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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FINADOS! SERÁ?


No dia 2 de Novembro é comemorado o dia de Finados. Mas qual o significado deste dia? O dicionário define finado como  “Que se finou.. Pessoa que faleceu; morto, falecido.”. Finado dá a ideia de algo que acabou, que findou. O dia seria uma lembrança das pessoas que findaram suas vidas. Mas será que a morte de fato encerra com a existência de uma pessoa? Será que quem morreu de fato já findou?  Há uma existência depois do túmulo?
                Para termos estas respostas, precisamos ouvir quem conhece o outro lado. Quem já experimentou a morte e a venceu.  A Bíblia nos apresenta esta pessoa: Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, foi sepultado e ressuscitou. Ele sabe o que tem depois da morte. Vamos ver o que Ele tem a nos dizer.
                Durante o tempo que esteve na terra Jesus contou uma história de um rico e um mendigo. Esta história nos é narrada no evangelho de Lucas 16.19-31. Do rico não sabemos o nome. Sabemos que ele viveu neste mundo desfrutando de sua riqueza e sem se importar com Deus. Sua vida estava voltada apenas para este mundo. Todos os bens que ele queria ele havia conseguido em vida. Ele não havia almejado nenhum bem do outro lado. Os únicos bens que ele desejava era vestir-se luxuosamente, e sentir-se plenamente satisfeito com a vida suntuosa que tinha. Ele andava tão envolvido com sua riqueza que nem tinha tempo para ajudar o mendigo que havia sido colocado nos portões de sua casa, e ansiava por comer pelo menos das migalhas que caiam da mesa. Além disto, não dava ouvidos à Palavra de Deus.
                Já o mendigo era chamado de Lázaro, que quer dizer Deus ajuda. Este era alguém completamente abandonado. Havia sido posto nos portões da mansão do rico e deixado ali.  Ele se daria por satisfeito se comesse as migalhas da mesa do rico, mas nem isto tinha. Por causa de uma doença que o cobrira de feridas, ele não tinha forças nem para espantar os cães que vinham lamber-lhe as chagas.  Era alguém completamente dependente de Deus.
                Ambos morreram. Na linguagem deste dia, tornaram-se finados. Lázaro foi levado pelos anjos para um lugar de honra com Deus. O rico foi para a sepultura, e de lá para o inferno. Note que de fato eles não se tornaram finados, a existência não acabou para eles. Apenas mudaram o modo da existência. Lázaro, por ter vivido em dependência de Deus, por ter ansiado a vida de Deus, como o supremo bem, vai para junto de Deus.  O rico, que nunca se importou com Deus, vai para longe de Deus. Para o inferno.
                É dito que no inferno ele estava em tormentos, dores agudas, uma grande agonia por causa de chamas. O único bem que almejava agora era uma ponta de dedo molhada para lhe refrescar a língua. É incrível que nem o sofrimento do inferno mudou sua natureza. Ele não pede para sair, ou para ter comunhão com Deus, não demonstra arrependimento por ter se esquecido de Deus em vida, apenas pensa em diminuir seu sofrimento. Ele ainda vê Lázaro como alguém inferior, ele pede para pai Abraão mandar Lázaro molhar o dedo e refrescar sua língua.  Ele ainda não se preocupa com o bem estar de Lázaro, quer que este deixe o céu para ir servi-lo no inferno.
                Quem vai para o inferno não irá sair de lá, entre outras razões porque não quis, e ainda lá, continua sem querer mudar de vida. As decisões tomadas na vida, foram transformadas em ações, e estas em costumes, e estes cristalizaram o caráter de tal maneira, que nem no inferno será mudado. Mas há outra razão porque não poderão sair do inferno, é que um grande abismo foi posto entre céu e inferno. Um abismo que está firme e não pode ser mudado. Por isto, é dito que de modo nenhum alguém pode ir de um lugar para o outro. Com isto Jesus quer ensinar que a mudança tem que ocorrer em vida, depois de morto não há como conseguir ajuda de ninguém para melhorar o estado do finado.
                O rico ainda faz mais um pedido. Ele quer que Abraão mande Lázaro ir avisar seus irmãos sobre o inferno. Note que ainda não se preocupa com Lázaro, pois quer que este deixe o céu e volte para a terra. No entanto lhe é respondido que os irmãos já têm a Palavra de Deus para lhes avisar. O problema é que, como o rico havia feito, estes irmãos também não davam atenção a Ela, os únicos bens que queriam era aproveitar este mundo, sem pensar no além morte. O rico concorda que seus irmãos vivem sem arrependimento, apesar de terem a Palavra de Deus. Mas ele pensa que alguém que voltou dos mortos pode ter uma mensagem mais poderosa do que a Palavra de Deus.
                Quantos pensam e vivem assim! Não acreditam na Palavra de Deus, mas esperam que alguém que já morreu lhes diga alguma coisa, e se este lhes disser eles irão acreditar e mudar de vida. Dão mais valor às palavras dos mortos do que à Palavra de Deus!
                Só que é dito claramente que, quem não dá atenção à Palavra de Deus, quem não se arrepende diante da mensagem de Deus, não será persuadido por nenhum milagre, nem que seja de alguém voltando dos mortos.
                De fato a morte não é o fim. Pode ser uma ponte para uma vida melhor ou para uma vida pior. O que decide isto é o modo como se vive na terra. Com crença e obediência à Palavra de Deus, ou sem prestar atenção ao que Deus diz, preocupando-se apenas com os bens deste mundo.
Ao findar o labor desta vida, quando a morte ao teu lado chegar,
Que destino há de ter a tua alma? Qual será no futuro teu lar?
Meu amigo, hoje tu tens a escolha: vida ou morte qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CERTEZAS PARA TEMPERAR NOSSAS TRISTEZAS


