sábado, 25 de dezembro de 2010

SUPREMOS VOTOS DE FELIZ NATAL


Um dos significados para a palavra “voto” é expectativa ou desejo íntimo, e sua manifestação”. Isto quer dizer que quando expressamos nossos votos a alguém, estamos manifestando o que sinceramente esperamos que aconteça na vida daquela pessoa. É comum na época do Natal desejarmos um “Feliz Natal” às pessoas que nos rodeiam. Às vezes estamos apenas cumprindo uma formalidade, mas em outras estamos sendo sinceros e expressando nosso desejo e esperança de que elas tenham um natal feliz.

Mas o que este voto de fato quer dizer? Estamos apenas desejando que elas desfrutem de felicidade no dia do natal? Que as comemorações do natal sejam alegres? Penso que a maioria de nós está esperando mais do que isso. Queremos que estas pessoas sejam felizes não apenas nesse dia, mas durante toda a sua vida. Outras características do Natal comprovam isso.

Presentes são uma das marcas do Natal. Quando presenteamos estamos demonstrando nosso desejo de tornar as pessoas mais felizes através de nossa doação. No Natal também temos as confraternizações, com elas está o desejo de desfrutar de uma comunhão e amizades alegres, e assim expressamos que somos felizes com aquelas pessoas. Comida e bebida são outras marcas do Natal, elas manifestam fartura, e estar farto é outro ingrediente da felicidade, já que escassez tende a roubar a alegria. A iluminação é um dos aspectos favoritos nas decorações natalinas, e a luz é símbolo de alegria, estar iluminado é estar feliz. No Natal queremos a paz, pois sem ela ninguém é feliz, já que guerras, contendas e inimizades tornam as pessoas tristes. Enfim, o Natal é um tempo de festas, e só festejamos o que nos alegra, só celebramos o que nos faz felizes.

Todos estes aspectos são apropriados ao Natal. Pois no primeiro Natal, Deus nos deu o maior Presente: o Seu Filho, Jesus Cristo, para ser o nosso Salvador (João 3.16). No primeiro Natal ocorreu a maior Confraternização da história: Deus tornou-se homem, divindade e humanidade foram unidas numa só Pessoa, Jesus Cristo, o Deus-homem (Jo 1.14). Por isso o nome de Emanuel, Deus conosco (Mateus 1.23), sendo Ele foi habilitado para ser o Único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Também naquele primeiro Natal o Pão da Vida e a Água da Vida foram enviados do Céu, para matar a nossa fome e sede espiritual, saciando-nos por toda a eternidade, através de Jesus Cristo (João 6.35). A Luz veio ao mundo no primeiro Natal, para iluminar os que estavam nas trevas, salvando da escuridão do pecado e das trevas da condenação (João 8.12). O Natal foi a ação divina para enviar ao mundo o Príncipe da Paz, trazendo a paz aos homens sobre os quais Deus havia manifestado o Seu favor (Isaías 9.6,7; Efésios 2.14). Os céus fizeram Festa naquele primeiro Natal, e proclamaram as notícias de grande alegria, pois o Salvador havia nascido, trazendo glória a Deus, e alegria aos homens (Lucas 2.13,14).

Por isso, nossos votos são que neste Natal:

- você receba o SUPREMO presente, Jesus Cristo, e assim se torne um Filho de Deus (João 1.12). Este presente é supremo, pois é apenas com Ele que os outros presentes ganham sentido, e somente este Presente apaga o nosso passado, e garante o nosso futuro.

- você participe da SUPREMA CONFRATERNIZAÇÃO, a comunhão com Deus através de Jesus. Esta comunhão é suprema, pois foi Jesus que nos aproximou de Deus, dando-nos acesso ao Pai através do Espírito Santo, e fez de nós membros da família de Deus (Efésios 2.12,13,18,19). Sem esta comunhão nenhuma outra confraternização vale à pena (1 João 1.3,7).

- você se alimente do SUPREMO ALIMENTO o Pão da Vida (João 6.48). Este alimento é supremo, pois todos os outros perecem, menos esse, que foi o que desceu do céu e dá vida ao mundo, quem Dele se alimenta não morrerá eternamente (João 6.27,33, 48-51).

