terça-feira, 27 de maio de 2008

FÉ VISÍVEL

É possível ver a fé?Nossa fé pode ser vista pelos outros? Alguns dirão que não. Pois a fé é algo que ocorre no interior de nossa vida, em nossos corações, então ninguém pode ver se tenho fé ou não. Mas a Bíblia ensina que a fé é visível. A fé pode ser mostrada (Tg 2.18). Tanto a fé como a falta de fé podem ser vistas. Um episódio narrado nos evangelhos ilustra a visibilidade da fé (Mt 9.1-8; Mc 2.1-12; Lc 5.17-26).
Cinco homens mostraram sua fé. Um deles era paralítico. Havia perdido totalmente o controle de seus músculos, tinha que ser carregado. Os outros quatro eram seus amigos. A Bíblia nos diz que Jesus viu esta fé. De que maneira a fé se demonstrou? Pelas obras.
Aqueles homens acreditavam em Jesus, e por isso agiram evidenciando esta confiança. Eles já tinham escutado ou mesmo visto algum milagre realizado por Jesus. Tomaram conhecimento de que Jesus havia voltado para a cidade. Devem ter comentado entre si que era preciso levar o amigo até Jesus. Foram até a casa do paralítico, carregaram-no em sua maca pela cidade até onde Jesus estava. Quando tentaram se aproximar havia muita gente, o lugar estava apertado, e ninguém abria espaço para eles passarem. Mas eles não desistiram.
Surgiu a idéia de entrar pelo telhado. Naquela época alguns telhados eram feitos de vigas de madeira e barro compactado, como casas feitas de taipa ou sapê. Estes telhados eram usados para as pessoas descansarem nas horas de calor, por isso havia uma escada pelo lado de fora. Aqueles homens subiram carregando a maca com o paralítico, fizeram um buraco no telhado, e baixaram o paralítico diante de Jesus. Quantas obras aquela fé produziu! Nossas obras demonstram nossa fé. É o que diz Tiago 2.18, nossa fé se mostra pelas nossas obras.
Estas obras são motivadas pelo amor. A compaixão que se interessa pelos problemas dos outros e busca ajudá-los. Quatro homens demonstram interesse por aquele paralítico. Queriam ajudá-lo. Demonstra sua fé no esforço em fazer o bem pelo amigo necessitado. A fé se demonstra através do amor para com os que precisam. Em Gálatas 5.6 lemos que o que tem poder em Cristo é a fé que atua pelo amor.
As obras causadas pela fé persistem diante dos obstáculos. A fé não desanima quando se depara com dificuldades. Aqueles homens encontraram uma multidão diante da porta. Não podiam apresentar o paralítico a Jesus. Mas não desistiram. Procuraram uma maneira de resolver o problema. Os problemas são provações para nossa fé. Quando resistimos ao invés de desistir estamos demonstrando o valor da nossa fé. A perseverança testemunha que valorizamos nossa fé, e que persistiremos diante de todos os obstáculos, pois ela é importante para nós. Quando começamos a pedir, e desistimos diante dos obstáculos, é porque aquilo não era considerado de grande valor. Nós lutamos por tudo que valorizamos. Em 1 Pedro 1.7 nos é dito que nossa fé, depois de provada e confirmada se demonstrará mais valiosa que ouro.
Mas naquela casa também havia pessoas sem fé. E isto também foi visto. Elas não acreditavam que Jesus tinha poder para perdoar pecados. Jesus já havia realizado vários milagres em Cafarnaum. Ele havia escolhido esta cidade para morar durante o seu ministério na Galiléia (Mt 4.13). A cidade toda já conhecia seu poder sobre as doenças e os demônios. Mas mesmo assim, alguns não acreditavam em seu poder sobre os pecados. Eles acham que Jesus estava blasfemando, que desonrava e ofendia a Deus. Pela maneira como tratavam Jesus, suas reações diante das palavras e milagres de Jesus demonstraram sua falta de fé. A incredulidade também é visível. O que pensamos de Jesus, a maneira como reagimos às suas palavras, o modo como o tratamos demonstra se temos fé ou não.
Nossa fé é visível. A fé é interior, mas ela se demonstra. Fé não á algo apenas de palavras, de dizer que crê, mas de agir conforme o que cremos. É preciso colocar a fé em ação. Agir de acordo com a fé. Movidos por compaixão, persistindo diante das dificuldades, e apresentando nossos problemas a Jesus.
O que se vê em você: fé ou falta de fé?

