sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL: UMA VISITA ESPECIAL DE DEUS A HUMANIDADE


             Uma resposta adequada à pergunta “o que é o Natal?”, é que ele é a comemoração da visita especial que Deus fez aos homens.
              Deus fez várias visitas fez ao homem. A Bíblia é a história de Deus, cheio de misericórdia e amor, buscando o homem, que está perdido em seus pecados. Desde o Jardim do Éden que Ele vem ao homem. Ele visitou o homem de várias maneiras; em sonhos e visões, através de anjos e mensageiros humanos, falando e aparecendo diretamente. Todas estas vindas eram preparatórias para uma vinda especial e diferente: aquela que Ele veio em forma humana.
No Natal Deus veio assumindo nossa humanidade, tornando-se homem, sem deixar de ser Deus. O evangelho de Mateus nos conta como foi esta visita.  No capítulo 1.1-17 é mostrada a ascendência humana de Jesus. Indicando que Ele era descendente de Abraão, a família escolhida; de Israel, a nação escolhida; e de Davi, a rei escolhido. A primeira frase do parágrafo que vai de 18-23 diz: “O nascimento (origem) de Jesus Cristo foi assim. O propósito é contar que a geração de Jesus foi sobrenatural, isto é, não foi produzida por meios humanos, fato enfatizado três vezes no texto.
           Maria estava prometida em casamento a um homem chamado José, mas o casamento ainda não havia sido consumado. Seria correspondente hoje a um noivado, só que naquela época já era um compromisso tal qual um casamento, mas o casal ainda não morava na mesma casa. Maria e José tinham o status de casados, mas não haviam tido relações sexuais.  Neste estado Maria foi encontrada grávida. Esta gravidez foi produzida pelo Espírito Santo.  Ele veio e gerou Jesus no ventre da virgem. Sendo assim, não houve a participação de um homem. Foi um ato sobrenatural. Fugindo aos padrões normais da geração de qualquer outra pessoa.
A Bíblia narra outros nascimentos milagrosos, mas nenhum semelhante a este. Podemos citar Isaque, Jacó, João Batista e outros. Nestes casos havia a impossibilidade causada pela esterilidade das mulheres e ou pela velhice dos homens. O milagre foi a habilitação para que os homens gerassem e para que as mulheres concebessem, mas ainda através de uma relação sexual. Deus capacitou homens e mulheres incapazes a manterem um relacionamento, e assim gerarem outro ser humano.  O milagre foi essa capacitação, mas o modo foi natural.
No nascimento de Jesus não foi assim, o próprio modo não foi natural. Não houve a participação de nenhum homem. Não houve nenhum relacionamento sexual.  A geração de Jesus no ventre de Maria foi feita pelo Espírito Santo. Era o próprio Deus que estava naquele ventre, só que em forma humana, na forma de um bebê.
José percebeu que Maria estava grávida, mas ainda não sabia que a geração havia sido do Espírito Santo. Pela lei, ele poderia acusar Maria diante de um tribunal e levá-la ao apedrejamento (Deuteronômio 22.23,24). Mas ele era um homem justo, não queria envergonhá-la, expor publicamente a sua gravidez, ou o pecado que ele pensava que ela teria cometido. Por isso planejou um processo de divórcio particular. Seu propósito era deixar que Maria ficasse  livre para casar com o pai do bebê. 
Enquanto ele refletia neste projeto, Deus lhe enviou um anjo que lhe revelou a realidade. Este mensageiro celestial confirma que a gravidez de Maria havia sido gerada pelo Espírito Santo. O anjo acrescenta a missão de Jesus: salvar alguém de alguma coisa.
Por isso o seu nome seria Jesus, que é a forma da língua original do Novo Testamento (grego) dos nomes Josué e Oséias, que eram suas formas na língua original do Antigo Testamento (hebraico). O significado destes nomes é “o SENHOR salva”. Jesus veio para ser o Salvador de Seu povo, não de toda e qualquer pessoa, mas daqueles que se comprometem com Ele em fé e arrependimento. Daqueles que se identificam como seus, formando o Seu povo.
A salvação seria do pecado. Todos os nossos males são causados pelo pecado, nosso e dos outros. O pecado trouxe doenças, dores, maldições, tristezas, choro, morte física e morte eterna. Deste modo, a salvação genuína tem que nos livrar desta causa maior. Ser livre do pecado significa ser salvo da maldição aqui e da condenação eterna. Esta foi a salvação que Jesus veio trazer.
É dito que o nascimento de Jesus foi assim, para que uma profecia feita 700 anos antes, fosse cumprida. Esta profecia se acha em Isaías 7.14. Ela anuncia a concepção por parte de uma virgem. Novamente temos a ênfase na geração sobrenatural de Jesus. E pela terceira vez mostra que esta criança seria a presença de Deus entre nós. Por isso um de seus outros nomes seria Emanuel, uma palavra hebraica que significa “Deus entre nós” ou “Deus conosco”.
Isto é o Natal, Deus se fazendo presente entre nós. Deus visitando-nos através de Seu Filho Jesus. E esta visita foi para nos salvar de nossos pecados. Este Deus deve estar presente em sua vida. Deve ser Emanuel para você. Você precisa fazer parte do povo Dele, recebendo-O em sua vida, através do arrependimento de seus pecados. Crendo na Pessoa Dele, e na missão que Ele veio realizar.  Só assim você terá, não apenas um Feliz Natal, como também uma eternidade feliz.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

