quinta-feira, 23 de abril de 2009

VIDAS SEMELHANTES, DESTINOS DIFERENTES



Uma idéia muito comum é que o meio determina sua vida e o seu destino. Mas a Bíblia nos conta várias histórias mostrando que isto não é verdade. Uma delas ocorre no momento da crucificação de Cristo, e serviu de oportunidade para Jesus proferir sua segunda frase na cruz (Lucas 23.39-43). Este acontecimento nos mostra que vidas semelhantes podem ter destinos diferentes.

É a história de dois assaltantes. Dois homens que usavam de violência para se apropriar dos bens de outros (Mc 15.27,32; Mt 27.38,44). Por causa disso haviam sido condenados. Foram crucificados no mesmo dia que Jesus. Parte do sofrimento foi igual para os três: ser surrado pelo flagelo; carregar a trave da cruz até o lugar da execução; serem despidos: mãos e tornozelos pregados; corpo dependurado; esforço doloroso para respirar; dor de cabeça enorme; etc. Jesus ficou entre a dos dois assaltantes, cumprindo uma profecia (Is 53.12).

Mesmo compartilhando sofrimento semelhante ao de Jesus, eles zombavam de Jesus com insultos e blasfêmias (Mc 15.32; Mt 27.44), manifestando a rebeldia e perversidade dos seus corações. Um deles fez um clamor impossível de ser atendido: que Jesus salvasse a si mesmo e a eles também (Lc 23.39). Jesus só podia atender a um destes pedidos: ou Ele salvava a si mesmo, ou salvava os pecadores. E Sua escolha já fora feita: salvar os pecadores. Aqueles homens viam a cruz como sinal de fraqueza, e não de poder, de derrota e não de vitória, de fracasso e não de sucesso. Esta é a visão humana e mundana da cruz. Para eles Jesus ou era um mentiroso ou um iludido, pois proclamara ser o rei dos judeus, o Messias prometido, mas termina sua vida como um criminoso, condenado à morte, igual a eles.

Mas, uma mudança ocorre em um dos ladrões! Da blasfêmia ele passa à crença. Os atos e palavras de Jesus causam um impacto diferente em sua mente, não de descrença e zombaria, mas de arrependimento e fé. Ele sabia a razão pela qual Jesus estava sendo condenado: reivindicar ser o Messias, o Rei dos Judeus. Observara que, mesmo diante de tanto sofrimento e escárnio, Jesus reagia com amor. Ouvira a oração de Jesus: Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem (Lc 23.34). Notou que nesta oração Jesus chamou Deus de Pai. Isto quebrantou seu coração.

Seu arrependimento foi demonstrado numa mudança de atitude para com Jesus. Passa a desaprovar e a censurar os impropérios que o primeiro lançava sobre Jesus. Reconhece que é preciso temer a Deus. Ele pergunta: Será que mesmo diante da morte você não é capaz de temer a Deus? Isto demonstra que ele entendia que a ação de blasfemar contra Jesus era falta de temor a Deus. É uma percepção maior do que a dos religiosos, que viam Jesus como um impostor. O arrependimento envolve uma mudança da rebeldia para o temor que se curva e aceita a autoridade de Deus sobre nossas vidas. Do zombar para o respeito a Deus.

O arrependimento também incluiu um reconhecimento do pecado. Repreendendo o outro ele diz: Com certeza nós merecemos esta condenação. Estamos recebendo o que é justo, o que nossas obras de fato valem, o que é digno de nossos feitos. Este é o pagamento que merecemos por nossas vidas. Não há desculpas, nem acusações a outros. Ele não culpa a criação que seus pais lhe deram, a falta de oportunidades na vida, nem o fato do governo romano ser dominador e cruel, nem a influencia de amigos. Ele reconhece o seu pecado. Verdadeiro arrependimento é voltar-se para Deus, reconhecendo que tem pecado contra Deus. Que não merece nada Dele. Que a condenação eterna é o que merecemos. É confessar nossa condição pecaminosa diante de Sua santidade. Sem tentar esconder-se entre as árvores do jardim da vida, nem atrás de folhas de figueiras. É assumir que somos pecadores, e que isto não é culpa de ninguém, mas apenas nossa.