A função do tempero é realçar o sabor de um alimento. Mas, às vezes, ele também pode conferir um sabor diferenciado. Esta segunda função é de muita utilidade quando precisamos comer alimentos que não apreciamos. O tempero nos ajuda ao disfarçar o sabor original com outro mais aceitável ao nosso paladar. Podemos dizer que neste caso o tempero desempenha uma função terapêutica, pois nos ajuda a comer o que precisamos, mesmo quando não gostamos.

Precisamos de tempero também em nossas vidas. Para nos ajudar a conviver com fatos e notícias que de outra forma não suportaríamos, por serem semelhante a alimentos desagradáveis. Um destes fatos é a morte.

Neste sábado (21/11/2009), fomos abatidos com a notícia do falecimento de Evelyn Geraldine Olson Willson, mais conhecida como Dona Eveline. Ela nasceu em 06 de janeiro de 1918. No início da década de 40, ainda jovem e solteira, veio ser missionária em Juazeiro do Norte. Algo surpreendente, pois na época os daqui buscavam lugares considerados mais desenvolvidos para viverem. Aqui casou-se com outro jovem missionário: Tomé Willson (aparece na foto junto com ela), e tiveram cinco filhos: Débora, Natã, Marcos (que trabalha no Brasil como missionário e professor no SBC) , Felipe e Marta. Auxiliou na formação de igrejas e ensinando no Seminário Batista do Cariri até 1965, quando acompanhou seu marido de volta aos EUA, onde ele trabalhou como pastor até 1971.

Retornando ao Brasil, trabalharam no mesmo seminário até 1996, quando se aposentaram. Ela atuou como professora, secretária e tesoureira. Também ajudou nas Uniões Auxiliadoras Femininas do Estado (USAF). De 1981 até 1988 ajudaram na Igreja Batista do Novo Juazeiro, e de 1988 até 1996, na Igreja Batista Betel, ambas na cidade de Juazeiro do Norte.

Dona Eveline estava doente há alguns anos. Mas a morte sempre nos surpreende e entristece. Mesmo sabendo que ela ocorrerá mais cedo ou mais tarde, nunca nos acostumamos com ela. Ainda bem que nossa tristeza é bem temperada com certezas.

A certeza de que há Alguém que mantém a morte sob Seu poder. A morte não escapa ao controle de Deus. Toda nossa vida está nas mãos de Deus. Como o Senhor Jesus ensinou, um pardal não cai sem o consentimento de Deus, e até os fios de cabelo de nossas cabeças estão contados (Mateus 10.29,30). Sendo assim, a morte de dona Eveline ocorreu no dia e da forma planejados por Deus.

