sábado, 24 de agosto de 2013

UMA PRESENÇA IMPRESCINDÍVEL PARA O SUCESSO NAS MISSÕES RECEBIDAS

Só vou se você for, se você não for eu também não vou. Estas frases são pronunciadas diante de tarefas que não nos sentimos capazes de realizar sozinhos, e solicitamos a ajuda de alguém conosco. 

Algumas vezes, a pessoa que nos dá a tarefa simplesmente nos diz “se vire”, e ela também se vira, mas para ir embora, e nos deixa sozinhos.
Lembro-me de um caso destes numa empresa onde trabalhei. Um recém-chegado ao trabalho recebeu algumas tarefas para realizar, mas precisava de ajuda. Então solicitou orientação para o funcionário que desempenhava a função antes dele. O que ouviu de volta foi “se vira”. O choque foi tão grande, que aquele moço chorou.
                Nosso Deus não age assim, pelo contrário, quando nos dá a tarefa, Ele também promete a Sua presença para nos dar o sucesso na tarefa.
                Vejamos alguns exemplos.
                Quando Deus deu a Josué a missão de levar o povo de Israel até a terra prometida, Deus lhe disse para ser forte e corajoso, e também lhe deu certeza de vitória, a razão era “Eu serei contigo”.Ordenou o SENHOR a Josué, filho de Num, e disse: Sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, sob juramento, lhes prometi; e eu serei contigo.” (Deuteronômio 31.23). 
Este incentivo é repetido mais três vezes, indicando que Deus quis deixar claro para Josué que o sucesso estava garantido porque Ele continuaria presente. Em Josué 1.5 Deus reafirma tanto o sucesso da missão quando diz que ninguém faria uma oposição permanente a Josué, como relembra a razão deste sucesso: como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Isso seria por todos os dias da tua vida.  Mas Deus também afirma que Sua presença estaria com Josué, não apenas todos os dias, mas também em todos os lugares: o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares (Josué 1.9). Deus agiu para que todos os de Israel soubessem que como fui com Moisés, assim serei contigo (Josué 3.7).
Josué seguiu as orientações de Deus, dependendo de Sua presença e cumpriu a missão que recebeu (Josué 21.43-45)
Outra pessoa que também recebeu uma missão e a mesma promessa foi o rei Jeroboão em 1 Reis 11.38. A condição para Jeroboão ser bem sucedido era respeitar a presença de Deus, sendo obediente e seguindo as instruções Dele. Mas este caso terminou diferente do de Josué, pois Jeroboão resolveu seguir suas próprias táticas e não confiar em Deus, assim não foi bem sucedido na missão recebida. Ele não deu importância à presença de Deus (1 Reis 12.25-33 ; 13 e 14)
                Um terceiro exemplo ocorreu depois do exílio babilônico, quando Deus deu uma missão aos líderes de Israel: reconstruir o templo. E junto com a missão, a promessa: Eu sou convosco (Ageu 1.13). Havia muitos impedimentos para a reconstrução. Ameaças de outras nações, desinteresse do próprio povo de Deus, e falta de recursos. Isso poderia desanimar os líderes, mas Deus lhe anima dizendo: Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o SENHOR, e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o SENHOR, e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais. A confiança na presença de Deus os levou a obedecer, e cumpriram a missão recebida.
Uma missão também foi dada aos discípulos de Jesus: fazer outros discípulos em todas as nações da terra (Mateus 28.18-20). Fico imaginando aquele pequeno grupo, ali na Palestina, ouvindo esta ordem. O que será que pensaram? Ou ainda, será que de fato entenderam o alcance da missão recebida? Como aquele pequeno grupo poderia levar uma mensagem sobre um Messias rejeitado ao mundo inteiro? Como enfrentariam os poderes religiosos judaicos? Como reagiriam diante do poder imperial romano? E os recursos viriam de onde? E a capacidade, pois não eram homens cultos, nem viajados? Eram galileus, considerados inferiores pelos próprios judeus. Como cumpririam esta enorme missão?
Mas havia uma promessa: E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
Eles confiaram e obedeceram, e ainda no primeiro século o evangelho já havia chegado a quase todo mundo conhecido daquela época. A presença de Deus capacitou os discípulos a realizarem tão grande missão.
É a mesma presença que nos capacita e nos anima a continuar cumprindo esta missão. Cada um de nós, no lugar e na posição que Deus nos deu, deve permanecer fiel, confiando que Jesus permanece conosco, que o Seu Espírito nos capacita, e que a missão será cumprida. A Igreja será bem sucedida em anunciar o evangelho ao mundo, porque Deus se faz presente com ela. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

