terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL, UMA PROMESSA DE LUZ

Há um projeto do governo para levar energia elétrica para todos os lugares de nosso país, especialmente para a zona rural. É um excelente projeto, pois a luz elétrica pode trazer grandes benefícios. Deus também fez uma promessa de luz para os homens.
            Enquanto a luz prometida pelos homens traz apenas confortos temporais, a luz que Deus prometeu produz bênçãos eternas. O profeta Isaías, uns 700 anos antes do nascimento de Jesus, anunciou a vinda de um menino, que traria luz para os que estavam nas trevas: O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra da sombra da morte resplandeceu a luz (Isaías 9.6).
            Esta promessa foi cumprida em Jesus, conforme Mateus 4.13-16, que diz que Ele deixou a cidade onde fora criado, Nazaré, e passou a morar no porto de Cafarnaum, que ficava nos limites das terras de Zebulom e Naftali: para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías, Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.
            Também através de Isaías, Deus havia prometido uma luz para os povos: Eu o Senhor te chamei em justiça; tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por pacto ao povo, e para luz das nações;  para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas (Isaías 42.6). Essa luz viria através do Servo escolhido e Ungido por Deus, isto é, o Messias (Isaías 42.1). Ele seria o fiador do pacto que Deus fez com Seu povo Israel. Através dEle as bênçãos da aliança poderiam ser desfrutadas. Também seria luz para os que não são de Israel. Sua obra seria libertar os que estavam nas trevas da cegueira e das prisões. Quando Jesus foi apresentado no templo, com quarenta dias de nascido, Simeão relatou que Ele era esta luz prometida (Lucas 2.21-32).
            Este Messias seria a luz salvadora de todos os povos: Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra (Isaías 42.7). O SENHOR manifesta que ser luz apenas para o povo de Israel é uma tarefa muito pequena para Seu Servo. De fato sua luz iria muito além, seria salvação para todos o povos. O apóstolo Paulo viu esta promessa se cumprindo com a pregação do evangelho aos gentios, isto é, os que não eram judeus (Atos 13.46-47).
            A luz prometida pelos homens não é garantida, pode falhar, a que Deus prometeu já se fez cumprir na pessoa do Senhor Jesus Cristo. 
            Hoje, esta luz não é desfrutada em toda intensidade, porque ainda estamos em um mundo onde há a escuridão do pecado, mas existe a promessa de um tempo quando:  Não te servirá mais o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus a tua glória. Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará; porque o Senhor será a tua luz perpétua, e acabados serão os dias do teu luto. (Isaías 60.19,20). Esta promessa ainda será cumprida na Jerusalém Celestial, que descerá para a terra, para ser a morada de Deus com Seu povo, conforme podemos ver em Apocalipse 21.22-24.
Para as pessoas desfrutarem da energia elétrica, elas precisam pedir a instalação da mesma em suas residências. Da mesma forma elas precisam pedir a instalação da luz enviada por Deus em suas vidas. Isto se faz ouvindo e crendo nesta Pessoa prometida:  Atendei-me, povo meu, e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá a lei, e estabelecerei a minha justiça como luz dos povos. (Isaías 51.4). Esta é uma luz que precisa ser ouvida e crida. Aqueles que não aceitam esta luz continuam na trevas da angústia, na região da sombra da morte, cegos, presos e sem a salvação.

            Que neste Natal a luz enviada por Deus seja ligada em sua vida.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A SOLUÇÃO PARA VENCER GRANDES DESAFIOS

Quando os desafios forem bem maiores do que nossas forças e recursos, o que fazer?
A narrativa de 2 Crônicas 14.8-15 nos apresenta a solução. O povo de Judá estava diante de um exército bem maior.O que eles fizeram? Clamaram a Deus com esta oração:
"SENHOR, além de ti não há quem possa socorrer numa batalha entre o poderoso e o fraco; ajuda-nos, pois, SENHOR, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contras esta multidão. SENHOR, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem." 2Cr 14.11.
O resultado foi uma grande vitória.

