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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CULTO: OPORTUNIDADE PARA ORAR


            É incrível como tarefas simples, mas importantes, são negligenciadas. Certos deveres não são complicados, têm muita importância para a vida, e mesmo assim são descuidados. Exemplos: escovar os dentes, lavar as mãos, exercitar-se fisicamente, etc. A mesma atitude é vista na vida com Deus.  Certos compromissos espirituais não são difíceis, são até muito simples de serem executados. Têm extrema importância para a manutenção e desenvolvimento de nossa vida espiritual. Mas são absurdamente negligenciados. Um exemplo: a oração.
                A oração está longe de ser uma tarefa complicada. Para orar não é preciso conhecimento bíblico avançado, nem recursos financeiros, e nem talentos especiais. Qualquer um pode orar: criança, jovem, adulto ou idoso. Pobre ou rico. Culto ou iletrado. Não é necessário um tempo e nem um lugar especial para se praticar a oração. Qualquer hora e em qualquer lugar podemos orar. Mas, quão pouco oramos!
                Embora simples, a oração é de importância incalculável. Ainda que se faça uma leitura superficial das Escrituras, ela nos revela os efeitos que a oração pode produzir em nossas vidas. Apenas para reforçar esta verdade podemos citar: “Muito pode em seus efeitos a súplica do justo” (Tg 5.16b); “e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt 21.22); “Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Lc 11.9). Mesmo assim, oramos muito pouco!
                Há momentos que podem relembrar e incentivar a prática da oração. Um deles é o culto coletivo.  O peregrino que ia adorar em Jerusalém sabia da importância da oração e que o culto era uma oportunidade para motivá-la. No salmo 122, após testemunhar sua alegria em adorar com comunhão e aprendizado, ele faz um pedido: “Orai pela paz de Jerusalém, e ele mesmo faz a oração “eu peço: haja paz em ti (Sal 122.6,8).
                A motivação da sua oração era o amor. Amor por Jerusalém. Lá estava a casa do Senhor, onde o povo de Deus se reunia em comunhão e adoração; ali estava o trono do rei ungido que tinha como dever garantir um governo justo; e lá se podia aprender as instruções de Deus. Para manter o louvor, aprendizado e comunhão havia a necessidade da paz e do sucesso de Jerusalém.
                Mas também amor por seus irmãos e amigos. Ele queria o bem estar deles, e isto dependia da tranquilidade e segurança de Jerusalém. Estes dois amores estavam relacionados. Da paz de Jerusalém dependia a paz dos que cultuavam em Jerusalém.  
                A forma da oração era entusiástica. Isto se manifesta quando ele fala de buscar o bem de Jerusalém. A palavra “buscar” significa procurar alguma coisa com entusiasmo e esforço. O que deixa claro como ele valorizava aquela cidade e a adoração a Deus.  Pois só se ora com entusiasmo por aquilo que se valoriza. Também revela que acreditava na oração como uma forma de fazer algo pelo bem de alguém. Para ele, orar era buscar o bem daquele pelo qual se orava.  Nossa falta de oração não seriam sinais de nossa falta de amar e de valorizar o que Deus valoriza? Ou ainda sinal de nossa falta de crença na eficácia da oração?
                A exortação do salmo é válida para nós, pois Deus tem um plano para a Jerusalém terrestre (Lc 21.24). Ela não reconheceu sua oportunidade de paz (Lc 19.41-44). Mas, um dia a adoração a Deus será restaurada nela (Is 2.2-5; Ez 40-44).
                Enquanto oramos pela restauração da Jerusalém terrestre e aguardamos a chegada da Jerusalém celestial (Ap 21.10,11) devemos orar também por nossas igrejas. Somos exortados a isso com ordens diretas das Escrituras: “Orais uns pelos outros” (Tiago 5.16, ver ainda Efésios 6.18-20); e também com exemplos de pessoas que oravam e pediam orações (Rom 1.9,10; 15.30; 2 Co 1.11; Ef 1.6; Col 1.9).
                A Bíblia também nos exorta à prática da oração nos cultos: Mt 18.19,20  Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
                Uma das razões da oração deve ser paz e tranquilidade para o avanço do evangelho. 1 Tim 2.1,2Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.” 2 Tes 3.1,2Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.
Eugene Peterson disse que Uma das aflições do trabalho pastoral é a de ouvir sem fazer careta todas as desculpas que as pessoas dão como motivo de não irem à igreja. Para aqueles que tiraram seu foco de Deus há muitos motivos para não adorar na igreja (causados pelos nossos pecados e dos outros). Se você tem estes motivos vá adorar por causa de Deus, com alegria pelo que Ele já fez, faz e vai fazer por você. E também para pedir que Ele aperfeiçoe sua vida e a de seus irmãos.  Vamos banhar nossa adoração com oração. Vamos usar nossos cultos públicos para buscarmos nosso Deus em oração e pedir que Ele abençoe Sua Igreja.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A BÍBLIA, MOTIVO DE ALEGRIA NO CULTO