sábado, 17 de maio de 2008

Os efeitos da oração

Tiago 5.16diz “... muito pode, em seus efeitos a súplica do justo”Agora quais seriam os efeitos da oração? O que é que ela produz? Jesus também falou que Deus recompensa a pessoa que ora (Mateus 6.6). Quais seriam estas recompensas?
O texto de Tiago nos diz que ela pode produzir cura e perdão (Tg 3.15). A oração da fé cura o enferno, e Deus o levanta. E se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados.
Livramento nas angústias. O Salmo 50.15 nos diz que quando oramos no dia da angústia Deus nos livra e assim Ele é glorificado.
Compreensão de assuntos grandiosos e inacessíveis ao homem (Jr 33.3). Jeremias está preso por anunciar a Palavra do SENHOR. Mas a Palavra de Deus continua vindo a ele. E Deus o desfia a clamar a Ele, pois assim Deus responderá, e vai anunciar a Jeremias coisas grandes e inecessíveis ao entendimento humano. A oração nos ajuda a compreendermos a Palavra de Deus, foi assim que o salmista orou (Salmo 119.18).
Livramento de cair em tentação (Mateus 26.41). Jesus tanto nos ensinou a orar pedindo livramento de cair na tentação (Mateus 6.6), como exortou a uma vida de oração para não cair na tentação.
Vitória sobre os inimigos que nos oprimem (Marcos 9.9). Jesus disse para os seus discípulos que certos espíritos maus que atrapalham a vida das pessoas só podem sair com oração. Este era o caso do menino do qual Jesus expulsou este espírito mau (Marcos 9.25)
Força para escapar daquilo que pode nos atrapalhar de estar prontos para a volta de Cristo (Lc 21.26). Falando de sua volta Jesus nos advertiu a tomarmos cuidado em não ficarmos envolvidos com coisas deste mundo e o dia de Cristo nos pegue de surpresa. Para evitar que isto seja um laço precisamos estar vigiando em oração. Assim teremos forças para escapar de todas estas coisas e estarmos prontos para o encontro com Cristo.
Abundante alegria (João 16.24). O Senhor Jesus exorta seus discípulos a pedirem, pois assim eles iriam receber, e a alegria deles seria completada. A oração proporciona uma alegria plena, pois ao recebermos as resposta de Deus, também receberemos o gozo pleno em nossas vidas. Quantas vezes procuramos alegria em tantas coisas, mas ela está bem perto de nós, basta orarmos.
Paz incompreensível. (Filipenses 4.6,7) A oração é o remédio contra a preocupação. Quanta preocupação enfrentamos no dia a dia! Quanto de sono perdemos por causa da ansiedade! Quanto humor vai embora por que ficamos aflitos com coisas que estão além do nosso poder para resolver! Ao invés de nos preocuparmos devemos orar, colocar aquilo quie nos preocupa diante de Deus. O resultado disto é que uma paz que não podemos compreender vai estar guardando os nossos corações. Paz semelhante a que Jesus experimentou no meio da tempestade ( Marcos 4.35-38) que Daniel desfrutou na cova dos leões (Daniel 6).
Ajuda em tempo oportuno (Hebreus 4.16). Somos exortado anos aproximarmos de Deus com confiança. No trono de Deus vamos encontrar graça e compaixão. No trono de econtramos a ajuda e o suporte necessários para os momentos de crise em nossas vidas.
Deus trata as nossas orações como algo de muito valor. Apocalipse 5.8 nos diz que as orações dos filhos de Deus são apresentadas a Ele como incenso em bandejas de ouro. E Apocalpse 8.3 nos diz que elas são apresentadas com incenso, no altar de ouro que está diante do trono. Veja o valor que Deus dá às nossas orações, como Ele as recebe como algo precioso!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

POR QUE ORAMOS TÃO POUCO, OU NEM ORAMOS?

