segunda-feira, 28 de março de 2011

Evangelizar, o que é isso?


Aprendemos e usamos a linguagem do grupo ao qual pertencemos. Por isso algumas vezes usamos termos que não sabemos bem o que significam. Isto também ocorre na Igreja. As pessoas achegam-se, usam as palavras que ouvem todos falarem, mas não sabem corretamente o que elas querem dizer. Então perguntamos: o que é evangelizar?

Na língua original evangelizar significava “proclamar boas notícias”, “anunciar uma mensagem que causa alegria”. Na versão do Antigo Testamento foi usado para o anúncio de vitórias militares ou a chegada de um filho (2 Samuel 18.20,22; Jeremias 20.15, uso semelhante aparece em Lucas 1.19), mas também para a proclamação das palavras e ações de Deus (Salmos 40.9; 68.11; Isaías 41.27) e para o anúncio da salvação que Deus Ele realizava (Salmos 96.2; Isaías 52.7).

No Novo Testamento o termo indica que Deus tem realizado a Sua salvação através da pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, o qual enviou ao mundo. Os anjos evangelizaram os pastores proclamando as boas notícias que Jesus nascera (Lucas 2.10). João Batista evangelizou anunciando que o Messias viria, e que Ele traria a salvação e o juízo de Deus, e as pessoas deveriam se arrepender e crer nesta mensagem (Lucas 3.18). Jesus disse que foi ungido com a finalidade de evangelizar (Lucas 4.18). Marcos 1.14 nos indica que foi o que Ele fez, evangelizou, anunciando as boas notícias de que o Reino de Deus estava chegando, e por causa disto as pessoas deveriam se arrepender e crer.

No livro de Atos (onde a palavra algumas vezes foi traduzida como “pregar”) a Igreja evangelizava anunciando que Jesus era o Messias prometido de Deus ( 5.42), que o Reino de Deus havia chegado em Cristo (8.4), que as Escrituras se cumpriram em Cristo (8.35). Estas eram as notícias de paz (10.36), do cumprimento da promessa de Deus (13.32), de Jesus e sua ressurreição (17.18). Com esta mensagem a Igreja esperava que as pessoas abandonassem os falsos deuses e se voltassem (conversão) para o Deus verdadeiro (14.15).

Em 1 Coríntios 15.1-4 o apóstolo Paulo nos mostra o conteúdo desta mensagem: somos pecadores, Jesus morreu por causa dos nossos pecados, e ressuscitou, isto tudo de acordo com as Escrituras, isto é, a Palavra de Deus. Este era o anúncio das insondáveis riquezas de Cristo (Efésios 3.8). Estava baseado na Palavra de Deus (1 Pedro 1.25).

Concluímos que evangelizar é proclamar a mensagem que se encontra na Bíblia, a Palavra de Deus. Evangelizar é anunciar a morte e ressurreição de Cristo, como sendo as boas notícias de Deus. Pois através desta obra de Cristo, Deus tem realizado a salvação. Evangelizar é convocar as pessoas ao arrependimento (abandono dos pecados) e fé (aceitação da salvação e perdão que Deus oferece gratuitamente em Cristo).

segunda-feira, 21 de março de 2011

AMOR, MODO DE EVANGELIZAR.





Qual adorno desta vida?
Pergunta um hino que cantamos, e ele mesmo responde: É o amor, é o amor.


O amor é uma atitude que enfeita a nossa vida e mostra a beleza da vida cristã. O amor atraia as pessoas para o cristianismo. Por isto o amor é um modo de evangelizar. Posso cumprir a ordem do Senhor Jesus de anunciar as boas novas de salvação amando os meus irmãos. A igreja demonstra o evangelho quando ama.


O Senhor Jesus deixou isto claro. Em João 13.35 Ele disse: desta maneira as pessoas conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns para com os outros. Quatro observações podem ser feitas sobre o amor a partir deste versículo.


Primeira: o amor é algo que pode ser visto: "as pessoas conhecerão" disse Jesus. Os de fora podem ver se os crentes se amam ou não. O amor não é algo escondido, não é um sentimento interior que apenas quem tem sabe. Quando amo o meu irmão as pessoas irão perceber.


Segunda: o amor aponta para Jesus. Havendo amor fica claro que vocês são meus discípulos, foi o que Jesus disse. Ser discípulo é ser seguidor, aprendiz, aluno. O amor não é algo natural. Não é uma atitude que aprendemos da natureza. Não nascemos sabendo amar. Não nascemos amando. Precisamos de um professor para aprender a amar. Precisamos de alguém que nos capacite a amar. O mundo conhece várias sociedades, vários tipos de relacionamentos. Todos marcados pelo egoísmo, interesse próprio, e desejo de ser servido ao invés de servir. Quando o mundo olha para os cristãos e percebe que eles se amam, vê algo diferente. E assim descobre que eles têm um professor sem igual, alguém que os ensinou a amar. E passam a conhecer Jesus. O descrente verá Cristo através do amor do povo de Deus.