-você prove da SUPREMA BEBIDA, que vem da Videira Verdadeira, o sacrifício de Cristo, que dá vida eterna (João 15.1;6.56). Esta bebida é suprema, pois todas as outras não saciam para sempre, mas Jesus torna-se uma fonte que jorra para a vida eterna (João 4.10,13,14).

- você caminhe na SUPREMA LUZ, enviada ao mundo para salvar você (João 8.12). Esta Luz é suprema, pois todas as outras luzes dependem dela (João 1.9), quem crê Nele não fica nas trevas (João 12.46)

- você desfrute da SUPREMA PAZ, aquela que se tem com Deus, através de Jesus. Esta paz é suprema porque afasta de nós toda a condenação (Romanos 5.1), e nos reconcilia com Deus (1 Co 5.19).

- você participe da SUPREMA FESTA, aquela que começa no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15.7,10). Esta festa é suprema porque se perpetuará por toda a eternidade no Reino de Deus (Mateus 8.11).

Pois só assim os votos de Feliz Natal serão transformados num natal feliz.


sábado, 18 de dezembro de 2010

DEUS É NOSSO ESCUDO


Uma das preocupações mais agudas que os pais têm com os filhos é a da segurança. Tememos pelo que pode acontecer com eles diante da violência que se agiganta em nossos tempos. Conheço pais, que só conseguem dormir quando todos os filhos já têm chagado em casa. Uma mãe me contou que , quando seu filho viaja de moto, ela passa o dia doente. Quando escrevia este artigo recebi um telefone informando que o filho de uma irmã foi baleado. Ah! Se pudéssemos construir um escudo em torno de nossos filhos, para deixá-los totalmente protegidos quando atravessassem as ruas movimentadas, quando se encontrassem com pessoas violentas e mal intencionadas, etc. Só que não temos este poder. Mas há alguém que é um Escudo em torno de seus filhos.

Hoje o escudo é usado pelos policiais, como identificação de alguma marca, ou como emblema de uma equipe esportiva. Mas, antes do uso da pólvora, era uma arma extremamente importante nas guerras. No Antigo Testamento havia dois tipos de escudo: um menor e mais comum, redondo, que era usado pela infantaria ligeira e pelos oficiais, e outro retangular que cobria toda a parte da frente do corpo (Dic. Int. Teol do AT, pg. 279). Nossas versões não foram uniformes na tradução das palavras que descrevem estas armas, os termos “escudo” “pavês” e “broquel” foram usados para expressar a idéia.

Os crentes dos tempos bíblicos usaram o escudo como uma das imagens para indicar a proteção que Deus é para o Seu povo. O próprio Deus falou que era o Escudo contra os perigos da vida. Em Gn 15.1, após Abrão voltar da guerra contra quatro reis, libertando seu sobrinho Ló, Deus se dirige a ele e lhe diz para não temer, pois Ele mesmo era o seu escudo. O termo traduzido como “escudo” tem a mesma raiz do verbo traduzido como “entregar” em 14.20, quando o sacerdote Melquisedeque menciona que o Deus Altíssimo entregou (ou libertou) os inimigos de Abrão. A vitória naquela guerra, com a conseqüente libertação do sobrinho de Abrão, havia sido obra de Deus, que é escudo.

Não sabemos a razão do medo de Abrão. Poderia ser que estivesse sentindo-se ameaçado por retaliações dos quatro reis. Ou ainda, estivesse temendo pelo futuro, já que ainda não tinha filhos, e seu sobrinho continuava distante, em Sodoma. Independente da razão de seu medo, Deus lhe tranqüiliza. Deus garante que é o seu escudo, aquele que estaria lhe protegendo tanto dos perigos presentes, quanto da ameaça futura de terminar a vida sozinho, sem deixar descendência. Em nossos momentos de apreensão, vamos lembrar que o próprio Deus se coloca como nosso escudo, como Aquele que nos defende dos perigos da vida.

