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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL, UMA PROMESSA DE LUZ

Há um projeto do governo para levar energia elétrica para todos os lugares de nosso país, especialmente para a zona rural. É um excelente projeto, pois a luz elétrica pode trazer grandes benefícios. Deus também fez uma promessa de luz para os homens.
            Enquanto a luz prometida pelos homens traz apenas confortos temporais, a luz que Deus prometeu produz bênçãos eternas. O profeta Isaías, uns 700 anos antes do nascimento de Jesus, anunciou a vinda de um menino, que traria luz para os que estavam nas trevas: O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra da sombra da morte resplandeceu a luz (Isaías 9.6).
            Esta promessa foi cumprida em Jesus, conforme Mateus 4.13-16, que diz que Ele deixou a cidade onde fora criado, Nazaré, e passou a morar no porto de Cafarnaum, que ficava nos limites das terras de Zebulom e Naftali: para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías, Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.
            Também através de Isaías, Deus havia prometido uma luz para os povos: Eu o Senhor te chamei em justiça; tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por pacto ao povo, e para luz das nações;  para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas (Isaías 42.6). Essa luz viria através do Servo escolhido e Ungido por Deus, isto é, o Messias (Isaías 42.1). Ele seria o fiador do pacto que Deus fez com Seu povo Israel. Através dEle as bênçãos da aliança poderiam ser desfrutadas. Também seria luz para os que não são de Israel. Sua obra seria libertar os que estavam nas trevas da cegueira e das prisões. Quando Jesus foi apresentado no templo, com quarenta dias de nascido, Simeão relatou que Ele era esta luz prometida (Lucas 2.21-32).
            Este Messias seria a luz salvadora de todos os povos: Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra (Isaías 42.7). O SENHOR manifesta que ser luz apenas para o povo de Israel é uma tarefa muito pequena para Seu Servo. De fato sua luz iria muito além, seria salvação para todos o povos. O apóstolo Paulo viu esta promessa se cumprindo com a pregação do evangelho aos gentios, isto é, os que não eram judeus (Atos 13.46-47).
            A luz prometida pelos homens não é garantida, pode falhar, a que Deus prometeu já se fez cumprir na pessoa do Senhor Jesus Cristo. 
            Hoje, esta luz não é desfrutada em toda intensidade, porque ainda estamos em um mundo onde há a escuridão do pecado, mas existe a promessa de um tempo quando:  Não te servirá mais o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus a tua glória. Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará; porque o Senhor será a tua luz perpétua, e acabados serão os dias do teu luto. (Isaías 60.19,20). Esta promessa ainda será cumprida na Jerusalém Celestial, que descerá para a terra, para ser a morada de Deus com Seu povo, conforme podemos ver em Apocalipse 21.22-24.
Para as pessoas desfrutarem da energia elétrica, elas precisam pedir a instalação da mesma em suas residências. Da mesma forma elas precisam pedir a instalação da luz enviada por Deus em suas vidas. Isto se faz ouvindo e crendo nesta Pessoa prometida:  Atendei-me, povo meu, e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá a lei, e estabelecerei a minha justiça como luz dos povos. (Isaías 51.4). Esta é uma luz que precisa ser ouvida e crida. Aqueles que não aceitam esta luz continuam na trevas da angústia, na região da sombra da morte, cegos, presos e sem a salvação.

            Que neste Natal a luz enviada por Deus seja ligada em sua vida.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

