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sábado, 9 de outubro de 2010

UM REMÉDIO CONTRA OS MEDOS, ANGÚSTIAS E OUTROS MALES.


Numa das leituras preparatórias para a Escola Dominical deparei-me com um autor que receitou o salmo 23 para um senhor que estava tenso e nervoso por conta de seu sucesso no trabalho. A receita era ler o salmo cinco vezes ao dia durante sete dias. A leitura deveria ser acompanha de oração e meditação, embebendo-se com o salmo.

Para o autor o nosso pensar dirige o modo como somos. Se modificarmos o modo de pensar, mudaremos nosso jeito de ser e sentir. Logo, se alguém interioriza o salmo 23, deixará de lado a tensão e o nervosismo, pois confiará que o Pastor cuida de tudo e nada deixa faltar.

Mas, tem o pensamento este poder de determinar meu modo de ser? O que a Bíblia diz sobre isto?

Em Provérbios 23.7 diz que o homem invejoso é tal qual os seus pensamentos, por isso não se deve confiar nele. Isto indica que o pensamento forma a pessoa.

A mesma verdade aparece em Romanos 12.2. Ali temos a ordem de não sermos moldados pelo pensar deste mundo, mas sermos transformados pela renovação da mente. Isto é, um novo modo de pensar trará a transformação da nossa vida, só assim poderemos experimentar o fato de que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Mais uma vez a Bíblia indica que o meu pensar determina o que sou e como ajo. Se meu modo de pensar é o do mundo, eu irei agir e sentir como alguém do mundo. Mas, se deixo que meu modo de pensar seja o de Deus, eu irei agir e sentir como Deus quer que eu aja.

Outra evidência bíblica do poder do pensamento em moldar o que sou aparece no uso da palavra meditar. A meditação na palavra de Deus fazia a diferença entre o homem bem aventurado e o ímpio (Salmo 1). Era a meditação na Lei do Senhor que daria a Josué a capacidade de obedecer a Deus e assim ser bem sucedido (Josué 1.8). O salmista Asafe testemunha como seus sentimentos mudaram da perplexidade para o ânimo por conta de sua meditação nos feitos de Deus (Salmo 77). Os termos que foram traduzidos por meditar neste salmo de Asafe indicam uma atividade de repassar na sua mente o assunto (refletir, falar consigo mesmo), ou ainda falar baixo, planejar, pensar.

Com certeza nossos pensamentos moldam o que somos. Agimos por conta daquilo que pensamos. Você pode comprovar isto em sua vida. Quando pensamos mal de uma pessoa, isso afetará nossa maneira de agir com ela, iremos tratá-la com má vontade. Se você começa a pensar que algo de ruim pode acontecer numa determinada situação, começa a ficar preocupado e com medo, mesmo antes da situação surgir.

Quando medito no Salmo 23 as verdades do salmo irão determinar o modo como me comporto diante da vida. Para um pouco em cada dia e reconhecer que há alguém que cuida de mim e que nada deixará faltar, há de curar-me da ansiedade, do medo, da intranqüilidade, tensão, nervosismos, etc.

Que tal tomar a receita dada pelo autor?

Leia o salmo 23 com muita atenção. Depois leia meditando, isto é, refletindo em tudo que é declarado nele. Pense em como cada uma daquelas promessas pode ser aplicada em aspectos específicos de sua vida. Exemplo: se você se sente ameaçado por alguma situação, diga assim: mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, O senhor estará comigo. Se você está precisando tomar alguma decisão, diga: O Senhor me guia pelas veredas da justiça, por amor do Seu nome.

Depois destas duas leituras faça mais uma leitura orando. Reafirmando para o próprio Senhor o que o Salmo diz. Seria assim: Senhor, eu sei que Tu és o meu Pastor, que o Senhor cuida de mim, e não vai deixar faltar nada que eu preciso. Continue recitando para o Senhor cada frase do salmo.