Isto deve ser motivo de felicidade para nós. Foi assim que Moisés abençoou o povo de Israel, fazendo-o lembrar que tinha o Senhor como o escudo para lhe ajudar e socorrer (Dt 33.29). Mas quando este povo escolheu outros deuses para servir, ficou desprotegido, ficou sem escudo (Jz 5.8). Os escudos que os homens produzem, por mais valiosos que sejam, podem ser levados embora, e servir ao inimigo (1 Rs 10.17; 14.26), mas quando Deus é o defensor, o escudo do homem não prevalece (2 Rs 19.32; Sl 76.3), pois Ele é o Dono dos escudos da terra (Sl 47.9)

Davi, um hábil guerreiro, fez questão de proclamar que Deus era o seu escudo (2 Sm 22.3; Sl 18.2,30,35; 28.7; 144.2). Em momentos de intensa aflição, Davi cantava que Deus era o seu escudo: quando teve que fugir por estar sendo perseguido por seu filho (Sl 3.3), quando difamado, nesta mesma fuga (Sl 7.10); quando sua casa foi cercada a mando de Saul, visando matá-lo (Sl 59.11). Em meio a estas enormes ameaças, Davi sabia, dependia da proteção de Deus, que era o seu escudo.

Já que Deus se manifesta como nosso escudo, nós devemos buscar refúgio Nele (2 Sm 22.31), reconhecendo que nossa salvação depende Dele ( 2 Sm 22.36). Devemos esperar Nele (Sl 115.9,10,11), clamando por Ele em nossas aflições (Sl 35.2), e buscando a orientação da Sua Palavra (Sl 119.114), pois nela está a sabedoria que é o nosso escudo (Pv 2.7), e ela é verdade que nos protege (Sl 91.4).

O fato de Deus ser nosso escudo não garante que não passaremos por momentos difíceis, tanto Abraão, como Davi, enfrentaram lutas e dificuldades. Mas o que eles tinham de mais precioso lhe foi protegido e preservado: a vida com Deus. Além dos perigos visíveis, precisamos do escudo da fé contra as ameaças invisíveis, os dardos inflamados do maligno (Ef 6.16). Este é o maior perigo que enfrentamos, a perda da fé. O abandonar a vida com Deus. Precisamos tomar em nossos braços, e mantermos firmes diante de nós a nossa fé, pois é ela quem apaga as flechas com fogo que o inimigo lança sobre nós.

Não temamos, Deus é nosso escudo!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Compartilhando leituras: O contexto de "orar sem cessar"


Perdemos preciosos ensinos da Palavra de Deus por não considerar o contexto das frases.

John Piper, no livro Quando não desejo Deus, levou-me a apreciar com mais gosto a "Orai sem cessar" (1 Ts 5.17), mostrando que ela flui dentro de um contexto de exortações para admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, ser longânimo com todos. Evitar retribuir o mal com o mal, fazer o bem a todos, alegrar-se sempre, em tudo ser grato. É uma lista de exortações tremendamente difícil de ser cumprida, e que algumas vezes fazemos apenas por obrigação, deixando de lado a alegria e a gratidão.

Citando o livro:

Os "preguiçosos" irritam você; os "desanimados" dependem de você; os "fracos" esgotam você. Contundo, você foi chamado para encorajar, ajudar, ser paciente e não retribuir mal por mal. Em outras palavras, você foi chamado para ter recursos espirituais sólidos, produtivos e sustentadores quando outros são preguiçosos, desanimados e fracos.(Pg . 150)

Como fazer tudo isso, e ainda ser alegre e grato? Onde encontrar forças para isso? ORANDO SEM CESSAR.

domingo, 5 de dezembro de 2010

MASSADA


As fotos ao lado mostram um dos pontos turísticos muito visitados em Israel: Massada. Fica no deserto ao sul do país. É um monte rochoso, de topo achatado, que se eleva a cerca de 400 metros do deserto, rodeado por profundos desfiladeiros.

