quinta-feira, 15 de novembro de 2012

UM COMEÇO OBSCURO, UMA HISTÓRIA IMPACTANTE


Grandes obras podem ter pequenos começos. Nem sempre um começo sem prestígio e influência pode indicar uma obra sem importância. Um exemplo é a carta aos Romanos. É provável que, quando a carta chegou a Roma, poucos a leram, e que a maioria nem tomou conhecimento dela. Se fosse hoje, não figuraria na lista dos livros mais vendidos. Não receberia uma menção e nem uma crítica das revistas de informação. Não estaria exposto nas vitrines das grandes livrarias.
Acredita-se que o apóstolo Paulo escreveu a carta aos romanos quando estava na cidade de Corinto, no começo da primavera do ano 57 depois de Cristo.
Nesta época, a cidade de Roma tinha mais de um milhão de habitantes, sendo que mais da metade da população era de fora. Certo escritor disse que “Numa cena típica de rua podiam-se ver escravos mouros conduzindo elefantes, germanos louros da Guarda Imperial, egípcios de cabeça raspada, um professor de grego com os seus manuscritos trazidos pelo escravo núbio que o seguia, príncipes orientais, selvagens da Britânia”.
Havia opulência e riqueza acumulada, mas, na sua maioria, os habitantes eram pobres e dependentes do governo, que lhes fornecia gratuitamente cereais, banhos públicos e divertimentos. Por causa da disparidade social, lado a lado havia: casas superlotadas, luxuosas mansões nas vilas elegantes e as imponentes construções públicas de mármore (templos, teatros, fóruns, etc.). Muitos dos problemas das grandes cidades modernas também eram comuns em Roma.
O imperador da época era Nero, que herdara o trono no ano 54, quando tinha apenas dezessete anos. Por ser jovem, o controle do Império, pelo menos até o ano 59, ficou nas mãos de outras pessoas, entre elas seu tutor, Sêneca, escritor e filósofo.
A religião era politeísta. Adorava-se um panteão de deuses de diferentes origens e características, incluindo os da mitologia greco-romana, os imperadores deificados, os deuses domésticos, os espíritos do campo, e os protetores das cidades.  Acreditava-se que os deuses controlavam quase todas as atividades da vida, então era conveniente render-lhes homenagens, para garantir o sucesso, ou pelo menos, evitar as desgraças. A preocupação não era com o pecado, mas com o sucesso e o êxito, isto é, com o dar-se bem na vida. Cícero escreveu “Júpiter é chamado o Melhor e o  Maior porque não só nos faz sóbrios e ajuizados como saudáveis, ricos e prósperos”.
                Provavelmente a carta aos Romanos foi lida apenas pelos cristãos, que eram menos de 0,5% da população. Os influentes da cidade e do Império não a leram nem tomaram conhecimento dela. Havia muitas outras obras consideradas mais interessantes para ler: decretos do imperador, poesias, livros sobre filosofia e história, etc. Além disso, havia muitas outras coisas com as quais ocupar o tempo: teatro, circo, adoração aos mais diversos deuses, etc.
                A carta também tratava de um tema que estava baseado num acontecimento, ocorrido há quase trinta anos, na distante Palestina, e que não havia chamado à atenção dos poderes de Roma: o ministério, morte e ressurreição de Jesus Cristo, fatos que são o centro do Evangelho. Para as autoridades romanas o cristianismo era apenas mais uma facção do judaísmo. Suetônio, historiador do Imperador Cláudio (que havia governado antes de Nero), escreveu que a expulsão dos judeus em torno do ano 49, ocorrera por causa da instigação de Chrestus, e ele está se referindo a Cristo. Isto indica que nem o nome e título correto de Jesus ele estava interessado em saber.
                Paulo, o escritor da carta, era um cidadão romano, até então sem muita influência, perseguido pelos judeus e criticado até por alguns cristãos. Nunca havia estado em Roma, e seus contatos lá não eram muitos. Anos mais tarde, quando lá chegou, os judeus nem tinham conhecimento dele (Atos 28.21).
                Mas, no decorrer da história, Deus se encarregou de colocar as coisas no seu devido lugar. E nenhuma literatura daquela época escrita para a capital do Império causou mais impacto do que esta carta. O evangelho exposto nela transformou o mundo, salvou vidas e mudou o curso da história em vários momentos. Seu autor, seu assunto e a própria carta são mais conhecidos e estudados do que os decretos imperiais da época, mais admirados do que as poesias, peças teatrais e músicas de então, mais informativos do que qualquer livro de história escrito naquele tempo, mais influentes do que qualquer obra filosófica produzida naquele período e mais resistentes e úteis do que as grandes e imponentes construções do Império Romano.
                 Esta verdade deve nos animar quando acharmos que o nosso trabalho em prol do Reino não faz diferença. Devemos fazer a obra que nos cabe, e confiar que Deus a usará como lhe apraz. E no Seu Reino receberemos a devida recompensa.  A verdade do Evangelho pode ser perseguida, ridicularizada e desprezada, mas ela triunfará sobre as modas vazias, populares e enganadoras de cada tempo. Quanto tudo passar, só esta Palavra e os que nela confiaram permanecerão vitoriosos.
                