Quando o desafio for maior que tuas forças,
E estiveres sem recursos para uma solução,
Não desanimes por as chances serem poucas,
Busca socorro em Deus, clamando em oração. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O QUE FAZER QUANDO SE SENTIR SEM SAÍDA?

O que fazer quando cercados? Quando se olha para todos os lados e não se encontra saída?
Foi assim que o povo de Judá deve ter se sentido na guerra contra o reino de Israel, episódio que nos é contado em 2 Crônicas 13.
Enquanto o rei Abias exortava os do reino de Israel a não entrarem com confronto com o SENHOR, o rei Jeroboão colocava emboscadas ao redor do exército de Judá. 
O que fizeram os homens de Judá quando viram que estavam cercados por todos os lados? 
Clamaram o SENHOR. E Deus saiu para batalhar por eles.  
Várias vezes na vida podemos ser surpreendidos com um cerco que não deixa nenhuma saída. Olhamos para todos os lados, mas não encontramos ajuda. Esquecemos de olhar para cima, é de lá que vem a ajuda que resolve. A saida é para cima, clamando a Deus. 
Dele vem a orientação para encontrar a solução. 
Dele vem a força para enfrentar a luta.
Dele vem a nossa salvação.  
A saida é a oração. 

sábado, 9 de novembro de 2013

CUIDADO COM A DISTRAÇÃO

No evangelho de João 21.17-22, temos uma cena interessante e instrutiva - como não poderia deixar de ser, já que é um texto  das Escrituras Sagradas.
Nela o Senhor Jesus especifica a missão de Pedro: apascentar as Suas ovelhas. Também profetiza que Pedro iria sofrer a prisão e martírio para glorificar a Deus. Depois repete a ordem que Ele havia dado a Pedro, quando o encontrou pela primeira vez: "segue-me". 
Então Pedro percebe que há um outro discípulo acompanhando-os, e não resiste à tentação de perguntar:"Senhor, e deste que será?"  Não bastava a Pedro saber sobre sua missão e futuro, ele também queria saber a de João.
Não sei a motivação para a pergunta de Pedro. Mas pensando em mim, vejo nela uma atitude muito comum entre humanos: comparação.
Não nos contentamos em saber o que Deus quer para a nossa vida, queremos também comparar isso com Seu plano para a vida de outros. Temos a pretensão de julgar se o plano para sicrano ou fulano é melhor do  o que Ele tem para nós. Assim, demonstramos nossa falta de confiança em Sua sabedoria, amor e soberania. Todos os seus planos para os Seus servos são os melhores e mais os benéficos! Além disso, por Ser Soberano, Ele tem o direito de estabelecer os planos para cada um, sem o direito de ser avaliado ou julgado por nós.
A resposta de Jesus é aparentemente dura, mas extremamente necessária para nos trazer de volta à perspectiva correta da vida: 'Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu."
Em outras palavras: "Pedro, Meu plano para ele não importa a você, neste caso, seu foco deve ser me seguir. Concentre-se nisso. O Senhor aqui Sou Eu, você é o discípulo, obedeça. Não se distraia com preocupações que competem a Deus quanto à vida dos outros, concentre-se em cumprir o que Lhe ordenei".

A preocupação com o plano de Deus para os outros pode nos levar à distração quanto ao propósito que Ele tem para nós!  

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

NEM UMA LEGIÃO PODE IMPEDIR



Marcos 5.6 diz “Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o". O texto se refere a um endemoninhado por uma legião, que ninguém conseguia dominar,e mesmo quando acorrentado, ele estraçalhava as correntes e correntes e arrebentava os grilhões. Noite e dia sem repouso, vivia nos sepulcros e nas colinas, gritando e se cortando com lascas de pedra. 
O que me chamou a atenção foi que quando viu Jesus, ele correu e adorou. Os demônios não conseguiram dete-lo, embora ainda estivessem nele. Já os cidadãos do lugar, em pleno domínio de suas faculdades, e depois de ver o milagres, pedem para Jesus ir embora. 
Qual a explicação para um endemoninhado que ninguém controla, e que nem ele mesmo tem controle de si,  correr para os pés de Jesus, enquanto pessoas que dominavam suas vontades O rejeitam? Só encontro uma resposta: graça irresistível, graça que nem os demônios conseguem impedir o chamado de aceitar. 
Para os não chamados, nem um milagre dobra a vontade deles para se curvarem diante de Jesus. 
Para o chamado, nem uma legião de demônios consegue impedir que ele se dobre diante de Jesus.