É comum as pessoas não usarem os recursos que têm? No caso dos crentes sim. Temos um incrível recurso que usamos pouco: a oração. Está escrito em Tiago 5.16 – “... muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”, mas nós oramos pouco? Por quê?
Uma das razões para não nos dedicarmos à oração é a descrença em sua eficácia. Ou não acreditamos que a oração possa realmente nos ajudar, ou, que há outras formas de ajuda mais eficientes. Dificilmente algum de nós diria isto, mas a vida da maioria demonstra que é assim que pensamos. O pouco que oramos indica que acreditamos pouco na eficiência da oração. Mas o verso de Tiago nos fala que a oração muito pode. O palavra “pode” fala da capacidade, habilidade, força para executar alguma coisa. A Bíblia está dizendo que a súplica de um justo é capaz de muita coisa, tem muito poder. Quando oramos, estamos apelando ao dono do maior poder que existe. A fraqueza Dele é mais forte do que os homens (1 Co 1.25). Ele é especialista em aperfeiçoar o Seu poder na fraqueza dos homens, em fazer de fracos, fortes (2 Co 12.9,10). É com este poder que o crente enfrenta todas as situações, inclusive aquelas quando estamos carentes e humilhados ( Fp. 4.12,13).
Outra razão para falta de oração é que inconsciência da nossa necessidade. A palavra traduzida como “súplica” originalmente significava “carecer”, “ter necessidade”, e daí veio o sentido de “pedir”, “rogar”, súplica. Algumas vezes não estamos conscientes do nosso estado de carência, de quão necessitados somos. Pensamos que somos capazes de tudo fazer com nossa própria força. A Bíblia chama isto de arrogância, orgulho (Lc 18.14). Orar é sinalizar que somos humildes e dependentes de Deus.
Uma terceira razão para pouca oração é o senso de demérito, achamos que não merecemos. Você pode até estar dizendo: “mas é a súplica do justo que tem este poder, e eu não sou justo”. Em primeiro lugar “justo” não está falando de um super-homem, de alguém poderoso, quase Deus. O verso 16 fala de Elias, e diz que ele era homem semelhante a nós, isto é mortal. “Justo” também não quer dizer alguém sem pecado, pois neste mesmo verso nos é ordenado confessar os pecados. “Justo” fala daquele que crê em Cristo, e assim foi justificado (perdoado) de seus pecados (Rm 5.1). “Justo” é o que ora com fé, confiando nos méritos do Senhor Jesus Cristo (Tg 5.14,15). “Justo” é o pecador que se reconhece carente, não merecedor, e por isso suplica a misericórdia de Deus (Lc 18.9-14).
A última razão que quero mencionar para nossa falta de oração é a preguiça. Isto mesmo, somos preguiçosos. A oração é um exercício, exige esforço, ação. Muito pode em seus efeitos a súplica do justo. A expressão enfatizada indica que é a súplica em ação, quando exercitada. A idéia é que: a súplica do justo pode muito, quando em ação.
Temos um poderoso recursos em nossas mãos: a oração. Por que não a usamos?

