
terça-feira, 10 de novembro de 2009
IGREJA:COLUNA E BALUARTE DA VERDADE

sexta-feira, 6 de novembro de 2009
CULTO, UMA OPORTUNIDADE DE COMUNHÃO

No Salmo 122 o peregrino celebra a oportunidade de cultuar a Deus em Jerusalém, o centro do culto do crente na Antiga Aliança. Sua alegria começou no momento em que foi convidado para ir à Casa do Senhor, o templo que estava em Sião. Aquela alegria que inicialmente o atraiu é lembrada agora, depois que chegou, e faz com que ele esqueça os perigos, desconfortos e cansaço da viagem. Estava diante da recompensa, e dizia: valeu a pena! Isto porque seus pés estavam agora firmes dentro dos muros da cidade que Deus havia escolhido como símbolo da Sua morada. O valor da cidade estava naquilo que ela significava, na função que Deus LHE designara. É isso que o peregrino canta na segunda parte do salmo. A cidade foi edificada para ser um centro de comunhão. Esta idéia aparece no verso três, e tem sido traduzida como “compacta” ou “bem sólida”. Na língua original dois termos são usados. Um expressa a idéia de “ajuntado”, “reunido”, “em comunhão”, o outro de “estar unido”. A versão grega traduziu com um termo que indica sociedade, companheirismo, participação compartilhada. Jerusalém foi construída para ser um local de unidade e comunhão do povo de Deus, era o centro onde a comunidade se reunia e manifestava sua unidade. Esta união não quer dizer uniformidade, pois eram doze tribos que subiam. Havia uma diversidade. Cada tribo era uma tribo distinta. O que as unia era o fato de serem do SENHOR (verso 4). Um dia Deus vai restaurar a Jerusalém terrestre como local de adoração e comunhão de Seu povo (Is 2.3). Mas, hoje nossa comunhão se manifesta na Igreja, o templo que Deus está construindo na atual dispensação (Ef 2.19-22; 4.16). É na reunião com outros irmãos que celebramos a nova aliança (1 Co 11.25,33), que cultuamos nosso Deus com alegria (Ef 5.19; Cl 3.16). Este culto deve ser momento de comunhão, não apenas com Deus, mas também uns com os outros. Na Igreja, pessoas diferentes foram unidas num corpo (1 Co 12.13). Apesar das diferenças elas têm muito em comum (Ef 4.4-6). Só que esta unidade demanda esforço, ela não ocorre automaticamente (Ef 4.3). A alegria é completada através da unidade (Fp 2.1-4). A igreja primitiva manifestava esta unidade. Perseveravam juntos, conheciam as necessidades uns dos outros, ajudavam-se mutuamente, compartilhavam refeições, e participavam de momentos alegres em união (At 2.42, 44,46). Em muitas igrejas isto não ocorre. As pessoas chegam para o culto já em cima da hora, ou até atrasados, participam dos cânticos, escutam a mensagem, doam suas ofertas, e saem correndo para casa, para suas atividades individuais. Não há interesse em conhecer os outros adoradores, desejo de saber de suas alegrias e tristezas, de compartilhar de suas necessidades, de se prontificar para ajudar os que precisam. Algumas vezes a idéia demonstrada é mais de pessoas que vão a um mesmo cinema assistir o mesmo filme, no mesmo horário, do que de adoradores que vão manter comunhão com Deus e uns com os outros. Não podemos falar de nossas igrejas como um grupo compacto, sólido e unido. Da mesma maneira que Israel testemunha ter um só Deus através da adoração num só lugar, nós testemunhamos que Deus enviou Jesus através da unidade (Jo 17.21), testificamos que somos seguidores de Jesus através do amor uns para com os outros (Jo 13.35), manifestamos que passamos da morte para a vida ao amar os irmãos (1 Jo 3.14). Note quantos mandamentos no Novo Testamento são acompanhados da expressão uns aos outros, e conclua que o cristianismo é coletivo, comunitário, e não uma espiritualidade individualista. Quando for ao culto procure adorar também através da comunhão. Assim, o ir a casa do SENHOR será motivo de alegria para você e para Deus. Pois, Hebreus 13.16 diz Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação (comunhão) ; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz. |
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Fazer Missões é participar da construção do projeto de Deus

Deus tem um projeto: manter comunhão com Seu povo. Isto é visto em vários momentos da história da redenção. No princípio Ele criou o homem e o colocou no Jardim do Edem onde o visitava (Gn 2.15; 3.8). Mas a desobediência do homem impediu que esta comunhão continuasse sem barreiras.