E aí? Crê na graça irresistível?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O QUE É VIVER PARA A GLÓRIA DE DEUS?


Fomos criados para Deus, para a glória de Deus (Is 43.7). Tudo que fazemos deve ser para a glória de Deus (1 Co 10.31). O alvo do homem é a glória de Deus, e pecado e não atingir este alvo (Rm 3.23). Mas o que é viver para a glória de Deus?
Quando vivemos para alguém ou algo nossa alegria está naquilo. Isso é amar, é fazer do outro nosso motivo de vida e regozijo, é encontrar nossa satisfação no bem estar do outro. Assim viver para a glória de Deus é alegrar-se Nele e encontrar prazer no relacionamento com Ele. Na alegria Dele, encontramos nossa alegria (Sl 16.11; 27.4; 73.25s; 84.1s,10). 
Mesmo nas tribulações há alegria, por causa das lições que Deus nos ensina através delas (Rm 5.2s; Fp 4.4; 1 Ts 5.16-18; Tg 1.2; 1 Pd 1.6,8). 
Quando nos alegramos em Deus, Ele se alegra conosco (Is 62.5; Sf 3.17s). Por isso é que desfrutaremos a alegria suprema e perfeita só no céu, a glória manifesta para nós de forma completa.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

QUANDO NÃO SE ATENDE AO AVISO, SOFRE-SE O JUÍZO!

