Onde há fumaça há fogo. Este ditado expressa a crença na lei da causa e efeito. Para todo efeito há uma causa, de modo inverso, toda causa produz um efeito. Este é um fato inegável. Pode ser comprovado no dia a dia. Fazemos as coisas porque esperamos certos resultados. Quando estamos doentes (efeito), procuramos descobrir o que nos fez ficar doentes (causa). Tomamos remédios (causa), esperando que eles nos curem (efeito). Não podemos imaginar a vida sem a lei da causa e efeito.
Esta lei tem cooperado para o progresso do nosso conhecimento. Notando determinado efeito, procuramos deduzir qual a causa. E se vemos uma causa, podemos inferir qual será o efeito. Evidentemente que isto ocorre com imperfeição, pois nosso conhecimento não é ilimitado. Mesmo assim, conhecer os efeitos de certas causas, e as causas de certos efeitos pode muito nos ajudar. Quando notamos nuvens escuras no céu (causa), sabemos que vai chover (efeito), e podemos nos preparar. Quando notamos a luz do tanque de combustível acesa (efeito), sabemos que a gasolina está acabando (causa), e podemos para e encher o tanque.
Causa e efeito também existem no campo espiritual. O profeta Amós mostrou isto. No segundo sermão que pregou ao povo de Israel (capítulo 3) ele usou várias ilustrações de causa e efeito.
Em algumas ele partiu do efeito para a causa: duas pessoas vivendo unidas (efeito), é que houve um acordo entre elas (causa); um leão rugindo, é que ele encontrou uma presa para atacar; já o leão rosnando na toca é que ele já capturou a presa; uma ave presa na armadilha, é que esta estava armada; a armadilha fechando-se é que a ave caiu. Em outra ele partiu da causa para o efeito: quando a trombeta toca na cidade (anunciando a chegada de uma calamidade, um exército invasor, etc.) o povo se assusta e treme.
Amós estava anunciando juízo para Israel numa época de muita prosperidade. Era o período mais bem sucedido desde os tempos dos reis Davi e Salomão. Provavelmente este anúncio de juízo causou dúvidas. E o profeta usa a lógica da causa e efeito para demonstrar a necessidade e veracidade de sua profecia.
Quando o profeta anuncia uma calamidade é porque Deus já lhe comunicou. E se Deus comunicou é porque Ele está planejando permitir que o juízo venha. E se Deus planeja permitir o juízo é porque Israel não está vivendo a altura de sua chamada.
Deus havia escolhido Israel dentre todas as famílias da terra para ser uma nação de testemunhas Dele neste mundo. Um povo diferente, com costumes santos e justos. Mas este povo havia copiado os costumes das nações pagãs, havia se tornado até pior que os não escolhidos. O efeito disto seria o juízo de Deus sobre a nação. O povo de Israel plantou desobediência, iria colher juízo.
Vamos usar a lei da causa e efeito a nosso favor. Podemos analisar em retrospectiva: diante do que notamos em nossa vida, perguntamos: O que fiz para que isto acontecesse? O que no meu relacionamento com Deus tem produzido isto? Também podemos pensar antecipadamente: diante de uma decisão, podemos perguntar: o que ela causará no meu relacionamento com Deus? Quais serão os efeitos do que pretendo fazer?
Que efeitos colheremos na eternidade, por conta do que plantamos hoje?
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
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