A certeza de que os planos de Deus são sábios e amorosos. Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem de Seus filhos e para Sua Glória, que são propósitos que se complementam. Sendo assim, a morte de dona Eveline está glorificando a Deus e sendo melhor para ela e para os seus que ficam (Rm 8.28; Fp 1.20).

A certeza da salvação. Dona Eveline testemunhou confiar em Jesus como seu único e suficiente Salvador. Reconhecendo que era pecadora, como todos nós. Também acreditou na mensagem da Bíblia de que, a morte de Cristo na cruz é suficiente para expiar o pecado de todo pecador que se aproxima de Deus com arrependimento (Rm 10.9). Por isso acreditamos que ela morreu salva por Cristo.

A certeza da imediata presença de Deus. Para aqueles que falecem seguindo a Cristo existe a promessa de entrar imediatamente na presença de Deus (Lc 16.22ª;23.43; At 7.55,56,59; Fp 1.21,23). Por causa disso acreditamos que dona Eveline se encontra num estado sem comparação em termos de alegria, que é a presença de Jesus Cristo.

A certeza da ressurreição e de que morte não é o fim. Jesus prometeu aos que crêem Nele que não morreriam para sempre (Jo 25,26). A ressurreição é uma promessa garantida pela própria ressurreição do Senhor Jesus (1 Ts 4.14-16). Esperamos o dia quando dona Eveline, e todos os seguidores de Cristo, com corpos transformados, serão ressuscitados para uma vida gloriosa com o Senhor (1 Co 15.52).

A certeza da recompensa pelo trabalho realizado. Dona Eveline dedicou a maior parte de sua vida para servir a Deus servindo aos outros. Além de cuidar de seus cinco filhos, cuidou dos filhos de muitos outros que vieram estudar no SBC (inclusive eu). Ensinou a Palavra a muitos, orou por muitos, contou muitas histórias bíblicas para crianças, aconselhou, visitou, discipulou, etc. Com certeza ele não tomou conhecimento do resultado pleno deste trabalho, também nem sempre recebeu aqui na terra a recompensa merecida. Mas, ela não desanimou, e um dia ela verá o resultado pleno e final de seu esforço, e receberá do Senhor a recompensa eterna (1 Co 15. 58).

A certeza de que a vida dela continuará falando, mesmo depois de morta. O que ensinou, o exemplo que foi, as pessoas que impactou e influenciou, continuarão demonstrando os frutos da vida de dona Eveline. Ela continua a falar através de nós.

Os que estão seguindo a Cristo podem temperar suas saudades e lágrimas, com orações pelo esposo e filhos, a gratidão de Deus nos ter permitido desfrutar de Sua graça através da vida desta serva, e também estas certezas e a esperança de um: até breve dona Eveline!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