“Tragédia anunciada” é a expressão costumeiramente usada para se referir a uma catástrofe ou desgraça já prevista, mas que nada foi feito para impedir o seu acontecimento.  Alguns exemplos: povoações que se instalam nas encostas dos morros até que a chuva chegue e arraste a todos; pais que não corrigem seus filhos e estes lhe causam muitos sofrimentos; motoristas que dirigem descuidadamente até que provocam um acidente; pessoas que continuam em seus pecados até que o julgamento de Deus traga o devido castigo. Este foi o caso da cidade de Nínive.
Nínive era uma antiga, grande e poderosa cidade. Fundada por um forte guerreiro chamado Ninrode (Gen 10.11). Escavações arqueológicas indicam que por volta de 4500 anos antes de Cristo ela já era habitada. Ela cresceu e se tornou a capital do grande Império Assírio. Por quase 300 anos foi considerada a principal cidade do mundo e viveu o auge de sua prosperidade (900-612 antes de Cristo).
Os assírios eram grandes conquistadores, seus reis eram cruéis, desapossavam as terras conquistadas e levavam seus moradores como cativos. Agiram assim com várias nações, inclusive com o povo de Israel (2 Reis 17.3-6).  Faziam as guerras com ferocidade, torturavam e mutilavam com brutalidade. A cidade era conhecida por seus pecados: arrogância, mentiras, crueldade, pilhagens de guerra, prostituição, feitiçarias, exploração comercial, etc.
O pecado de Nínive tinha chegado até Deus (Jonas 1.2), e Ele já havia avisado várias vezes que o julgamento viria. Jonas foi enviado anunciando a ameaça de Deus, cem anos antes do profeta Naum. Na época houve um arrependimento, então Deus poupou a cidade. Mas foi um arrependimento transitório, os habitantes de Nínive voltaram aos seus pecados. Depois de Jonas vários profetas avisaram Nínive e o Império Assírio sobre o perigo que uma vida pecaminosa acarreta (Sofonias 2.13; Isaías 10, 11,14; 30.27-33; Miquéias 5.6). 
Os governantes e habitantes da cidade confiavam nas providências que haviam tomado para defender a cidade de qualquer conquista.  Na época de Naum, Nínive tinha um muro externo de quase 13 Km de extensão e 15 mts  de largura (três carruagens poderiam passar em sua largura lado a lado, o equivalente a 6 carros de hoje). Havia ainda um fosso de 45 mts de largura,  que poderia ser cheio quando as tropas inimigas ameaçassem a cidade. Outro recurso era uma linha de proteção por escudos cobertos de couro para desviar pedras e flechas.   O distrito administrativo da cidade tinha entre 50 a 100 km de um extremo a outro, eram necessários três dias para ser percorrida (Jn 3.3).
            Um de seus grandes reis, Senaqueribe, desviou o curso do rio, pois quando transbordava inundava a cidade e minava os alicerces de alguns palácios.  Também o represou para que a cidade tivesse água quando fosse sitiada, e fortaleceu os alicerces do templo. Havia um ditado na cidade "Nenhum inimigo jamais tomará Nínive de surpresa a menos que o rio se torne primeiro o inimigo da cidade".
            O profeta Naum avisou a queda de Nínive (1.1,8,10,11,14. 2.1,3-10; 3.1-7;11-19). Note os detalhes da profecia: haveria inundação; seria destruída num estado de embriaguez; cairia com facilidade; seria queimada; seria totalmente destruída e ficaria devastada.  
            Já que Nínive não deu atenção aos avisos, a tragédia anunciada aconteceu.
Como era a cidade dominante, Nínive tinha muitos inimigos e estes se uniram para derrotá-la: medos, babilônicos e citas.  Um historiador antigo (Deodoro da Sicília) narrou que o rei da Assíria não estava consciente do que estava ocorrendo com suas defesas, e estava acampado do lado de fora das muralhas, confiando em seus exércitos, e junto com estes começou a beber e a banquetear. Desertores contaram ao general inimigo a situação, este fez um ataque noturno e pegou o exército assírio desprevenido, causou pesadas baixas e os obrigou e recuar para a cidade.  Os exércitos estavam desorganizados e embriagados.  Vários ataques foram feitos, mas a cidade ainda resistiu por um tempo. 
Fortes chuvas provocaram uma inundação e o rio que atravessava a cidade e que tivera seu fluxo controlado por uma represa provocou brechas no muro da cidade, por estas o exército inimigo entrou.  O rei, acreditando que seu fim fora chegado, mandou colocar numa área do palácio suas riquezas e concubinas e mandou atear fogo no palácio inteiro. A cidade foi então destruída rapidamente (612  a.C.),   depois de um cerco de 3  meses.  Para uma cidade tão fortificada, ela caiu em pouco tempo, (certas cidades levaram 29 anos para se entregarem como Asdode).   A cidade foi saqueada, abandonada e se transformou num montão de ruínas.
Durante séculos Nínive esteve esquecida, nem se sabia onde ficavam suas ruínas. Mas no sec. 19 os arqueólogos descobriram os morros por baixo dos quais estava Nínive, algo tão grande que ainda hoje fazem escavações no local. Chegaram ao palácio que ainda tinha o entulho do incêndio, que chegava a 3 mts de altura.
Cumpriu-se Sf  2.13-15,  e ainda  hoje‚ Nínive é terra de escavações  e  pastagens  de rebanho, seu nome moderno  é "morro de muitas ovelhas". A Bíblia profetizou a queda de Nínive e ela ocorreu. O que aconteceu com Nínive foi escrito para nosso exemplo. Ela não escapou, e nós, se permanecermos no pecado, também não escaparemos.

Nínive não ouviu o aviso,
e por isso sofreu o juízo.
Para quem vive no pecado sem arrependimento,
e deixa os avisos de Deus no esquecimento
O resultado será: enfrentar Seu julgamento.

sábado, 24 de agosto de 2013

UMA PRESENÇA IMPRESCINDÍVEL PARA O SUCESSO NAS MISSÕES RECEBIDAS

Só vou se você for, se você não for eu também não vou. Estas frases são pronunciadas diante de tarefas que não nos sentimos capazes de realizar sozinhos, e solicitamos a ajuda de alguém conosco. 