A ESPERANÇA MESSIÂNICA

          Duas palavras usadas em nossa língua para designar o Senhor Jesus significam uma mesma coisa: Messias e Cristo. Ambas significam Ungido. A palavra “Messias” é a transliteração de uma palavra hebraica que tem sua raiz no verbo que significa "ungir", "untar", ou "esfregar". Já o termo “Cristo” foi transliterado da língua grega e também tem origem num verbo que significa “ungir”. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para a língua grega, “messias” foi traduzido como “Cristo”.
         Esta palavra indicava alguém ou algo que recebera unção. No Antigo Testamento coisas e pessoas eram ungidas. Jacó ungiu uma coluna entornando azeite sobre ela (Gn 28.18; 31.13); os bolos ofertados a Deus eram ungidos (em nossas versões a tradução é “untados”, Ex 29.2); o tabernáculo e todos os seu móveis também foram ungidos (Ex 40.9-11). As pessoas ungidas foram: os sacerdotes (Ex 29.4,7; Lv 4.16); profetas (Sl 105.15; 1 Rs 19.16), e os reis (1 Rs 19.16).
          Com o tempo  a palavra passou a ser um termo técnico, um título do rei que Deus levantaria para libertar seu povo. Isso é ilustrado  quando é usado para Ciro, um rei pagão, que não passou pelo processo da unção dos reis de Israel. Mesmo assim ele é chamado de “ungido” pelo SENHOR, pois traria livramento para seu povo (Is 45.1-5). Ainda antes de haver rei em Israel a palavra é usada em paralelismo com o termo  "rei" (1 Sm 2.10).  Mostrava uma função diante da qual o sacerdócio seria exercido (1 Sm 2.35). 
               No Novo Testamento este título foi aplicado a Jesus (Mt 1.16), mas com o passar do tempo o título se tornou parte do seu nome, não era apenas "Jesus, o Cristo", mas "Jesus Cristo" (Mt 1.1). Esta dinâmica acontece em todas as línguas. Uma palavra que designa uma função se torna um título. Podemos citar como exemplo professor e pastor. Estas palavras designam funções, mas com o passar do tempo elas se tornaram títulos, de modo que alguém que desempenha algumas destas funções é chamada de Professor Fulado, ou Pastor Sicrano. E com o uso o título pode se incorporar ao nome. Alguém chegando à igreja e apontando para mim, perguntar “qual o nome daquele homem?”. Penso, que alguns responderiam: "Pastor Almir".                            
          O modo mais comum para ungir era o de derramar ou aspergir óleo. Mas, o que era um ungido? Para responder a esta questão temos que entender o significado do ato da unção. Este era um símbolo e sinal de algo realizado por Deus. A unção sinalizava:
          1) A escolha divina. Só poderia ser ungido aquele que o SENHOR havia escolhido. Tanto o sacerdote (Ex 20.7; 40.15), como o profeta (1 Rs 19.16), e o rei (1 Sm 16.1-13) eram ungidos porque Deus os escolhera para uma função. O ungido era um escolhido de Deus.
         2) A autorização divina. O ungido adquiria direito à posição de ser o representante autorizado por Deus, de agir em nome de Deus. Quando Arão foi ungido sacerdote ele ganhou o direito a representar o povo diante de Deus (Ex 30.30; 40.13,15). Quando Saul foi ungido rei ele recebeu a autoridade para ser líder do povo representando Deus para o povo (1 Sm 15.1,17). Os profetas eram ungidos para proclamar a verdade de Deus (Is 61.1). O ungido era um escolhido e autorizado por Deus para ter uma posição.
           3) A proteção divina. A unção separava e consagrava. O objeto ou pessoa ungida era separado, colocado à parte, para ser do SENHOR (Ex 29.1-37). Um laço específico era estabelecido entre o SENHOR e o ungido. Ele se era o representante de Deus diante do povo e representava o povo na presença de Deus. Por isso que Davi não quis matar Saul (1 Sm 24.6-11; 26.9-24), pois tocar no ungido era tocar no próprio SENHOR (Sl 105.15). Nas coisas ungidas, separadas para Deus, apenas os também ungidos poderiam tocar (Ex 40.9-11; Lv 8.10,11; Nm 7.10,11). Isto pode ser exemplificado nos casos da morte de Uzá por tocar na arca (2 Sm 6.6,7), e na morte dos meninos que zombaram de Eliseu. (2 Rs 2.23-25). O ungido era um escolhido, autorizado e protegido por Deus para uma posição.
              4) A habilitação divina. O ungido era qualificado para a tarefa designada. Isto indica que os escolhidos eram incapazes para desempenhar as funções apontadas e dependiam da ação de Deus para equipá-los. Esta habilitação vinha com a presença do Espírito do SENHOR (1 Sm 10.6; Is 61.1-3). Deus dava de Si mesmo para equipar o ungido. O uso do óleo para ungir é significativo, pois nas Escrituras o óleo representa sempre o que é bom, forte e abençoado. O ungido era um escolhido, autorizado, protegido e capacitado por Deus.
            5) A comissão divina. O ungido recebia uma tarefa para desempenhar. Para que alguém era ungido? Para ser sacerdote, rei ou profeta. O sacerdote tinha a função de representar o povo diante de Deus apresentando as ofertas de expiação e oficiando o culto (Ex 28.41; Lv 4.3,5). O rei representava Deus libertando (literalmente salvando), julgando e governando o povo de acordo com as leis de Deus (1 Sm 9.16; 10.1; Is 45.1,2). E o profeta representava Deus para o povo trazendo a palavra Dele, sendo o porta-voz de Deus ( Is 61.1) O que todas estas funções tinham em comum era o fato de serem mediadoras. O ungido mediava Deus para o povo e o povo diante de Deus. O ungido era um escolhido, autorizado, protegido, e habilitado por Deus para ocupar uma posição e desempenhar uma função, de representar Deus.
          A leitura dos salmos sobre o ungido nos mostra como o povo idealizava seu rei. O ungido seria um rei sem igual, justo e santo, que teria um trono eterno (Sl 45.6,7). Seria um descendente de Davi (89.3,4,20; 132.10,17; 2 Sm 22.51). Um regente que dominaria a rebeldia das nações por ser constituído pelo próprio Deus, sendo considerado Seu filho (Sl 2). Um rei vitorioso (Sl 20.6). Este rei representava todo o povo de Deus, as vitórias e a salvação concedida a ele eram vitórias e salvação para o povo (Sl 28.8). Por isso que orações eram feitas em prol do ungido (84.9: 89.38,50,51).
          Nenhum rei judeu cumpriu isto plenamente. Os ungidos do Antigo Testamento eram tipos do Ungido que ainda viria. Representavam de modo parcial o Ungido completo e final, o Messias prometido. O povo de Deus esperava o tempo quando Deus iria restaurar esta terra, redimindo-a do pecado. Aguardava um Messias que realizaria de modo pleno a salvação divina. Deus faria isto através de um Mediador escolhido, autorizado, protegido, habilitado por Ele para ser o sacerdote-profeta-rei ideal.
          Esta era a esperança messiânica.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...