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quando a resposta de Deus me espanta!

O profeta Habacuque fez perguntas a Deus. Procurando saber porque os maus levavam vantagem no meio do povo de Deus. A resposta de Deus o deixou espantado.
Acesse o link abaixo e escute a mensagem sobre o texto de Habacuque 1.5-11
http://www.4shared.com/mp3/bH4EUEnQ/o_livro_de_habacuque_n_02_-_pr.html


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FINADOS! SERÁ?


No dia 2 de Novembro é comemorado o dia de Finados. Mas qual o significado deste dia? O dicionário define finado como  “Que se finou.. Pessoa que faleceu; morto, falecido.”. Finado dá a ideia de algo que acabou, que findou. O dia seria uma lembrança das pessoas que findaram suas vidas. Mas será que a morte de fato encerra com a existência de uma pessoa? Será que quem morreu de fato já findou?  Há uma existência depois do túmulo?
                Para termos estas respostas, precisamos ouvir quem conhece o outro lado. Quem já experimentou a morte e a venceu.  A Bíblia nos apresenta esta pessoa: Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, foi sepultado e ressuscitou. Ele sabe o que tem depois da morte. Vamos ver o que Ele tem a nos dizer.
                Durante o tempo que esteve na terra Jesus contou uma história de um rico e um mendigo. Esta história nos é narrada no evangelho de Lucas 16.19-31. Do rico não sabemos o nome. Sabemos que ele viveu neste mundo desfrutando de sua riqueza e sem se importar com Deus. Sua vida estava voltada apenas para este mundo. Todos os bens que ele queria ele havia conseguido em vida. Ele não havia almejado nenhum bem do outro lado. Os únicos bens que ele desejava era vestir-se luxuosamente, e sentir-se plenamente satisfeito com a vida suntuosa que tinha. Ele andava tão envolvido com sua riqueza que nem tinha tempo para ajudar o mendigo que havia sido colocado nos portões de sua casa, e ansiava por comer pelo menos das migalhas que caiam da mesa. Além disto, não dava ouvidos à Palavra de Deus.
                Já o mendigo era chamado de Lázaro, que quer dizer Deus ajuda. Este era alguém completamente abandonado. Havia sido posto nos portões da mansão do rico e deixado ali.  Ele se daria por satisfeito se comesse as migalhas da mesa do rico, mas nem isto tinha. Por causa de uma doença que o cobrira de feridas, ele não tinha forças nem para espantar os cães que vinham lamber-lhe as chagas.  Era alguém completamente dependente de Deus.
                Ambos morreram. Na linguagem deste dia, tornaram-se finados. Lázaro foi levado pelos anjos para um lugar de honra com Deus. O rico foi para a sepultura, e de lá para o inferno. Note que de fato eles não se tornaram finados, a existência não acabou para eles. Apenas mudaram o modo da existência. Lázaro, por ter vivido em dependência de Deus, por ter ansiado a vida de Deus, como o supremo bem, vai para junto de Deus.  O rico, que nunca se importou com Deus, vai para longe de Deus. Para o inferno.