Algumas vezes, a pessoa que nos dá a tarefa simplesmente nos diz “se vire”, e ela também se vira, mas para ir embora, e nos deixa sozinhos.
Lembro-me de um caso destes numa empresa onde trabalhei. Um recém-chegado ao trabalho recebeu algumas tarefas para realizar, mas precisava de ajuda. Então solicitou orientação para o funcionário que desempenhava a função antes dele. O que ouviu de volta foi “se vira”. O choque foi tão grande, que aquele moço chorou.
                Nosso Deus não age assim, pelo contrário, quando nos dá a tarefa, Ele também promete a Sua presença para nos dar o sucesso na tarefa.
                Vejamos alguns exemplos.
                Quando Deus deu a Josué a missão de levar o povo de Israel até a terra prometida, Deus lhe disse para ser forte e corajoso, e também lhe deu certeza de vitória, a razão era “Eu serei contigo”.Ordenou o SENHOR a Josué, filho de Num, e disse: Sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, sob juramento, lhes prometi; e eu serei contigo.” (Deuteronômio 31.23). 
Este incentivo é repetido mais três vezes, indicando que Deus quis deixar claro para Josué que o sucesso estava garantido porque Ele continuaria presente. Em Josué 1.5 Deus reafirma tanto o sucesso da missão quando diz que ninguém faria uma oposição permanente a Josué, como relembra a razão deste sucesso: como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Isso seria por todos os dias da tua vida.  Mas Deus também afirma que Sua presença estaria com Josué, não apenas todos os dias, mas também em todos os lugares: o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares (Josué 1.9). Deus agiu para que todos os de Israel soubessem que como fui com Moisés, assim serei contigo (Josué 3.7).
Josué seguiu as orientações de Deus, dependendo de Sua presença e cumpriu a missão que recebeu (Josué 21.43-45)
Outra pessoa que também recebeu uma missão e a mesma promessa foi o rei Jeroboão em 1 Reis 11.38. A condição para Jeroboão ser bem sucedido era respeitar a presença de Deus, sendo obediente e seguindo as instruções Dele. Mas este caso terminou diferente do de Josué, pois Jeroboão resolveu seguir suas próprias táticas e não confiar em Deus, assim não foi bem sucedido na missão recebida. Ele não deu importância à presença de Deus (1 Reis 12.25-33 ; 13 e 14)
                Um terceiro exemplo ocorreu depois do exílio babilônico, quando Deus deu uma missão aos líderes de Israel: reconstruir o templo. E junto com a missão, a promessa: Eu sou convosco (Ageu 1.13). Havia muitos impedimentos para a reconstrução. Ameaças de outras nações, desinteresse do próprio povo de Deus, e falta de recursos. Isso poderia desanimar os líderes, mas Deus lhe anima dizendo: Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o SENHOR, e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o SENHOR, e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais. A confiança na presença de Deus os levou a obedecer, e cumpriram a missão recebida.
Uma missão também foi dada aos discípulos de Jesus: fazer outros discípulos em todas as nações da terra (Mateus 28.18-20). Fico imaginando aquele pequeno grupo, ali na Palestina, ouvindo esta ordem. O que será que pensaram? Ou ainda, será que de fato entenderam o alcance da missão recebida? Como aquele pequeno grupo poderia levar uma mensagem sobre um Messias rejeitado ao mundo inteiro? Como enfrentariam os poderes religiosos judaicos? Como reagiriam diante do poder imperial romano? E os recursos viriam de onde? E a capacidade, pois não eram homens cultos, nem viajados? Eram galileus, considerados inferiores pelos próprios judeus. Como cumpririam esta enorme missão?
Mas havia uma promessa: E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
Eles confiaram e obedeceram, e ainda no primeiro século o evangelho já havia chegado a quase todo mundo conhecido daquela época. A presença de Deus capacitou os discípulos a realizarem tão grande missão.
É a mesma presença que nos capacita e nos anima a continuar cumprindo esta missão. Cada um de nós, no lugar e na posição que Deus nos deu, deve permanecer fiel, confiando que Jesus permanece conosco, que o Seu Espírito nos capacita, e que a missão será cumprida. A Igreja será bem sucedida em anunciar o evangelho ao mundo, porque Deus se faz presente com ela. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

