sábado, 30 de abril de 2011

EVANGELIZAR! COMO?


Evangelizar! Como?

Saber que devemos fazer algo é uma coisa, mas saber como fazer é outra. Muitas vezes ficamos desanimados diante do que temos para fazer, não por falta de consciência de que é nosso dever, mas por não saber como fazer. Isto pode acontecer com a evangelização. Os crentes em Cristo sabem que devem evangelizar, muitos não evangelizam porque não sabem como evangelizar.

Evangelizar é proclamar as boas notícias de que Deus enviou Seu Filho Jesus para salvar os homens de seus pecados. Quais seriam as maneiras para contarmos esta notícia?

Creio que há dois meios básicos para evangelizarmos: vida e palavra. Vivendo e falando. Os dois meios não se excluem, mas se completam. O viver afiança o falar, e o falar explica o viver. De modo que só falar sem viver não demonstra que nossa mensagem é verdadeira, e só viver sem falar não explica como as pessoas podem ter uma vida igual a nossa.

Há exemplos e ordens bíblicas para proclamarmos o evangelho com a vida. A sunamita percebeu que Eliseu era um santo homem de Deus pelo modo como ele transitava entre eles (2 Rs 4.9). O apóstolo Pedro disse que os maridos descrentes poderiam ser ganhos sem palavra alguma, somente através do comportamento de suas esposas, observando que o modo delas procederem era honesto e cheio de temor a Deus (1 Pd 3.1,2).

O apóstolo Paulo disse aos empregados que com seu comportamento poderiam embelezar o ensino de nosso Senhor (Tt 2.10). Em outra oportunidade ele disse que os crentes são como luzeiros que brilham numa noite escura (Fp 2.15).

Jesus falou de nossa responsabilidade de testemunhar com nossas vidas, várias vezes. Ele disse que nós somos a boa semente que Ele plantou neste mundo (Mt 13.37,38). Disse ainda que somos o sal da terra, com a finalidade de dar sabor e conservar o que é bom (Mt 5.13). Mas se o sal fosse misturado com impurezas, ele perderia sua finalidade. Assim o cristão deve ser puro, e mostrar o sabor de uma vida com Cristo. Disse ainda que somos luz no mundo (Mt 5.14-16). Esta luz deve brilhar em lugar onde possa ser vista, e assim iluminar o caminho para as pessoas. Da mesma forma como não tem sentido acender uma vela para colocá-la debaixo de uma vasilha, também não tem sentido o crente viver sem demonstrar a diferença que Deus fez em sua vida.

Proclamar o evangelho com a vida é de suma importância, pois como diz certo ditado Sua vida fala tão alto que não posso ouvir o que você diz. Como vivemos pode abafar o testemunho falado nosso e de outros, ou pode dar crédito ao que é falado.

O viver, tanto demonstra a veracidade da mensagem como desperta a curiosidade das pessoas para saber o porquê desta vida diferente. E assim nos dá a oportunidade para proclamar com palavras.

Não é uma questão de escolha se vamos evangelizar com nossa vida ou não. Nossa vida já testemunha, a escolha é se vamos dar um bom testemunho, ou um mau testemunho. A vida do crente pode servir de duas maneiras, como meio de evangelização ou como pedra de tropeço. Nossa vida ou chama as pessoas para Cristo, ou afasta as pessoas de Cristo. O que sua vida está fazendo? Atraindo ou afastando as pessoas de seguir a Jesus?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

TENHO SEDE!


A sede é uma sensação agonizante. Ela é o anelo angustiante para que uma das necessidades mais básicas do nosso organismo seja satisfeita. Sentir-se seco, a garganta ardendo, o corpo a desfalecer, lábios rachando, língua grudando no céu da boca é um sofrimento aterrador.

Estar com sede sinaliza a perda de água através de suor, do derramar de sangue, e do vapor do ar expirado. Estas três razões estiveram presentes na mais famosa de todas as sedes: a de Jesus na cruz.

Das sete frases que Jesus proferiu na cruz esta é a única que faz referência ao Seu sofrimento físico. Por si, isto já extremamente revelador. Ele teve palavras de preocupação com os que o crucificavam, e clamou perdão para eles; com a salvação do malfeitor ao seu lado, e lhe prometeu entrada no Paraíso; com o futuro de sua mãe, e responsabilizou alguém para cuidar dela; e suas palavras também expressaram seu intenso sofrimento espiritual diante do abandono do Pai. Mas apenas uma frase expressa a angústia que estava passando na cruz: TENHO SEDE (João 19.28,29).

Ele já estava perdendo liquido desde o dia anterior, quando suou sangue no Getsêmani; esteve sob intenso stress quando preso, abandonado pelos discípulos, negado por Pedro, acusado injustamente diante dos vários interrogatórios que passou, zombado pelos seus acusadores, etc.,; também já havia perdido sangue quando chicoteado e esbofeteado; estava tão fraco e caiu no caminho para o Gólgota, sem conseguir carregar a cruz. Ali perdeu mais sangue com as perfurações nos pulsos e tornozelos. Então ficou dependurado por mais de seis horas (das 9hs até mais de 15 hs), sob o sol da Palestina. Sofria uma desidratação rápida, por isso Sua sede era intensa, era de fato uma tortura.