Ouvi que certa admiradora de nosso presidente disse que quando ele fala
o mundo se ilumina. Com certeza esta pessoa tem uma grande alegria em ouvir os discursos do presidente. Creio que isto ocorre também com os fãs de astros de cinema, música, e seguidores de líderes políticos. Notamos como eles chegam a passar dias em filas para conseguir um ingresso para um show. Outros compram revistas caras (sem pensar no trocadilho) para saber sobre a vida e pensamentos de seus astros, e ainda tem os que pagam ingressos caros para ouvir uma palestra de algum orador famoso. É esclarecedor ver o entusiasmo e alegria com que as pessoas fazem isto. Algumas vezes isto se torna um culto a uma celebridade.

Os cristãos têm maiores motivos para cultuar a Deus com entusiasmo e alegria. Um destes motivos é que no culto ouvimos a Palavra de Deus. No culto temos a oportunidade de ouvir o discurso de nosso Rei. Conhecer seus decretos e leis, que são suas instruções para os seus súditos. A palavra de Deus deve ser motivo de alegria em nossos cultos.

O peregrino se alegrava em ir ao culto em Jerusalém por que lá estavam os tronos de justiça (Sl 122.1,5), isto é, era de lá que a justiça era aprendida e aplicada.

O Salmo 19.8 diz: “Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração.” Aqui a Bíblia é chamada de “preceitos”. Esta palavra tem origem em um verbo que significa: “supervisionar”, “fiscalizar”, “enumerar” ou “arrolar”. E elas indicam aquelas ordens, ou direções, que Deus enumerou para dirigir a vida de seu povo. São as declarações de Deus que tratam das obrigações dos homens. São os decretos do nosso Rei. Palavra de Deus tem o direito de supervisionar nossa vida, indicar como devemos viver, pois ela vem daquele que é o Rei, o Supremo Chefe, o Criador e Dono de tudo.

Estes preceitos são retos, isto é, corretos, direitos, como um caminho plano e reto. A idéia é que são justos, não são mandamentos errados e tortos. São preceitos que endireitam a vida, e não a entortam. E são assim porque procedem daquele que é o Supremo Justo, onde não há nenhuma mancha de erro ou pecado. São assim porque refletem a natureza Daquela pessoa que é perfeita e conhece todas as coisas, que sabe todos os caminhos, que também sabe qual é o melhor caminho, e qual a maneira mais correta de viver. Os preceitos de Deus nos guiam por uma vida reta e plana.

Os preceitos de Deus alegram o coração. Eles nos dão alegria. A obediência aos preceitos de Deus produz em nós uma alegria plena em nosso coração. O vazio de nossa vida é preenchido por esta Palavra. Andar em seus caminhos retos nos faz desfrutam de uma vida de alegria com toda nossa disposição. Como um guia que nos educa: a palavra de Deus nos toma pela mão, e nos guia na estrada reta da vida. Leva-nos a desfrutar de uma satisfação moral, de uma paz na consciência, da certeza de ter tido nosso passado perdoado, da confiança de estar no caminho certo no presente, e da esperança de que nosso futuro será glorioso. Isto enche nosso coração de alegria.

O salmo 119.14,162 testemunha que a alegria da Palavra de Deus superava o prazer produzido pelas riquezas:

Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.”; “Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos.”

