terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Bíblia é uma Espada

Há alguns anos houve em nosso país um plebiscito para decidir sobre o porte de armas. Um dos argumentos usados para a proibição foi o fato das armas causarem mortes. Já outros argumentaram que as armas poderiam ser um meio de preservar a vida de quem estava sendo ameaçado. De fato uma arma pode servir para as duas coisas. Matar ou preservar a vida.

A Bíblia também se compara a uma arma, e esta arma será usada tanto pode preservar a vida, como para destruí-la. Em vários textos ela se compara a uma espada. Um destes textos é Efésios 6.17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. Paulo está descrevendo a armadura de Deus. A vestimenta de um soldado quando estava pronto para a guerra. Uma guerra contra as táticas, os métodos do diabo (verso 11). Uma guerra contra os poderes espirituais que governam este mundo (verso 12); uma guerra que tenta nos derrubar, já que por duas vezes o apóstolo nos diz para ficarmos firmes (11,13).

Uma destas armas é a espada. E esta espada, é a Palavra de Deus. Ela é a espada do Espírito, porque foi produzida pelo Espírito Santo, Ele a inspirou. Mas também porque é uma arma espiritual, não física, sua ação não é na área visível e física, mas na área do espírito. Mas ela também é a espada do Espírito por se usada por Ele, para combater as táticas do nosso inimigo. Aqui é uma espada para ser usada como arma numa guerra. Para preservar a vida espiritual.

Jesus usou a Palavra de Deus quando foi tentado pelo Diabo. Em Mateus capítulo 4.1-11, Jesus rebate cada ataque de Satanás citando as Escrituras. Ele sempre disse: “Está escrito.” E assim Ele venceu as tentações do Diabo, com a Bíblia.

Nós só poderemos vencer os ataques de Satanás, as tentações e ciladas que ele coloca diante de nós com a Palavra de Deus. Nossas próprias palavras, nossos argumentos, nossa sabedoria, não são suficientes para enfrentar o Diabo. Lembre-se de Eva, ela não se firmou no que Deus havia dito, e assim foi derrotada.

Outro texto é Hebreus 4.12 “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” A Palavra de Deus é comparada a uma espada agudíssima, capaz de dividir aquilo que não é divisível. Ela é tão afiada que ela pode julgar aquilo que está bem escondido dentro de nós, que só nós sabemos. Nossos pensamentos e propósitos. Aqui o propósito da espada é penetrar para descobrir o que está dentro, tal como o bisturi de um médico.

Esta espada será usada por Cristo para punir os que não se arrependem. Ap 2.16 “Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.” Falando contra uma igreja, que estava tolerando doutrinas erradas, Deus ordena que ela se arrependa, Ele viria contra os falsos mestres e guerrearia contra eles, usando a Espada que sai da sua boca, isto é, a Sua palavra. Aqui a espada é instrumento para matar, para disciplinar.

Ainda em Apocalipse (19.15,21), a Palavra de Deus como espada será instrumento para manter a ordem no Reino de Deus “Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.” Este trecho fala da batalha de Jesus Cristo contra o anti cristo, o falso profeta, e os seus exércitos. Será a batalha do Armagedom. Os exércitos dos inimigos de Deus se reunirão ali, para guerrear contra Ele, mas Ele só precisará de Sua Palavra para destruí-los. Nesta caso a espada será para matar eternamente.

Você tem duas escolhas: apoderar-se desta arma para que ela te defenda contra as tentações, ou ser julgado por ela no juízo de Deus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Causa e efeito

Onde há fumaça há fogo. Este ditado expressa a crença na lei da causa e efeito. Para todo efeito há uma causa, de modo inverso, toda causa produz um efeito. Este é um fato inegável. Pode ser comprovado no dia a dia. Fazemos as coisas porque esperamos certos resultados. Quando estamos doentes (efeito), procuramos descobrir o que nos fez ficar doentes (causa). Tomamos remédios (causa), esperando que eles nos curem (efeito). Não podemos imaginar a vida sem a lei da causa e efeito.
Esta lei tem cooperado para o progresso do nosso conhecimento. Notando determinado efeito, procuramos deduzir qual a causa. E se vemos uma causa, podemos inferir qual será o efeito. Evidentemente que isto ocorre com imperfeição, pois nosso conhecimento não é ilimitado. Mesmo assim, conhecer os efeitos de certas causas, e as causas de certos efeitos pode muito nos ajudar. Quando notamos nuvens escuras no céu (causa), sabemos que vai chover (efeito), e podemos nos preparar. Quando notamos a luz do tanque de combustível acesa (efeito), sabemos que a gasolina está acabando (causa), e podemos para e encher o tanque.
Causa e efeito também existem no campo espiritual. O profeta Amós mostrou isto. No segundo sermão que pregou ao povo de Israel (capítulo 3) ele usou várias ilustrações de causa e efeito.

Em algumas ele partiu do efeito para a causa: duas pessoas vivendo unidas (efeito), é que houve um acordo entre elas (causa); um leão rugindo, é que ele encontrou uma presa para atacar; já o leão rosnando na toca é que ele já capturou a presa; uma ave presa na armadilha, é que esta estava armada; a armadilha fechando-se é que a ave caiu. Em outra ele partiu da causa para o efeito: quando a trombeta toca na cidade (anunciando a chegada de uma calamidade, um exército invasor, etc.) o povo se assusta e treme.
Amós estava anunciando juízo para Israel numa época de muita prosperidade. Era o período mais bem sucedido desde os tempos dos reis Davi e Salomão. Provavelmente este anúncio de juízo causou dúvidas. E o profeta usa a lógica da causa e efeito para demonstrar a necessidade e veracidade de sua profecia.
Quando o profeta anuncia uma calamidade é porque Deus já lhe comunicou. E se Deus comunicou é porque Ele está planejando permitir que o juízo venha. E se Deus planeja permitir o juízo é porque Israel não está vivendo a altura de sua chamada.
Deus havia escolhido Israel dentre todas as famílias da terra para ser uma nação de testemunhas Dele neste mundo. Um povo diferente, com costumes santos e justos. Mas este povo havia copiado os costumes das nações pagãs, havia se tornado até pior que os não escolhidos. O efeito disto seria o juízo de Deus sobre a nação. O povo de Israel plantou desobediência, iria colher juízo.
Vamos usar a lei da causa e efeito a nosso favor. Podemos analisar em retrospectiva: diante do que notamos em nossa vida, perguntamos: O que fiz para que isto acontecesse? O que no meu relacionamento com Deus tem produzido isto? Também podemos pensar antecipadamente: diante de uma decisão, podemos perguntar: o que ela causará no meu relacionamento com Deus? Quais serão os efeitos do que pretendo fazer?
Que efeitos colheremos na eternidade, por conta do que plantamos hoje?