terça-feira, 13 de maio de 2008

MOVENDO A COMPAIXÃO DE JESUS

        Três evangelhos contam-nos a história de uma oração que moveu a compaixão de Jesus (Mt 8.1-4; Mc 1.40-43; Lc 5.12-13).         
Após proferir o ensino do sermão do monte, Jesus desceu da montanha para a cidade. Multidões O seguiam. No meio delas, uma pessoa se destacou: um homem coberto de lepra que, clamando, veio ao encontro de Jesus.         
        Quando a Bíblia fala de lepra, ela se refere a qualquer doença de pele que fosse contagiosa. Quem tinha estas doenças vivia separado da sociedade, usava roupas rasgadas, não penteava o cabelo, e quando se aproximava de alguém, gritava: imundo, imundo, alertando, para que os que estivessem próximo evitassem o contágio (Lev 13.45,46). Provavelmente era isto que este homem gritava avisando Jesus e as pessoas à volta sua volta sobre sua condição. Ele reconheceu e assumiu seu estado. Todos nós também estamos na situação daquele homem. Cobertos com nossos pecados, somos como imundos aos olhos de Deus (Is 64.6). Ao invés de escondê-los de Jesus, devemos declará-los, mostrar para Jesus que estamos imundos. Reconhecer nosso estado de impureza move a compaixão de Jesus.         
        Aquele homem demonstrou uma fé corajosa. Aquelas doenças maltratavam a pessoa física, social e psicologicamente. Ela ficava privada do convívio com a sociedade e das reuniões religiosas. Acreditava-se que a lepra era uma maldição de Deus. Ele poderia ser enxotado pela multidão, talvez nem permitissem que chegasse perto de Jesus. Mas sua fé o impulsionou a enfrentar os riscos. Jesus permitiu sua aproximação. Todos nós precisamos enfrentar os preconceitos à nossa volta para nos aproximarmos de Jesus, da forma como estamos, cobertos por nossos pecados. Movemos a compaixão de Jesus quando agimos com a fé que o busca corajosamente, enfrentado toda a oposição.         
        Sua fé foi reverente. Ele se ajoelha e coloca o rosto em terra. Esta era uma atitude de adoração. Ele adorou Jesus antes de fazer seu pedido, antes de alcançar qualquer cura. Todos nós precisamos nos aproximar de Jesus, reconhecendo que Ele merece nossa adoração, independente do que venha a fazer por nós. Movemos a compaixão de Jesus quando o adoramos pelo que Ele é, e não pelo que possa fazer por nós.         
        Depois de adorar, ele suplicou. Suplicar é apresentar a necessidade diante de Deus. Ele colocou diante de Deus seu desejo de ser curado. Nesta súplica, manifestou sua crença a respeito de Jesus: Se quiseres podes me tornar limpo. Movemos a compaixão de Jesus quando expomos nossas necessidades diante Dele.         
        Ele acreditou no poder de Jesus. As curas de lepra eram raras, consideradas até como um levantar-se dentre os mortos (2 Reis 5.9-14), mas este homem sabia que Jesus podia. Ele disse: Se quiseres, podes. Não havia nenhuma dúvida sobre o poder de Jesus. Precisamos crer no grandioso poder de Deus, que pode fazer o impossível. Movemos a compaixão de Jesus quando reconhecemos o Seu poder.                   
        Mas ele também cria que Jesus é Soberano. Se quiseres. Ele sabia que Deus não lhe devia nada, que não era obrigação de Jesus curá-lo. Jesus pode curar, mas Jesus também é soberano sobre o seu poder. Ele exerce o poder quando e como Ele quiser. Algumas pessoas acham que, pelo fato de Deus ter poder, Ele está obrigado a fazer. Não é assim. Deus tem poder. Mas Ele também tem vontade, e Ele exerce este poder de acordo com a Sua vontade. Ele não está obrigado a fazer nada por ninguém. Sua única obrigação é consigo mesmo. Movemos a compaixão de Jesus quando respeitamos Sua vontade.         
        Foi uma fé humilde, que reconheceu sua falta de méritos. Ele tinha certeza quanto ao poder, mas não quanto à disposição de Jesus para curar, mesmo assim suplicou. Isto demonstra que acreditava na misericórdia de Jesus. Sua esperança não estava baseada em seus méritos, mas puramente no amor de Jesus. Uma petição diante de Deus é uma esperança de misericórdia. Misericórdia é o exercício livre da ajuda diante de alguém que precisa, mas a quem não se deve aquela ajuda. Movemos a compaixão de Jesus quando apelamos somente a ela, e a mais nada.         
        E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero; sê limpo. Aquela atitude moveu a compaixão de Jesus. Jesus disse que queria. Contrariando todos os costumes tocou o leproso, e este ficou limpo. Ele ficou curado imediatamente. 
         Vamos mover a compaixão de Jesus?