UM PRESENTE SEMPRE PRESENTE E QUE FAZ A DIFERENÇA


Num sítio aqui perto, as pessoas costumam se reunir à tardinha para conversar. Tratam de tudo nestas conversas, desde assuntos mais sérios, até coisas engraçadas. Um dia alguém decidiu fazer a conversa girar em torno da pergunta: o que me dá mais prazer? Um foi dizendo uma coisa, outro foi dizendo outra, até que um encerrou o papo dizendo que o que lhe dava mais prazer era ver uma visita pelas costas.
Se isso for verdade, é apenas em alguns casos, pois há visitas para as quais podemos aplicar a palavra presente em dois dos seus sentidos: (1) alguém que está conosco, e (2) algo que é doado para trazer felicidade a alguém. Há presenças que são presentes, elas fazem a diferença para melhor.
                Após um jogo de futebol, no qual certo jogador foi determinante para seu time vencer a partida, os seus companheiros disseram que, se aquele jogador estivesse presente em todos os jogos, o time teria um aproveitamento de cem por cento. Aquele jogador era um atleta diferenciado, sua presença era um presente para o time, pois ele fazia a diferença.
                Diferenciado tornou-se um termo que expressa um elogio. Quando nos referimos a alguém como diferenciado, estamos afirmando que ele é distinto, isto é, ele se destaca por ser melhor do que os outros naquilo que está sendo comparado.  Alguém que deseja melhorar certa situação diz “quero fazer a diferença”. quando se espera que outra pessoa torne a situação melhor, ouvimos “Ele pode fazer a diferença”.
Algumas pessoas querem que a vida seja diferente, mas não conseguem fazer a diferença. Elas acham que para a vida ser diferente é preciso que as outras pessoas mudem, os lugares sejam outros, os recursos sejam melhores e etc.
Como ter uma vida diferenciada? 
Uma vida diferenciada é resultado de uma Presença que é um Presente. O salmista diz que a presença de Deus é o que faz a diferença entre o medo e a coragem, pois, mesmo no vale da sombra da morte, ele não teme, pois Deus está presente (Salmo 23.4).
Esta verdade também nos foi mostrado por Moisés em Êxodo 33. 15.16. Após o episódio do bezerro de ouro, quando o povo de Israel quebrou a aliança que havia recebido de Deus, foi lhe ordenado que conduzisse o povo à terra prometida. Mas ele disse para Deus: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar. Em outras palavras; Só vou se o SENHOR for, caso contrário, não sairei daqui.
Moisés preferia ficar no deserto com Deus, do que ir para Canaã sem a presença Dele. Para Moisés, a presença de Deus tornava o deserto melhor do que a terra que manava leite e mel. A terra prometida não lhe atraía, se o Deus que a prometera não estivesse nela. Deus era o maior presente, não a terra.
Tanto as situações difíceis do deserto, como a teimosia daquele povo, tornavam-se suportáveis apenas com a presença de Deus. Ele já havia aprendido que o diferencial na vida, não era o lugar, nem as pessoas, mas a presença de Deus.  A qualidade de vida para ele não dependia das condições de lugar, nem de recursos, ou outra coisa qualquer, mas da presença de Deus.   
Ele confirma esta verdade dizendo: “E como se há de saber então, que eu e este povo achamos graça (favor) diante dos teus olhos? Não é por andares conosco, fazendo a mim e a teu povo distintos de todos os povos que estão sobre a face da terra? ”          .
A presença de Deus evidenciava Sua graça. Esta graça se manifesta supremamente não nas coisas que Ele nos dá, mas em Ele dar a Si mesmo para estar conosco. Sem a Sua presença, as Suas dádivas não nos servem. Sem Ele presente, Seus presentes ficam sem graça. A Sua presença é tudo que precisamos. Sua presença é Seu maior presente! Ele presente é o maior presente que devemos ansiar.
Esta mesma verdade foi afirmada para o apóstolo Paulo com outras palavras. Diante de uma situação de maus tratos e ofensas, produzidas por um enviado de Satanás, ele clamou a Deus por livramento. Fez isso três vezes e Deus lhe respondeu: A minha graça te basta (2 Co 12.9). Em outras palavras: Paulo, tudo que você precisa para estar contente é da minha graça. Ela é suficiente para lhe deixar satisfeito.
 O favor de Deus se manifestava em Sua presença no meio do Seu povo, e esta presença era o que tornava aquele povo diferenciado de todos os outros povos. O que era verdade para o povo também era para Moisés. A presença de Deus era o sinal de que Deus estava lhe agraciando, e fazendo-o distinto dos outros homens.
                Depois de uma sublime manifestação de Deus, mostrando o que Ele era, Moisés reitera sua afirmação da necessidade da Sua presença (Ex 34.5-9). Ele diz: Senhor, se, agora, achei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco; porque este povo é de dura cerviz. Moisés reconhece que só poderia fazer a diferença, no meio daquele povo indiferente para com Deus, se Deus estivesse com ele. A presença de Deus é que faria a diferença.
                Moisés já havia experimentado como esta presença fazia a diferença e trazia graça para o povo.  Deus já mostrara no Egito que tratava o seu povo com distinção, quando o separou para que as pragas não atingissem, e o propósito era mostrar que Ele era o Deus Soberano sobre a terra (Ex 8.22; 9.4; 11.7).  Deus graciosamente levara os egípcios a doarem aos israelitas valores que compensassem o tempo da escravidão (Ex 11.2,3).
                Há outros exemplos de que a presença de Deus faz a diferença. Labão testemunha que havia recebido graça e benção por causa da presença de Deus na vida de Jacó (Gn 30.27). José era outra pessoa diferenciada. Em Gênesis 39 é afirmada por seis vezes a presença de Deus em sua vida, era esta presença que fazia a diferença.
                Também foi a presença de Deus que fez a diferença na vida de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego quando foram lançados na fornalha sobremaneira acesa, que matou os que os jogaram lá dentro, mas não fez nada com eles (Dn 3.22-27). Foi a mesma presença que fez a diferença na vida de Daniel, quando passou uma noite com leões famintos, que nada lhe fizeram, mas que devoraram seus inimigos (Dn 6.22-24).
A presença de Deus conosco é um favor que Ele nos concede. Um favor tão precioso que deve ser buscado com insistência, humildade e sinceridade. É esta presença que nos distingue das outras pessoas. A presença de Deus faz a diferença.