Já havia tentado lhe dar algum líquido antes, mas Ele havia rejeitado (Mc 16.23). A razão é que era mistura de vinho com mirra, uma espécie de anestésico, que poderia abrandar-lhe a dor da crucificação. Mas Ele precisava sofrer aquele padecimento em toda sua extensão e intensidade. Por isso recusou. Diferente da maioria de nós, Jesus não usou suas necessidades como oportunidades ou desculpas para desobedecer a Deus. Ele já havia demonstrado isso na tentação quando teve fome (Mateus 4.3,4). Sua maior necessidade não era a fome ou a sede, mas fazer a vontade do Pai (João 4.34).

Mas agora, Ele viu que tudo já havia se completado. E plenamente consciente de que sua morte cumpria o propósito de Deus, manifesta sua sede. Seu clamor tem como propósito principal não buscar a satisfação de Sua necessidade, mas cumprir a profecia das Escrituras. Suas necessidades físicas, mesmo sendo intensas e prementes, estavam em segundo plano. A realização da vontade do Pai era sua água mais anelada. Depois, vendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede João 19.28.

Ele estava cumprindo as profecias feitas por Davi nos Salmos 22.15 e 69.21. “ Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca”; “Por alimento me deram fel, e na minha sede me deram a beber vinagre”.

Mas, sua sede não foi saciada. Deram-lhe apenas uma esponja embebida com vinagre. Que era um soro de vinho, barato e azedo, usado pelos soldados. Mesmo sendo este tipo de bebida, Ele não pode beber o suficiente para matar sua sede. Apenas os lábios foram molhados. Como alguém que esta doente, mas não pode beber água, então passa-se um algodão molhado nos lábios para não ressecar. O que a bebida fez foi torná-lo ainda mais consciente.

Que paradoxo!

Aquele que havia dessedentado uma multidão no deserto, fazendo sair água da rocha;

Aquele que disse ser a água da vida, e que saciarei de modo permanente a sede das pessoas (João 4.13-14);

Aquele que disse: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim rios de águas vivas correrão dentro dele. (João 7.37,38);

Aquele que matou uma sede de amor de uma mulher, que outros seis homens não haviam conseguido (João 4.17);

Estava com sede.

Mas, Sua sede, nos livrou da maior sede que um ser humano poderá sofrer: a sede no inferno (Lucas 16.24). Naquela chama, um homem clamava apenas por uma gota d’água para lhe aliviar o sofrimento. Ali, ele não pode ser atendido.

Sim, Jesus sofreu a sede na cruz, para nos livrar do sofrimento da sede eterna, no inferno. A sede Dele foi para matar a nossa sede. A sede que Ele sentiu ao morrer matou a nossa sede e nos faz viver.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Julgados por esquecer


O povo de Deus sempre gostou de cantar. E sempre teve razões para isso. O livro de Salmos testemunha esta verdade. Ele é formado por cânticos compostos em várias épocas e por várias pessoas. Também são de tipos bem variados: louvor direto a Deus, orações, ações de graças, ensino, testemunho, etc, mas todos em linguagem poética. Podemos dizer que são poesias cantadas, ou cânticos em forma de poesia. A linguagem poética tanto é apropriada para expressar como para evocar pensamentos e sentimentos, por isso foi muito utilizada na Bíblia.

Quando estes cânticos foram coletados, também foram divididos em 5 livros. Segundo os rabinos antigos, isto foi feito para fazer um paralelo com os 5 livros de Moisés. Sempre há uma doxologia, uma palavra de louvor no final de cada livro: 41.13; 72.18s; 89.52; 106.48; 150.

Dentre os vários autores dos salmos está Asafe. Ele era maestro ou regente do coro no tabernáculo. Este coral foi instituído na época de Davi. Além de responsável pela música, era também profeta, e assim falava e escrevia debaixo da inspiração divina (a expressão “exercia o ministério”, literalmente significa “profetizava”) veja as referência 1 Cr 16.7; 25.2; 2 Cr 29.30.

O salmo 50 inicia o terceiro livro dos salmos. Nele notamos que Deus julgará o Seu povo por esquecimento.

Acesse o link e ouça a mensagem www.4shared.com./dir/uRj39Bn-/Salmos_de_Asafe

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pequeno devocional em Josué 1

Quatro vezes Josué é incentivado a ser forte e corajoso, 3 vezes este incentivo vem do próprio Deus. A tarefa que ele tinha pela frente era enorme, acima de suas capacidades.

Deus não dá uma missão sem dar os recursos para que a realizemos. No caso de Josué os recursos eram: a presença de Deus; a promessa de que nunca o abandonaria e a Lei que Deus havia dado através de Moisés, isto é a Palavra de Deus.

O papel de Josué era ser forte e corajoso, crer e obedecer. Desânimo e medo seriam vencidos pela confiança nas promessas de Deus.

Temos também uma tarefa para fazer. Muito além de nossas forças e habilidades. Se olharmos apenas para nossos recursos ficaremos desanimados e com medo. Mas temos a promessa de Deus de que a missão será bem sucedida, pois será Ele quem a realizará. Ele estará conosco sempre (Mt 28.18-20).