Além de arrependimento este homem demonstrou uma grande fé, aceitando como verdadeiras as palavras de Jesus. Jesus estava sendo condenado por ter reivindicado ser Deus, ser o Messias, ser o Rei prometido do reino de Deus. Ao dizer que Jesus não tinha feito nenhum mal, em nenhum lugar, e que Ele estava sendo condenado injustamente, o ladrão estava acreditando que todas estas reivindicações eram verdadeiras. Fé em Jesus é aceitar o que Ele disse sobre si mesmo: que é Deus, Salvador e Senhor.

Fé em Jesus é aceitar a cruz de Jesus como parte de Seu reinado messiânico. Ele acredita que Jesus é o Messias, que traria o reino de Deus. De uma maneira surpreendente, este homem demonstra uma fé maior do que a dos seguidores de Jesus. Estes haviam acreditado no Reino de Jesus até aquele momento, até a cruz, mas haviam perdido as esperanças, como demonstra a conversa dos dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.21). Pense nisto: ele está ao lado de um homem que está sendo crucificado como um criminoso, mas acredita que este homem trará o reino de Deus. Fé que vê o invisível. Fé que vê além das aparências. Fé que é firme fundamento de sua esperança (Hb 11.1). Fé corajosa que vence toda oposição: contra a opinião da maioria, dos religiosos da época, e até de seu comparsa, ele crê que Jesus é o Rei. Fé que supera os obstáculos: as duas mãos pregadas na cruz não o impediram de agarrar a última e maior oportunidade de sua vida.

Fé em Jesus é clamar pelo reino, por salvação. Lembra de mim, Jesus quando vieres no teu reino. Uma oração simples, nenhuma palavra difícil. Um pedido que reconhecia que sua maior necessidade não era descer daquela cruz, não era ser livre do sofrimento daquele momento. Uma petição que confessa que sua maior necessidade ia além das coisas deste mundo, por mais urgentes que fossem. Uma oração que busca o Reino de Deus em primeiro lugar. Fé que confia na graça. Não havia nada que ele pudesse fazer para compensar seus erros e pecados. Não tinha como corrigir sua vida. Não tinha como realizar nenhum rito religioso. Apenas a fé em Jesus foi o instrumento visível da graça que veio sobre ele.

Esta fé recebe uma promessa certa, garantida, maravilhosa. Jesus diz ao ladrão: O que eu vou dizer é firme e de confiança, é garantido. Você pode crer, pode confiar. Pode ter certeza que neste mesmo dia você estará comigo no Paraíso. Estar com Jesus já seria maravilhoso, quanto mais no Paraíso. Sua salvação foi por pura graça. Não houve censura por só clamar na última hora. Não houve recriminação. O arrependimento e a fé foram aceitos. De graça tudo foi perdoado!

Algumas pessoas não mudam seu comportamento, independente da situação em que estejam. A mesma situação pode levar a diferentes atitudes. Um blasfema, outro se arrepende. Ambos tiveram oportunidade, mas só um fez bom proveito. Um começou blasfemando, mas foi capaz de analisar as circunstâncias, ver além das aparências. Interpretar a situação como sendo sua última chance. O outro fez pouco caso. Um foi da cruz ao paraíso; já o outro...

No céu, poder-se-á perguntar ao ladrão salvo: qual o dia mais feliz da sua vida? Com certeza ele dirá: o dia que eu fui crucificado. E se no inferno perguntarem ao ladrão não arrependido qual o pior dia da sua vida, ele poderá dizer: o dia no qual deixei escapar minha última chance. Qual das duas respostas você poderá ouvir?