terça-feira, 6 de maio de 2008

PRIORIZANDO A ORAÇÃO

        Uma das dificuldades do mundo moderno é a falta de tempo. Não temos tempo para fazer tudo o que nos é oferecido. Temos que escolher o que fazer. Muitas vezes essas escolhas são motivadas pelas pressões do momento e das pessoas. Aqueles que nos pressionam com mais força, ou as situações aparentemente mais urgentes ou mesmo as necessidades mais imediatas acabam assumindo o controle do nosso tempo.                                              O problema é que nem sempre quem pressiona mais, ou o que está mais próximo ou parece mais urgente é o mais importante. Uma das atividades prioritárias que acaba sendo deixada de lado por causa do que parece ser mais urgente é a oração. O Senhor Jesus Cristo também enfrentou esse tipo de problema, mas Ele priorizou a oração. Isto é demonstrado no texto de Marcos 1.35-39.       &nbspPara Jesus, a oração era mais importante do que o descanso. Várias vezes somos informados de que Jesus passava noites em oração após um dia de intensa atividade. Em Marcos 1.35 lê-se que ele levantou muito cedo para orar E de manhã quando era muito escuro, depois de levantar, saiu e foi para um lugar deserto e lá orava.       &nbspJesus estava na cidade de Cafarnaum, que, em virtude de sua posição estratégica, ele escolhera como sede de seu ministério na Galiléia (Mt 4.13). O dia anterior havia sido um sábado cheio de atividades. Pela manhã, Jesus estivera na sinagoga, ensinara de modo que as pessoas ficaram maravilhadas e enfrentou um endemoninhado. Saindo da sinagoga foi para a casa de Pedro, e ali curou a sogra deste. Depois do por do sol, os enfermos e endemoninhados da cidade vieram até Jesus. Toda a cidade reuniu-se à porta da casa de Pedro, e Jesus os atendeu. (1.21,29,32). Podemos deduzir que o dia foi cansativo e que Jesus foi dormir um tanto tarde.       &nbspMas ele acordou cedo para orar. O texto indica que era ainda muito escuro, o que dá a ideia de um horário entre as três e seis horas da manhã. O cansaço não impediu Jesus de orar. De fato, o cansaço não nos impede de fazer aquilo que valorizamos, aquilo que achamos extremamente necessário. Você pode estar muito cansado, mas quando se depara com uma situação onde a ação é necessária, ou mesmo diante de coisas de que você gosta bastante, o cansaço é deixado de lado. Quando não oramos é porque achamos que não precisamos, ou porque não gostamos de orar, ou mesmo as duas coisas. Jesus precisava orar, e gostava de orar. Por isso a oração venceu o cansaço.       &nbspPara Jesus, a oração era mais importante do que a necessidade imediata das pessoas. Jesus estava numa fase de muita popularidade. As pessoas estavam empolgadas com Ele. Elas o buscavam com intensidade para que Ele atendesse suas necessidades mais urgentes: saúde e perturbações demoníacas. Estas perturbações poderiam provocar problemas familiares, falta de paz, desejo de morrer, afastamento da sociedade, comportamentos de loucura, opressão, etc. Evidentemente que eram problemas sérios, que precisavam de solução. Mas com certeza, nenhum destes é o problema mais sério da vida. Ter a salvação eterna é a necessidade maior de todas as pessoas, e esta era a principal missão de Jesus, mas as pessoas não compreendiam isto.       &nbspOs próprios discípulos não entendiam que este era o bem maior a ser buscado. Eles pensavam que Jesus estava perdendo uma grande oportunidade, diante de tantas pessoas que o procuram. Procuram Jesus com muita assiduidade, para que Jesus continuasse atendendo as necessidades imediatas das pessoas. Mas, para Jesus, era mais importante orar do que socorrer as pessoas nestas necessidades. O sucesso não o empolgava, nem o desânimo diante da incompreensão o afligia. Ele busca forças no Pai, em oração.       &nbspPara priorizar a oração, Jesus usou certas estratégias para praticá-la. Levantou-se cedo, num horário em que poucas pessoas haviam levantado, quando as interrupções não seriam frequentes. Temos que procurar um tempo quando poderemos orar sem o risco da interrupção. Jesus buscou um lugar onde pudesse estar sozinho. Era mais difícil de ser encontrado. Temos que encontrar condições de tempo e local onde podemos estar a sós com Deus.       &nbspPor priorizar a oração Jesus entendeu corretamente sua missão e encontrou forças para não se afastar dela. Havia muitas pessoas que o buscavam naquela cidade, mas Ele sabia que sua vinda ao mundo tinha como propósito pregar em outros lugares, então não permitiu que a pressão das pessoas, nem suas necessidades imediatas atrapalhassem o seu ministério. A oração fez Jesus manter Suas prioridades e não se deixar levar pelos desejos da multidão e necessidades do momento. A sintonia com o Pai foi mantida.       &nbspManter a vida de oração é uma luta. Com certeza a pressão das pessoas, as necessidades imediatas, o cansaço e outras atividades poderão nos levar a não priorizar a oração. Estas coisas tentarão nos impedir de orar. Vamos tomar cuidado. Um amigo compartilhou um ditado que pode ser aplicado à nossa vida de oração: Quem quer, dá um jeito, quem não quer, dá desculpas. Vamos dar um jeito de orar, e não desculpas para não orar. Como Jesus, vamos priorizar a oração.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