UM PRESENTE SEMPRE PRESENTE E QUE FAZ A DIFERENÇA


Num sítio aqui perto, as pessoas costumam se reunir à tardinha para conversar. Tratam de tudo nestas conversas, desde assuntos mais sérios, até coisas engraçadas. Um dia alguém decidiu fazer a conversa girar em torno da pergunta: o que me dá mais prazer? Um foi dizendo uma coisa, outro foi dizendo outra, até que um encerrou o papo dizendo que o que lhe dava mais prazer era ver uma visita pelas costas.
Se isso for verdade, é apenas em alguns casos, pois há visitas para as quais podemos aplicar a palavra presente em dois dos seus sentidos: (1) alguém que está conosco, e (2) algo que é doado para trazer felicidade a alguém. Há presenças que são presentes, elas fazem a diferença para melhor.
                Após um jogo de futebol, no qual certo jogador foi determinante para seu time vencer a partida, os seus companheiros disseram que, se aquele jogador estivesse presente em todos os jogos, o time teria um aproveitamento de cem por cento. Aquele jogador era um atleta diferenciado, sua presença era um presente para o time, pois ele fazia a diferença.
                Diferenciado tornou-se um termo que expressa um elogio. Quando nos referimos a alguém como diferenciado, estamos afirmando que ele é distinto, isto é, ele se destaca por ser melhor do que os outros naquilo que está sendo comparado.  Alguém que deseja melhorar certa situação diz “quero fazer a diferença”. quando se espera que outra pessoa torne a situação melhor, ouvimos “Ele pode fazer a diferença”.
Algumas pessoas querem que a vida seja diferente, mas não conseguem fazer a diferença. Elas acham que para a vida ser diferente é preciso que as outras pessoas mudem, os lugares sejam outros, os recursos sejam melhores e etc.
Como ter uma vida diferenciada? 
Uma vida diferenciada é resultado de uma Presença que é um Presente. O salmista diz que a presença de Deus é o que faz a diferença entre o medo e a coragem, pois, mesmo no vale da sombra da morte, ele não teme, pois Deus está presente (Salmo 23.4).
Esta verdade também nos foi mostrado por Moisés em Êxodo 33. 15.16. Após o episódio do bezerro de ouro, quando o povo de Israel quebrou a aliança que havia recebido de Deus, foi lhe ordenado que conduzisse o povo à terra prometida. Mas ele disse para Deus: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar. Em outras palavras; Só vou se o SENHOR for, caso contrário, não sairei daqui.
Moisés preferia ficar no deserto com Deus, do que ir para Canaã sem a presença Dele. Para Moisés, a presença de Deus tornava o deserto melhor do que a terra que manava leite e mel. A terra prometida não lhe atraía, se o Deus que a prometera não estivesse nela. Deus era o maior presente, não a terra.
Tanto as situações difíceis do deserto, como a teimosia daquele povo, tornavam-se suportáveis apenas com a presença de Deus. Ele já havia aprendido que o diferencial na vida, não era o lugar, nem as pessoas, mas a presença de Deus.  A qualidade de vida para ele não dependia das condições de lugar, nem de recursos, ou outra coisa qualquer, mas da presença de Deus.   
