quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POR QUE NÃO HAVIA LUGAR?


Na postagem anterior vimos que Maria e José não conseguiram um lugar na hospedaria da pequena cidade de Belém, mesmo ela estando prestes a dar à luz. Algo que hoje nos aparenta ser incrível. Ainda mais quando sabemos que a mão invisível de Deus moveu o imperador Cesar Augusto para decretar um recenseamento, para fazer cumprir a promessa de que o Messias nasceria lá. Por que essa mesma mão poderosa não moveu o coração do dono da hospedaria para arrumar um lugar para o casal, e desta maneira Jesus nasceria num lugar mais apropriado?

Parece-nos que seria bem mais fácil tornar sensível o coração de uma pessoa diante da necessidade de uma mulher grávida, já entrando em trabalho de parto, do que o coração de um imperador distante. Além disso, Deus poderia mover o coração de um hóspede, que aceitaria ceder seu lugar para Maria e José. Ou mesmo tocar no coração de um residente de Belém, para que convidasse o casal para sua casa. Mas nada disso aconteceu, por quê? Por que Deus não planejou as circunstâncias para que Seu Filho não precisasse ser colocado num cocho quando nascesse?
Por que o menino deitado numa manjedoura era um sinal. Isto é declarado em Lucas 2.12. O termo traduzido como “sinal” era utilizado para indicar “algo por meio do qual se reconhecia alguma coisa ou pessoa”, como o caso do beijo de Judas (Mt 26.48). Também para uma marca ou prova confirmatória e autenticadora, como a assinatura de Paulo (2 Ts 3.17). No texto de Lucas o sinal comprovava que o anjo estava falando a verdade, pois um recém-nascido deitado numa manjedoura era algo singular e inusitado. Além disso, iria ajudar os pastores a achar o menino certo, pois apenas ele estaria naquela situação.
Um sinal também indicava um milagre, uma operação sobrenatural, que apontava para uma realidade bem maior (Jo 2.11). O nascimento de Jesus também foi um sinal neste sentido, foi milagroso, pois nasceu de uma virgem. E aquela criança deitada num cocho, apontava para o grande milagre da encarnação, de Deus que assumiu a natureza humana, do Soberano que assume a forma de servo (Fp 2.5-11).
Algo que prenunciava o futuro era outro uso da palavra “sinal”. Em Lucas 2.34, Simeão diz que Jesus seria um sinal de contradição, isto quer dizer que através Dele se decidiria a queda ou exaltação, salvação ou perdição de todos os homens. O menino deitado na manjedoura e visitado pelos pastores sinalizava que estava sendo rejeitado pelo mundo, mas seria crido por aqueles a quem Deus graciosamente O revelou (Mt 11.25,26).
O nascimento de Jesus não foi valorizado pelas pessoas influentes da época. Podemos dizer que foi desprezado, pois ocorreu num estábulo, e foi deitado numa caixa de alimentar animais. Mas foi valorizado pelos céus. Deus enviou Seu anjo para notificar aos pastores que Seu Filho havia nascido. Na época os pastores de animais também não eram tão valorizados. De modo geral eram considerados não confiáveis e religiosamente impuros. Estavam fora da cidade, tomando conta de seus animais. Deus os visitou com Sua glória.
A primeira reação foi de medo. Mas a palavra que o anjo anunciou os tranqüilizou. São boas notícias, é o evangelho. A expressão “trazer boas novas”, que aparece em nossas versões, é o verbo “evangelizar”. Um de seus usos no mundo grego era para anunciar o nascimento de um novo rei. Isto era considerado uma boa notícia porque gerava expectativas de uma melhora nas condições de vida.
Aquele deitado numa manjedoura era o Rei do Universo, traria melhores condições de vida para toda eternidade! Essa era a notícia mais importante a ser dada, pois traria alegria para todo o povo de Deus. O tempo de Deus cumprir Sua promessa havia chegado. O Salvador dos pecados e da condenação eterna nasceu para nós. O Messias, aquele que foi escolhido, separado e ungido por Deus para trazer o Seu Reino chegou. Ninguém percebeu, mas acabava de ocorrer o nascimento mais importante já ocorrido neste mundo!
O fato de ter como berço um recipiente de barro, usado para alimentar animais, sinaliza que os valores deste mundo não são os valores de Deus. O mundo não está em sintonia com Deus. O mundo não aprecia o que é precioso para Deus. O mundo não enxerga o que realmente é importante. O homem é cego para notar o que é de valor determinante para sua vida.
Aquele sinal pressagiava a maneira como Jesus seria tratado no restante de Sua vida e até hoje. Rejeitado pela maioria, aceito apenas por alguns. Em que grupo você está? Para você, Jesus é um sinal de queda ou de exaltação? De salvação ou de perdição?

domingo, 20 de dezembro de 2009

PORQUE NÃO HAVIA LUGAR...


Um casal que aguarda a chegada de um bebê procura os melhores móveis (dentro de suas possibilidades) para aquele neném, especialmente no caso do primeiro filho. Só em situações de extremas necessidades é que eles improvisariam uma caixa como berço. Mas foi isso que aconteceu no nascimento do bebê mais importante, e mais esperado da história do mundo. Quando o Senhor Jesus nasceu ele foi colocado numa manjedoura.

Esta história nos é contada no Evangelho de Lucas capítulo 2 versos de 1-7. O texto bíblico nos informa que Deus usa a situação política e um decreto de um rei pagão para cumprir Sua Palavra. José, um camponês galileu, com a virgem Maria viajam 130 quilômetros (de Nazaré até Belém), obedecendo a um decreto do imperador romano. Sem saber, tanto ele como o imperador estavam cooperando para que a promessa de Deus se cumprisse: o Messias nasceria em Belém da Judéia (conforme a profecia de Miquéias 5.2, feita 700 anos antes).

A mão invisível, mas sempre presente, de Deus guiava a história, fazendo com que todas as coisas cooperassem para o Seu Plano. Por trás do decreto de César Augusto estava o decreto do Rei do Universo. Mas o Rei do Universo, o Todo-Poderoso, tendo tudo a Seu dispor, decide preparar um berço muito humilde para Seu Filho. Como a pequena cidade de Belém estava com a hospedaria lotada, José e Maria tiveram que se alojar na parte reservada aos animais (seria como um estacionamento hoje). O Senhor Jesus é enrolado em tiras de pano por sua mãe, para firmar seus braços e pernas. Depois ela o coloca numa manjedoura, que seria um cocho, uma espécie de caixa de madeira que servia para colocar alimento para o gado, este foi o berço de Jesus.

O grande milagre do universo, Deus tornando-se homem, ocorre de modo quieto, num estábulo, numa cidade obscura da Judéia, sem as luzes de um holofote, sem o aplauso dos poderosos deste mundo. Apenas humildes pastores celebraram aquele nascimento. Deus usa as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes (1 Coríntios 1.27). Isto só demonstra quanto este mundo está fora de sintonia com Deus. Pois, se não houve uma grande comemoração na terra, houve uma festa nos céus. Pois os anjos anunciaram com grande alegria o nascimento de Jesus (Lucas 2.13,14).

