domingo, 31 de janeiro de 2010

APLICA-TE À LEITURA



Gastamos o nosso tempo quer queiramos quer não. Tempo não é algo que pode ser colocado numa poupança e guardado para ser usado depois. Fazendo alguma coisa, ou deixando de fazer estamos gastando o nosso tempo. É gastando os minutos e horas do nosso dia, que vemos o tempo passar, um ano se completar, e parece que nada de importante realizamos. Por isso precisamos usar o tempo em atividades que tenham valor, que façam o tempo valer a pena. Creio que é isso que Olavo Bilac quis dizer com este verso:

Trabalhai,porque a vida é pequena E não há para o tempo demora!

Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas!

Uma das tarefas que fazem o nosso tempo valer a pena é a leitura das Escrituras. Este desafio se encontra nas Escrituras. Em 1a Timóteo 4.13, o apóstolo Paulo exorta Timóteo a: aplicar-se a leitura das Escrituras.

Aplicar significa concentrar esforços, energia, e atenção em realizar algo. É o mesmo que devotar, dedicar, apegar-se a algo. A leitura da Bíblia exige nossa vigilância e esforço. Precisamos de dedicação, concentração, e devoção para ler a Bíblia. Por natureza nós não gostamos de ler. Somos tendentes às atividades mais leves, que exigem menos esforço. Se nos dedicamos à leitura, procuramos as leituras fáceis e superficiais. A Bíblia não é este tipo de leitura.

Além disto, o pecado tenta nos afastar da leitura da Bíblia. Sabemos que ao ler a Bíblia nossa vida será corrigida, e como nós não desejamos isto, não lemos a Bíblia. É incrível o tanto de desculpas que arrumamos para não ler a Bíblia. Para ler a Bíblia você tem que ter uma devoção aplicada e concentrada.

Por que ler a Bíblia?

Deus sempre ordenou que sua Palavra fosse lida. Já no Antigo Testamento isto é visto. A Palavra de Deus deveria ser lida para o povo, para que este aprendesse a temer o SENHOR (Deut. 31.11). O rei do povo de Deus deveria ler a Bíblia todos os dias para manter-se temente a Deus e humilde diante do povo que governava (Deut 17.19). As palavras ditas ao profeta Habacuque deveriam ser escritas com tal clareza, que até o que estivesse com pressa poderia ler (Hab 2.2).

A leitura da Palavra de Deus poderia produzir arrependimento, e assim o juízo de Deus seria afastado do povo (Jer 36.6,7). E quando o povo não se arrependeu e o juízo veio, a leitura da Bíblia poderia trazer esperança para o futuro (Jer 51.61). Um reavivamento aconteceu no meio do povo de Deus quanto a Bíblia foi lida e explicada (Neemias 8.8; 9.3).

Notamos a importância da leitura da Bíblia na vida de Jesus. Era costume os judeus lerem a Bíblia na sinagoga (Atos 13.15), e quando Jesus foi à sinagoga ele leu a Bíblia (Lucas 4.16). Jesus apelou à leitura da Bíblia pelo menos por seis vezes, nos debates com seus oponentes, tanto para defender seus ensinos, como para mostrar os erros dos ensinos deles (Mateus 12.3,5; 19.4; 21.16,42; 22.31).

O apóstolo Paulo exortou que suas cartas fossem lidas nas igrejas (Colossenses 4.16). Quando escreveu a primeira carta aos tessalonicenses ele exigiu em juramento que a carta fosse lida a todos (1 Tessal 5.27).

Hoje temos oportunidades que as pessoas dos tempos bíblicos não tinham. Naquela época, poucas pessoas tinham livros, nem todo o crente tinha Bíblia, e nem todos sabiam ler. Se quisessem conhecer a Bíblia, tinham que ir à reuniões ou cultos, onde ela seria lida. Hoje, em cada casa de crente há pelo menos uma Bíblia. A maioria sabe ler. Só falta a aplicação. Só falta a devoção, a disciplina, a vontade. Se uma pessoa dedicar 20 minutos por dia para ler a Bíblia, ele consegue terminar a leitura da Bíblia inteira em um ano. Só vinte minutos por dia!

Vamos nos aplicar à leitura da Bíblia.





sábado, 23 de janeiro de 2010

O Jejum e a Glória de Deus – 1ª mensagem


O uso errado ou mesmo interpretação errada, da parte de alguns, podem nos levar a deixar de fazer algo que é certo. Isto acontece com o jejum. Ele é pouco falado e menos ainda praticado entre os evangélicos. Acredito que uma das razões é o uso errado dele por parte de alguns cristãos. O jejum é visto como moeda de troca: faço jejum e alcanço o que quero da parte de Deus. Mas, o fato de algumas pessoas usarem o fogo de modo errado, não impede que o mesmo possa ser usado de modo correto. Da mesma forma com o jejum. Ao invés de jogar o jejum fora junto com as atitudes erradas em relação ao mesmo, vamos ver o que a Bíblia ensina, e fazer o que ela nos diz sobre o jejum. Clique no link a seguir e escute a mensagem O Jejum e a Glória de Deus 1.

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html


sábado, 9 de janeiro de 2010

ANO NOVO, VIDA NOVA! SERÁ MESMO?