Ele confirma esta verdade dizendo: “E como se há de saber então, que eu e este povo achamos graça (favor) diante dos teus olhos? Não é por andares conosco, fazendo a mim e a teu povo distintos de todos os povos que estão sobre a face da terra? ”          .
A presença de Deus evidenciava Sua graça. Esta graça se manifesta supremamente não nas coisas que Ele nos dá, mas em Ele dar a Si mesmo para estar conosco. Sem a Sua presença, as Suas dádivas não nos servem. Sem Ele presente, Seus presentes ficam sem graça. A Sua presença é tudo que precisamos. Sua presença é Seu maior presente! Ele presente é o maior presente que devemos ansiar.
Esta mesma verdade foi afirmada para o apóstolo Paulo com outras palavras. Diante de uma situação de maus tratos e ofensas, produzidas por um enviado de Satanás, ele clamou a Deus por livramento. Fez isso três vezes e Deus lhe respondeu: A minha graça te basta (2 Co 12.9). Em outras palavras: Paulo, tudo que você precisa para estar contente é da minha graça. Ela é suficiente para lhe deixar satisfeito.
 O favor de Deus se manifestava em Sua presença no meio do Seu povo, e esta presença era o que tornava aquele povo diferenciado de todos os outros povos. O que era verdade para o povo também era para Moisés. A presença de Deus era o sinal de que Deus estava lhe agraciando, e fazendo-o distinto dos outros homens.
                Depois de uma sublime manifestação de Deus, mostrando o que Ele era, Moisés reitera sua afirmação da necessidade da Sua presença (Ex 34.5-9). Ele diz: Senhor, se, agora, achei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco; porque este povo é de dura cerviz. Moisés reconhece que só poderia fazer a diferença, no meio daquele povo indiferente para com Deus, se Deus estivesse com ele. A presença de Deus é que faria a diferença.
                Moisés já havia experimentado como esta presença fazia a diferença e trazia graça para o povo.  Deus já mostrara no Egito que tratava o seu povo com distinção, quando o separou para que as pragas não atingissem, e o propósito era mostrar que Ele era o Deus Soberano sobre a terra (Ex 8.22; 9.4; 11.7).  Deus graciosamente levara os egípcios a doarem aos israelitas valores que compensassem o tempo da escravidão (Ex 11.2,3).
                Há outros exemplos de que a presença de Deus faz a diferença. Labão testemunha que havia recebido graça e benção por causa da presença de Deus na vida de Jacó (Gn 30.27). José era outra pessoa diferenciada. Em Gênesis 39 é afirmada por seis vezes a presença de Deus em sua vida, era esta presença que fazia a diferença.
                Também foi a presença de Deus que fez a diferença na vida de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego quando foram lançados na fornalha sobremaneira acesa, que matou os que os jogaram lá dentro, mas não fez nada com eles (Dn 3.22-27). Foi a mesma presença que fez a diferença na vida de Daniel, quando passou uma noite com leões famintos, que nada lhe fizeram, mas que devoraram seus inimigos (Dn 6.22-24).
A presença de Deus conosco é um favor que Ele nos concede. Um favor tão precioso que deve ser buscado com insistência, humildade e sinceridade. É esta presença que nos distingue das outras pessoas. A presença de Deus faz a diferença.  