Esta chegada de Jesus ao mundo retrata a maneira como Ele tem sido tratado na maioria das vezes, não há espaço para Ele nos melhores lugares. Mesmo em nossas vidas Jesus não ocupa o lugar que lhe é de direito: o primeiro lugar. Não há lugar para Jesus dentro de nossos corações. Ele fica fora batendo, querendo entrar. De fato, algumas vezes, com nossas atitudes damos lugar o Diabo (Ef 4.37), mas não a Jesus. Quantas vezes Jesus teve que dormir numa manjedoura porque nossos corações estavam cheio de outros amores e não sobrou espaço para Ele!

A recusa em dar lugar à vontade de Deus em nossas vidas gera conseqüências perigosas. Esaú não deu importância ao plano de Deus, e quando buscou herdar a promessa, não houve lugar para arrependimento (Hebreus 12.17), não havia mais possibilidade de mudar a situação. Satanás e seus anjos se revoltaram contra Deus, e foram expulsos do céu, pois não havia mais lugar para eles lá (Apocalipse 12.8). No dia do nascimento de Jesus não houve lugar para ele numa hospedaria, mas no dia em que Ele voltar para julgar o mundo serão os céus e a terra que não encontrarão lugar “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.” (Apocalipse 20.11). Antes que isso acontece é necessário ouvir e atender as palavras de Jesus, como ele mesmo diz em Apocalipse 3.20 “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Porque, para aqueles que O seguem, Jesus foi preparar lugar nos céus: Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. (João 14.2).

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

NOSSO HOLOCAUSTO


“Virou fumaça!” o uso desta expressão pode significar: não serviu de nada, acabou-se e não tem nenhuma utilidade! Uma das ofertas que o povo de Israel fazia para Deus no Antigo Testamento virava fumaça. Para um não devoto, pegar um animal e entregá-lo para ser totalmente queimado, sem aproveitar para si nenhuma parte, significava algo totalmente sem utilidade. Mas esta oferta expressava a devoção do crente a Deus.
O altar de holocausto era primeiro móvel visto pelo adorador quando entrava no pátio do tabernáculo. Também conhecido como altar de bronze, por ser feito de madeira e coberto de bronze. Era quadrado, tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de largura e um metro e trinta e cinco centímetros de altura (Ex 27.1-8; 3.1-7). Era neste altar que os sacrifícios, também chamados de ofertas, eram realizados.
Uma destas ofertas tinha o mesmo nome do altar “holocausto”. Esta palavra em nossa língua vem de um termo grego que significa “todo-queimado”. O que é um nome bem adequado, pois este oferecimento era totalmente queimado no altar de bronze. O termo hebraico que designa esta oferta tem sua origem no verbo “subir”, pois o sacrifício, sendo queimado, virava fumaça que subia, transmitindo a idéia de que o Senhor a recebia como símbolo do louvor do adorador.
No livro de Levítico lemos as regras para se oferecer um holocausto (1; 6.8-12; 8.18-21; 16.24). O animal oferecido tinha que ser sem defeito. Poderia ser um novilho, carneiro, ou uma ave. O ofertante identificava-se com a oferta pela imposição das mãos. O animal era morto, seu sangue derramado nos lados do altar, cortado em pedaços, algumas das partes eram lavadas, então tudo era arrumado em cima do altar e totalmente consumido pelas chamas do altar (menos a pele, e as partes que não ficavam limpas com a lavagem).
O holocausto era um ato voluntário de adoração que simbolizava dedicação e devoção. Nele o adorador expressava sua homenagem e tributo ao Senhor, indicando sua entrega total a Deus. Era um ato de louvor, pois a soberania de Deus sobre a vida e a total dependência do crente eram reconhecidas e declaradas. As motivações para se ofertar um holocausto poderiam ser: (1) expiação, quando o adorador reconhecia seu pecado e a necessidade de uma morte para que fosse perdoado (Jó 1.5; 42.8; 2 Sm 24.25); gratidão, pois o ofertante reconhecia que sua vida e as bênçãos que a acompanhava eram dádivas de Deus (Gn 8.20ss; 1 Sm 6.14); (3) petição, quando o holocausto acompanhava a oração, especialmente em momentos de aflição, expressando a idéia de que, da mesma forma como aquela fumaça subia, que a oração do pedinte também subisse até Deus (Jz 21.4; 1 Sm 7.9,10; Lc 18.9-14); (4) devoção, onde o crente admitia que Deus era merecedor da totalidade de sua vida, de seu amor, e de tudo que tivesse, o maior exemplo neste caso é o de Abrãao oferecendo Isaque (Gn 22).
O holocausto não poderia ser encarado como um ritual que substituía a obediência, mas era resultado da obediência. Quando não acompanhados de uma atitude de submissão à vontade de Deus ele não tinha valor nenhum (1 Sm 15.22; Jr 6.20). Quando misturados com a desobediência a fumaça do holocausto não era um aroma agradável a Deus, porque Ele não tolerava que a desobediência aos seus mandamentos fosse mascarada com ofertas ritualistas (presença nos cultos, ofertas financeiras, etc.) como se o adorador estivesse tentando suborná-Lo.
Mas, pensar que só a obediência no coração sem nenhuma manifestação externa de devoção fosse suficiente é engano. Algumas pessoas se desculpam da falta de um oferecimento externo a Deus (presença nos cultos, contribuições financeiras, tempo para trabalhar para Deus) dizendo que o coração é o que importa para Deus. De fato, Deus está interessado no coração, mas quando nosso coração está interessado em Deus, haverá manifestações externas desse amor (Sl 51.17,19; Is 56.7; Mq 6.6-8).
Hoje, uma das ofertas que devemos fazer a Deus é o nosso corpo (Rm 12.1). A idéia é que, diante de tudo que Deus fez para nos salvar, devemos manifestar nossa gratidão apresentando nossa vida em obediência a Ele. Permitir que nosso corpo seja usado como instrumento tocado por Deus para produzir os sons da justiça neste mundo (Rm 6.13,19), que através deste corpo Deus seja glorificado (Fp 1.20,21), é um sacrifício é vivo (em contraste com os animais do AT que eram mortos), santo (dedicado a Deus) e agradável (Deus se alegra com este oferecimento). É também a maneira de cultuarmos a Deus de modo autêntico, verdadeiro. Fazer da nossa vida um presente a Deus é a essência do culto. Tomar cada um de nossos dias, de nossos afazeres diários, e ofertar a Deus é viver como adorador.
Deixar-se consumir no altar de Deus, ofertando nossos bens, energia e tempo, é expressar que nosso coração é devoto a Ele. Pode até parecer que nossa está se desfazendo em fumaça, mas é uma fumaça que sobe para Deus e trará resultados eternos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DESDE A INFÂNCIA


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!