quinta-feira, 9 de abril de 2009

A PÁSCOA



Nesta semana celebramos uma das mais antigas festas religiosas do mundo: a páscoa. Há mais de 3.400 anos ela é comemorada, quase três milênios e meio! 
Mas, como acontece com tudo que envolve o homem, a páscoa tem sido desvirtuada. Hoje,  seus símbolos mais populares são ovos de chocolate e coelhinhos. Mas isto nada tem a ver com a Páscoa.
Qual o significado e razão da Páscoa?
A festa da Páscoa começou como celebração de uma libertação. Seu início é narrado em Êxodo capítulo 12, quando o povo de Israel estava escravizado no Egito. Ela marcou o início do povo de Israel como nação livre, por isso era celebrada no primeiro mês do ano no calendário do povo de Israel. Sempre que um novo ano começava os israelitas deveriam se lembrar que sua nova vida como nação livre estava fundamentada na libertação realizada por Deus.
No dia dez do mês (fase da lua cheia), cada família tomaria um cordeiro ou um cabrito de um ano e sem defeito. O animal seria guardado por quatro dias. No décimo quarto dia, ao por do sol, o animal deveria ser morto, seu sangue passado nas portas, sinalizando que naquela casa um animal havia sido morto. A carne seria assada e comida no jantar com ervas amargas e pão sem fermento. As ervas amargas eram para lembrar como a vida no Egito havia sido amarga por causa da escravidão. O pão sem fermento (pães asmos) indicava a pressa com que o povo saiu do Egito, por isso o pão não pode fermentar.
O jantar seria realizado com o povo vestido pronto para sair (vestes cingidas, sandálias nos pés e cajado na mão). Equivaleria hoje a tomar uma refeição estando de malas prontas e colocadas no bagageiro do carro, pronto para sair de viagem. Uma refeição feita com pressa. O que sobrasse seria queimado, pois como estavam de viagem, se guardassem estragaria.
Esta era a Páscoa do SENHOR (Ex 12.11).
A Páscoa também lembrava uma substituição. O significado da palavra “páscoa” é “passar sobre” ou “passar por cima”. Naquela noite todos os primogênitos do Egito seriam mortos. Era o julgamento de Deus sobre aqueles que haviam se recusado obedece-Lo, que haviam escravizado o Seu povo, e o assassinado os filhos deste povo (Ex 1.16,22). Havia chegado a hora de Deus exercer Seu juízo. A páscoa nos lembra que Deus julga aqueles que fazem pouco do que Ele diz.
O sangue nas portas funcionaria como um sinal de que um animal havia sido morto no lugar do primogênito. Onde houvesse sangue o mensageiro de Deus passaria por cima da casa, não entraria para matar o primogênito (Ex 12.13,23).
A Páscoa se tornaria um memorial, uma festa na qual os israelitas lembrariam este livramento (Ex 12.14). A partir dali, todos os anos eles deveriam recordar que Deus os libertara do Egito, e julgara aqueles que os haviam oprimido.
A Páscoa deveria ser usada também como um instrumento pedagógico. Um modo de ensinar as futuras gerações (Ex 12.24-27). Quando o povo fazia os preparativos para a celebração, seus filhos, crianças ainda, iriam perguntar: “Porque fazemos isto? Que trabalho é este?”. Os pais deveriam contar para os filhos o que Deus havia feito no Egito para libertá-los.
A Páscoa também era uma festa de adoração. Após Moisés e Arão darem todas as instruções para o povo, é dito que o povo se inclinou e adorou.(Ex 12.27).
A Páscoa era um ato de fé (Hebreus 11.28). O povo celebrou a Páscoa antes de ser liberto, acreditando que Deus iria libertar. Cada família israelita fez o que foi mandado, obedecendo por fé. Crendo nas palavras que Deus havia dito por intermédio de Seu servo Moisés. Cada filho primogênito sentiu-se seguro na casa onde havia o sangue na porta, pois creu na palavra de Deus. O povo ficou pronto para sair do Egito, esperando a ação salvadora de Deus.
A Páscoa também era uma promessa, um tipo de uma libertação final e futura. Esta foi realizada em Cristo. Por isso, para os cristãos há uma nova Páscoa, que celebra uma nova libertação, não da escravidão do Egito, mas da escravidão do pecado. Há uma nova substituição, não de um animal morrendo em nosso lugar, mas do próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Cordeiro Pascal ( 1 Coríntios 5.7), que foi imolado em nosso lugar. Ele tomou sobre si os nossos pecados, para que Deus passasse por cima de nós e nos poupasse da ira de Deus (2 Coríntios 5.21). O juízo de Deus sobre os nossos pecados caiu sobre Ele e não sobre nós (Gálatas 3.10-13). Ele morreu exatamente durante uma Páscoa (João 19.14-16).
Há uma nova maneira de aplicar o sangue, não nas portas de nossas casas, mas em nossas vidas. Nesta nova Páscoa também é exigido um ato de fé, é preciso crer neste sacrifício de Cristo (Gálatas 3.14).
Um dia, Deus julgará este mundo, virá para trazer juízo (2 Tessalonicenses 1.7-10), julgando aqueles que não lhe obedecem. Mas o que estiverem guardados pelo sangue do Cordeiro Pascal , Jesus Cristo, serão livres da ira ( 1 Tessalonicenses 1.10). Você já aplicou este sangue em sua vida?