                É dito que no inferno ele estava em tormentos, dores agudas, uma grande agonia por causa de chamas. O único bem que almejava agora era uma ponta de dedo molhada para lhe refrescar a língua. É incrível que nem o sofrimento do inferno mudou sua natureza. Ele não pede para sair, ou para ter comunhão com Deus, não demonstra arrependimento por ter se esquecido de Deus em vida, apenas pensa em diminuir seu sofrimento. Ele ainda vê Lázaro como alguém inferior, ele pede para pai Abraão mandar Lázaro molhar o dedo e refrescar sua língua.  Ele ainda não se preocupa com o bem estar de Lázaro, quer que este deixe o céu para ir servi-lo no inferno.
                Quem vai para o inferno não irá sair de lá, entre outras razões porque não quis, e ainda lá, continua sem querer mudar de vida. As decisões tomadas na vida, foram transformadas em ações, e estas em costumes, e estes cristalizaram o caráter de tal maneira, que nem no inferno será mudado. Mas há outra razão porque não poderão sair do inferno, é que um grande abismo foi posto entre céu e inferno. Um abismo que está firme e não pode ser mudado. Por isto, é dito que de modo nenhum alguém pode ir de um lugar para o outro. Com isto Jesus quer ensinar que a mudança tem que ocorrer em vida, depois de morto não há como conseguir ajuda de ninguém para melhorar o estado do finado.
                O rico ainda faz mais um pedido. Ele quer que Abraão mande Lázaro ir avisar seus irmãos sobre o inferno. Note que ainda não se preocupa com Lázaro, pois quer que este deixe o céu e volte para a terra. No entanto lhe é respondido que os irmãos já têm a Palavra de Deus para lhes avisar. O problema é que, como o rico havia feito, estes irmãos também não davam atenção a Ela, os únicos bens que queriam era aproveitar este mundo, sem pensar no além morte. O rico concorda que seus irmãos vivem sem arrependimento, apesar de terem a Palavra de Deus. Mas ele pensa que alguém que voltou dos mortos pode ter uma mensagem mais poderosa do que a Palavra de Deus.
                Quantos pensam e vivem assim! Não acreditam na Palavra de Deus, mas esperam que alguém que já morreu lhes diga alguma coisa, e se este lhes disser eles irão acreditar e mudar de vida. Dão mais valor às palavras dos mortos do que à Palavra de Deus!
                Só que é dito claramente que, quem não dá atenção à Palavra de Deus, quem não se arrepende diante da mensagem de Deus, não será persuadido por nenhum milagre, nem que seja de alguém voltando dos mortos.
                De fato a morte não é o fim. Pode ser uma ponte para uma vida melhor ou para uma vida pior. O que decide isto é o modo como se vive na terra. Com crença e obediência à Palavra de Deus, ou sem prestar atenção ao que Deus diz, preocupando-se apenas com os bens deste mundo.
Ao findar o labor desta vida, quando a morte ao teu lado chegar,
Que destino há de ter a tua alma? Qual será no futuro teu lar?
Meu amigo, hoje tu tens a escolha: vida ou morte qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.

