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domingo, 26 de outubro de 2014

QUANTO VALE SEU CASAMENTO?

        Se você tivesse que colocar uma etiqueta de preço em seu casamento, qual seria o valor que ela marcaria? Penso que resposta imediata de alguns de nós seria a mesma daquela propaganda: meu casamento não tem preço.

         Mas isso é demonstrado com atitudes? O valor de relacionamentos não é medido com dinheiro, mas se manifesta na quantidade e qualidade de amor que lhe é dispensado.  Amor e valor estão intrinsicamente ligados. Quanto mais valorizo mais amo. Quanto maior o amor, maior será o valor atribuído.
Alguns podem afirmar que valor é relativo, que depende da cultura, da sociedade, da criação e outros fatores mais. Outros até dirão que o valor da família baseia-se na produtividade. Se ela me faz bem, tem valor; se já não contribui para minha felicidade, então perdeu o valor. Mas é um erro valorizar pessoas e relacionamentos com base na necessidade e produtividade, eles devem ser valorizados por sua natureza e função. 
A natureza da família é a imagem de Deus, portanto seu valor é altíssimo. Foi estabelecido pelo Criador, que a criou para expressar a Sua imagem (Gn 1.26-28). Este valor foi reafirmado quando Ele exemplificou o relacionamento de Jesus com a Igreja através da família (Ef 5.22-33).  A aliança que constitui uma família não envolve apenas os humanos, é também uma aliança com Deus e da qual Ele é testemunha (Pv 2.16,17; Ml 2.14). Deus valoriza tanto a família que toma para Si o papel de vingar aqueles que a desvalorizam (Hb 13.4).
        Há ordens nas Escrituras para valorizarmos a família. Deus ordena que os maridos amem a esposa como Cristo amou a Igreja, a ponto de morrer por ela (Ef. 5.25-29). A família vale a vida dos seus componentes, pois o marido deve amar a esposa com a disposição de fazer os sacrifícios necessários por ela.   
         A palavra “honra” é uma das que a Bíblia utiliza para transmitir a ideia de valorizar. Honrar é o mesmo que valorizar, apreciar (dar um alto preço) e estimar em muito. Um exemplo deste uso é encontrado em Mateus 27.6,9, onde originalmente aparece o verbo “honrar”, mas foi traduzido como avaliar ou estimar, pois este é sentido nesta passagem, e o termo “preço” traduz a palavra “honra”.  Também em Atos 4.33 e 5.3 “honra” é traduzido como “valor”.
         Em Hebreus 13.4, lemos:
Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.
 A expressão traduzida como "digno de honra"  significa “de grande valor” e “precioso”.  Em 1 Pedro 3.7 é ordenado aos maridos que tratem suas esposas com honra (traduzido como “consideração” ou “dignidade”),  eles devem atribuir um grande valor e apreço a elas.
         As esposas também devem honrar seus maridos, percebemos isso em Efésios 5.33, onde é dito para as mulheres reverenciarem seus maridos. Os filhos também devem valorizar a família, várias vezes o mandamento “Honra a teu pai e a tua mãe” é repetido (Ex 20.12; Dt 5.16; Mt 15.4; 19.19; Ef 6.2).            
Portanto, quando olhar para sua família, lembre-se que a etiqueta de valor foi colocada por Deus, e não por você, e nela está descrito que o valor é muito alto, acima de quase tudo,  só perde para o valor do relacionamento com Deus.

sábado, 22 de maio de 2010

MINHA FAMÍLIA NO ALTAR DO SENHOR




Este foi o tema da conferência sobre família para a qual fui chamado a pregar neste fim de semana. Por isso me preocupei em entender o que é estar no altar de Deus.

A palavra “altar” tem várias aplicações em nossa língua: mesa que se usa em cerimônias religiosas, e no caso dos evangélicos é comum o púlpito ser chamado de altar. Mas o que a Bíblia ensina que é um altar? Tanto no Antigo como no Novo Testamento a palavra altar significa “lugar de sacrifício”. Ela se origina do verbo que significa “sacrificar”, “imolar”, “abater”; e do substantivo “sacrifício”.