domingo, 5 de abril de 2009

PAI, PERDOA-LHES.


Há vários setes na Bíblia: setes dias da semana, sete lâmpadas no candelabro, sete cartas às Igrejas da Ásia, setes selos do Apocalipse, etc. Há um grupo de sete frases, não tão famoso, mas muito importante, que aparece nos evangelhos. São frases curtas, ditas por Jesus na cruz, normalmente denominadas as sete palavras da cruz. Elas são interessantes por nos revelar as preocupações de Jesus naquele momento tão sofrido e decisivo.
Jesus havia estado sob intenso estresse. Pois há algum tempo a sombra da cruz o angustiava (João 12.27). A expectativa do cálice da ira de Deus caindo sobre Ele, fazia com que sua alma fosse sacudida por uma profunda comoção interna. Esta perturbação aumentou na reunião da quinta-feira com os discípulos (Jo 13.21), e atingiu proporções de uma enorme luta na agonia do Getsêmani, a ponto de Seu suor tornar-se como gotas de sangue (Lc 22.44).  
  Ele também havia passado por humilhações terríveis: preso como se fosse um bandido, à noite e em segredo, por um grupo armado; traído, negado e abandonado por seus seguidores; passara a noite em claro apanhando e sendo zombado pelos que o haviam prendido; depois sofreu um interrogatório injusto e difamador, sendo cuspido e esbofeteado; acusado falsamente diante de Pilatos, o governador. Este o enviou para o rei Herodes que desprezou e ironizou. Novamente voltou para Pilatos, que O reconheceu como inocente e por três vezes tentou libertá-lo. Mas a inveja e o ódio das autoridades judaicas eram grandes, por isso insuflaram a multidão para pedir que Jesus fosse crucificado e Barrabás solto. Jesus foi trocado por um rebelde e assassino, por aqueles que ele viera salvar!
O sofrimento físico de Jesus também foi intenso. Depois de preso foi esbofeteado, com os olhos vedados, para que pudesse profetizar quem o havia agredido. Sofreu o flagelo, que era ser amarrado de costas e apanhar com um chicote de couro, que trazia nas pontas pequenos pedaços de metal ou osso, e que tirava pedaços da pele. Alguns estudiosos afirmam que este castigo era tão cruel, que algumas pessoas morriam quando flageladas.  Nas mãos dos soldados Ele voltou a ser escarnecido.  Todo o destacamento foi chamado para zombar dele, dando-lhe um manto de púrpura, colocando-lhe uma coroa de espinhos sobre a cabeça, ajoelhando-se diante Dele com ironias, e lhe batendo-lhe na cabeça (Mc 15.16-20). 
Normalmente o condenado carregava apenas a parte horizontal da cruz, com a sentença escrita, ou um arauto ia à frente proclamando a acusação. Jesus estava tão exausto que desfaleceu no caminho. Quando chegou ao Monte chamado Caveira, Ele foi despido, deitado sobre a parte horizontal, os braços amarrados e os pulsos pregados pelos soldados. Com cordas, esta parte da cruz era levantada e fixada na parte vertical, que já estava posicionada. Havia um apoio para que o crucificado ficasse quase sentado e não tivesse seus pulsos rasgados pelos pregos. Seus tornozelos também eram atravessados com cravos. 
A posição era extremamente dolorosa. Há trinta centímetros do solo, cada esforço para respirar provocava grandes dores; a perda de sangue não era grande, pois os pregos estavam em locais de músculos, nervos e tendões, isto aumentava a dor e fazia com que o sangue regurgitasse para cabeça e estômago, provocando uma dor de cabeça lancinante.