UM SÍMBOLO E SUAS EVOCAÇÕES


          Pela graça de Deus tive a honra de ser o paraninfo da turma de formandos do Seminário Batista do Cariri de 2011. Esta turma escolheu como nome a palavra grega “ichthys”, que significa peixe.  Este foi um dos primeiros símbolos dos cristãos e uma das primeiras manifestações da arte na Igreja Cristã.  Com base neste símbolo evoquei três pensamentos.
            O primeiro deles surge do conteúdo do símbolo.   Uma das razões para a escolha do peixe como emblema cristão era que as cinco letras da palavra em grego (IX𝚯US?US) formavam um acróstico com as letras iniciais da frase “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.  E a frase expressava a confissão de fé na centralidade da Pessoa de Cristo.  "Jesus", que significa “O Senhor Salva” era o nome humano de Cristo, e mostrava a crença da Igreja na encarnação e historicidade desta pessoa. "Cristo", que significa “ungido” (Messias), indicava que Ele foi o escolhido e ungido por Deus para realizar Seu projeto redentivo, e trazer o estabelecimento de Seu reino.  "Filho de Deus", manifestava a crença de que este Jesus é da mesma natureza de Deus, sendo Deus também. E que, por ser Deus e o Ungido de Deus, Ele se tornou o Salvador dos seus seguidores, livrando-os do pecado e da condenação que este acarreta. O escritor Michael Green diz “Notem como este símbolo sustenta o fato de que o cristianismo é Cristo, e que se ocupa totalmente com Ele.” (Livro Mundo em Fuga, pg. 24).
É imperativo que Jesus Cristo seja reconhecido como o Deus eterno, auto-existente, que foi o Messias prometido, e na plenitude do tempo se encarnou na história, pisou nesta terra, no tempo e no espaço, que aqui viveu e ensinou, morreu e ressuscitou, para ser nosso Salvador. Que Ele foi o designado e escolhido por Deus para ser o Único Mediador e Autor da nossa salvação (João 1.14; Atos 4.12; 10.38-43;  1 Coríntios 15.3,4; Gálatas 4.4,5; Hebreus 5.7-9).
O peixe, como gravura cristã nos lembra que o centro de nossa fé e da nossa vida é Cristo. Não fomos chamados primariamente para seguir uma religião, mas uma Pessoa. Não fomos vocacionados para propagar idéias de um grupo, mas os ensinos de uma Pessoa.  Não fomos convocados para servir prioritariamente a uma causa, mas a uma Pessoa.  Não fomos ordenados para nos comportarmos principalmente de acordo com uma moral elevada e cumprir princípios éticos sábios, mas para imitar uma Pessoa. E esta pessoa é Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.
            O segundo pensamento vem da razão do símbolo. Ele foi adotado pelos cristãos  por causa das perseguições e calúnias levantadas contra eles. Os cristãos  tinham que evitar a ostentação de sua religião, isto é, qualquer símbolo que fosse entendido imediatamente como religioso. O desenho do peixe foi uma das maneiras que usaram para facilitar a identificação, e marcação de lugares das reuniões e cultos. Apenas os iniciados saberiam o significado deste acrônimo.
O peixe é uma testemunha da perseguição que nossos antepassados enfrentaram, na forma de oposições, calúnias, injustiças, perdas de bens, torturas, prisões e mortes. Mas também atesta que eles não desistiram da fé. Nossa época e cultura, acostumada ao conforto, nem consegue entender como alguém se dispõe a morrer por uma crença. Mas o peixe também nos lembra que ser cristão é estar disposto a sofrer.
Este sofrimento é por causa da identificação com Cristo, conforme 1ª Pedro 4.12-14. Não deve ser encarado como surpresa, como se fosse estranho ao cristianismo, mas como parte do pacote da salvação.  Ele é sinal da glória futura. Portanto, sofrer por Cristo é uma graça (Filipenses 1.29).
Mas o sofrimento, também, é por causa do serviço a Deus. Conforme Colossenses 1.24, o sofrimento é necessário para o crescimento e edificação da Igreja. E em 2ª Timóteo 2.10 é dito  que é preciso suportar o sofrimento para que os eleitos conheçam a salvação.   
A perseguição, a oposição, a humilhação, a injustiça e a calúnia, devem ser aceitas como parte do seguir e do servi r a este Jesus Cristo Filho de Deus, Salvador.
            O terceiro pensamento me vem à lembrança por causa do chamado que Jesus fez aos primeiros discípulos, relatada em Mateus 4.19: “E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” Eles eram pescadores e continuaram pescadores, mas de outro tipo de peixes. Agora deveriam lançar as redes da pregação para pescarem outros discípulos.  Eles haviam sido conquistados, agora deveriam conquistar (Filipenses 3.12). Foram chamados, e agora deveriam chamar.
Podemos fazer um jogo de palavras aqui, usando o símbolo cristão do peixe. Eram pescadores, que foram pescados pelo ICHTUS (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), para pescarem outros homens, e levá-los ao mesmo ICHTUS que os pescou.
Como diz o hino “Pescador” todo mundo está pescando nesta vida, mas pescando peixes que não saciam a fome. Precisam conhecer o Peixe verdadeiro (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador).
           O peixe me lembra que somos pescadores de homens, para conduzi-los a Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

sábado, 3 de dezembro de 2011