O Profeta Jeremias manifestou a mesma alegria comparando a Palavra de Deus a algo a ser comido com avidez (15.16):

“Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos.”

Um exemplo de como a alegria no culto acontece por causa da Palavra de Deus, aparece em Neemias 8.12, quando a palavra de Deus foi explicada e o povo entender a reação foi a seguinte:

“Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas.”

Infelizmente nem sempre notamos isto nos cultos. Algumas pessoas até se alegram nas horas dos cânticos, mas desligam na hora da leitura e pregação da Palavra. Alguns que pertencem aos grupos de louvor apresentam-se de modo entusiasmado na hora de cantar e tocar, mas depois chegam até a ficar fora do ambiente do culto, até o momento de se apresentaram novamente. Outros aproveitam para mandar mensagens pelo celular, conversar com quem está do lado, cochilar, ou deixar a mente em outros pensamentos. Comportam-se como se não estivessem diante de um Rei, como se as Palavras Dele não tivessem importância para a vida. O Rei está falando, mas elas não estão nem aí! Em algumas igrejas a Palavra de Deus nem faz parte do culto, não há espaço para leitura e explicação da Bíblia, apenas para as palavras dos homens. O Rei não fala nestas audiências!

Ouvir a Palavra é parte essencial do culto, pois é ouvir a Lei do Rei, os decretos do Governo de Deus. A leitura e explicação da Bíblia, e a maneira de Deus nos dizer como quer que Seus súditos se comportem. Por isso que a Bíblia é chamada de Lei do Senhor.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

POR QUE CULTUAR COM ALEGRIA?

                       Ele era um expatriado que passava por aflições. Longe, buscava a paz, mas seus vizinhos só pensavam na guerra. No meio de línguas mentirosas, clamou e Deus o atendeu (Sl 120).
            Foi convidado para adorar em Jerusalém. O caminho era cheio de perigos. Os montes poderiam esconder assaltantes, quadrilhas que atacavam, molestavam e roubavam as caravanas de peregrinos. 
As estradas pedregosas e sinuosas poderiam fazê-lo tropeçar e impedir que ele chegasse ao seu destino. Tanto corria o risco de ser ferido pelo sol escaldante do dia como o de ser desorientado pelo aluamento noturno. Mas ele sabia que tinha um guarda poderoso, vigilante, que o guardaria do mal até chegar a Jerusalém. O guarda de Israel, Senhor, Criador dos céus e da terra (Sl 121). Por isso aceitou o convite com alegria, e esta alegria o acompanhou até Jerusalém.
            Lá em Jerusalém ele cantou: Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor (Sl 122.1).  O peregrino foi adorar movido por alegria. Uma alegria profunda e contagiante, que afeta todo o ser, que faz brilhar os olhos, e normalmente se manifesta de forma extravasante (Ex 4.14; Pv 15.30; Ne 12.43). É a alegria de alguém que diz com entusiasmo: Oba! Que bom! Uma alegria que animava e dava forças para continuar vivendo. Alegria que recarregava as baterias. 
Deus quer uma adoração com alegria. Tempo e recursos devem ser ofertados com alegria, testemunhando as bênçãos de Deus, compartilhando com outros. (Dt 12.7,12,18; 14.26; 27.7; 2 Cr 23.18; Sl 100.2). As festas religiosas ordenadas por Ele eram ocasiões para que seus filhos manifestassem a alegria pelo que havia feito (Lv 23.40; Dt 16.11,14,15).
Por que adorar com alegria?
            O culto é um encontro com Deus. Da mesma forma que nos alegramos quando encontramos com pessoas que amamos, o peregrino se alegrava por encontrar-se com Deus. Para o israelita, o templo era o símbolo da presença de Deus (2 Cr 6.41), que era como um rio suprindo a cidade (Sl 46.4). Por isto Jerusalém, a cidade do templo, era a maior alegria (Sl 137.6). Na presença de Deus há abundância de alegria (Sl 16.8-11;21.1,6; 68.3).  Ele é, de fato, a razão da alegria do adorador peregrino (Sl 43.4; 149.2). Deus está constantemente conosco, mas no culto coletivo, este encontro pode ser expresso de forma pública. Como dois amigos que estão sempre juntos, mas é diante dos outros amigos que todo calor de sua amizade é mais conhecido. Assim, o culto deve ser alegre porque nele expressamos publicamente nossa comunhão com Deus.
            O culto é um tempo de testemunhar nossa salvação. Um exemplo disto é a ocasião da oferta das primícias (Dt 26.1-11). O fiel tomaria parte de todos os frutos, colocaria num cesto e iria até Jerusalém. No templo confessaria o que Deus havia realizado para salvar o Seu povo, e depois festejaria com sua família e outros adoradores os bens que Deus lhe havia concedido.     
            Também para nós, o culto deve ser a oportunidade para, com alegria, celebrarmos a grande salvação que Deus já nos deu. Éramos errantes, escravos do pecado, que nos consumia e maltratava. Deus, em misericórdia, viu nosso sofrimento, nosso futuro miserável, e enviou Jesus que pagou pelos nossos pecados. Também enviou o Espírito Santo que abriu nossos olhos para enxergarmos tanto nossa real situação, como a maravilhosa graça Dele. E assim nos trouxe para a terra da salvação e da esperança. Transportou-nos para o Seu Reino (Cl 1.13). Esta deve ser uma alegria maior do que a fartura de bens terrenos (Sl 4.7).
No culto antecipamos a plenitude de nossa salvação. A adoração não era apenas uma recordação do passado, mas um renovar da esperança futura. Nele, o peregrino olhava para trás e para frente. O que Deus tinha feito era a garantia de continuar cumprindo Suas promessas. A vinda do Messias para completar a salvação ( Sl 118.21-24), o livramento dos inimigos (Is 35.10; 51.11; 55.12; 61.7), a vinda de Deus para habitar plenamente com Seu povo (Zc 2.10). E esta esperança o alegrava.
Também nós, recordamos o sacrifício de Cristo, como o alicerce da Nova Jerusalém, onde habitaremos para sempre, com eterna alegria. Saber que o mal será finalmente vencido deve alegrar-nos (Ap 12.11,12; 18.20). Contemplar a glória leva-nos a esquecer o sofrimento presente, e isto deve produzir alegria na adoração (Rm 8.18).
A pessoa de Deus, e o que Ele fez e fará, deve nos motivar a cultuar com alegria, e nos animar a enfrentar a vida entre cada culto que fazemos.            