UM DIA A MORTE VAI MORRER


Ela é uma intrusa na festa da vida. Sua presença não foi planejada pelo Criador. O projeto era comermos da árvore da vida e vivermos para sempre. Mas o homem se revoltou contra a vida, que é Deus, então a morte entrou no mundo (Gn 2 e 3). Foi por causa do pecado de nossos primeiros pais que ela invadiu nossa existência. E cada um de nós, ao pecar, abriu a porta da nossa vida, e ela, sem cerimônias, entrou  (Rm 5.12; 1 Co 15.21,22).
Ela é uma sombra que paira constantemente sobre nós, toldando o sol da vida (Mt 4.16). Já nascemos com a certeza de que mais cedo ou mais tarde nos encontraremos com ela. Só não sabemos quando. Em cada encruzilhada tememos encontrá-la. Quando ela chega bem perto, mas se desvia de nós, respiramos aliviados. Ufa! Não foi desta vez. Mas sua voz continua soando em nossos ouvidos, mesmo que abaixemos ao máximo o seu volume: um dia me encontrarei com você.
Ela é nossa inimiga permanente(1 Co 15.26). Apesar de fazermos tudo para esquecê-la, ela é uma presença inescapável, um processo de corrupção que enfrentamos continuamente (2 Co 4.11-12). Cada dia que vivemos é um dia que morremos. De fato a morte é um estado no qual nos encontramos (Jo 5.24; Ef 2.1,5). Sempre que ela chega traz tristeza (Mc 5.38; Jo 11.19-25), mesmo quando o próprio moribundo a preside (Gn 49.33-50.1).
Ela nos escraviza com o medo (Hb 2.15). Para os gregos, ela era o Thánatos, (de onde vem para nossa língua “tanatologia”), poderoso rei do Hades, que era o lugar não visto, que ficava depois do túmulo, rodeado de altos muros, com um enorme portão de ferro e um monumental cadeado. A morte tinha a posse das chaves. Ela saia para dar voltas nos campos, vilas e cidades, aprisionava as pessoas e as trancafiava ali, e jamais sairiam.
Ela é invencível diante de nossos esforços. Tentamos conquistá-la com nossas forças, achar a vida por nossas obras. Mas, ela nos ferroa com seu aguilhão, e injeta seu veneno (1 Co 15.56; Rm 7.9,10).
Mas, ela foi vencida. Jesus morreu, e venceu a morte. Deus rompeu as angústias (traduzido “grilhões”) da morte em Jesus, pois ela não tinha poder para segurá-Lo  (At 2.24). Através da morte de Jesus fomos reconciliados novamente com a vida, que é Deus (Rm 5.10). Cristo tornou inoperante seu poder (2 Tm 1.10). Ele provou a morte no lugar dos homens, e assim desarmou aquele que tem o poder da morte, libertando os homens da escravidão da morte (Hb 2.9,14,15) Na morte de Cristo, a morte nos foi derrotada! Por isso, quem crê em Cristo, obedecendo a Sua Palavra, entra no estado de vida, e não provará a morte eternamente (Jo 5.24; 8.51,52). Porque para estes, a morte de Cristo foi também a morte deles (Rm 6.3-9).
Embora ela continue atuando, ela já está derrotada. Como uma fera ferida que continua a atacar, até que um dia ela será devorada pela vitória de Cristo (1 Co 15.54). É Ele, e não o Tánatos, que tem a chave da morte e do Hades, como diz Apocalipse 1.17,18: "Não temas; eu sou o primeiro e o último, e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno." Um dia, a morte e o Hades darão contas dos mortos que neles estão, devolverão estes mortos para serem julgados, ela, a morte, será lançada no lago de fogo, que é a segunda morte. Assim a morte provará de seu próprio veneno, a morte morrerá definitivamente. Apocalipse 20.13,14 "Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo."
Assim, estamos seguros em Jesus, por causa Dele a morte não nos separa do amor de Deus, "Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 8.38,39. Através dela podemos glorificar o nome de Deus (João 21.19; Filipenses 1.20), por isso devemos ser fiéis a Ele, mesmo que isso nos leve à morte física, pois assim estaremos livres da morte eterna "Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte."  (Apocalipse 2.10,11). 
No novo mundo de Deus, não haverá morte "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." Apocalipse 21.4

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A vida está na obediência

Pensamos que viver é satisfazer os nossos desejos. Ouvimos e algumas vezes até repetimos que "viver é fazer tudo que se quer"; "desfrutar a vida é fazer todas as nossas vontades". Mas não é isto que Deus nos diz.
Em Levítico 18.5 Deus diz para o povo de Israel que é em guardar os mandamentos Dele que o homem encontra a vida. Desfrutar a vida na terra de Canaã, para onde o povo ia, dependia da obediência aos mandamentos de Deus.
Romanos 8.13 diz que a vida satisfazendo aos desejos da carne (nossa natureza pecaminosa) vai com certeza nos levar para a morte, mas se fizermos morrer as atividades da carne, nós iremos desfrutar da vida.
Pensar que para ter vida é preciso satisfazer nossos desejos é mais uma mentira de Satanás, do mundo, e dos nossos pensamentos pecaminosos. Não é assim! Para ter vida precisamos é de obedecer a Deus. Conhecer os seus mandamentos e cumprir.
Nossos desejos para o pecado devem ser mortos por nós. Isto é deixados inativos, não devemos dar ouvidos a eles, nem buscarmos formas de satisfaze-los. Fazendo isto, desfrutaremos da verdadeira vida.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...