O bordão “ano novo, vida nova” pode transmitir a idéia de que a mudança do ano produz automaticamente uma nova vida. Isso parece ser uma crença comum. Algumas pessoas chegam a dizer que não vêem a hora do ano acabar para que as coisas passem a melhorar. Têm a esperança de que o ano que se inicia, por ser novo, será diferente e melhor. Será isto verdade? Ou é mera superstição?
Um versículo bíblico nos indica que o tempo não faz as coisas melhorarem de forma mágica, ele está em Jeremias 8.20.
O profeta Jeremias foi chamado para proclamar a Palavra de Deus para um povo religioso, mas desobediente. Que usava a religião como um amuleto para se proteger das situações difíceis da vida, mas era  teimoso,  recusando o arrependimento. Queria a proteção de Deus para poder continuar na vida de pecado.
O texto citado faz parte das palavras que Jeremias profetizou na porta do templo em Jerusalém, onde a nação ia adorar, oferecendo seus sacrifícios. Só que depois da adoração a vida continuava a mesma, cheia de desobediência a Deus. Diante da ameaça da invasão dos exércitos babilônicos o povo confiava que Jerusalém seria protegida porque nela estava o templo do SENHOR. (Jer 7.1-15). Jeremias avisa que a confiança no templo era sem efeito, se não houvesse arrependimento. Sem mudança de vida chegaria o tempo em que o povo diria as palavras desoladas de quem viu o tempo passar e nada de melhor acontecer. Entraria ano e sairia ano, e a vida continuaria a mesma, sem salvação e sem esperança.
Para que a vida melhore não basta o tempo passar e o ano mudar, é própria  vida que tem que mudar. Uma mudança na vida se faz com arrependimento que abandona o pecado e se volta para obedecer a Deus. Sem arrependimento não há vida nova, mesmo que o ano seja novo. A continuidade no pecado não garante uma nova vida. Isto porque a teimosia em permanecer no erro é antinatural. O normal é alguém se levantar depois da queda. Quando alguém está indo para algum lugar e descobre que errou o caminho, o normal é ela voltar para seguir na direção correta. Mas não era assim que as pessoas de Judá agiam. Persistiam em continuar desobedientes, permaneciam no engano, agarravam-se ao erro. Até as aves migratórias sabem o tempo de voltar. Mas o povo de Deus não sabia o modo natural que Deus lhes ordenou para viver. A lei de Deus deveria ser o modo instintivo de viver. Obediência a Deus deveria ser o normal em nossa vida.
A falta de arrependimento produz uma falsificação da verdade. Aquele povo se orgulhava de ter a Palavra de Deus. Mas como não obedecia, o conhecimento era deturpado. Havia uma manipulação do significado para que o povo não se sentisse perturbado pelo seu pecado, considerando que poderia continuar impune. A desobediência perverte o ensino de Deus. E esta “sabedoria” sem Deus murcha, não livra ninguém diante das situações difíceis, faz a pessoa ficar aprisionada aos problemas, atrapalhada e com medo de  enfrentar a vida. De fato, não é sábio  desprezar os ensinos de Deus.
Deus esperava ouvir confissões de arrependimento, mas só escutava maldade. O que Ele via era um povo correndo para o erro, como um cavalo que corre impetuosamente para a guerra. O pecado era tratado de modo superficial e insuficiente, como se fosse algo simples, uma bagatela que não ofendia a Deus. Não era visto como algo trágico e destruidor. Era como receitar apenas um analgésico para quem tinha um tumor no cérebro. O arrependimento exige que tratemos o nosso pecado com seriedade, como algo que nos levará a morte eterna. Se o pecado for considerado com leviandade, não haverá arrependimento.
A falta de arrependimento, que não sente vergonha pelo pecado cometido, traria uma vergonha ainda maior. Os bens conquistados seriam perdidos. As pessoas não tinham senso de culpa, por causa de seus pecados. Cometiam a maldade como se fosse algo normal. Nem ficavam constrangidos  quando pecavam. Por causa disso, a falta de arrependimento não apenas não tornaria a vida melhor, como faria com que ela piorasse. As esperanças seriam frustradas. Não haveria lugar seguro para escapar. A paz ansiada não seria desfrutada. A aflição é que seria encontrada no lugar da cura buscada. Só haveria lamentação pelas oportunidades perdidas. Tristeza frustrante e sem consolo, ao invés da alegria da presença de Deus. O povo então diria "Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos". Sega era o período da colheita, também usado como metáfora para o andamento das estações. Os eventos eram datados a partir de certas colheitas (Gn 30.14; Jz 15.1; 2 Sm 21.9; Rt 1.22).
O tempo pode passar e não produzir as mudanças positivas que esperamos. Talvez as palavras “entra ano e sai ano e não vejo melhora” caibam em sua vida. Uma atitude se faz necessária. É preciso arrependimento, abandono do pecado, volta para Deus, deixar de lado a rebeldia. Sem isso, o tempo vai passar, e nada vai mudar. Sem arrependimento, a única mudança que o tempo produz é para pior. Se não houver uma volta para Deus, o ano de 2012 será frustrante, sem alegria, e trará frutos amargos. Você chegará ao final dizendo “mais um ano se passou, e minha vida só piorou”.