Quando estudamos as ocorrências do termo no Antigo Testamento, percebemos que altar era um lugar de encontro com Deus. Os altares foram construídos onde Deus aparecia aos Seus servos, revelava-se a eles, e lhes abençoava (Gn 12.7s; 13.4). Neste lugar os servos de Deus também se aproximavam Dele, para manifestar sua gratidão, devoção e arrependimento, ofertando seus sacrifícios (Ex 20.24). Algumas vezes o altar era um memorial, que servia para lembrar o que Deus havia feito, uma e monumento memorial, para testemunho às futuras gerações (Js 22.10,26,28,34).

No tabernáculo os altares foram resumidos a dois: o de holocaustos e o de incenso. Num eram ofertados os sacrifícios de expiação, dedicação, ação de graças e comunhão. No outro as orações, petições e gratidão, que chegavam ao trono, simbolizado no Santos dos Santos.

Assim o altar de um lado indicava a soberania de Deus sobre a terra, que Ele estava presente, e disposto a se manifestar aos homens. E por outro também mostrava quais homens reconheciam esta soberania, aproximando-se de Deus para honrá-lo com suas ofertas. No altar a aliança entre Deus e os homens se manifestava e se renovava. No altar Deus era cultuado. No altar a fé e devoção eram demonstradas (1 Sm 16.5; 1 Rs 8.64; 2 Cr 30.17). Estar no altar era manifestar a consagração da vida a Deus.

No Antigo Testamento dois termos transmitiam a idéia de consagração. Um deles era “santificar”, que expressa a idéia de “separar”, “colocar à parte para uso exclusivo de Deus”. Assim objetos, casas, campos, cidades, tesouros, e pessoas poderiam ser consagrados, santificados, isto é, separados para o serviço exclusivo de Deus (Lv 27; Nm 7.1; Js 20.7; 2 Sm 8.11).

Pessoas que se consagravam eram movidas diante do altar de Deus, por exemplo, os levitas, que substituíam os primogênitos, que deveriam ser dedicados a Deus (Nm 8.11,16-18). As ofertas oferecidas sobre o altar também eram manifestações de consagrações, de separação para Deus (Ex 28.38; Lv 22.2). Estar no altar era manifestar consagração a Deus. Esta consagração deveria ser demonstrada numa vida pura, pronta para estar na presença de um Deus santo (Ex 19.10). Deixando de lado as práticas pagãs, das pessoas que não temiam a Deus (Lv 11.14).

A outra expressão que indicava consagração era “encher as mãos”, que dificilmente apare em nossas versões, sendo traduzida como “consagrar” (Ex 28.41). Ela significava a habilitação da pessoa consagrada, e também indicava sua disposição para servir a Deus. Estar diante de Deus com as mãos cheias era estar cheio de vontade e disposição para obedecê-Lo e servi-Lo.

Estar no altar de Deus era ter a vida consagrada em santidade e disposição para servir a Deus, cumprindo a missão que Ele havia dado.

No Novo Testamento uma passagem que expressa isso é Romanos 12.1,2. Somos exortados, diante de tudo que Deus fez por nós, a dedicarmos os nossos corpos, como um sacrifício a Deus. Isto é dedicar o que somos, que se manifesta através de nossos corpos a Deus. Antes, nossos corpos serviam ao pecado, agora devem servir a Deus (Rm 6.13,19). Este é nosso culto inteligente e consciente.

Esta dedicação inclui uma rejeição dos padrões mundanos de pensar e viver, e uma transformação aos padrões divinos. Assim iremos experimentar a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável.

Uma família no altar de Deus é uma família que se aproximou de Deus através de Jesus (Hb 10.12), e que agora procura mudar seu modo de pensar e viver. Busca viver a vida familiar conforme os padrões de Deus, e não de acordo com as idéias do mundo. Que assume o modelo bíblico e não o da TV, ou do mundo da moda, ou dos artistas, e assim por diante. É uma família que procura devotar-se a Deus, vivendo conforme a vontade Dele.

Uma família no altar de Deus é uma família que se enche de vontade de servir a Deus. Entendendo que sua principal missão neste mundo é representar Deus e não buscar Seu conforto. Esta família tem compreendido que o motivo de sua existência é a glória de Deus, e está ansiosa por glorificá-Lo.

Será que nossas famílias estão no altar de Deus?

sábado, 1 de maio de 2010

DO QUE MEU FILHO PRECISA?