quinta-feira, 4 de julho de 2013

UMA PRESENÇA NECESSÁRIA PARA VENCER OS DESAFIOS

O grupo de meninos avançava conversando animadamente. Cada um buscando sua vez de falar sobre seus feitos e se esforçando em ser ouvido sobre as expectativas de mergulhar e atravessar o rio. Aquela aventura era um verdadeiro desafio. No meio deles, um menino sem o mesmo entusiasmo. Nunca tinha conseguido a coragem para pular e atravessar o rio! 
Quando chegaram ao local, ele se assentou à margem, abraçando os joelhos junto ao queixo, contemplou os outros que gritando, saltavam e nadavam até a outra margem. Notava-se em seus olhos o desejo, mas em seu coração habitava o medo. Seria aquele um desafio invencível para ele? 
Um colega, um pouco mais velho, assentou-se ao seu lado e perguntou se ele não gostaria de pular. A cabeça balançou dizendo que sim. O colega então disse: se você pular eu pulo com você e fico do seu lado até você chegar ao outro lado. Um momento para pensar e vencer a dúvida. Animado pelo apoio do amigo, o menino se levanta e avança para enfrentar seu desafio. Pula, começa a nadar, o colega o acompanhou, nadando no mesmo ritmo do menino, de vez em quando dizia: coragem, eu estou aqui. Ao chegar do outro lado, havia uma dupla alegria, a do menino que vencera seu desafio, e a do colega que o ajudara. Mas o maior ganho fora o aprendizado que acompanharia aquele menino por toda a vida: é mais fácil enfrentar desafios, quando temos alguém que se coloca ao nosso lado e nos encoraja.
Desafios são as situações de dificuldades ou grandes problemas que enfrentamos e precisam ser vencidos ou superados.  Eles podem se apresentar como missões ou tarefas para as quais não nos sentimos capazes. Nestas ocasiões Deus garante a Sua presença e nos encoraja.
Foi isso que aconteceu com Moisés. Quando Deus o comissionou a enfrentar o Faraó e tirar o povo de Israel do Egito, ele simplesmente respondeu: Quem sou eu? Demonstrando que se sentia incapaz para enfrentar tal situação. Afinal, ele era apenas alguém já com oitenta anos, sendo que os últimos quarenta foram gastos pastoreando as ovelhas e bodes de seu sogro no meio do deserto! Além do mais, ele já havia fugido do Egito, e era procurado como assassino por lá. Inclusive, o próprio povo de Israel já o ignorara uma vez. 
Mas Deus o animou incentivou a aceitar o desafio. Só que o incentivo de Deus não veio de uma maneira que evidenciasse as capacidades, recursos ou talentos de Moisés. Deus não respondeu de modo que a estima própria de Moisés fosse elevada. Mas com uma simples palavra que garantia uma grande promessa: Eu serei contigo. (Êxodo 3.10-12). Foi como se Deus dissesse: Eu sei que você não é capaz, mas Eu estarei com você.  
E quando Moisés alegou que não era a pessoa adequada para se dirigir ao povo e a Faraó, pois não era eloquente, Deus lhe responde: Eu serei com a tua boca. (Êxodo 4.10-12). A presença de Deus era tudo que Moisés precisava para enfrentar os desafios da dureza do Faraó, da incredulidade de Israel e de sua própria incapacidade.
Outro caso é o de Gideão. Na primeira vez que o anjo do SENHOR lhe apareceu, ele estava moendo o trigo dentro de um lagar (tanque adequado para pisar as uvas) com medo dos midianitas, que na época dominavam o povo de Israel. Mesmo assim o anjo o chamou de homem valente, que seria equivalente a herói corajoso. Quando observamos as reações iniciais de Gideão não notamos essa coragem e valentia, pelo contrário, encontramos um homem cheio de dúvidas e medo. Mas a coragem e heroísmo vinham de outra fonte: a presença de Deus. A frase completa do anjo foi: O SENHOR é contigo homem valente (Juízes 6.12).
A comissão de Deus para ele soa até irônica: Vai nessa tua força e livra Israel das mãos dos midianitas. A força de Gideão era quase nenhuma, ou mesmo nenhuma que pudesse livrar Israel. Ele mesmo confessa que sua família era a mais fraca da tribo, e ele o mais insignificante da família. Deus concorda, e dá a real razão para a vitória: Porque Eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem.(Juízes 6.14-16). Esta seria a força que Gideão precisava para enfrentar aquele desafio. Os acontecimentos subsequentes provaram que o sucesso não foi por causa da força de Gideão, mas por causa da presença de Deus.
                Ainda podemos citar o exemplo de Jeremias. Quando Deus o comissionou para ser um profeta às nações, ele respondeu dizendo que era apenas um menino e que não sabia falar. Mas Deus garantiu que Jeremias cumpriria completamente sua função e que ele não precisava ter medo: Porque Eu sou contigo. Deus disse que ele enfrentaria grande oposição, ficaria sozinho contra todos. Mas não seria derrotado: porque Eu sou contigo. Mesmo sendo apenas um menino, e estando sozinho, Jeremias seria como um muro de bronze para enfrentar os desafios, e a razão era a mesma: porque Eu sou contigo (Jeremias 1.8,19; 15.20). O sucesso de Jeremias foi devido à presença de Deus.
                A presença de Deus garantiu a vitória de Moisés contra Faraó, a de Gideão contra os midianitas e o sucesso de Jeremias profetizando contra as nações. A mesma presença está conosco para enfrentarmos os desafios da nossa vida. Não são os nossos recursos, nem a nossa capacidade, nem nossa inteligência, nem nossos talentos que nos darão a vitória, mas a presença de Deus conosco.
                Encorajados pela presença de Deus ao nosso lado, avancemos para os desafios que se apresentam a nossa frente.