Estes versos da Poesia “Meus 8 anos” de Casimiro de Abreu, refletem as lembranças que algumas pessoas têm dos tempos de sua infância. Anos saudosos, mesmo considerando a tendência que temos de idealizar nosso passado. Tempo de poucas e rasas responsabilidades, e de ingenuidade quanto aos problemas da vida. Tempo de crenças fáceis, e interesses ligeiros. Tempo de fáceis otimismos e grandes expectativas. Tempo de perdão rápido, e decepções fugazes. Tempo no qual um abraço e uma palavra são suficientes para expulsar o medo, e uma noite de sono manda embora as preocupações. Tempo na sua maior parte ocupado em brincadeiras, jogos, corre-corre e muitos sorrisos. Tempo de sonhos bons e esperanças de que o futuro será melhor. A infância deixa marcas! Troféus na estante da alma, mais alegres que as medalhas conquistadas nas competições escolares.

Mas, outras pessoas carregam memórias pesadas e tristes de sua infância. Recordam-na como tempo de abandono, abusos, desamor, desinteresse, cobranças desequilibradas e pressões desmedidas. Tempo de lutas e trabalhos como de adultos. Tempos de desavenças no lar e insegurança quanto ao futuro. Tempo de perdas e danos. Tempos de medos sem abraços, e ansiedades sem alívio. Tempo de críticas desanimadoras, e elogios só esperados. A infância deixa marcas. Cicatrizes na alma, pior que as marcas da varíola ou catapora. Carregamos pela vida ou as marcas de decepções ou os marcos de conquistas, todos da nossa infância. Ou talvez uma mistura dos dois, como os quadrinhos do Charlie Brown, que misturam humor e tristeza.

A expressão “desde a infância” aparece duas vezes no Novo Testamento e ilustra que desde a infância podemos carregar o ruim e/ou o bom. A primeira vez é em Marcos 9.21. Jesus e três de seus discípulos descem do Monte da Transfiguração, e se deparam com um pai aflito, pois seu filho tinha um espírito mudo. Este espírito provocava convulsões no menino, enrijecendo seus músculos, fazendo-o espumar e ranger os dentes, e lançando-o ou no fogo ou na água para matá-lo. Jesus perguntou ao pai do menino: Desde quando acontece isso? E a resposta foi: Desde a infância. Este texto mostra que o mal pode, desde cedo, deixar marcas nas pessoas. Desde a infância (o termo pode designar um período de 7 a 14 anos) que o demônio havia feito um ninho na vida daquele menino.

A Bíblia nos mostra que a vida das crianças não são territórios neutros, onde o mal não ataca (esta não foi a única vez que Jesus expulsou demônio de crianças, Marcos 7.24-30). Também não ensina que as crianças são seres inocentes e sem pecado. Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” (Salmos 58:3). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.”(Provérbios 22.15). Satanás pode dominar as pessoas desde a infância, por isso ele quer se apossar de nossas crianças. O mal rodeia nossos filhos, eles também são tentados. Devemos estar alertas a esta terrível verdade.

Mas a Bíblia também nos mostra a solução quando o mal domina nossos filhos: é buscar com fé o socorro em Jesus. Foi isso o que aquele pai fez, e Deus concedeu a bênção do livramento de seu filho (Marcos 9.24-27). Se você ainda carrega as marcas da maldade de sua infância, vá até Jesus. Ele pode te libertar. A segunda aparição da expressão está em 2 Timóteo 3.15, e ilustra que podemos trazer boas marcas desde a infância. e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” são palavras que Paulo dirige a Timóteo, alertando-o quanto aos tempos difíceis que surgiriam com o aumento da maldade.

Ele deveria permanecer no que aprendeu, pois eram as letras sagradas, e estas tinham o poder de salvar sua vida. Ele tinha tomado conhecimento destas sagradas letras desde a infância (este termo inclui tanto crianças não nascidas, como recém-nascidos e os que eram amamentados). Este conhecimento permanecia com ele e tinha o poder de fazê-lo sábio para a salvação.

A melhor e mais importante ajuda que se pode dar a uma criança é compartilhar com ela a Palavra de Deus. Pais, governos, outras instituições, e até mesmo igrejas têm esquecido isso. Têm-se preocupado em dar muitas coisas importantes: educação para esta vida, saúde, alimentação, etc. Mas, o mais importante tem sido esquecido: dar-lhes o conhecimento para a salvação. Transmitir-lhes as sagradas letras. São estas palavras que podem livrar nossas crianças do domínio de Satanás. são estas palavras que podem mostrar para elas o caminho da salvação. São estas palavras que, misturadas com fé, podem levá-las para uma vida proveitosa aqui, e a felicidade eterna com Deus.

Como seu filho vai lembrar da infância? Com marcas do mal, ou com o conhecimento da salvação? O que está sendo transmitido para eles: as obras de Satanás, ou as Sagradas Letras? Daqui a alguns anos qual destes dois textos poderão ser aplicados ao seu filho? Desde a infância ele tem sido dominado pelo mal, ou desde a infância ele sabe as sagradas letras?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CERTEZAS PARA TEMPERAR NOSSAS TRISTEZAS


A função do tempero é realçar o sabor de um alimento. Mas, às vezes, ele também pode conferir um sabor diferenciado. Esta segunda função é de muita utilidade quando precisamos comer alimentos que não apreciamos. O tempero nos ajuda ao disfarçar o sabor original com outro mais aceitável ao nosso paladar. Podemos dizer que neste caso o tempero desempenha uma função terapêutica, pois nos ajuda a comer o que precisamos, mesmo quando não gostamos.

Precisamos de tempero também em nossas vidas. Para nos ajudar a conviver com fatos e notícias que de outra forma não suportaríamos, por serem semelhante a alimentos desagradáveis. Um destes fatos é a morte.

Neste sábado (21/11/2009), fomos abatidos com a notícia do falecimento de Evelyn Geraldine Olson Willson, mais conhecida como Dona Eveline. Ela nasceu em 06 de janeiro de 1918. No início da década de 40, ainda jovem e solteira, veio ser missionária em Juazeiro do Norte. Algo surpreendente, pois na época os daqui buscavam lugares considerados mais desenvolvidos para viverem. Aqui casou-se com outro jovem missionário: Tomé Willson (aparece na foto junto com ela), e tiveram cinco filhos: Débora, Natã, Marcos (que trabalha no Brasil como missionário e professor no SBC) , Felipe e Marta. Auxiliou na formação de igrejas e ensinando no Seminário Batista do Cariri até 1965, quando acompanhou seu marido de volta aos EUA, onde ele trabalhou como pastor até 1971.

Retornando ao Brasil, trabalharam no mesmo seminário até 1996, quando se aposentaram. Ela atuou como professora, secretária e tesoureira. Também ajudou nas Uniões Auxiliadoras Femininas do Estado (USAF). De 1981 até 1988 ajudaram na Igreja Batista do Novo Juazeiro, e de 1988 até 1996, na Igreja Batista Betel, ambas na cidade de Juazeiro do Norte.