Qual a primeira frase dita por Jesus neste momento de extremo sofrimento? Ao lado de dois criminosos e olhando para a multidão em volta, ele disse: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem (Lucas 23.34).  A primeira preocupação de Jesus foi com o futuro eterno daqueles causavam seu enorme sofrimento! Ele clama que Deus lhes conceda mais uma oportunidade para arrependerem-se. As respostas daquela oração vieram tanto naquele momento, quando o ladrão e o centurião se arrependeram, como mais tarde, quando outros também aceitaram o perdão oferecido (Atos 2.37,38). 
Com isto Jesus nos ensina que dispensar perdão não depende de como nós nos sentimos. As sensações de Jesus naquele momento não eram agradáveis, de fato sua situação era muito desconfortável. Algumas vezes queremos perdoar, apenas, se nos sentirmos bem na situação, se nossas sensações nos guiarem ao perdão. Mas não é assim. Não importa o que estamos sentindo. Devemos dispensar perdão aos nossos ofensores, mesmo quando nosso sofrimento é grande.
Dispensar perdão também não depende de como os ofensores estão nos tratando. Enquanto Jesus estava na cruz, os soldados sorteavam suas roupas diante de seus olhos, desafiavam-no gracejando; as autoridades o ridicularizavam e blasfemavam, e a multidão olhava. Aparentemente ninguém manifestava arrependimento, tristeza, ou uma disposição para mudança. Mesmo assim Jesus pede que Deus não os condene, mas que mantenha Sua misericórdia, oferecendo mais uma chance de perdão. 
É comum guardarmos mágoas e ressentimentos em nossos corações. E só queremos perdoar quando notamos que as pessoas estão mudando de atitude em relação a nós.  Mas não deve ser assim. A disposição para o perdão, a dispensa da mágoa, o cancelamento do ressentimento, a soltura do desejo de vingança deve estar em nosso coração, mesmo que as pessoas não se arrependam. A reconciliação, a restauração às posições anteriores, e o desfrutar do perdão, dependem do arrependimento destas pessoas, mas o perdão em nosso coração não. Eles ainda podem continuar nos maltratando, mas nossa atitude deve ser de orar para que Deus lhes perdoe. 
Esta disposição depende de nos relacionarmos com Deus como nosso Pai. Jesus sabia que seu valor não dependia de como a multidão lhe tratava, nem do desprezo das autoridades. Mas do fato de ser Filho de Deus, de estar submisso à vontade soberana do Pai.  Ter Deus como Pai é o relacionamento que nos concede valor e estima. Temos certeza de Seu amor, Sua sabedoria, e Sua Soberania. Aceitamos que o sofrimento causado por outros é permissão Dele para nosso aperfeiçoamento ou concretização de Sua obra. Assim, não haverá espaço para as mágoas, e sim força para o perdão.  
Tiraram tudo de Jesus, até a roupa, mas não tiraram sua confiança e comunhão com o Pai e seu amor pelos homens. Jesus nos mostra que podem tirar tudo de nós: dignidade, respeito, conforto, fama, posses, roupas, e até a vida, mas ainda restará em nós algo para dar aos que nos roubam: o amor. Podemos amar mesmo quando estivermos despidos de tudo. 
Em seu amor Ele sabe que aqueles que o crucificavam não tinham noção do tamanho do pecado que estavam cometendo (Atos 3.17).  Nenhum de nós tem consciência de quão grandes são nossos pecados. Da gravidade de qualquer um deles. São tão pesados que causaram a morte de Cristo. As pessoas que nos ofendem também não têm noção da seriedade do que estão fazendo. Devemos clamar que Deus lhes perdoe. 
Diante do exemplo de Jesus reconheçamos que nada deve nos impedir de perdoar os que nos causam sofrimentos. Por mais dolorosos que sejam estes sofrimentos. Você tem retido o perdão? Imite a Jesus, perdoe.