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sexta-feira, 21 de março de 2008

GRATIDÃO: TEMPERO DO DEVER

Certos alimentos ganham um sabor especial quando acompanhados de outros. Exemplos: o pão fica mais saboroso, se com manteiga e café; a salada, se com azeite, e a carne, se temperada com sal. O mesmo fenômeno ocorre nos deveres para com Deus. Estes ficam mais agradáveis, quando temperados com a gratidão. A Bíblia nos ensina a realizarmos todos os serviços que prestamos a Deus com gratidão.
         A manutenção da unidade entre os irmãos deve ser acompanhada com a gratidão. Somos exortados a deixar a paz de Cristo governar os nossos corações, pois fomos chamados para conviver nesta paz, em um corpo. Para isto devemos ser agradecidos: Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos (Cl 3.15). Uma atitude de gratidão ajuda a manter tanto a paz em nossos corações, como a paz nos relacionamentos com os demais membros do Corpo de Cristo. As queixas e murmurações, sinais de ingratidão, tornam a convivência desagradável. 
         O louvor a Deus deve ser acompanhado pela gratidão: cantando ao Senhor com graça nos vossos corações (Cl 3.16). Louvar a Deus é reconhecer quem Ele é, o que Ele tem feito por nós e pelos outros, e elogiá-lo. Fazer isto sem gratidão, seria pura hipocrisia. Uma forma de expressar nossa gratidão é cantando.
         Todas as nossas ações devem representar o Senhor Jesus, e todas elas devem ser feitas com gratidão: tudo o que fizerem, em palavra ou ação, façam em nome de Jesus, agradecendo através Dele a Deus (Cl 3.17). Somos embaixadores de Jesus, trazemos sobre nós a Sua marca. O que falamos e fazemos apontam para Ele. A gratidão é uma maneira de mostrarmos o quanto confiamos nele, na Sua soberania, no Seu amor e na sua sabedoria em cuidar de nós. Ela também indica que somos felizes em sermos servos dele.
         Nosso crescimento espiritual deve ser abundando em ações de graças (Cl 2.7). Crescer no relacionamento com Deus é conhecer mais e melhor a Deus. E quanto mais conhecermos a Deus, mais maravilhados ficaremos com Ele e, consequentemente, mais gratos seremos. Não é possível crescer na fé com a ingratidão dominando o nosso coração.
Nossas orações devem ser regadas com ações de graças. A perseverança na oração deve ser seguida com a vigilância em ações de graças: Perseverai na oração, vigiando com ações de graças. (Cl 4.2). Em Filipenses 4.6, Paulo nos diz que a cura para a ansiedade é a oração acompanhada de gratidão: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. A oração por todos os homens também deve ser feita com ações de graças: Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens. (1 Tm 2.1).
         Por último, a recepção de todas as boas coisas da vida deve ter a companhia da gratidão: pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável (1 Tm 4.4). Sempre lembrando que tudo que temos de bom, como o alimento, o companheirismo e outras bênçãos, chegam a nós como produto da graça de Deus. E a reação adequada diante de uma graça recebida é a gratidão.
         A gratidão é o acompanhamento indispensável dos deveres para com Deus. Sem gratidão, todos os deveres ficam sem graça e assim é impossível servir a Deus. A gratidão vai tornar o serviço a Deus uma obra de amor e alegria.
A gratidão é uma questão de atitude interior e não de circunstância. Veja o exemplo de David Rothenberg. Quando ele tinha seis anos, seu pai deu-lhe um sonífero, depois derramou querosene sobre ele e ateou fogo. Ele sofreu queimaduras de 3º grau em 90% do seu corpo. Alguns anos e 60 cirurgias depois, sabendo que faria outras, disse: estou vivo, o que já é bom o suficiente.
         Sempre há motivos para agradecer. Nosso coração sempre será uma festa, quando a gratidão for o tempero constante de nossa vida. 
            A generosidade de Deus é tão grande, e nossa gratidão tão pequena.