TRINTA E UM DE OUTUBRO, UM DIA PARA SER CELEBRADO


No dia 31 de outubro é celebrado o dia da Reforma. É uma celebração dos cristãos protestantes, pois em 31 de outubro de 1517, foram afixadas na porta da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses elaboradas pelo, então monge, Martinho Lutero. Este ato desencadeou uma volta aos ensinos de Jesus e dos apóstolos, que haviam sido abandonados pela Igreja. Este movimento passou a ser chamado de Reforma Protestante.
Após a adoção do cristianismo por parte do Imperador Constantino, no ano 312 depois de Cristo, a Igreja Cristã, pouco a pouco, conformou-se aos valores e práticas mundanas e pagãs. O fervor esfriou, o culto formalizou-se, e o ensino bíblico foi esquecido.
Muitas tentativas de reformas forma feitas. A liderança religiosa sufocou algumas , e outras ela cooptou.  O sistema monástico, entre outras razões, surgiu por causa da insatisfação com a frieza, mundanismo e formalismo. Várias ordens monásticas tentaram  reavivar a Igreja. Os monges de Cluny, os monges cistercienses, os dominicanos, Francisco de Assis e os franciscanos, (todas estas entre os anos 1000-1250), são alguns exemplos.
Outras tentativas foram: movimentos intelectuais, entre os anos 1000-1400, como o Escolasticismo, Renascença e os humanistas (que era um segmento da Renascença); movimentos religiosos, entre 1100-1250, como os Valdenses, os Cátaros ou Albigenses, e o misticismo cristão; e um movimento interno da própria Igreja, chamado de Conciliar, que tentava submeter a autoridade papal à autoridade dos concílios. Todos falharam.
Homens como John Wycliffe (1328-1384) e João Huss (1373-1415) pregaram contra os abusos da liderança religiosa, e esforçaram-se para que a Bíblia fosse traduzida e ensinada na linguagem do povo comum. Wycliffe, na Inglaterra, foi calado, e Huss, na Boemia (atual República Checa), foi queimado, depois de covardemente traído pelo Papa. Antes de ser executado disse: "Vocês hoje estão queimando um ganso (Hus significa "ganso" na língua boêmia), mas dentro de um século, encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar.", 102 anos depois, Martinho Lutero elaborou as 95 teses.  
        O protesto de Martinho Lutero era principalmente contra as indulgências, prática romana, que oferecia o perdão de pecados em troca de ações religiosas em prol da igreja ou de ofertas em dinheiro. A base para isto era a crença de que a salvação é por obras. E que algumas pessoas excederam em boas obras, de modo que fizeram o suficiente para si e ainda sobrava um saldo que poderia ser utilizado em prol de outros. Este saldo era administrado pelo Papa, que assim, poderia conceder as indulgências.
         Lutero, depois de estudar o livro de Romanos, entendeu que esta prática anulava o sacrifício redentor de Jesus Cristo, e consequentemente o evangelho. A 62ª tese dizia "O verdadeiro tesouro da Igreja é o sacrossanto Evangelho da glória e da graça de Deus".

          Romanos 3.21-26 diz:
pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,  sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
Já que todos os seres humanos estão debaixo da mesma condição, que é o pecado, só há um meio de salvação para todos. Este meio é a justificação, isto é, uma declaração de absolvição feita pelo próprio Deus, que é a sentença oposta a da condenação. Deus declara justificado o pecador que não tem obras para merecer este perdão, conforme diz Romanos 4.5: Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
Esta justificação é feita de forma gratuita, como um presente. Isto porque o preço foi pago por Jesus. Redenção era o termo utilizado para se referir ao pagamento feito para dar a liberdade a um escravo. O preço para a libertação da condenação que os pecados mereciam foi pago com o sacrifício de Jesus. Esta maneira foi proposta pelo próprio Deus. Através do sangue de Cristo, de sua morte na cruz, os pecados foram propiciados. Isto significa que a morte de Cristo na cruz, satisfez a justiça divina, Sua ira contra os pecadores foi aplacada. E a sentença de condenação retirada.  
A recepção deste dom não é automática, isto é, nem todos receberão o livramento da condenação. É necessária uma recepção com fé, um ato de confiança, que concorda com o veredito de Deus sobre nosso estado de pecado e aceita a solução proposta pelo próprio Deus como único meio de escape.  Esta fé não é um ato meritório, mas um clamor daquele que se reconhece perdido e desesperado, e confia na generosidade de Deus, submetendo-se humildemente ao caminho que Ele estabeleceu.
A Reforma foi um protesto, por isso foi chamada de Reforma protestante. Um protesto contra o falso evangelho, que não é evangelho, mas ensino humano, pois apregoa que o próprio homem pode realizar a sua salvação, e fazer obras que paguem por seus pecados.
A Reforma não corrigiu todos os erros da Igreja Cristã, nem Lutero foi um homem perfeito, estava longe disso. Mas, a Reforma foi um protesto, que trouxe de volta a pregação de que, todos são pecadores, e por isso estão condenados, e que o amor divino realizou a salvação através da morte de Cristo, e agora, todo aquele que pela fé aceita este evangelho é salvo:
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Romanos 10.9).
31 de outubro é um dia para ser celebrado!