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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

APROVEITANDO A BOA NOTÍCIA

            Boas notícias nem sempre são bem aproveitadas.
Foi dito a alguém que receberia uma correspondência contendo instruções quanto a um prêmio. Quando a carta chegou, o destinatário estava muito ocupado resolvendo certos problemas, colocou-a de lado para ler depois. O tempo passou e, envolvido em outros afazeres, esqueceu. Um dia, alguém lhe perguntou sobre o prêmio, então lembrou-se da carta. Tendo encontrado, verificou com tristeza que o prazo para a entrega do prêmio havia se esgotado.
            Por desinteresse, incredulidade, preguiça, falta de tempo e outras razões, podemos deixar de desfrutar as boas notícias.       
Os pastores de Belém aproveitaram a boa notícia que lhes foi dada naquela noite do nascimento de Jesus (Lucas 2.8-20). Quando ouviram o evangelho do nascimento do Salvador, eles tomaram uma decisão:  vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.
Queriam verificar a informação, não ficaram alheios nem indiferentes. Foram atestar pois desejam ir além do ouvir falar. Puderam ver que os fatos comprovavam as palavras e que as palavras explicavam o sentido dos fatos.
A boa notícia da salvação exige uma reação de nossa parte. Algumas pessoas gostam de ouvir, mas ficam apenas nisso. Ouvem, gostam, comentam, mas não verificam os acontecimentos. Não se apropriam da oferta do evangelho. Como um doente que ouve que certo remédio pode curá-lo, mas nunca o experimenta.  Se você tem ouvido o evangelho, mas nunca foi até Cristo para comprovar a verdade da salvação, você está perdendo a boa notícia.
Os pastorem fizeram isso com urgência. Eles foram apressadamente. Não esperaram o dia amanhecer. Não argumentaram dizendo: já é tarde, nós estamos cansados, a mãe do menino está de resguardo, na próxima semana a gente vai. A notícia era boa demais para ser deixada para depois. Algumas pessoas adiam sua decisão de seguir a Cristo. Têm outras prioridades no momento. Acreditam que ainda terão muito tempo. Mas ninguém sabe quanto tempo ainda lhe resta. É preciso urgência, o tempo é hoje.
Depois de comprovar os pastores divulgaram a notícia. Não guardaram apenas para si, mas compartilharam com outros.  É natural contar a outros sobre aquilo que nos fez bem. Quando experimentamos um tratamento que ajudou em nossa saúde, informamos as pessoas que têm o mesmo problema. Quando encontramos um profissional que nos fez um bom serviço, indicamos para pessoas que estão precisando. E assim por diante. Então, quando experimentamos o evangelho, é natural que o partilhemos com aqueles que ainda não o conhecem.
Outra reação que o evangelho produziu nos pastores foi a adoração. Eles glorificaram e exaltaram a Deus por tudo que lhes fora anunciado. A vida deles havia sido mudada. Não eram mais simples pastores, mas pessoas que conheciam o Salvador. Que privilégio! Foram agraciados com o maior e mais necessário de todos os conhecimentos: a notícia da salvação. Tinham a maior das riquezas. A reação mais apropriada era a adoração.
Por isso os salvos cultuam. Prestar culto é reconhecer a imensa bondade e poder de Deus em nos alcançar com a salvação através de Jesus Cristo. O culto é consequência de conhecer a Deus, sua graça e sua salvação. Desinteresse em adorar é sinal de falta de apreço pela salvação.
Mas quero destacar outra reação, a de Maria, que meditava essas coisas em seu coração. Ela guardou com cuidado e foi juntando os acontecimentos para entender cada vez mais. O evangelho não pode ficar na superficialidade de nossa vida. É uma notícia com muita profundidade. Por isso, deve ser pensada e meditada para ser cada vez mais compreendida e desfrutada. Alguns ficam apenas nas beiradas do evangelho, não adentram para conhecer sua riqueza. Pobremente desfrutam apenas migalhas, diante de uma mesa farta para toda eternidade. Pense, medite, raciocine sobre o evangelho. Leia cada vez mais a Palavra, pedindo que Deus lhe oriente e aprofunde-se no conhecimento d’Ele.
O pastor Jenuam Lira compartilhou uma experiência que ilustra isso. Quando esteve no Havaí, teve a oportunidade de fazer um passeio a beira mar para ver baleias fazendo evoluções na água. Todos que estavam no ônibus se encantavam e vibravam, menos um: o motorista. Ele estava tão acostumado com aquela cena, que não via graça nenhuma.
Isso pode acontecer conosco. Podemos ficar tão familiarizados com a graça do evangelho, que ele se torna sem graça para nós, como se perdesse a graça. É isso é uma desgraça. Meditemos na mensagem, pois iremos ver que ela tem graça sobre graça.
Que neste ano de 2016 possamos aproveitar com profundidade a boa notícia do evangelho!