Dona Eveline estava doente há alguns anos. Mas a morte sempre nos surpreende e entristece. Mesmo sabendo que ela ocorrerá mais cedo ou mais tarde, nunca nos acostumamos com ela. Ainda bem que nossa tristeza é bem temperada com certezas.

A certeza de que há Alguém que mantém a morte sob Seu poder. A morte não escapa ao controle de Deus. Toda nossa vida está nas mãos de Deus. Como o Senhor Jesus ensinou, um pardal não cai sem o consentimento de Deus, e até os fios de cabelo de nossas cabeças estão contados (Mateus 10.29,30). Sendo assim, a morte de dona Eveline ocorreu no dia e da forma planejados por Deus.

A certeza de que os planos de Deus são sábios e amorosos. Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem de Seus filhos e para Sua Glória, que são propósitos que se complementam. Sendo assim, a morte de dona Eveline está glorificando a Deus e sendo melhor para ela e para os seus que ficam (Rm 8.28; Fp 1.20).

A certeza da salvação. Dona Eveline testemunhou confiar em Jesus como seu único e suficiente Salvador. Reconhecendo que era pecadora, como todos nós. Também acreditou na mensagem da Bíblia de que, a morte de Cristo na cruz é suficiente para expiar o pecado de todo pecador que se aproxima de Deus com arrependimento (Rm 10.9). Por isso acreditamos que ela morreu salva por Cristo.

A certeza da imediata presença de Deus. Para aqueles que falecem seguindo a Cristo existe a promessa de entrar imediatamente na presença de Deus (Lc 16.22ª;23.43; At 7.55,56,59; Fp 1.21,23). Por causa disso acreditamos que dona Eveline se encontra num estado sem comparação em termos de alegria, que é a presença de Jesus Cristo.

A certeza da ressurreição e de que morte não é o fim. Jesus prometeu aos que crêem Nele que não morreriam para sempre (Jo 25,26). A ressurreição é uma promessa garantida pela própria ressurreição do Senhor Jesus (1 Ts 4.14-16). Esperamos o dia quando dona Eveline, e todos os seguidores de Cristo, com corpos transformados, serão ressuscitados para uma vida gloriosa com o Senhor (1 Co 15.52).

A certeza da recompensa pelo trabalho realizado. Dona Eveline dedicou a maior parte de sua vida para servir a Deus servindo aos outros. Além de cuidar de seus cinco filhos, cuidou dos filhos de muitos outros que vieram estudar no SBC (inclusive eu). Ensinou a Palavra a muitos, orou por muitos, contou muitas histórias bíblicas para crianças, aconselhou, visitou, discipulou, etc. Com certeza ele não tomou conhecimento do resultado pleno deste trabalho, também nem sempre recebeu aqui na terra a recompensa merecida. Mas, ela não desanimou, e um dia ela verá o resultado pleno e final de seu esforço, e receberá do Senhor a recompensa eterna (1 Co 15. 58).

A certeza de que a vida dela continuará falando, mesmo depois de morta. O que ensinou, o exemplo que foi, as pessoas que impactou e influenciou, continuarão demonstrando os frutos da vida de dona Eveline. Ela continua a falar através de nós.

Os que estão seguindo a Cristo podem temperar suas saudades e lágrimas, com orações pelo esposo e filhos, a gratidão de Deus nos ter permitido desfrutar de Sua graça através da vida desta serva, e também estas certezas e a esperança de um: até breve dona Eveline!

sábado, 21 de novembro de 2009

A onipotência de Deus


Diante de algo que admiramos pela grandeza, beleza, ou poder, podemos perguntar: como desfrutar disto?Que proveito eu posso tirar?

Deus é Todo-Poderoso, e podemos desfrutar de sua onipotência. Você poderá baixar e ouvir dois estudos que nos mostram que o Poder de Deus pode nos socorrer em nossas aflições, e nos manter firmes quando estamos com dúvidas. Os estudos têm por título: A Onipotência de Deus 01, e A Onipotência de Deus 02. Acesse o link abaixo e baixe os estudos

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html

sábado, 14 de novembro de 2009

O SENHOR RUGIRÁ


Ele é o Leão da Tribo de Judá, Jesus quebrou nossas cadeias e nos libertou...Esta é uma frase de um animado cântico que entoamos em celebração ao fato que fomos libertos por Jesus Cristo. Como Apocalipse 5.5 diz, Jesus é o Leão descendente de Davi, que venceu e trouxe a salvação e a revelação de Deus.

Uma das atividades dos leões é rugir. Um dicionário bíblico define rugir como o urro cavernoso, barulhento e estrondoso dos leões. É o som do leão que pula sobre a vítima, já resolvido a atacar, buscando paralisa-la de terror. É um rugido que pode ser ouvido a quilômetros de distância. Quando um leão ruge ele quer amedrontar os inimigos e marcar o seu domínio. Diante do rugido do leão a reação natural era de medo (Amós 3.8). Sansão teve a experiência de enfrentar um leão que veio rugindo para atacá-lo (Juízes 14.5). “Rugir” é uma palavra selvagem, perversa, terá ela alguma relação com a natureza divina? Deus pode agir assim? O profeta Amós responde que sim.

Amós era um comerciante de rebanhos vivendo na pequena cidade de Tecoa, que ficava na região alta do reino de Judá, reino do Sul. Sua vida era de comprar ovelhas, cabras e vacas, para a engorda, e então vendê-las. Na época da colheita de sicômoros (figos silvestres) ele descia para a planície de Judá para colhe-los, provavelmente para usar como alimento para o rebanho. Não havia sido treinado para ser profeta. Mas um dia Deus o chamou para profetizar no reino do norte, mais conhecido como reino de Israel. Ele inicia sua mensagem dizendo de modo enfático: O SENHOR rugirá de Sião. Este será o tom do livro de Amós: o juízo de Deus.

Quando Amós pronunciou estas palavras é provável que o povo lembrou de um outro profeta que anos antes dissera as mesmas coisas (Joel 3.16). Na profecia de Joel, o Senhor rugiria contra os inimigos do Seu povo, e seria um refúgio para o Seu povo. O rugido de Deus traria salvação. Mas no caso de Amós o rugido traria o juízo de Deus sobre o Seu próprio povo. Juízo tão duro que até as regiões mais férteis ficariam secas. O que ocasionou a mudança? O que fez com que o Leão que rugia contra os inimigos virar-se e rugir contra o Seu próprio povo?

O povo de Israel havia sido abençoado de modo especial. Deus redimira este povo da escravidão, dera-lhe uma terra que manava leite e mel, uma lei justa e sábia, reis escolhidos por Ele, profetas para anunciar Sua palavra, e nazireus para expressar Sua santidade. Na época do profeta Amós, este povo desfrutava de uma prosperidade que só havia acontecido na época dos reis Davi e Salomão. Havia progresso e riqueza por toda parte. As fronteiras do país foram ampliadas. Esta prosperidade fora anunciada por Deus através de um outro profeta que vivera antes de Amós, o profeta Jonas (2 Reis 14.23-29). E agora o SENHOR estava rugindo pronto para atacar o Seu povo. Por quê?