Tem a forma ovalada, e cerca de 200 metros de comprimento por 60 de largura. Nos tempos bíblicos só havia duas maneiras de chegar ali. Uma vereda de 6 km de extensão, tão estreito que a pessoa tinha exatamente que colocar um pé à frente do outro, chamado “caminho da cobra”, e outro caminho guarnecido por um forte a 450 metros de altura.

Neste lugar foi construída uma fortificação militar. Quando Herodes, o Grande (37 a.C.-4 a.C. o mesmo que mandou matar as crianças de Belém), foi imposto como rei da Judéia, por causa de sua paranóia por segurança, queria um local para onde fugir se fosse ameaçado. Encontrou em Massada um refúgio natural. Por isso reforçou e ampliou as construções do local, tornando-a um lugar quase impossível de ser conquistado. É de admirar o tamanho dos depósitos e cisternas, e o luxo do palácio, casas de banho, saunas, etc. Ele nunca precisou fugir por ameaças, mas o local lhe serviu para descansar.

Setenta anos depois dele, um grupo de judeus, denominado “zelotes”, fez de Massada a última resistência judaica contra as forças romanas. O primeiro grupo de ficou ali por quatro anos, por conta do estoque de alimento, o sistema de coleta e armazenamento de água construído por Herodes. Depois da tomada de Jerusalém outros judeus fugiram para o local, formando uma população de perto de mil pessoas, que ainda resistiu por mais três anos.

Nos dois últimos anos, o exército romano acampou 15 mil pessoas para derrotar Massada. Construindo uma longa rampa (ainda hoje há restos dela), conseguiram chegar ao cume. Mas os judeus que lá estavam preferiram o suicídio a serem presos pelos romanos. Apenas duas mulheres e cinco crianças sobreviveram, por terem se escondido nas cisternas. Hoje, chega-se ao topo por um teleférico, lá os soldados israelenses fazem seu juramento.

O local recebeu este nome porque era extremamente seguro, aparentemente inexpugnável. A palavra “Massada” em hebraico, indica um lugar forte, onde alguém poderia estar refugiado dos perigos e ameaças. Geralmente lugares altos, em rochas e penhas, inalcançáveis pelos perigos de baixo (Jó 39.28), sendo comparado a uma rocha (Sl 71.3). Em nossas versões da Bíblia recebeu a tradução de: “fortaleza”, “cidadela”, “lugar seguro” , “baluarte”, entre outras.

Quando Davi foi perseguido por Saul, buscou lugares seguros para se proteger (1 Sm 22.4; 24.22). Quando teve que enfrentar os filisteus ele também ficou protegido em fortalezas (2 Sm 5.17; 23.14). Ele fez questão de conquistar Jerusalém, pois era um lugar central e seguro para o seu reino (2 Sm 5.7,9).

Mas ele aprendeu que não há lugar definitivamente seguro, a não ser no SENHOR. Ele foi aconselhado pelo profeta Gade a fugir de um destes lugares (1 Sm 22.5). Algumas vezes o lugar seguro se torna uma armadilha ou rede, de onde a pessoa não pode fugir. Por isso a palavra “massada” foi traduzida assim algumas vezes (Jó 19.6; Sl 66.11).

Davi fez questão de proclamar que só Deus é a cidadela segura (2 Sm 22.2; Sl 18.2), o único lugar forte que realmente salvava (Sl 31.2,3), a única fortaleza na qual confiava (Sl 144.2). Ele também experimentou a verdade de que com Deus, as cidadelas do mundo podem ser conquistadas, por mais força que aparentem (1 Cro 11.5).

Sem Deus, os lugares que parecem ser seguros podem se tornar uma rede onde seremos enlaçados e destruídos.

Massada serviu de fortaleza para os judeus, mas depois se tornou uma armadilha, os que estavam lá morreram presos no local que julgavam seguro. Mas aqueles que estão em Deus, que fazem Dele o seu baluarte, estarão sempre livres para desfrutar da segurança e descanso que Ele dá (Sl 91.1,2). E conquistarão as fortalezas que surgirem em seus caminhos (Mt 16.18). Seja Deus o nosso lugar seguro!