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sábado, 1 de maio de 2010

DO QUE MEU FILHO PRECISA?


Uma das preocupações dos pais é prover os seus filhos daquilo que eles precisam. É normal que os pais queiram dar o melhor para os filhos. Mas, como saber o que é o melhor para eles? Não podemos nos guiar pelo que nossos pais nos deram, pois os tempos são outros. Também não podemos dar tudo que as crianças querem, pois elas não têm idade suficiente para saber o que é bom para elas.

Ainda não posso fazer como todos os outros fazem, porque o que é bom para uns, nem sempre é o ideal para os outros. Não nos sentimos sábios o suficiente para deixarmo-nos levar por nossas próprias idéias. E aí, o que fazer?

Aqueles que acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus podem ter uma resposta segura para esta pergunta. Pois Deus, o Pai perfeito, que sempre dá o melhor para os Seus filhos, revelou o que é melhor para darmos aos nossos filhos. Neste artigo vamos ver que as crianças precisam de instrução.

Um dos termos para “criança” no AT descreve pessoas numa ampla faixa etária, desde alguém de poucos meses, como Moisés em Ex 2.6, até José já com dezessete anos (Gn 37.2) passando por Absalão com idade de guerrear (2 Sm 14.21; 18.5), e jovens em idade de casar (Gn 34.19). Por isso a palavra é traduzida como criança (Pv 20.11; 22.6), menino (1 Sm 1.22), moço (2 Sm 17.18), jovem (Pv 1.4), etc.

Em Provérbios 1.8, lemos que estas pessoas (do nascimento até a idade de casar) precisam instrução para ter conhecimento. Este conhecimento inclui capacidade para saber o que é melhor (Pv 24.5). Também indica a posse de uma habilidade técnica específica (Ex 31.3), e discernimento moral do certo e errado (Gn 2.9).

Esta instrução também deve dar bom siso para a criança. Esta expressão, “bom siso”, significa habilidade para considerar e fazer planos. Uma criança instruída será capaz de tecer propósitos sábios para a vida.

A instrução apropriada tem como base o temor do Senhor. Ela capacita a criança a levar Deus em consideração em todos os seus caminhos (Pv 1.7).

Uma criança instruída seguirá o bom caminho por toda a vida (Pv 22.6). Este versículo nos mostra que uma criança iniciada, isto é, desde pequena dedicada ao caminho correto, ela assumirá isto como um costume, um hábito em sua vida, e mesmo quando envelhecer não se afastará deste caminho. Um dos exemplos bíblicos é Moisés. Que foi educado quando criança por sua mãe (Ex. 2.9,10), e mesmo depois de ter sido levado para o palácio do Faraó e recebendo toda instrução do Egito não se esqueceu de seu povo (At 7.22,23)

Os bons resultados de uma criança bem ensinada servem tanto aos pais como às próprias crianças. Para os pais este filho trará alegria e não tristeza (Pv 10.1; 23.15,16)

Já as crianças que aceitam a instrução dos pais ganham vida, proteção, glória e honra conforme Provérbios 4.1-9.

A fonte desta instrução é a Palavra de Deus (Dt 4.6,7). Nela encontramos os conselhos divinos, que tornarão as crianças hábeis em saber o que é bom e o que é ruim. Nela estão ensinos que capacitarão nossos filhos a aprenderem a fazer planos que serão bem sucedidos. Nela eles aprenderão a temer a Deus.

Mais do que presentes, conforto financeiro, e outras coisas mais, nossos filhos precisam da nossa instrução. Os pais devem lembrar que são os primeiros professores de seus filhos. Quer queiram ou não, as lições que ensinarem para eles, irão acompanhá-los por toda a vida. É quase impossível mensurar a influência que os pais têm sobre os filhos.

Alguns pais têm passado esta responsabilidade para a TV, a babá, a creche, a igreja, etc., mas este privilégio e responsabilidade foi dado por Deus aos pais.

Seu filho precisa de instrução. Ele tem recebido?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DESDE A INFÂNCIA


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!

Estes versos da Poesia “Meus 8 anos” de Casimiro de Abreu, refletem as lembranças que algumas pessoas têm dos tempos de sua infância. Anos saudosos, mesmo considerando a tendência que temos de idealizar nosso passado. Tempo de poucas e rasas responsabilidades, e de ingenuidade quanto aos problemas da vida. Tempo de crenças fáceis, e interesses ligeiros. Tempo de fáceis otimismos e grandes expectativas. Tempo de perdão rápido, e decepções fugazes. Tempo no qual um abraço e uma palavra são suficientes para expulsar o medo, e uma noite de sono manda embora as preocupações. Tempo na sua maior parte ocupado em brincadeiras, jogos, corre-corre e muitos sorrisos. Tempo de sonhos bons e esperanças de que o futuro será melhor. A infância deixa marcas! Troféus na estante da alma, mais alegres que as medalhas conquistadas nas competições escolares.