Mesmo assim Deus quer abençoar o homem com a Sua presença. Por isso deu início ao projeto da redenção. Este projeto será consumado quando o próprio Deus descer para habitar com os homens (Ap 21.3). Neste projeto Deus atua por fases (dispensações), em cada uma delas é concedido ao homem o privilégio de participar. Um exemplo disso ocorreu quando Deus ordenou a construção do tabernáculo (Ex 25-31; 35-40).
O nome “tabernáculo” vem do verbo “habitar”, na língua original do Antigo Testamento. Ele seria um santuário, isto é, um lugar colocado à parte, ou consagrado como símbolo da morada de Deus entre o povo, o palácio do Rei no meio dos seus súditos (Ex 25.8; 29.45). Deus não precisava de um lugar que simbolizasse sua morada (1 Reis 8.27) , mas o povo precisava ser constantemente lembrado de que Deus estava no meio deles, e que por isso deviam ser santos. Com o tabernáculo Deus estava cumprindo a promessa de tomar Israel como Seu povo, e ser o Deus de Israel (Ex 6.7).
O que é necessário para o homem participar do projeto de Deus? Em primeiro lugar: disposição para obedecer. O tabernáculo deveria ser feito conforme o modelo, a planta que Deus mostrara a Moisés (Êxodo 25.9, 40; 26.30; 27.8). Deus deixa isto bem claro. As instruções e os detalhes da construção formam a maior porção da segunda parte do livro do Êxodo (quando acampados no Sinai), mostrando que tudo deveria ser feito conforme as normas estabelecidas por Deus. A repetição da expressão “conforme o Senhor ordenou” também enfatiza esta verdade (Ex 35.4,10; 36.1; 39.1,5,7,21,26,29,31,32,42,43; 40.16,19,21,23,25,27,29,32-33).
Uma segunda atitude para cooperar com a obra de Deus é disposição para contribuir. Esta contribuição é feita com nossos recursos e nossos talentos. Deus deu ao povo de Israel o privilégio de doar os materiais para a construção do tabernáculo (Ex 25.1-7; 35.4-29). Esta doação era para ser de boa vontade, isto é, movida pelo coração, de modo generoso, livre e espontâneo. Esta é outra ênfase do texto (Ex 25.1; 35.5,21,22,29). Esta doação nada mais era do que a devolução do que Deus já havia doado ao Seu povo. Pois estes materiais estavam na posse de Israel porque Deus movera o coração dos egípcios para lhes darem (Ex 12.35,36). Um dia aquela oportunidade cessou (Ex 36.2-7), e os que não haviam doado, não puderam mais participar. Puderam ver a glória de Deus se manifestando na inauguração do tabernáculo, mas não tiveram a alegria de perceberam sua participação naquela obra.
A doação também foi de acordo com a possibilidade (Ex 35.23,24,27), as pessoas doaram o que tinham. Este é outro princípio para a contribuição no Reino de Deus, de acordo com aquilo que alguém tem (2 Co 8.12). O que importa é a boa disposição, que motiva a verdadeira generosidade, independentemente de quão pequena seja a soma disponível. É por isso que creio ser o dízimo uma das formas mais justas de contribuição, pois não há dízimo maior ou menor. Diante de Deus o dízimo de quem ganha cem mil é igual ao de quem ganha mil, pois é a décima parte para ambos. Quem alega não poder dar o dízimo porque ganha pouco, de fato manifesta que é pobre não de recursos, mas de boa vontade.