QUERO FALAR COM O CHEFE

      Há alguns anos, um comercial de TV apresentava um cliente de um banco que entrava na agência querendo falar com o chefe. Não aceitava falar com a secretária do chefe, com assistente do chefe, nem com vice-chefe. Só o chefe servia. Algumas situações na vida só se resolvem se falarmos com o chefe.       Os salmos 50;73-83, de Asafe, testemunham isto. Nestes doze salmos, verificamos que o salmista falava sempre com o Chefe, que nesse caso era Deus. Creio que este é o tema maior de todos esses salmos: O Supremo Deus governa o mundo. Ele é o Chefe do Seu povo, e também de todas as nações.      No salmo 50 o salmista apresenta a mensagem de Deus chamando-o de SENHOR, o Deus Supremo, que convoca céus e terra para testemunhar o julgamento que Ele fará tanto sobre o povo da aliança (povo que entrou em acordo com Deus para que Ele fosse o Seu Deus) como sobre os ímpios. Este Chefe indica o que Ele quer dos homens: uma vida de dependência, manifestada em gratidão, busca de ajuda quando necessário e obediência aos seus mandamentos.      O salmo 73 é uma confissão que o salmista faz de seu quase afastamento de Deus, por invejar os ímpios que prosperavam em seus caminhos maus. Mas logo entendeu que Deus também é o Chefe que governa sobre os ímpios que prosperam. Ele os destruirá de modo tão completo, como o sonho que se acaba assim que as pessoas acordam. Este Deus deve ser o nosso bem supremo. Não podemos trocá-Lo por nada nem ninguém. Ele é o nosso instrutor, nossa força e esperança.      Diante dos ataques destruidores de um povo pagão, o salmista fala com o Chefe em oraçãonos Salmos 74 e 79. Não seria a temporária vitória do inimigo que faria o salmista deixar de acreditar no domínio de Deus. Ele manifesta toda a sua confiança nesta Soberania, ao mencionar que o ataque do inimigo só foi bem sucedido porque Deus ficou passivo, cruzou os braços, por estar irado contra o pecado do Seu povo. Pois Deus é o Rei desde a antiguidade e Ele é o Dono de tudo. Diante disso é que ele clama por socorro a este Deus. Alguns entendem que a doutrina da Soberania de Deus pode criar barreiras para a oração. Mas, pelo contrário, é a crença num Deus que é Soberano, que domina sobre tudo, que deve nos levar a orar, especialmente nos momentos de dificuldade. Que garantia se teria orando a um Deus que não tem controle sobre mundo?      Deus é Soberano não apenas para julgar a terra, mas também para determinar o tempo do julgamento e para sustentar a terra até que o tempo do juízo chegue, diz o salmista no cântico do Salmo 75. É ele quem exalta e humilha as pessoas. Por causa disso, devemos anunciar as Sua maravilhas ao mundo.      Deus é o Chefe que deve ser temido. Por sinal, o único que deve ser temido, pois Ele faz com que até a ira dos homens redunde para Sua Glória. Espera-se dos que são d’Ele que cumpram os votos que fizeram. Isso é dito no cântico do salmo 76.      Mesmo diante da perplexidade de clamar e não ser atendido, mesmo ficando um tanto desnorteado por estar angustiado e buscar a Deus e não encontrar resposta, o salmista ainda crê que Deus é o Soberano que mostra o Seu poder entre os povos. Quando sofre diante da aparente inatividade de Deus, o salmista medita no que Deus já fez (Sl 77)      O Salmo 78 é uma instrução indicando que, diante de tudo que este Deus Soberano já fez, é um tremendo pecado não O tratar com consideração. Cada geração deve cuidar para não repetir os erros do passado, mas aprender a confiar em Deus e ser fiel a Ele.      No salmo 80, o salmista pede ao Rei que tem seu trono entre os querubins que venha salvar o Seu povo. Reconhece que é Deus quem está enviando o sofrimento para o povo. Sabe que uma restauração do povo depende do Soberano operar nos corações, e por isto clama que Deus faça o seu povo se arrepender. A crença na soberania de Deus, ao invés de impedir a oração pela conversão das pessoas, incentiva esta oração, pois a conversão depende de Deus, que tem domínio sobre os corações das pessoas.      Este Deus Soberano almeja que Seu povo lhe seja fiel. Asafe mostra no salmo 81 que Ele abençoa os que se voltam para Ele. Como Ele é poderoso, e tem o controle de tudo em suas mãos, Ele pode abater todos os inimigos que se voltam contra Seu povo.      Deus é o Supremo Governante sobre todos os governos. O salmo 82 mostra como Deus preside sobre os juízes da terra. Ele é o Supremo Tribunal onde todos os governos terão que prestar contas, pois todas as nações pertencem a Deus.      Na oração do Salmo 83, o salmista clama para que Deus faça justiça, para que as nações saibam que SOMENTE TU, CUJO NOME É SENHOR, ÉS O ALTÍSSIMO SOBRE TODA A TERRA.      Note que, em toda e qualquer situação, o salmista procurava o Chefe. Tanto para louvar pela grandeza ou para clamar diante da necessidade. Por gratidão ou aflição, Ele sempre procurava o Supremo Chefe.      E você, não acha melhor falar com o Chefe?