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

LIVRA-ME DA MENTIRA !

      Vivemos rodeados de mentiras. É impossível passar um dia sem se que nos deparemos  com palavras ou ações mentirosas tanto de nossa parte, como da dos outros. São
- mentiras da publicidade que afirmam saber o que preciso e desejo;
- mentiras que oferecem a alegria rápida através da diversão barata;
- mentiras dos homens públicos que prometem resolver os problemas comunitários, mas o que querem é resolver os problemas deles;
- mentiras de conselheiros que afirmam ser preciso dar vazão aos desejos egoístas para se adquirir  a felicidade;

- mentiras dos que oferecem uma fórmula fácil para o sucesso, que funciona apenas para os que vendem a tal fórmula;
- mentiras das religiões, que em nome de Deus oferecem conselhos que curam apenas supercialmente os problemas das pessoas;
- mentiras dos pastores que para manter suas igrejas cheias dão um jeito nos mandamentos de Deus, e seguem as modas religiosas do mundo;
- mentiras dos moralistas que acreditam que somente com esforço próprio podemos nos livrar dos  vícios, pois o homem é senhor de seu destino e capitão de sua alma;
- mentiras dos libertinos que ensinam que podemos desobedecer a Deus, porque no final tudo vai dar certo;
- mentiras  que afirmam que a razão dos meus problemas está nos outros e não em mim e que se eles mudassem minha vida seria mais feliz;
- mentiras de que se o mundo fosse do meu jeito a minha vida seria melhor;
- mentiras de que nós podemos salvar a nós mesmos.