Outra maneira de contribuir com a obra de Deus é o uso dos nossos talentos, de nossas habilidades (Ex 28.3; 31.3-5; 35.10,25,26, 30-35; 36.1,8; 38.22). O Espírito de Deus havia capacitado pessoas para realizarem aquela construção e toda a arte que estava incluída. Além disso havia habilitado para ensinarem outros a fazerem a obra. O uso dos talentos também era a devolução e desenvolvimento daquilo que o próprio Deus já havia providenciado (Ex 31.1-6). Por isso não havia motivo para orgulho e soberba (1 Cor 4.7).
Nós também estamos participando da edificação de um tabernáculo, um templo: a Igreja de Cristo, o povo de Deus. Ela é o Corpo de Cristo, o modo como Deus habita com os homens hoje. Cooperar com esta obra exige obediência. É preciso fazer tudo seguindo as instruções de Deus, Ele é o Dono da obra, e o que fazemos é para agradar a Ele, e não a nós mesmos. Ele nos deu um manual, a Bíblia, que nos mostra como devemos proceder nesse templo que Ele está construindo, a Sua Igreja (1 Tm 3.14,15). Precisamos confiar nas instruções de Deus.
Também exige a doação de nossos recursos com alegria e de acordo com nossas possibilidades. Contribuir com recursos para a obra de Deus é uma questão de coração, de boa vontade, de valorizar aquilo que Deus valoriza, não de necessidade ou tristeza (2 Co 9.7). É um sinal de que foi alcançado pela graça, de que o coração foi movido por Deus, é não é mais um coração endurecido. Os que não contribuem com seus bens não tiveram o coração movido por Deus, e por isso ele ainda está endurecido para valorizar a obra de Deus, sinal de que a graça não lhes alcançou.
É interessante que, quando não usamos nossos recursos e talentos para Deus, vamos usar com coisas que nos afastam de Deus. O povo de Israel também nos mostra isso. Antes havia usado o ouro que Deus lhes dera para fazer um bezerro (Ex 32.2-4), e acreditaram que aquilo era o deus deles. Ainda hoje, as pessoas que são mesquinhas em contribuir com a obra de Deus, acabam desperdiçando seus bens e talentos em atividades que nãos lhes trará a alegria de ver a glória de Deus.
Creio que a maior alegria para os que contribuíram com dons e talentos foi ver a glória de Deus entrando no tabernáculo no dia da inauguração (Ex 40.34,35). Que inauguração fantástica! Hoje nós não vemos a glória que um dia será revelada através da Igreja. Atualmente ela está em construção. Mas um dia ela estará perfeita diante de Deus (Ef 5.25-27). Mas o exemplo do povo de Israel permanece para nós: desejo de obedecer+desejo de contribuir com recursos e talentos= um serviço que manifesta a glória de Deus. Isto é fazer missões.
domingo, 25 de outubro de 2009
Enfrentando o desafio de criar fihos em tempos de crise

Os dois últimos artigos sobre criar filhos em tempos de crise foram transformados numa mensagem de 15 minutos para um programa de rádio. Caso você queira ouvir clique no linkhttp://ww.4shared.com/dir/
sábado, 17 de outubro de 2009
O DESAFIO DE CRIAR FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS!
sábado, 10 de outubro de 2009
O QUE É PRECISO PARA CRIAR FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS?
sábado, 3 de outubro de 2009
VALORIZANDO AS CRIANÇAS
No dia doze de outubro é comemorado o dia das crianças. Neste dia programas especialmente para crianças são realizados, pais e mães se esforçam para dar um presente para os filhos, etc. É válido ter um dia especialmente dedicado às crianças porque nos lembra nossos deveres para com elas, especialmente a importância de valorizá-las. Mas por que devemos dar valor às crianças?
