhão) ; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.