Mentiras e mais mentiras. Neste mundo rodeado de mentiras o peregrino clama: “SENHOR, livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora.” (Sl 120.2). A maior guerra no mundo está na nossa mente e é entre a mentira e a verdade. 
Quais formas a mentira assume? Enquanto a verdade nunca muda, pois no dia que mudar deixa de ser verdade, a mentira é mutante e assume várias formas. 
Mentir é falar ou agir em desacordo com a verdade e a realidade. A mentira se manifesta de várias formas: 
- quebrar uma promessa; 
- ser infiel a um acordo; 
 - agir sem uma base (como odiar alguém sem causa, Sl 38.19); 
 - usar de falsidade no comércio (Am 8.5); 
 - não recompensar com o resultado adequado (como Nabal fez com Davi, 1 Sm 25.21); 
 - falar o que de fato não ocorreu (Ex 20.16; Dt 19.18); 
 - gabar-se contando vantagens (Pv 25.14); 
- cobrir a verdade com uma pintura que a distorce (Jó 13.4);
 - passar-se pelo que de fato não é (como ídolos que se passam como auxiliadores, mas não podem socorrer Jr 10.14,15); 
 - despertar esperanças que não serão cumpridas (Hc 2.18); 
 - confiar em algo que não têm condições de honrar a confiança (Sl 33.17); 
 - falar em nome do Senhor, quando o Senhor não falou (sonhos e profecias, mentirosos, Jr 23.25,32); 
 - encobrir os verdadeiros sentimentos com palavras falsas (Pv 10.18); 
 - afirmar que não tem pecado (1 Jo 1.10); 
 - dizer que conhece os mandamentos de Deus, mas não guardar (1 Jo 2.4); 
 - dizer que ama a Deus, mas odiar o irmão (1 Jo 4.20); 
 - arrepender-se com fingimento (Jr 3.10); 
- negar as doutrinas bíblicas (1 Jo 2.22). 
 Tudo isto é manifestação da mentira. 
Como acontece a mentira? Ela começou com o pai da mentira, o Diabo (Jo 8.44). A mentira é algo que pertence a ele, que lhe é próprio, ele mente desde o princípio. Ele é o enganador de todo mundo (Ap 12.9). Ele usa vários meios para espalhar a mentira: os seus filhos que desvirtuam a verdade de Deus (At 13.10); a sedução do mundo (Ef. 2.2). Mas o modo mais comum é atrair usando nossos próprios desejos: 
 - a ganância e o de ganhar dinheiro fácil (Jr 8.10); 
 - o de impressionar (Pv 25.14); 
 - o de conseguir escape diante de situações complicadas, sem enfrentar as dificuldades (Is 28.15); 
 - o de enganar as pessoas (Pv 10.18); 
- e todos os outros desejos ilícitos. 
A mentira nasce no coração, onde é concebida em segredo (Is 59.13); depois é declarada. Com o passar do tempo incorpora-se ao caráter da pessoa, de modo que ela não consegue falar sem mentir, sua língua e seus lábios são caracterizados como mentirosos (Pv 12.22;26.28); torna-se um seguidor do espírito da mentira (Mq 2.11), toda sua vida passa a ser orientada pela mentira (Pv 17.4), e ela mesma é iludida por sua própria mentira (Is 44.20). 
Quais os resultados da mentira? A mentira pode até ser agradável e funcionar no início, mas depois será como pedras nos dentes (Pv 20.17). Mentir é pecar contra Deus (Is 59.13), Ele odeia a mentira (Pv 6.16-19; 12.22), e não a permitirá em Sua presença (Sl 101.7), logo ela será desmascarada (Pv 12.19) e punida (Pv 19.5,9). Os benefícios conseguidos com mentiras são ventos passageiros, que não trazem nada de utilidade permanente e ainda nos arrastam para a destruição (Pv 21.6; 25.14). O destino final dos mentirosos será o lago de fogo (Ap 21.18). 
Como posso me defender da mentira? Clamar a Deus, como o salmista (120.3; 144.11) e conhecer e apoiar-se na verdade da Palavra de Deus (Sl 119.69,86,128). Neste mundo cheio de mentiras somos chamados para seguir a verdade e a viver a verdade (Ef 4.15). Por isso, clamemos a Deus que nos livre da mentira!

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...