Apesar das bênçãos o povo teimava em deixar os mandamentos de Deus e seguir os costumes dos povos ao redor deles. Havia perversão da justiça, desvalorização do ser humano, cobiça desenfreada, opressão, imoralidade, profanação do nome de Deus e muita religiosidade sem obediência. Diante disto, o Pastor de Israel se transforma em Leão que se volta contra o Seu povo para puni-lo pela desobediência.

A mesma mensagem foi confirmada por outros profetas que vieram depois de Amós. Oséias diz que Deus será um Leão contra seu povo (Os. 5.14; 13.7), mas este Leão ainda poderia rugir contra os inimigos libertando o povo, se houvesse arrependimento (Os 11.10). Sem arrependimento, Jeremias anuncia que o SENHOR rugirá poderosamente (30.19). Apocalipse mostra que o Leão da Tribo de Judá, que liberta Seu povo, também envia seu anjo poderoso bradando como rugido de leão, enviando o juízo de Deus (Ap 5.5; 10.1-3).

Deus rugirá como leão, e o Seu rugido, poderá ser de juízo ou de salvação. O que será para você o rugido de Deus?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

IGREJA:COLUNA E BALUARTE DA VERDADE


Na cidade de Éfeso ficava uma das sete maravilhas do mundo: o templo da deusa Diana, também conhecida como Ártemis. Era uma grande construção (cerca de 110 metros por 55 metros ), tinha 127 colunas de mármore, cada uma com cerca de 20 metros de altura. Creio que este templo causava um grande impacto nos visitantes da cidade, deveria ser de uma beleza extraordinária.
Quando Paulo escreveu sua primeira carta a Timóteo (que estava em Éfeso), o templo podia ser visto em toda sua beleza. Mas Paulo falou de um outro templo, a Igreja de Cristo, e a chamou de Coluna e Baluarte da verdade. As colunas de mármore do templo de Diana foram destruídas, hoje apenas uma solitária coluna se mantém. Mas o Templo de Deus, que é Coluna e Baluarte da Verdade, permanece e permanecerá.
Dê um clique no link a seguir e escute a mensagem IGREJA, COLUNA E BALUARTE DA VERDADE.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CULTO, UMA OPORTUNIDADE DE COMUNHÃO


No Salmo 122 o peregrino celebra a oportunidade de cultuar a Deus em Jerusalém, o centro do culto do crente na Antiga Aliança. Sua alegria começou no momento em que foi convidado para ir à Casa do Senhor, o templo que estava em Sião. Aquela alegria que inicialmente o atraiu é lembrada agora, depois que chegou, e faz com que ele esqueça os perigos, desconfortos e cansaço da viagem. Estava diante da recompensa, e dizia: valeu a pena!

Isto porque seus pés estavam agora firmes dentro dos muros da cidade que Deus havia escolhido como símbolo da Sua morada. O valor da cidade estava naquilo que ela significava, na função que Deus LHE designara. É isso que o peregrino canta na segunda parte do salmo.

A cidade foi edificada para ser um centro de comunhão. Esta idéia aparece no verso três, e tem sido traduzida como “compacta” ou “bem sólida”. Na língua original dois termos são usados. Um expressa a idéia de “ajuntado”, “reunido”, “em comunhão”, o outro de “estar unido”. A versão grega traduziu com um termo que indica sociedade, companheirismo, participação compartilhada. Jerusalém foi construída para ser um local de unidade e comunhão do povo de Deus, era o centro onde a comunidade se reunia e manifestava sua unidade. Esta união não quer dizer uniformidade, pois eram doze tribos que subiam. Havia uma diversidade. Cada tribo era uma tribo distinta. O que as unia era o fato de serem do SENHOR (verso 4).

Um dia Deus vai restaurar a Jerusalém terrestre como local de adoração e comunhão de Seu povo (Is 2.3). Mas, hoje nossa comunhão se manifesta na Igreja, o templo que Deus está construindo na atual dispensação (Ef 2.19-22; 4.16). É na reunião com outros irmãos que celebramos a nova aliança (1 Co 11.25,33), que cultuamos nosso Deus com alegria (Ef 5.19; Cl 3.16).

Este culto deve ser momento de comunhão, não apenas com Deus, mas também uns com os outros. Na Igreja, pessoas diferentes foram unidas num corpo (1 Co 12.13). Apesar das diferenças elas têm muito em comum (Ef 4.4-6). Só que esta unidade demanda esforço, ela não ocorre automaticamente (Ef 4.3). A alegria é completada através da unidade (Fp 2.1-4).

A igreja primitiva manifestava esta unidade. Perseveravam juntos, conheciam as necessidades uns dos outros, ajudavam-se mutuamente, compartilhavam refeições, e participavam de momentos alegres em união (At 2.42, 44,46).

Em muitas igrejas isto não ocorre. As pessoas chegam para o culto já em cima da hora, ou até atrasados, participam dos cânticos, escutam a mensagem, doam suas ofertas, e saem correndo para casa, para suas atividades individuais. Não há interesse em conhecer os outros adoradores, desejo de saber de suas alegrias e tristezas, de compartilhar de suas necessidades, de se prontificar para ajudar os que precisam.

Algumas vezes a idéia demonstrada é mais de pessoas que vão a um mesmo cinema assistir o mesmo filme, no mesmo horário, do que de adoradores que vão manter comunhão com Deus e uns com os outros. Não podemos falar de nossas igrejas como um grupo compacto, sólido e unido.

Da mesma maneira que Israel testemunha ter um só Deus através da adoração num só lugar, nós testemunhamos que Deus enviou Jesus através da unidade (Jo 17.21), testificamos que somos seguidores de Jesus através do amor uns para com os outros (Jo 13.35), manifestamos que passamos da morte para a vida ao amar os irmãos (1 Jo 3.14).

Note quantos mandamentos no Novo Testamento são acompanhados da expressão uns aos outros, e conclua que o cristianismo é coletivo, comunitário, e não uma espiritualidade individualista. Quando for ao culto procure adorar também através da comunhão. Assim, o ir a casa do SENHOR será motivo de alegria para você e para Deus. Pois, Hebreus 13.16 diz Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação (comunhão) ; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fazer Missões é participar da construção do projeto de Deus

Deus tem um projeto: manter comunhão com Seu povo. Isto é visto em vários momentos da história da redenção. No princípio Ele criou o homem e o colocou no Jardim do Edem onde o visitava (Gn 2.15; 3.8). Mas a desobediência do homem impediu que esta comunhão continuasse sem barreiras.

Mesmo assim Deus quer abençoar o homem com a Sua presença. Por isso deu início ao projeto da redenção. Este projeto será consumado quando o próprio Deus descer para habitar com os homens (Ap 21.3). Neste projeto Deus atua por fases (dispensações), em cada uma delas é concedido ao homem o privilégio de participar. Um exemplo disso ocorreu quando Deus ordenou a construção do tabernáculo (Ex 25-31; 35-40).

