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sábado, 13 de novembro de 2010

O Jejum e a glória de Deus 7ª Mensagem


Deus tem um alvo para a vida de seus filhos: que eles se tornem semelhantes a Jesus (Rm 8.29; Ef 4.11-13). Deus nos criou a Sua imagem e semelhança. O pecado tem corrompido esta imagem , mas o alvo de Deus é que ela seja plenamente restaurada em nós. Ser semelhante a Jesus é ser santo. Então o alvo de Deus para as nossas vidas é que sejamos santos. Várias vezes Ele nos chama para sermos santos como Ele é santo, isto é para sermos conforme a Sua imagem (Lv 11.44; 19.2; 20.26, etc).

A santidade é um produto da ação graciosa de Deus, mas esta graça atua através de nós. Podemos comparar à agricultura. Para que uma lavoura produza é preciso que haja chuva e sol na medida certa, sem isso o trabalho do lavrador é vão. E a chuva e o sol não dependem do lavrador, mas de Deus. Mas, se houver sol e chuva na medida certa, mas o lavrador não tiver preparado o campo, plantado no tempo certo, e cuidado do campo, também não haverá produção. Logo o lavrador precisa preparar o campo, plantar corretamente, e cuidar do plantio, dependendo da chuva e do sol que Deus manda, para que com esta atividade confluente a lavoura produza. Da mesma forma a santidade. Deus dispõe os meios, e atua com o esforço humano para que a santidade se concretize.

Deus usa a disciplina para nos conduzir à santidade (Hb 12.10). Uma das disciplinas que Ele usa é o Jejum. E esse é o jejum que glorifica a Deus, o jejum que produz santidade.

O jejum que trás glória ao nome de Deus é um jejum que produz santidade em nossa vida. O texto de Is 58.1-12 nos revela esta verdade.

Com esta sétima mensagem concluímos a série de pregações sobre o Jejum e a glória de Deus. clique no link a seguir, e procure o título O Jejum e a Glória de Deus 7.mp3, e ouça a pregação.

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

QUAL É O ESQUEMA?


Dependendo do contexto, a pergunta acima e outras assemelhadas (“Você já sabe do esquema?” ; “Você faz parte do esquema?”, etc.) podem soar ofensivas. O problema não está no significado da palavra “esquema” (plano, estrutura, sistema, método, modo como as coisas funcionam, estratégia, tática, etc.), mas no uso que é feito destes significados.

Podemos falar do esquema tático do time de futebol, do esquema da programação, e também de um esquema de corrupção, fraudes e engano. Deus também tem um esquema e nos exorta a deixarmos outros esquemas e entrarmos no esquema Dele.

O termo “esquema” veio para o português da língua grega, através do latim. Na língua grega, além de outros usos, ele indicava a manifestação externa da natureza interna de alguma coisa. Esquema era a maneira que o homem demonstrava aquilo que de fato ele era. Significava a atitude, forma, maneira de vida de alguém. Aparece duas vezes no Novo Testamento (Fp 2.7, traduzido como “figura”, e 2 Co 7.31, traduzido como “aparência”). Também há duas palavras compostas com “esquema”, e que têm sentidos opostos. Uma significa “mudar de esquema” (traduzida como “transformar” em 1 Co 11.13-15; Fp 3.21). A outra “entrar no esquema”, e é desta que trataremos neste artigo.

Deus nos exorta a sairmos do esquema das paixões antigas. Lemos em 1 Pd 1.14 Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância”. A palavra “não entrar no esquema” foi traduzida como “não vos amoldeis”. O apóstolo Pedro nos diz que no passado nosso esquema era o das paixões antigas. Paixão indica aquilo que nos domina. Estar apaixonado é estar sob o domínio de alguma coisa. Uma pessoa apaixonada orienta toda a sua vida de acordo com a sua paixão. Ela é capaz de mudar compromissos, ajeitar horários, e fazer o que for preciso para curtir sua paixão.