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POR QUE NÃO HAVIA LUGAR?


Na postagem anterior vimos que Maria e José não conseguiram um lugar na hospedaria da pequena cidade de Belém, mesmo ela estando prestes a dar à luz. Algo que hoje nos aparenta ser incrível. Ainda mais quando sabemos que a mão invisível de Deus moveu o imperador Cesar Augusto para decretar um recenseamento, para fazer cumprir a promessa de que o Messias nasceria lá. Por que essa mesma mão poderosa não moveu o coração do dono da hospedaria para arrumar um lugar para o casal, e desta maneira Jesus nasceria num lugar mais apropriado?

Parece-nos que seria bem mais fácil tornar sensível o coração de uma pessoa diante da necessidade de uma mulher grávida, já entrando em trabalho de parto, do que o coração de um imperador distante. Além disso, Deus poderia mover o coração de um hóspede, que aceitaria ceder seu lugar para Maria e José. Ou mesmo tocar no coração de um residente de Belém, para que convidasse o casal para sua casa. Mas nada disso aconteceu, por quê? Por que Deus não planejou as circunstâncias para que Seu Filho não precisasse ser colocado num cocho quando nascesse?
Por que o menino deitado numa manjedoura era um sinal. Isto é declarado em Lucas 2.12. O termo traduzido como “sinal” era utilizado para indicar “algo por meio do qual se reconhecia alguma coisa ou pessoa”, como o caso do beijo de Judas (Mt 26.48). Também para uma marca ou prova confirmatória e autenticadora, como a assinatura de Paulo (2 Ts 3.17). No texto de Lucas o sinal comprovava que o anjo estava falando a verdade, pois um recém-nascido deitado numa manjedoura era algo singular e inusitado. Além disso, iria ajudar os pastores a achar o menino certo, pois apenas ele estaria naquela situação.
Um sinal também indicava um milagre, uma operação sobrenatural, que apontava para uma realidade bem maior (Jo 2.11). O nascimento de Jesus também foi um sinal neste sentido, foi milagroso, pois nasceu de uma virgem. E aquela criança deitada num cocho, apontava para o grande milagre da encarnação, de Deus que assumiu a natureza humana, do Soberano que assume a forma de servo (Fp 2.5-11).
Algo que prenunciava o futuro era outro uso da palavra “sinal”. Em Lucas 2.34, Simeão diz que Jesus seria um sinal de contradição, isto quer dizer que através Dele se decidiria a queda ou exaltação, salvação ou perdição de todos os homens. O menino deitado na manjedoura e visitado pelos pastores sinalizava que estava sendo rejeitado pelo mundo, mas seria crido por aqueles a quem Deus graciosamente O revelou (Mt 11.25,26).
O nascimento de Jesus não foi valorizado pelas pessoas influentes da época. Podemos dizer que foi desprezado, pois ocorreu num estábulo, e foi deitado numa caixa de alimentar animais. Mas foi valorizado pelos céus. Deus enviou Seu anjo para notificar aos pastores que Seu Filho havia nascido. Na época os pastores de animais também não eram tão valorizados. De modo geral eram considerados não confiáveis e religiosamente impuros. Estavam fora da cidade, tomando conta de seus animais. Deus os visitou com Sua glória.
A primeira reação foi de medo. Mas a palavra que o anjo anunciou os tranqüilizou. São boas notícias, é o evangelho. A expressão “trazer boas novas”, que aparece em nossas versões, é o verbo “evangelizar”. Um de seus usos no mundo grego era para anunciar o nascimento de um novo rei. Isto era considerado uma boa notícia porque gerava expectativas de uma melhora nas condições de vida.
Aquele deitado numa manjedoura era o Rei do Universo, traria melhores condições de vida para toda eternidade! Essa era a notícia mais importante a ser dada, pois traria alegria para todo o povo de Deus. O tempo de Deus cumprir Sua promessa havia chegado. O Salvador dos pecados e da condenação eterna nasceu para nós. O Messias, aquele que foi escolhido, separado e ungido por Deus para trazer o Seu Reino chegou. Ninguém percebeu, mas acabava de ocorrer o nascimento mais importante já ocorrido neste mundo!
O fato de ter como berço um recipiente de barro, usado para alimentar animais, sinaliza que os valores deste mundo não são os valores de Deus. O mundo não está em sintonia com Deus. O mundo não aprecia o que é precioso para Deus. O mundo não enxerga o que realmente é importante. O homem é cego para notar o que é de valor determinante para sua vida.
Aquele sinal pressagiava a maneira como Jesus seria tratado no restante de Sua vida e até hoje. Rejeitado pela maioria, aceito apenas por alguns. Em que grupo você está? Para você, Jesus é um sinal de queda ou de exaltação? De salvação ou de perdição?