O nome “tabernáculo” vem do verbo “habitar”, na língua original do Antigo Testamento. Ele seria um santuário, isto é, um lugar colocado à parte, ou consagrado como símbolo da morada de Deus entre o povo, o palácio do Rei no meio dos seus súditos (Ex 25.8; 29.45). Deus não precisava de um lugar que simbolizasse sua morada (1 Reis 8.27) , mas o povo precisava ser constantemente lembrado de que Deus estava no meio deles, e que por isso deviam ser santos. Com o tabernáculo Deus estava cumprindo a promessa de tomar Israel como Seu povo, e ser o Deus de Israel (Ex 6.7).

O que é necessário para o homem participar do projeto de Deus? Em primeiro lugar: disposição para obedecer. O tabernáculo deveria ser feito conforme o modelo, a planta que Deus mostrara a Moisés (Êxodo 25.9, 40; 26.30; 27.8). Deus deixa isto bem claro. As instruções e os detalhes da construção formam a maior porção da segunda parte do livro do Êxodo (quando acampados no Sinai), mostrando que tudo deveria ser feito conforme as normas estabelecidas por Deus. A repetição da expressão “conforme o Senhor ordenou” também enfatiza esta verdade (Ex 35.4,10; 36.1; 39.1,5,7,21,26,29,31,32,42,43; 40.16,19,21,23,25,27,29,32-33).

Uma segunda atitude para cooperar com a obra de Deus é disposição para contribuir. Esta contribuição é feita com nossos recursos e nossos talentos. Deus deu ao povo de Israel o privilégio de doar os materiais para a construção do tabernáculo (Ex 25.1-7; 35.4-29). Esta doação era para ser de boa vontade, isto é, movida pelo coração, de modo generoso, livre e espontâneo. Esta é outra ênfase do texto (Ex 25.1; 35.5,21,22,29). Esta doação nada mais era do que a devolução do que Deus já havia doado ao Seu povo. Pois estes materiais estavam na posse de Israel porque Deus movera o coração dos egípcios para lhes darem (Ex 12.35,36). Um dia aquela oportunidade cessou (Ex 36.2-7), e os que não haviam doado, não puderam mais participar. Puderam ver a glória de Deus se manifestando na inauguração do tabernáculo, mas não tiveram a alegria de perceberam sua participação naquela obra.

A doação também foi de acordo com a possibilidade (Ex 35.23,24,27), as pessoas doaram o que tinham. Este é outro princípio para a contribuição no Reino de Deus, de acordo com aquilo que alguém tem (2 Co 8.12). O que importa é a boa disposição, que motiva a verdadeira generosidade, independentemente de quão pequena seja a soma disponível. É por isso que creio ser o dízimo uma das formas mais justas de contribuição, pois não há dízimo maior ou menor. Diante de Deus o dízimo de quem ganha cem mil é igual ao de quem ganha mil, pois é a décima parte para ambos. Quem alega não poder dar o dízimo porque ganha pouco, de fato manifesta que é pobre não de recursos, mas de boa vontade.

Outra maneira de contribuir com a obra de Deus é o uso dos nossos talentos, de nossas habilidades (Ex 28.3; 31.3-5; 35.10,25,26, 30-35; 36.1,8; 38.22). O Espírito de Deus havia capacitado pessoas para realizarem aquela construção e toda a arte que estava incluída. Além disso havia habilitado para ensinarem outros a fazerem a obra. O uso dos talentos também era a devolução e desenvolvimento daquilo que o próprio Deus já havia providenciado (Ex 31.1-6). Por isso não havia motivo para orgulho e soberba (1 Cor 4.7).

Nós também estamos participando da edificação de um tabernáculo, um templo: a Igreja de Cristo, o povo de Deus. Ela é o Corpo de Cristo, o modo como Deus habita com os homens hoje. Cooperar com esta obra exige obediência. É preciso fazer tudo seguindo as instruções de Deus, Ele é o Dono da obra, e o que fazemos é para agradar a Ele, e não a nós mesmos. Ele nos deu um manual, a Bíblia, que nos mostra como devemos proceder nesse templo que Ele está construindo, a Sua Igreja (1 Tm 3.14,15). Precisamos confiar nas instruções de Deus.

Também exige a doação de nossos recursos com alegria e de acordo com nossas possibilidades. Contribuir com recursos para a obra de Deus é uma questão de coração, de boa vontade, de valorizar aquilo que Deus valoriza, não de necessidade ou tristeza (2 Co 9.7). É um sinal de que foi alcançado pela graça, de que o coração foi movido por Deus, é não é mais um coração endurecido. Os que não contribuem com seus bens não tiveram o coração movido por Deus, e por isso ele ainda está endurecido para valorizar a obra de Deus, sinal de que a graça não lhes alcançou.

É interessante que, quando não usamos nossos recursos e talentos para Deus, vamos usar com coisas que nos afastam de Deus. O povo de Israel também nos mostra isso. Antes havia usado o ouro que Deus lhes dera para fazer um bezerro (Ex 32.2-4), e acreditaram que aquilo era o deus deles. Ainda hoje, as pessoas que são mesquinhas em contribuir com a obra de Deus, acabam desperdiçando seus bens e talentos em atividades que nãos lhes trará a alegria de ver a glória de Deus.

Creio que a maior alegria para os que contribuíram com dons e talentos foi ver a glória de Deus entrando no tabernáculo no dia da inauguração (Ex 40.34,35). Que inauguração fantástica! Hoje nós não vemos a glória que um dia será revelada através da Igreja. Atualmente ela está em construção. Mas um dia ela estará perfeita diante de Deus (Ef 5.25-27). Mas o exemplo do povo de Israel permanece para nós: desejo de obedecer+desejo de contribuir com recursos e talentos= um serviço que manifesta a glória de Deus. Isto é fazer missões.

domingo, 25 de outubro de 2009

Enfrentando o desafio de criar fihos em tempos de crise


Os dois últimos artigos sobre criar filhos em tempos de crise foram transformados numa mensagem de 15 minutos para um programa de rádio. Caso você queira ouvir clique no linkhttp://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html

sábado, 17 de outubro de 2009

O DESAFIO DE CRIAR FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS!