Terceira: o amor é o sinal do crente. A prova de que alguém esteve com Jesus é o amor. O amor é a marca que Jesus deixa naqueles que o seguem. Por me observar as pessoas podem descobrir várias coisas a meu respeito: de onde sou, o que faço, do que gosto, etc. Apenas observando como trato os meus irmãos em Cristo as pessoas poderão conhecer que estou do lado de Jesus. Quando não pratico o amor estou concedendo o direito das pessoas falarem que não sou discípulo de Jesus. O amor é o sinal que envio ao mundo mostrando que sou de Jesus.


Quarta: o amor pode ser escolhido ou evitado. Se tiverem amor. É algo condicional. Posso escolher não amar, ou escolho amar. Posso conviver com meus irmãos da mesma forma que o mundo convive em suas comunidades, com egoísmo, sem querer servir, querendo apenas ser destaque. Só que ao fazer esta escolha eu não evangelizo. Minha vida turva o evangelho. Mas posso escolher amar: servir, abençoar, considerar mais os outros. E assim evangelizo, mostro que sou de Jesus.


Que as pessoas admirem Jesus, e percebam que cristianismo é algo bonito. Que vale a pena ser vivido. Amemos uns aos outros, e assim estaremos evangelizando. Basta amar para evangelizar.





terça-feira, 8 de março de 2011

A Certeza de que nada vai faltar.


Há alguns anos ouvi uma história ocorrida durante a segunda guerra mundial. Crianças acolhidas num abrigo tinham dificuldades para dormir. Estas crianças haviam passado períodos de fome. Alguém percebeu que o que as impedia de dormir era a dúvida se teriam alimento no dia seguinte. Passou-se a dar a cada uma um pedaço de pão para que elas dormissem segurando-o. A partir daí as crianças conseguiram dormir com tranqüilidade. Elas dormiam segurando a certeza de que o alimento do dia seguinte não iria faltar.

A verdade é que vivemos melhor quando temos algo em que nos segurar para suprir as nossas necessidades. Quando há uma reserva financeira para os imprevistos; a despensa tem alimento para o mês inteiro; as contas já estão pagas; temos um plano de saúde; temos a certeza de que nosso emprego vai durar toda nossa vida; etc. Temos que admitir que a dúvida de que nossas necessidades serão supridas é algo altamente perturbador. Quantas noites de sono você já perdeu por conta desta dúvida? Quantos dias você passou de mau humor, ou sem ânimo para fazer as coisas? Ou mesmo, quantas doenças já contraiu por causa desta preocupação? Mas, já pensou em viver com a certeza de que nada lhe faltaria?

É possível isto? Você pode perguntar. Diante de tantas incertezas e adversidades na vida é possível viver com a certeza de que nada irá me faltar? Um versículo da Bíblia que diz que é.

É um dos versículos mais conhecidos da Bíblia. Provavelmente é o primeiro versículo memorizado pelas crianças.

Creio que você já percebeu que estou falando do Salmo 23.1: O SENHOR é o meu pastor e nada me faltará. O salmo inteiro é bastante familiar. Creio que, depois da oração do Pai Nosso, esta o seja a porção bíblica mais citada em filmes. Esta familiaridade é um perigo. Falando sobre isto, Robert Ketcham, autor do livro Salmo 13, Nada me faltará, disse o seguinte: “Ninguém dá valor àquilo com o que já está acostumado. Acho que a finalidade dessas palavras é indicar que a apreciação ou a aversão por certas situações pode ser gradualmente modificada pela associação constante. O certo é que a longa familiaridade com uma passagem das Escrituras,... pode fazer com que alguém embote o fio da apreciação, não sentindo mais o seu impacto”.

É provável que por conta da familiaridade com este salmo não percebemos a sua riqueza para nossas vidas. O primeiro versículo, que resume todo o salmo, já demonstra esta riqueza. Duas grandes declarações são feitas: O SENHOR é o meu pastor, e a segunda que é conseqüência da primeira: Nada me faltará. Ter uma vida com a certeza de que nada vai faltar é para os que têm o SENHOR como seu pastor, aqueles que foram feitos ovelhas do seu pastoreio (Sl 100.3).

O escritor deste salmo já tinha sido pastor de ovelhas. Ele sabia que a principal função de um pastor é cuidar das ovelhas. Providenciar que elas tenham alimento, descanso e proteção. Ele mesmo já havia guiado suas ovelhas pelos arredores de Belém para que elas tivessem estas coisas. Já havia inclusive arriscado sua vida para que suas ovelhas fossem salvas (1Sm 17.34,35). Ele também já havia experimentado em sua vida o suprimento do Pastor de Israel (Gn 49.24). Davi muitas vezes precisou de alimento, descanso e proteção, e Deus nada havia lhe deixado faltar. Por isto ele pode fazer uma declaração tão ousada, tão confiante. O restante do salmo é uma exposição da grande confiança de Davi no cuidado de Deus. Ele descreve Deus como o Pastor e como um Anfitrião que recebe Seu povo em Sua casa.

Tal como Davi cada um de nós pode ter a mesma certeza de que nada vai nos faltar. Basta seguirmos Jesus como nosso Pastor.