Quando éramos filhos da desobediência (Ef 2.2), fazíamos parte do esquema de paixões mundanas. Estas paixões podem ser resumidas na teimosia do homem em dirigir sua vida por si mesmo. Elas podem assumir formas variadas. No mesmo livro Pedro nos dá exemplo delas (1 Pd 4.2,3), dizendo que são as paixões dos homens, a vontade dos gentios (os que não conhecem a Deus), e são também contrárias à vontade de Deus. Elas se manifestam em falta de restrição sexual (busca por sexo fora dos limites de um compromisso de casamento); bebedeiras; orgias (festas onde ocorrem bebedeiras e sexualidade) e idolatrias (que inclui os vícios e práticas provenientes destas festas).

Olhe a sua volta e verá que é isto que os do mundo buscam. A vida das pessoas parece girar em torno de prazer sexual, bebida, farra e idolatria (incluindo a do dinheiro, Ef 5.5). Todas as atividades são dirigidas em conseguir recursos para satisfazer estas paixões. Só que esta vida é vazia e fútil. Não produz nada de proveitoso (1 Pd 1.18). O único resultado é vergonha (Rm 6.20,21). É o estilo de vida de quem não conhece a graça de Deus, por isso da ignorância.

Somos chamados a nos comportamos de acordo com a nossa nova natureza: filhos da obediência. E assim fugirmos deste padrão pecaminoso. Não podemos permitir que o molde destas paixões nos forme. Devemos sair deste esquema e entrar noutro esquema, o esquema da santidade: pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento (1 Pd 1.15). Nós fazemos resistência ao esquema da santidade. Mesmo crentes parecem se sentir mal em serem chamados de santos. Até os que se nomeiam seguidores de Jesus não querem ser muito santos. Mas o esquema de Deus é o da santidade. Ele é santo (1 Pd 1.16). Sem santidade ninguém poderá estar em Sua presença (Hb 12.14).

Deus nos exorta a sair do esquema do mundo (Rm 12.2) “ e não vos conformeis com este mundo”. A expressão “sair do esquema” aqui foi traduzida como “não vos conformeis”. O esquema do mundo é o que rejeita Deus e seus valores. Conforme 1 Jo 2.15-17 é caracterizado por: paixões pelas práticas da velha natureza; paixões pelo desejo dos olhos (deixar-se guiar apenas pelo que vê e sente); e busca e orgulho nos valores deste mundo. Quando estamos amando estas coisas, estamos deixando de amar a Deus. O amor ao mundo e o amor a Deus são incompatíveis. Amar o mundo é ser infiel a Deus, é adultério (Tg 4.4).

Este mundo é passageiro. Seu amor não satisfaz. Suas paixões nos abandonam depois de nos sugar e destruir. Mesmo aquilo que é lícito no mundo (dinheiro, casamento, certas diversões, conhecimento, etc.), deve ser usado de maneira diferente da que o mundo usa, num esquema diferente. É isto que Paulo nos diz em 1 Co 7.31, alertando que o esquema deste mundo passa. Por isso não tem proveito eterno, mesmo que tivéssemos em quantidade exorbitante, foi o que Jesus disse “que proveito o homem tem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma” (Mt 16.26).

Devemos deixar o esquema do mundo e entrar no esquema da obediência à vontade de Deus “mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis ... a vontade de Deus” (Rm 12.2). A palavra “transformar” é a mesma usada para a transfiguração de Jesus (Mt 17.2). Indica uma mudança externa que reflita o que somos em nosso coração. Isto se dá pela mudança dos pensamentos, dos valores, dos desejos e planos. Uma renovação da nossa mente. Este é o esquema que devemos entrar.

Um dia, Deus honrará aqueles que entraram no Seu esquema de santidade e obediência. E nos transformará (mudará o esquema) nosso corpo, que hoje é de humilhação, para algo glorioso. Hoje, o esquema que brilha é o das paixões e o do mundo. Hoje o esquema que parece ser mais atraente não é o da santidade nem da obediência. Somos pressionados de muitas maneiras para aceitar o esquema do pecado. Por isso somos até humilhados. Mas um dia a verdade se manifestará. E o esquema da santidade e da obediência brilhará.

Apesar de parecer haver muitos esquemas, de fato só há dois. O da santidade e o das nossas paixões antigas; o do mundo e o de Deus. Qual é o seu esquema?

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...