domingo, 3 de maio de 2015

O QUE NOS FAZ LEVANTAR E ENFRENTAR O DIA?



         Quando estamos altamente motivados, somos capazes de transcender cansaço, fome e até sede. Esquecemos temporariamente estas necessidades para nos concentrar naquilo que nos empolga ao máximo.
         Quantas crianças esquecem o comer e o dormir por causa de um jogo virtual?! E não apenas crianças! Para os adultos pode ser um livro, um filme, um jogo de futebol, uma conversa com uma pessoa querida, uma tarefa entusiasmante e outras atrações mais. A verdade é que, quando estamos envolvidos naquilo de que gostamos, esquecemos até de nossas necessidades básicas!
         Mas quantos de nós estamos dispostos a passar por cima destas necessidades para realizar a vontade de Deus?
         Após ter enfrentado uma longa caminhada durante toda a manhã, Jesus estava cansado, com sede e com fome, pois já passava de meio-dia (João 4.6).  Mas Ele superou tudo isso, pois o que de fato O alimentava era fazer a vontade do Pai e completar a missão que recebera.
         Enquanto aguardava o retorno dos discípulos que tinham ido comprar alimento na cidade, Jesus se assenta junto ao poço. Eis que chega uma mulher, que tinha uma necessidade maior do que a de Jesus. Ela tinha uma sede que só a Água viva poderia saciar, tinha um cansaço que só Aquele que veio chamar os cansados e oprimidos poderia aliviar, tinha uma fome que só o Pão da vida poderia alimentar. Jesus deixa de lado sua sede, seu cansaço e sua fome, para cuidar de saciar, aliviar e alimentar aquela mulher.
         Mesmo a conversa sendo um tanto irritante no início e a mulher um tanto arredia, Jesus não desiste, mas persiste de modo gentil, mas determinado. A mulher encontra o que seu coração havia buscado em tantos relacionamentos, mas sem nenhum sucesso. Com sua alma saciada e com grande alegria, ela esquece seu pote junto ao poço e corre à cidade para anunciar a outros que havia encontrado a Água viva (João 4.7-30). 
         Os discípulos de Jesus haviam voltado com o almoço e o ofereceram a Ele.  Ele lhes diz que tem outro alimento para comer. Os discípulos ficam intrigados, imaginando se alguém lhe teria trazido comida (João 4.31-33). Então Jesus explica: 
"Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (João 4.34).
         Ele sabia qual o propósito de Sua vida neste mundo e para o que havia sido enviado. Sua maior fome era cumprir este propósito. A maior razão de suas escolhas e ações não era satisfazer suas necessidades. Estas eram instrumentais, apenas meios para alcançar o alvo maior.
         Fazer a vontade d'Aquele que O enviara e completar a Sua obra era o combustível que O fazia levantar diariamente, enfrentar as oposições e rejeições da vida, partir em grandes caminhadas, entabular conversas com pessoas rejeitadas e suportar as incompreensões de seus discípulos.

            O que nos satisfaz, alimenta, empolga, entusiasma e anima? É fazer a vontade de Deus e realizar por completo a missão recebida d’Ele?