Mas, outras pessoas carregam memórias pesadas e tristes de sua infância. Recordam-na como tempo de abandono, abusos, desamor, desinteresse, cobranças desequilibradas e pressões desmedidas. Tempo de lutas e trabalhos como de adultos. Tempos de desavenças no lar e insegurança quanto ao futuro. Tempo de perdas e danos. Tempos de medos sem abraços, e ansiedades sem alívio. Tempo de críticas desanimadoras, e elogios só esperados. A infância deixa marcas. Cicatrizes na alma, pior que as marcas da varíola ou catapora. Carregamos pela vida ou as marcas de decepções ou os marcos de conquistas, todos da nossa infância. Ou talvez uma mistura dos dois, como os quadrinhos do Charlie Brown, que misturam humor e tristeza.

A expressão “desde a infância” aparece duas vezes no Novo Testamento e ilustra que desde a infância podemos carregar o ruim e/ou o bom. A primeira vez é em Marcos 9.21. Jesus e três de seus discípulos descem do Monte da Transfiguração, e se deparam com um pai aflito, pois seu filho tinha um espírito mudo. Este espírito provocava convulsões no menino, enrijecendo seus músculos, fazendo-o espumar e ranger os dentes, e lançando-o ou no fogo ou na água para matá-lo. Jesus perguntou ao pai do menino: Desde quando acontece isso? E a resposta foi: Desde a infância. Este texto mostra que o mal pode, desde cedo, deixar marcas nas pessoas. Desde a infância (o termo pode designar um período de 7 a 14 anos) que o demônio havia feito um ninho na vida daquele menino.

A Bíblia nos mostra que a vida das crianças não são territórios neutros, onde o mal não ataca (esta não foi a única vez que Jesus expulsou demônio de crianças, Marcos 7.24-30). Também não ensina que as crianças são seres inocentes e sem pecado. Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” (Salmos 58:3). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.”(Provérbios 22.15). Satanás pode dominar as pessoas desde a infância, por isso ele quer se apossar de nossas crianças. O mal rodeia nossos filhos, eles também são tentados. Devemos estar alertas a esta terrível verdade.

Mas a Bíblia também nos mostra a solução quando o mal domina nossos filhos: é buscar com fé o socorro em Jesus. Foi isso o que aquele pai fez, e Deus concedeu a bênção do livramento de seu filho (Marcos 9.24-27). Se você ainda carrega as marcas da maldade de sua infância, vá até Jesus. Ele pode te libertar. A segunda aparição da expressão está em 2 Timóteo 3.15, e ilustra que podemos trazer boas marcas desde a infância. e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” são palavras que Paulo dirige a Timóteo, alertando-o quanto aos tempos difíceis que surgiriam com o aumento da maldade.

Ele deveria permanecer no que aprendeu, pois eram as letras sagradas, e estas tinham o poder de salvar sua vida. Ele tinha tomado conhecimento destas sagradas letras desde a infância (este termo inclui tanto crianças não nascidas, como recém-nascidos e os que eram amamentados). Este conhecimento permanecia com ele e tinha o poder de fazê-lo sábio para a salvação.

A melhor e mais importante ajuda que se pode dar a uma criança é compartilhar com ela a Palavra de Deus. Pais, governos, outras instituições, e até mesmo igrejas têm esquecido isso. Têm-se preocupado em dar muitas coisas importantes: educação para esta vida, saúde, alimentação, etc. Mas, o mais importante tem sido esquecido: dar-lhes o conhecimento para a salvação. Transmitir-lhes as sagradas letras. São estas palavras que podem livrar nossas crianças do domínio de Satanás. são estas palavras que podem mostrar para elas o caminho da salvação. São estas palavras que, misturadas com fé, podem levá-las para uma vida proveitosa aqui, e a felicidade eterna com Deus.

Como seu filho vai lembrar da infância? Com marcas do mal, ou com o conhecimento da salvação? O que está sendo transmitido para eles: as obras de Satanás, ou as Sagradas Letras? Daqui a alguns anos qual destes dois textos poderão ser aplicados ao seu filho? Desde a infância ele tem sido dominado pelo mal, ou desde a infância ele sabe as sagradas letras?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Honrando mais a glória de Deus do que a nossos filhos

        Filhos são verdadeiros tesouros! Tão preciosos que nos afeiçoamos a eles de modo muito intenso. Mas, existe um perigo, o do nosso amor por eles se tornar maior do que o nosso amor a Deus.         
     O nosso amor à honra de Deus deve estar acima de nossa afeição por nossos filhos. Em Levítico capítulo 10 temos um acontecimento que ilustra esta verdade.         
       Os dois filhos mais velhos do sumo-sacerdote Arão, Nadabe e Abiú, morreram dentro do tabernáculo por terem feito algo que Deus não havia ordenado. Não foi permitido à Arão que manifestasse luto pela morte de seus dois filhos, nem a seus outros dois filhos que chorassem pelos irmãos recentemente falecidos. O restante do povo poderia lamentar, mas eles não. Não lhes foi permitido nem tirar os corpos de dentro do tabernáculo, dois primos fizeram isto.        
        Arão e os dois outros filhos, Eleazar e Itamar, deveriam demonstrar uma afeição maior a Deus do que aos filhos e irmãos falecidos. A missão que haviam recebido de Deus exigia isso. O amor à honra de Deus  teria que superar a manifestação de dor pela perda dos familiares.  O trabalho de adoração a Deus tinha mais valor do que o sepultamento de seus filhos. A honra e a santidade de Deus deveriam ser mais amadas do que os filhos.
        O amor a Deus deve estar acima do amor aos filhos.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...