Cada vez que fizer as verdades do salmo se fixarão em sua mente. Durante o dia, quando as dificuldades surgirem, estas verdades serão ativadas pelo Espírito Santo, e você confiará cada vez mais no Pastor do Salmo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O PREÇO DA PAZ


   Quem me dera ter paz! esta frase expressa  o desejo de muitas almas. O compositor do Salmo 120, também cantou seu anseio por paz na sua peregrinação para Jerusalém: A minha alma habita há muito tempo entre os que odeiam a paz! (Sl 120.6). Mas a paz tem seu preço!      
    Uma das condições para a paz é a justiça (Is 32.17). A violação da justiça abre a porta para a paz ir embora. Ela se recusa habitar debaixo de paredes rachadas pela injustiça. Seu retorno depende das injustiças serem reparadas. 
       A Bíblia demonstra esta verdade usando a expressão “fazer a paz” para indicar o pagamento de alguma dívida ou a restituição de algum prejuízo. Em Êxodo 21.36, 2 Reis 4.7 e Ezequiel 33.14,15,  a palavra que em nossas versões foi traduzida como “pagar”, literalmente é “fazer paz”. 
    A falta de paz se dava pelo prejuízo causado ou pela dívida não paga. Para apaziguar a pessoa ofendida o preço deveria ser pago. Algumas vezes este pagamento era uma atitude de submissão (Lc 14.32; 1 Co 14.33). Assim os gibeonitas conseguiram a paz diante de Josué (Js 9,10.1).          
    Às vezes alguns pagavam para que outros tivessem paz. O reinado de Salomão foi de imensa paz, porque seu pai, o rei Davi, havia feito as guerras para subjugar os reinos ao redor. A geração de Davi pagou o preço da paz que a geração de Salomão desfrutou (1 Rs 4.20-27; 5.1-4). 
    Em outras situações um mediador  faria a paz (At 7.26; 12.20).      
   Toda falta de paz em nossa vida advém das injustiças cometidas contra Deus. A ausência da paz com Deus gera todos os outros problemas. O preço para se ter paz com Deus deve ser pago. Os adoradores do Antigo Testamento  faziam ofertas de paz,  algumas vezes chamadas de  “sacrifícios de ações de graças” (Sl 50.14,). Aquelas ofertas de paz eram apenas sombras da oferta suprema que seria feita pelo Príncipe da paz, que ainda estava por vir (Is 9.5,6).
      Jesus veio como Mediador da paz com Deus, para nos guiar pelo caminho da paz (Lc 1.79). Ele nos reconciliou com Deus, Ele fez a paz. Deu sua própria vida como pagamento (Ef 2.14,15,17; Cl .1.20). Ele pagou o preço da nossa paz.
       Como podemos desfrutar desta paz? Pela fé. Devemos acreditar que Jesus Cristo pagou a nossa dívida com Deus, assim Deus foi apaziguado e nós fomos reconciliados com Ele (Rm 3.25,26). A injustiça que cometemos contra Deus foi reparada e nós fomos justificados de nossos pecados através de Jesus Cristo, agora pela fé, temos paz com Deus (Rm 5.1).      
    Esta fé se demonstra em um propósito firme de seguir a Jesus (Is 26.3). Obedecendo aos Seus caminhos, deixando-se orientar pelo Espírito Santo (Rm 8.6), pois é o Espírito que produz a paz (Gl 5.22). Confiando na sabedoria divina e não seguindo seus próprios conselhos (Tg 3.17). Aceitando a disciplina de Deus, sabendo que este Deus nos disciplina para podermos desfrutar de paz (Hb 12.11).
      Paz que é desfrutada mesmo diante de ansiedades, pois somos exortados a colocar as preocupações diante de Deus, em orações e Sua paz vai nos encher (Fp 4.6,7). É paz usufruída  sem medo, mesmo no meio de aflições, pois ela vem de ouvir as palavras de Jesus e segui-las (Jo 14.27;16.33).
      Esta confiança não elimina nosso trabalho em viver em paz com as pessoas. Devemos nos esforçar por manter laços de paz com nossos irmãos (Ef 4.3). Este empenho pela paz inclui o afastamento do mal (1 Pd 3.11). 
        Alguns prometem uma paz sem preço, uma paz barata. Apenas colocam bandagens nas feridas, algo que alivia dor, mas não cura a infecção. Prometem que as pessoas podem viver em seus pecados e ainda ter paz (Jr 6.14; 8.11). Esta é uma falsa paz. 
      Aqueles que desfrutam da verdadeira paz devem anunciá-la a outros. Evangelizar é anunciar a paz de Deus através de Jesus Cristo (At 10.36; Ef 6.15).

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...