Várias respostas a esta pergunta poderiam ser dadas. Por exemplo: educando as crianças agora, elas nos darão alegrias mais tarde; o futuro da igreja depende do modo como tratamos as crianças hoje; o que plantarmos na mente de uma criança, alimentará o restante de sua vida, etc. No entanto, creio que a mais importante para os seguidores de Cristo é: Jesus valoriza as crianças.
Para comprovar isto vou apresentar quatro declarações de Jesus. A primeira está em Marcos 9.36,37. Os discípulos discutiam quem era o mais importante entre eles, Jesus toma uma criança, coloca-a nos braços, e diz que receber uma criança como aquela era o mesmo que recebê-Lo. Jesus estava querendo mostrar que serviço e tratamento de honra não é algo que se dá apenas aos grandes, aos maiores, mas também aos pequenos. Jesus tratou com dignidade aquela criança, e disse que é assim devemos fazer. Servir os pequeninos é servir a Jesus. Tratá-los com honra é honrar a Jesus. Tanto no seu gesto, como nas suas palavras Jesus demonstrou que valoriza as crianças.
Outra está em Mateus 18.6, onde Jesus claramente afirma que é melhor amarrar uma grande pedra no pescoço e se atirar no meio do mar, do que fazer tropeçar (escandalizar) um dos pequeninos que crêem Nele. O termo traduzido como pequeninos , tanto pode se referir a pequenos fisicamente como a novos na fé. Uma criança é as duas coisas, tanto é pequeno fisicamente, como pequeno na fé. Escandalizar, ou fazer tropeçar, indica qualquer atitude que leve aquele pequeno a se desviar do caminho de Cristo. Jesus deixa claro a responsabilidade pelos pequenos. Fazê--los cair é também a nossa queda. Com esta séria advertência Jesus valorizou os pequenos que crêem Nele.
Ainda em Mateus 18, no verso 10, Jesus nos ordena a não desprezar os pequeninos. Desprezar inclui mão valorizar, tratar com desinteresse, não fazer caso. A razão dada por Jesus para esta ordem é que Deus está cuidando deles, olhando para eles. Já que Deus mostra interesse por eles nós devemos demonstrar também. O cuidado de Deus pelos pequenos demonstra que Jesus os valoriza.
A última declaração está em Marcos 10.13-16. Algumas pessoas (talvez os pais) trazem crianças para Jesus tocar nelas e as abençoar. Só que os discípulos vêem isto como um empecilho ao trabalho de Jesus, e repreendem aquelas pessoas. Quando Jesus viu o que os discípulos faziam ficou indignado, esta palavra indica forte desagrado. Ordena que os discípulos deveriam deixar as crianças chegar até Ele. Não deveriam furtar esta graça àquelas crianças, negar-lhes este privilégio. Não era para criar embaraço às crianças chegarem até Jesus. As crianças que chegam a Jesus têm o Reino dos céus. Jesus então abraçou e abençoou cada uma daquelas crianças. Deve ter sido um momento bem especial para elas. Por ordenar que não se crie obstáculos para que as crianças conheçam Jesus, por dizer que é possível as crianças entrarem no Reino dos céus, e por dar atenção especial aquelas crianças Jesus valorizou as crianças.
Trabalhar com crianças é para pessoas que talvez não sejam notadas pelos outros, nem valorizadas pelos “grandes”, mas que acreditam que serão valorizadas por Deus por estarem servindo os pequenos que Jesus valorizou. Pessoas que sentem a responsabilidade de não fazer estas crianças tropeçarem na fé. Pessoas que, sabendo do cuidado que Deus tem pelas crianças, querem demonstrar que não as desprezam. Pessoas que acreditam que estas crianças podem ser salvas, podem entrar no Reino dos céus, e por causa disto querem ensiná-las. Pessoas que querem imitar Jesus, abraçando e abençoando crianças com o ensino da Palavra de Jesus.
E então, você valoriza as crianças?