Uma das preocupações dos pais é prover os seus filhos daquilo que eles precisam. É normal que os pais queiram dar o melhor para os filhos. Mas, como saber o que é o melhor para eles? Não podemos nos guiar pelo que nossos pais nos deram, pois os tempos são outros. Também não podemos dar tudo que as crianças querem, pois elas não têm idade suficiente para saber o que é bom para elas.

Ainda não posso fazer como todos os outros fazem, porque o que é bom para uns, nem sempre é o ideal para os outros. Não nos sentimos sábios o suficiente para deixarmo-nos levar por nossas próprias idéias. E aí, o que fazer?

Aqueles que acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus podem ter uma resposta segura para esta pergunta. Pois Deus, o Pai perfeito, que sempre dá o melhor para os Seus filhos, revelou o que é melhor para darmos aos nossos filhos. Neste artigo vamos ver que as crianças precisam de instrução.

Um dos termos para “criança” no AT descreve pessoas numa ampla faixa etária, desde alguém de poucos meses, como Moisés em Ex 2.6, até José já com dezessete anos (Gn 37.2) passando por Absalão com idade de guerrear (2 Sm 14.21; 18.5), e jovens em idade de casar (Gn 34.19). Por isso a palavra é traduzida como criança (Pv 20.11; 22.6), menino (1 Sm 1.22), moço (2 Sm 17.18), jovem (Pv 1.4), etc.

Em Provérbios 1.8, lemos que estas pessoas (do nascimento até a idade de casar) precisam instrução para ter conhecimento. Este conhecimento inclui capacidade para saber o que é melhor (Pv 24.5). Também indica a posse de uma habilidade técnica específica (Ex 31.3), e discernimento moral do certo e errado (Gn 2.9).

Esta instrução também deve dar bom siso para a criança. Esta expressão, “bom siso”, significa habilidade para considerar e fazer planos. Uma criança instruída será capaz de tecer propósitos sábios para a vida.

A instrução apropriada tem como base o temor do Senhor. Ela capacita a criança a levar Deus em consideração em todos os seus caminhos (Pv 1.7).

Uma criança instruída seguirá o bom caminho por toda a vida (Pv 22.6). Este versículo nos mostra que uma criança iniciada, isto é, desde pequena dedicada ao caminho correto, ela assumirá isto como um costume, um hábito em sua vida, e mesmo quando envelhecer não se afastará deste caminho. Um dos exemplos bíblicos é Moisés. Que foi educado quando criança por sua mãe (Ex. 2.9,10), e mesmo depois de ter sido levado para o palácio do Faraó e recebendo toda instrução do Egito não se esqueceu de seu povo (At 7.22,23)

Os bons resultados de uma criança bem ensinada servem tanto aos pais como às próprias crianças. Para os pais este filho trará alegria e não tristeza (Pv 10.1; 23.15,16)

Já as crianças que aceitam a instrução dos pais ganham vida, proteção, glória e honra conforme Provérbios 4.1-9.

A fonte desta instrução é a Palavra de Deus (Dt 4.6,7). Nela encontramos os conselhos divinos, que tornarão as crianças hábeis em saber o que é bom e o que é ruim. Nela estão ensinos que capacitarão nossos filhos a aprenderem a fazer planos que serão bem sucedidos. Nela eles aprenderão a temer a Deus.

Mais do que presentes, conforto financeiro, e outras coisas mais, nossos filhos precisam da nossa instrução. Os pais devem lembrar que são os primeiros professores de seus filhos. Quer queiram ou não, as lições que ensinarem para eles, irão acompanhá-los por toda a vida. É quase impossível mensurar a influência que os pais têm sobre os filhos.

Alguns pais têm passado esta responsabilidade para a TV, a babá, a creche, a igreja, etc., mas este privilégio e responsabilidade foi dado por Deus aos pais.

Seu filho precisa de instrução. Ele tem recebido?