domingo, 20 de dezembro de 2009

PORQUE NÃO HAVIA LUGAR...


Um casal que aguarda a chegada de um bebê procura os melhores móveis (dentro de suas possibilidades) para aquele neném, especialmente no caso do primeiro filho. Só em situações de extremas necessidades é que eles improvisariam uma caixa como berço. Mas foi isso que aconteceu no nascimento do bebê mais importante, e mais esperado da história do mundo. Quando o Senhor Jesus nasceu ele foi colocado numa manjedoura.

Esta história nos é contada no Evangelho de Lucas capítulo 2 versos de 1-7. O texto bíblico nos informa que Deus usa a situação política e um decreto de um rei pagão para cumprir Sua Palavra. José, um camponês galileu, com a virgem Maria viajam 130 quilômetros (de Nazaré até Belém), obedecendo a um decreto do imperador romano. Sem saber, tanto ele como o imperador estavam cooperando para que a promessa de Deus se cumprisse: o Messias nasceria em Belém da Judéia (conforme a profecia de Miquéias 5.2, feita 700 anos antes).

A mão invisível, mas sempre presente, de Deus guiava a história, fazendo com que todas as coisas cooperassem para o Seu Plano. Por trás do decreto de César Augusto estava o decreto do Rei do Universo. Mas o Rei do Universo, o Todo-Poderoso, tendo tudo a Seu dispor, decide preparar um berço muito humilde para Seu Filho. Como a pequena cidade de Belém estava com a hospedaria lotada, José e Maria tiveram que se alojar na parte reservada aos animais (seria como um estacionamento hoje). O Senhor Jesus é enrolado em tiras de pano por sua mãe, para firmar seus braços e pernas. Depois ela o coloca numa manjedoura, que seria um cocho, uma espécie de caixa de madeira que servia para colocar alimento para o gado, este foi o berço de Jesus.

O grande milagre do universo, Deus tornando-se homem, ocorre de modo quieto, num estábulo, numa cidade obscura da Judéia, sem as luzes de um holofote, sem o aplauso dos poderosos deste mundo. Apenas humildes pastores celebraram aquele nascimento. Deus usa as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes (1 Coríntios 1.27). Isto só demonstra quanto este mundo está fora de sintonia com Deus. Pois, se não houve uma grande comemoração na terra, houve uma festa nos céus. Pois os anjos anunciaram com grande alegria o nascimento de Jesus (Lucas 2.13,14).

Esta chegada de Jesus ao mundo retrata a maneira como Ele tem sido tratado na maioria das vezes, não há espaço para Ele nos melhores lugares. Mesmo em nossas vidas Jesus não ocupa o lugar que lhe é de direito: o primeiro lugar. Não há lugar para Jesus dentro de nossos corações. Ele fica fora batendo, querendo entrar. De fato, algumas vezes, com nossas atitudes damos lugar o Diabo (Ef 4.37), mas não a Jesus. Quantas vezes Jesus teve que dormir numa manjedoura porque nossos corações estavam cheio de outros amores e não sobrou espaço para Ele!

A recusa em dar lugar à vontade de Deus em nossas vidas gera conseqüências perigosas. Esaú não deu importância ao plano de Deus, e quando buscou herdar a promessa, não houve lugar para arrependimento (Hebreus 12.17), não havia mais possibilidade de mudar a situação. Satanás e seus anjos se revoltaram contra Deus, e foram expulsos do céu, pois não havia mais lugar para eles lá (Apocalipse 12.8). No dia do nascimento de Jesus não houve lugar para ele numa hospedaria, mas no dia em que Ele voltar para julgar o mundo serão os céus e a terra que não encontrarão lugar “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.” (Apocalipse 20.11). Antes que isso acontece é necessário ouvir e atender as palavras de Jesus, como ele mesmo diz em Apocalipse 3.20 “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Porque, para aqueles que O seguem, Jesus foi preparar lugar nos céus: Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. (João 14.2).

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...