terça-feira, 11 de março de 2008

A GRATIDÃO EVITA O PECADO

Li numa reportagem que a pesquisa médica está descobrindo que a gratidão é o traço emocional com maiores probabilidades de favorecer a cura. Em outras palavras: a gratidão ajuda a evitar doenças.  Mas há algo pior que a doença que a gratidão ajuda evitar: o pecado.
A falta de gratidão, além de ser pecado, também gera outros pecados. Em Efésios 5.3,4 lemos:
Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.
Somos advertidos a evitar:
- a impudicícia que é a pornografia, e todas as atitudes relacionadas a ela;
- a impureza, palavra que se refere ao que é imundo como o interior de um sepulcro (Mateus 23.27) e em seu sentido figurado aos pecados do engano e da imoralidade;
- a cobiça ou avareza, que designa todas as paixões insaciáveis.
Estas ações nem devem ser mencionadas entre nós, isto é, nem motivo de conversa deve ser. Este é o comportamento adequado e conveniente para santos.
Também devem ser deixados de lado:
- as conversas indecentes;
- as conversas sem utilidade;
- e as chocarrices, que são piadas e gracejos indecentes.
Pois nada disto é apropriado, isto é, nada disto traz benefícios para nós.
No lugar deste tipo de conversa deve haver ações de graças. Deduzimos que as ações de graças são o comportamento conveniente para os santos, e que elas trazem os benefícios adequados. É quase impossível ficar sem falar, se não falamos coisas boas, iremos falar o que não devemos. Por isso, antes que as más conversações dominem nossa vida, vamos usar a prática das ações de graças.
O povo de Israel teria evitado os pecados de murmuração no deserto, se tivessem praticado as ações de graças. Nós também podemos evitar o pecado da conversa indecente ou inútil com ações de graças.






quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

SER GRATO É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA


 
       Um clamor por justiça percorre este mundo. Em todas as esferas da existência ele se faz ouvir. Nos lares, nas escolas, nos empregos, nos governos, é comum ouvirmos: Mas isso não é justo! Ou ainda: e ninguém não vai fazer nada?
       A injustiça nos deixa indignados. E com razão, pois fomos feitos para viver em justiça. Todavia, nem sempre esse clamor é sincero. Não raro, o pedido por justiça carrega alguma hipocrisia. Como Davi, exigimos que os injustos sejam punidos, e então ouvimos: Tu és o homem injusto (2 Sm 12.6,7). A maioria de nós comete injustiças diariamente. Em quase todos os momentos de nossa vida estamos nos colocando contra a justiça que clamamos.
       A injustiça ocorre quando se nega a alguém aquilo que lhe pertence por direito. E quando não somos gratos a Deus por tudo, estamos lhe negando a glória que lhe é devida. Portanto, ser ingrato é ser injusto.
       A ingratidão rouba de Deus aquilo que por direito lhe pertence: o reconhecimento de que Ele merece ser honrado como Deus. Em Romanos 1.21 está escrito que embora os homens conhecessem a Deus, não o honraram como Deus nem lhe deram graças (ou lhe foram gratos)...
       Por isso a ingratidão se configura uma espécie de ateísmo. Ser ingrato é resultado de não levar em consideração a Pessoa mais importante do mundo e da nossa vida. É ignorar a Deus e Sua revelação. É ser indiferente Àquele a quem devemos vida, respiração e tudo o mais (Atos 17.25).
       Já a gratidão evita a injustiça, pois reconhece que Deus merece toda a honra, glória e elogios pelo que ocorre em nossa vida. Ela admite e confessa que todo presente bom e todo dom perfeito é lá do alto, que desce do Pai das luzes... (Tiago 1.17). Estes presentes são dados a nós sem nenhum mérito de nossa parte, mas por pura graça de Deus. E a reação adequada a esta graça só pode ser a gratidão. A ingratidão é receber o presente e nem dar muito obrigado.
       Com a gratidão confessamos que Deus é soberano, sábio e bom. E Ele usa esta soberania, sabedoria e amor para levar a efeito o melhor para seus filhos. Mesmo quando a situação é dolorosa e desconfortável, o filho de Deus, embora sem entender todos os detalhes, será grato a Ele, e não irá escurecer o Seu plano com palavras sem conhecimento (Jó 38.2).
       Agradecer a Deus por tudo é uma questão de justiça. Portanto, ser ingrato é ser injusto.








quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

GRATOS SEMPRE



É comum manifestarmos nossa gratidão a Deus quando nossos anseios são alcançados. Quando nossos desejos são satisfeitos, reconhecemos a bondade de Deus e agradecemos por ela. Isto é bom, correto, apropriado e desejável. Seria pecaminoso se não nos comportássemos assim.
Ao agradecermos a Deus, estamos admitindo que nossas vitórias e conquistas não são nossas de fato, mas Dele. Rendendo ações de graças, publicamos que se não fosse por Ele, nossos sonhos não teriam se realizado, apesar de todo o nosso esforço e dedicação. Esses momentos de gratidão são alegres, festivos e até exultantes.
Mas, o que dizer de manifestar gratidão em momentos de sonhos despedaçados, alvos frustrados e conquistas ameaçadas? O que dizer de reconhecer a bondade de Deus quando a vitória não aconteceu, mas o insucesso apareceu?
Todos já percebemos que a vida não é apenas composta de momentos alegres. Há momentos desagradáveis, que podem até ser muitos. Em nossa vida recebemos o bem e também o mal (Jó 2.10). Nesses momentos também devemos manifestar gratidão. Devemos ser gratos a Deus em todos os momentos da vida porque esta é a vontade Dele para nossas vidas.
Saber e fazer a vontade de Deus deve ser o desejo de todo aquele que Nele crê. Costumamos enfatizar a busca da vontade de Deus nos grandes eventos da vida: a carreira a seguir, casamento, uma mudança de residência e noutros momentos julgados importantes. Mas há aspectos da vontade de Deus que já nos foram revelados, que nós devemos conhecer e praticar. E um deles é a nossa gratidão em todas as circunstâncias. Esta verdade é declarada de modo evidente em 1 Tessalonicenses 5.18 Em tudo sede agradecidos, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vós.
Em Efésios 5.20 a mesma verdade é declarada “agradecendo sempre por tudo em nome do nosso Senhor Jesus Cristo a Deus e Pai.” A ênfase é forte: agradecendo sempre e por tudo. Em todos os momentos e por todas as situações devemos agradecer.
A palavra que o Novo Testamento usa para agradecer é “eucaristia”, que em nossa língua, além de outros significados também quer dizer “ato de dar graças”. Na língua original do NT ela tem a mesma raiz de palavras que expressam sentimento de alegria. Sendo composta de “graça” (charis), que expressa tudo aquilo pelo qual se deve alegrar (é interessante que dois versos antes, 1 Ts 5.16, Paulo nos diz alegrai-vos sempre), e do prefixo “eu”, que significa “bem”, “corretamente”, “apropriadamente”, “muito”. Agradecer ou dar graças é a atitude apropriada para quem recebeu uma graça e por isto está alegre. Gratidão é reação correta de quem se regozija porque foi agraciado. E é vontade de Deus que tenhamos esta atitude em todas as situações da vida.
Acreditamos que Deus está no controle de tudo, que nada ocorre sem sua permissão (Mt 10.29,30). Acreditamos também que Deus é sábio e não comente erros (Sl 139.1-6,16). Ainda acreditamos que Deus é amor e por isto faz tudo cooperar para o bem (Rm 8.28). Sendo assim nenhuma situação pode ser considerada ruim para o cristão. Aquilo que parece ser ruim faz parte de um plano maior que irá cooperar para nosso bem estar espiritual. Por isso devemos agradecer por tudo.
Mesmo as situações de sofrimento são manifestações da graça de Deus, e devem ser recebidas com alegria e gratidão (Tg 1.2-4; 1 Pd 4.12,13). Elas, além de produzir uma glória eterna, também redundam em benefícios para outros, que renderão graças a Deus ( 2 Co 4.8-17). Se acreditamos que “Deus é bom o tempo todo, e o tempo todo Deus é bom”, podemos ser gratos por tudo.
Ações de graças e demonstração de gratidão devem ser elementos básicos e duradouros na vida cristã. Vamos agradecer sempre e por tudo.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...