terça-feira, 2 de junho de 2009

PARA QUE A VIDA NÃO SEJA VAZIA


Uma das mais terríveis sensações que podemos experimentar é o senso de inutilidade, aquele sentimento de que nossos esforços não deram em nada. Gastamos nosso tempo e energia para satisfazer nossas necessidades de abrigo, companhia, segurança, e alimento. Mas, é tremendamente triste quando, depois de todo trabalho ainda nos sentimos desabrigados, sozinhos, desprotegidos e famintos. Descobrirmos que nosso tempo e força foram gastos em vão, nossa vida não encheu, continuamos vazios, desamparados e insatisfeitos. O gastar só produziu desgaste.
Por isso os peregrinos, caminhando para cultuar a Deus em Jerusalém, testemunhavam cantando no Salmo 127 que: somente com a bênção de Deus podemos ter nossas necessidades satisfeitas com êxito. Somente com a bênção de Deus podemos gastar nossa vida com sentido. Somente com a ajuda de Deus usamos nosso tempo e energia com lucro, de modo que vale a pena. Somente com Deus poderemos evitar: o desamparo; a insegurança, a fome, a solidão e o senso de inutilidade. Somente com a bênção de Deus é que teremos um lugar para morar, companheirismo familiar, segurança, e trabalho que nos satisfaz e sustenta.
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Os termos “casa” e “edificar” eram usados tanto para morada, como para família (2 Sm 7.5,11; Dt 25.9). Expressam duas necessidades básicas dos homens: abrigo e companheirismo. Mesmo o trabalho árduo, enfadonho, sombrio e opressivo será sem proveito, se a dimensão da eternidade não for considerada (Ec 1.3). Feito olhando apenas para o que está debaixo do sol, este trabalho só produzirá canseira e enfado (Sl 90.10). Ver o fruto do trabalho é um presente de Deus, e não resultado de nosso esforço (Ec 3.13; 5.18s).
Edificar uma casa, seja uma construção, ou uma família, sem a bênção de Deus, é um ato de idolatria. É colocar a família ou a casa na frente de Deus. É acreditar que isto trará a alegria esperada, e assim é ser enganado. É construir algo vazio, sem substância e valor. Será apenas um incômodo, que trará aborrecimento.
Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela. Naquele tempo as cidades eram o centro de segurança, mesmo para o que moravam fora dela. Na hora do perigo, os dos arredores corriam para a proteção de seus muros. Mas, por mais alerta que estivesse o vigia, se Deus não guardasse, a cidade não estaria segura. Isto não é desprezo aos recursos que Deus tem disposto para nosso uso, mas um alerta para não idolatrá-los, ou nos tornarmos dependentes deles. Deus nos guarda com e através dos meios que nos dá, mas é Ele quem nos protege, e não os meios.
É inútil (em vão) levantar cedo, repousar tarde, comer o pão penosamente conseguido, aos Seus amados Ele o dá enquanto dormem. Sem Deus, a diligência só trará frutos sofridos, penosos e angustiantes. Será um trabalho esforçado, mas sem satisfação. O conforto e o sustento virão com amargura, a vida será um fardo.
Já aqueles que Deus ama, que caminham com Deus e estão comprometido com Seus projetos, são levados nos ombros de Deus (Dt 33.12). Isto significa que Deus certamente dá aos seus amados as coisas que outros buscam, mas lhes dá também a oportunidade de repousar. O trabalho deles não lhes rouba um sono tranqüilo, sem preocupações. “Satisfação, segurança, sustento, aquilo que é da vontade de Deus dar aos Seus amados, não depende inteiramente do zelo e das habilidades deles, pois Ele lhes outorga Sua bênção mesmo quando estão a dormir.”(Novo Comentário da Bíblia)
O texto não está incentivando a preguiça, mas um trabalho sem tensão. Não esta nos mostrando duas atitudes para com o trabalho (diligência e preguiça), mas duas atitudes para com Deus (dependência ou independência). O próprio Salomão vivenciou esta verdade, ele não brigou pelo reino como Absalão e Adonias, mas foi ele quem reinou, ele era o amado do Senhor (2 Sm 12.25). Já o povo de Israel experimentou o oposto na época do profeta Ageu, não buscaram o que era amado por Deus, portanto o trabalho não rendeu (Ag 1.6,9).
Entusiasmo e determinação são insuficientes sem a bênção de Deus. Trabalhar duramente apenas para se manter e sustentar a família, sem levar Deus em conta, é um modo de vida inferior. Se a vida está vazia, trabalhar mais não irá enche-la, pode sim aumentar a escravidão. Pois sem a benção de Deus tudo é inútil.
Quando Deus criou o homem, Ele providenciou um local de morada, companhia, segurança e trabalho compensador (Gn 2). E ainda hoje, apenas com Sua bênção é que o homem pode suprir o desamparo, eliminar a solidão, desfrutar de segurança, e trabalhar com satisfação. Somente com Deus a vida não se torna vazia.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...