Segunda Parte
Criar filhos em tempos difíceis é um grande desafio, mas também uma grande oportunidade. Os pais de Moisés demonstram isto Êxodo 2.1-10; Atos 7.18-22; Hebreus 11.23. Eles nos ensinam que é preciso fé e visão. Coragem é outra característica daqueles pais. A ordem do rei não os amedrontou.
Por já terem dois filhos, até poderiam usar a desculpa de que já havia cumprido sua parte na propagação da raça que já haviam dado a sua contribuição para o crescimento da nação. Seu nome para o futuro já estava garantido. Por que correr riscos por esse bebê? O Faraó os maltratou, quis colocar o medo no coração daqueles pais para que abandonassem desistissem de criar seus filhos. Os pais de Moisés resistiram com uma fé corajosa. É preciso coragem para enfrentar os perigos e as ameaças do mundo, e assumir o cuidado dos filhos. Os ataques da incompreensão de vizinhos, professores, colegas, e até dos próprios filhos; as ameaças de falsas amizades, os perigos da liberdade sem os limites da disciplina. A fé em Deus não se amedronta e com coragem faz o que é preciso para criar os filhos de modo que agrada a Deus. Visão sem coragem é sonho frustrado. Visão sem ação é apenas boa intenção.
Era uma fé sábia, que não se deixou enganar, mas que percebeu as prioridades de Deus naquele momento. O Faraó usava de astúcia, isto é, artimanhas, esperteza, falsos argumentos, que pareciam ser bem elaborados (At 7.19). Seu objetivo era que os pais abandonassem os filhos, e assim estes não sobrevivessem. Também hoje o mundo usa de astúcia, deseja que os pais abandonem os filhos.
Quantos pais são enganados pelos argumentos falsos do mundo e se descuidam dos filhos! Por pensar que os bens materiais é a verdadeira qualidade de vida, mães abandonam a missão de criar os filhos para aumentar a renda da família! Por acreditar que a escola ou mesmo a igreja são capazes de dar toda a instrução necessária, pais tem se despreocupado com o ensino de virtudes morais para seus filhos. Por considerar que o tempo vai cuidar de tudo, eles não se importam em disciplinar para que os filhos cresçam diligentes. Por crer que dizer "não" pode frustrar a criança, eles permitem que a criança cresça cheia de vontades e manhas, e não aprenda a lidar com as contrariedades. Por valorizar mais a aparência física, mães deixam os filhos aos cuidados de outros e vão para cuidar de sua própria beleza e amizades! É preciso sabedoria para perceber o que é mais importante, o que é de maior valor, e investir nisso, sem se deixar enganar pela astúcia do mundo.
Nossa fé deve ser criativa. A mãe de Moisés revela isto. Ela busca soluções para driblar a fúria do Faraó. Faz um cesto de juncos, uma espécie de miniatura dos barcos de papiro que navegavam no Nilo. Coloca seu filho nele, e põe a outra filha para vigiar. Ela deixa seu filho, mas não para morrer. Parece incrível, mas ninguém mais teve aquela idéia! Precisamos ousar criar soluções de acordo com o ensino bíblico para salvar nossos filhos das ameaças do mundo. É preciso criatividade para driblar a astúcia do mundo. Muitas vezes temos a visão e a coragem, mas somos negligentes em pensar em soluções criativas. Temos preguiça de pensar e fazer as coisas de forma diferente da maioria. Achamos mais cômodo seguir a maioria, fazer como todo mundo faz. A fé em Deus será criativa em buscar soluções para salvar os filhos da influência do mundo.
A fé deve estar disposta a sacrifícios. A mãe de Moisés se dispõe a amamentar o filho até certo tempo, e depois deixá-lo ir com a princesa (Ex 2.9,10). O que isto demonstra? Uma disposição para o sacrifício, trabalhar para Deus, sem a perspectiva de ver os resultados do trabalho ainda nesta vida. É provável que os pais de Moisés não viram a grande obra que seu filho realizou. Mas indicaram que tinham confiança em Deus para cuidar de seu filho, quando ele estivesse longe dela. É preciso fé para fazer sua parte e confiar que Deus cuidaria do restante. Também disposição para deixar seu filho cumprir o plano de Deus, mesmo que ela não possa acompanhar todos os passos dele. Aquela mãe não criou o filho para si, mas para Deus. Quantos pais não demonstram esta disposição e confiança de deixar seus filhos nas mãos de Deus para cumprir a obra que Deus tem para eles! Mas agarram seus filhos a si, como se fossem sempre deles. Criam os filhos de maneira que estes não ousam obedecer a Deus, não criam nos filhos a fé que se dispõe a fazer o que Deus quer. Pais que comportam-se como pais apenas quando é conveniente, mas não estão dispostas a enfrentar desafios, a fazer sacrifícios.
Foi um desafio para Anrão e Joquebede criarem filhos naqueles tempos difíceis, mas também uma grande oportunidade. Ao agir com este tipo de fé eles legaram ao mundo três filhos influentes: Miriam, que se tornou profetisa (Ex 15.20); Arão, o primeiro sumo sacerdote do povo de Israel; e Moisés, o libertador e legislador daquele povo.
A fé que os pais de Moisés tiveram vai se revelar no filho. Ele também mostra conhecimento de valores maiores do que a riqueza do Egito (Hb 11.26), disposição para se sacrificar em prol do Reino de Deus (Hb 11.24,25), coragem para não temer o Faraó, e visão do invisível (Hb 11.27). Criaram um herói da fé, formaram um dos maiores homens da história da humanidade. Que o exemplo deles inspire os pais de hoje a terem uma fé, visão, coragem e criatividade para criar filhos de acordo com a vontade de Deus, e a não jogá-los nos rios do mundo.

sábado, 10 de outubro de 2009

O QUE É PRECISO PARA CRIAR FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS?



1ª Parte
Criar os filhos é uma tarefa que exige muito. Criá-los numa época de opressão e ameaças é um desafio ainda maior. O que é preciso para ter sucesso nesta tarefa quando os poderes espirituais e humanos se unem para destruir nossos filhos? Há um caso na Bíblia que nos mostra a possibilidade e a maneira de criar grandes homens em época de profundas aflições. Esta história nos é contada em três textos: Êxodo 2.1-10; Atos 7.18-22; Hebreus 11.23.
O povo de Israel estava no Egito. Os tempos de bonança e privilégios haviam passado, agora novos tempos aparecem, e estes são de aflição e perigos. O medo domina o novo rei do Egito, e ele ordena o assassinato dos filhos dos hebreus (Ex 1.22). Formar uma família numa situação destas é um verdadeiro desafio. Mas a vida não para por causa dos perigos, e casar e gerar filhos faz parte da rotina da vida, independente das ameaças e problemas. Por isso um homem da tribo de Levi se casa e sua esposa concebe um menino. A ordem do cruel Faraó é que o menino seja jogado no rio Nilo, onde morreria afogado, e/ou devorado por crocodilos. O que fazer?
Nossos tempos são semelhantes. É verdade que não somos escravos no Egito, nem estamos debaixo de um rei intitulado “faraó”, nem próximos a um rio Nilo. Mas, há outros “faraós” que tentam destruir nossos filhos: as psicologias, pedagogias e leis que impedem os pais de exercerem controle e disciplina, quase que exigindo que desta maneira os joguem nos seguintes rios: o mundo com sua opressiva influência de ondas e modas; a TV com sua propaganda de valores anti bíblicos; a falsa amizade com seus convites por prazeres rápidos e mortais; a escravidão da indisciplina, com seus modos de relaxo e preguiça; o materialismo com suas promessas de enriquecimento rápido e ilícito; as violências do trânsito, dos traficantes, do assédio sexual com suas propostas de justiça própria; e a autonomia libertina, com idéias de independência. O que fazer?
O texto de Hebreus 11.23 nos diz que é preciso para enfrentar os faraós e rios do mundo. Esta fé se manifesta em visão, coragem, criatividade, e disposição para o sacrifício. Os pais de Moisés viram que o menino era bom. O verbo “ver” na língua hebraica incluía os sentidos de “considerar”, “perceber”, “entender”, entre outros (Dicionário Internacional de Teologia do AT, pg 1383). “Bom” indica algo bonito e de valor (a mesma expressão que relata o modo como Deus viu sua criação Gn 1.10).
Por isso a mãe de Moisés o guardou como se fosse um tesouro. Não era apenas mais um menino, mas um menino muito especial, uma riqueza, algo a ser cuidado e preservado. Ela viu o filho com os olhos de Deus. Aquele recém-nascido, odiado pelo Faraó, era amado por Deus, era belo aos olhos de Deus (Atos 7.20). Ela não pensou nos problemas que criar aquele filho exigiria, mas nas possibilidades que aquele menino trazia em si, no potencial que estava ali, no que ele poderia ser. Ela viu o que Deus poderia fazer através daquela vida. Ela já tinha pelo menos dois filhos: uma menina (Miriam) e um menino (Arão). Por que manter aquele recém-nascido? Porque ele não era apenas mais um menino, era uma pessoa com um grande futuro pela frente.
Pais precisam ver os filhos com os olhos de Deus, ver além das circunstâncias. Necessitam olhar além das dificuldades do momento. Devem pensar no futuro, nas realizações que os filhos potencializam. Quantas mulheres abortam seus filhos por levar em conta apenas os obstáculos que eles serão, os prejuízos que trarão, as dificuldades que enfrentarão para criá-los. Quantos abdicam de cuidar filhos por buscarem uma vida mais cômoda, sem problemas. Vêem nos filhos apenas mais bocas para alimentar, mais trabalho a realizar. Não pensam neles como mais cabeças para pensar, mais dentes para sorrir, mais braços para realizar grandes obras, mais pernas para caminhar adiante de nós! A fé em Deus vê o que Deus pode fazer em e através de nossos filhos.
Pense no que seus filhos poderão ser nas mãos de Deus. Em tudo que Deus poderá fazer neles e através deles. E então note que vale a pensa gastar tempo com eles, esforçar-se por eles, investir neles, orar por eles, levá-los à igreja, etc. Veja seus filhos como tesouros doados por Deus, para você cuidar.

sábado, 3 de outubro de 2009

VALORIZANDO AS CRIANÇAS


No dia doze de outubro é comemorado o dia das crianças. Neste dia programas especialmente para crianças são realizados, pais e mães se esforçam para dar um presente para os filhos, etc. É válido ter um dia especialmente dedicado às crianças porque nos lembra nossos deveres para com elas, especialmente a importância de valorizá-las. Mas por que devemos dar valor às crianças?

Várias respostas a esta pergunta poderiam ser dadas. Por exemplo: educando as crianças agora, elas nos darão alegrias mais tarde; o futuro da igreja depende do modo como tratamos as crianças hoje; o que plantarmos na mente de uma criança, alimentará o restante de sua vida, etc. No entanto, creio que a mais importante para os seguidores de Cristo é: Jesus valoriza as crianças.

Para comprovar isto vou apresentar quatro declarações de Jesus. A primeira está em Marcos 9.36,37. Os discípulos discutiam quem era o mais importante entre eles, Jesus toma uma criança, coloca-a nos braços, e diz que receber uma criança como aquela era o mesmo que recebê-Lo. Jesus estava querendo mostrar que serviço e tratamento de honra não é algo que se dá apenas aos grandes, aos maiores, mas também aos pequenos. Jesus tratou com dignidade aquela criança, e disse que é assim devemos fazer. Servir os pequeninos é servir a Jesus. Tratá-los com honra é honrar a Jesus. Tanto no seu gesto, como nas suas palavras Jesus demonstrou que valoriza as crianças.

Outra está em Mateus 18.6, onde Jesus claramente afirma que é melhor amarrar uma grande pedra no pescoço e se atirar no meio do mar, do que fazer tropeçar (escandalizar) um dos pequeninos que crêem Nele. O termo traduzido como pequeninos , tanto pode se referir a pequenos fisicamente como a novos na fé. Uma criança é as duas coisas, tanto é pequeno fisicamente, como pequeno na fé. Escandalizar, ou fazer tropeçar, indica qualquer atitude que leve aquele pequeno a se desviar do caminho de Cristo. Jesus deixa claro a responsabilidade pelos pequenos. Fazê--los cair é também a nossa queda. Com esta séria advertência Jesus valorizou os pequenos que crêem Nele.

Ainda em Mateus 18, no verso 10, Jesus nos ordena a não desprezar os pequeninos. Desprezar inclui mão valorizar, tratar com desinteresse, não fazer caso. A razão dada por Jesus para esta ordem é que Deus está cuidando deles, olhando para eles. Já que Deus mostra interesse por eles nós devemos demonstrar também. O cuidado de Deus pelos pequenos demonstra que Jesus os valoriza.

A última declaração está em Marcos 10.13-16. Algumas pessoas (talvez os pais) trazem crianças para Jesus tocar nelas e as abençoar. Só que os discípulos vêem isto como um empecilho ao trabalho de Jesus, e repreendem aquelas pessoas. Quando Jesus viu o que os discípulos faziam ficou indignado, esta palavra indica forte desagrado. Ordena que os discípulos deveriam deixar as crianças chegar até Ele. Não deveriam furtar esta graça àquelas crianças, negar-lhes este privilégio. Não era para criar embaraço às crianças chegarem até Jesus. As crianças que chegam a Jesus têm o Reino dos céus. Jesus então abraçou e abençoou cada uma daquelas crianças. Deve ter sido um momento bem especial para elas. Por ordenar que não se crie obstáculos para que as crianças conheçam Jesus, por dizer que é possível as crianças entrarem no Reino dos céus, e por dar atenção especial aquelas crianças Jesus valorizou as crianças.

Trabalhar com crianças é para pessoas que talvez não sejam notadas pelos outros, nem valorizadas pelos “grandes”, mas que acreditam que serão valorizadas por Deus por estarem servindo os pequenos que Jesus valorizou. Pessoas que sentem a responsabilidade de não fazer estas crianças tropeçarem na fé. Pessoas que, sabendo do cuidado que Deus tem pelas crianças, querem demonstrar que não as desprezam. Pessoas que acreditam que estas crianças podem ser salvas, podem entrar no Reino dos céus, e por causa disto querem ensiná-las. Pessoas que querem imitar Jesus, abraçando e abençoando crianças com o ensino da Palavra de Jesus.

E então, você valoriza as crianças?