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sexta-feira, 14 de julho de 2017

À SOMBRA DO ONIPOTENTE


            A frase “descansando numa sombra” produz em nossa mente imagens de árvores frondosas e pessoas assentadas debaixo sem fazer nada, apenas deixando o tempo passar. Ou ainda deitadas tirando uma soneca, desfrutando uma sensação de repouso das fadigas e protegidas do calor do sol. A mesma frase foi usada pelo Espírito Santo para se referir a um outro tipo de sombra, que também nos dá descanso e proteção: a sombra de Deus.
            Nas Escrituras o termo “sombra” tem vários usos, e um deles é o de abrigo diante do calor do sol. A sombra é produzida por objeto que se interpõe entre o sol e a pessoa, protegendo-a dos incômodos que seus raios ardentes provocam. Pode ser uma árvore, uma casa ou até uma rocha, como em Isaías 32.2.
            O uso foi ampliado para indicar a proteção necessária diante das várias ameaças da vida, como exemplificado na fábula contada em Juízes 9.7-15, quando o espinheiro convida as outras árvores a se refugiarem debaixo de sua sombra.
Muitas vezes a vida se torna perigosa e fatigante. Nas palavras de Jó: a vida é penosa e aflitiva, suspiramos por uma sombra, como um trabalhador pelo salário (Jó 7.1,2).  Parece que caminhamos num deserto.  Tudo parece cinza e estéril. Os problemas queimam em nossas mentes. As crises se abatem sobre nós como raios de um sol escaldante. O calor das tribulações sufoca nosso ânimo.
Onde encontrar essa sombra? Alguns buscam o socorro dos homens, como fez o povo de Israel, que numa crise nacional buscaram abrigo no Egito. Mas aquela sombra não trouxe o refúgio que buscavam, e assim ficaram decepcionados, envergonhados e confusos (Is 30.2,3).
Mas aqueles que buscam a sombra de Deus encontram repouso seguro. Esta é a verdade declarada no salmo 91.1: Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo descansará à sombra do Onipotente.
O texto nos descreve alguém, que após uma caminhada, encontra um lugar para se estabelecer. Ela achou um esconderijo, onde os perigos da vida não vão acha-la, por isso está protegida, escondida dos ataques dos inimigos. Este lugar é uma pessoa, Deus, que aqui é chamado de Altíssimo, isto é, aquele que está acima de todos, sobre tudo e sobre todos. Ele é a suprema autoridade do universo, o que tem o domínio sobre todas as coisas e a quem todos obedecem. Várias vezes na Bíblia a proteção é comparada a um lugar alto, inacessível aos perigos da vida. Pois o lugar mais alto e inacessível a todo e qualquer perigo é a pessoa de Deus.

Este descanso é encontrado à sombra do Onipotente. A palavra “descansar” era usada para representar o alvo de um viajante que, depois de um dia de viagem, procura um lugar para passar a noite, protegido dos perigos que a escuridão esconde. Mas também expressava o lugar seguro para residir, que foi achado descanso após várias mudanças e procuras cansativas.
O descanso encontrado está debaixo da sombra de Deus, que é chamado de Onipotente. Isto é, o Todo Poderoso. Aquele que tem todo poder e por isso garante a segurança total de uma vida.
Estar à sombra do Onipotente, é descansar com a certeza da proteção fornecida por um poder que é superior a todos os poderes deste mundo. Nada nem ninguém pode atingir aquele que está debaixo do abrigo que é Deus.
No Antigo Testamento há duas histórias de homens que ofereceram suas casas como sombra para a proteção de viajantes. Mas apesar de toda boa vontade, eles não tinham poder suficiente para garantir uma proteção segura. Num dos casos, os próprios hóspedes, que eram anjos de Deus, tiveram que providenciar o refúgio contra as ameaças. No outro, a mulher do hóspede foi violentamente estuprada e assassinada (Gênesis 19.1-11; Juízes 19.10-28). Aquelas casas não foram sombras seguras para aqueles viajantes. Os homens das cidades eram mais poderosos do que os hospedeiros. O abrigo se transformou numa armadilha e o que parecia proteção demonstrou-se letal.
Não é assim na presença de Deus. Ele é a Suprema Autoridade e o Todo Poderoso. Ele sim, pode garantir toda proteção e o supremo descanso que precisamos. Através de Jesus Cristo, podemos encontrar o refúgio e o descanso que nossa alma deseja e precisa (Mateus 11.28-30).
Encontre em Deus a sua casa, que Ele seja sua sombra, só assim você descansará seguro.


domingo, 4 de setembro de 2016

NA RODA DA DIVINA MISERICÓRDIA


            Em séculos passados, diante de uma gravidez indesejada, as mulheres abandonavam seus filhos recém-nascidos nos rios ou florestas. Não é necessário dizer que a maioria morria. Para evitar esse crime cruel, foi instituído a Roda da Misericórdia, também conhecido como Roda dos Rejeitados. Era um cilindro, de madeira ou metal, colocado nos Conventos e Casas de Misericórdia a fim de receber as crianças enjeitadas. O bebê era colocado na parte de fora do equipamento, depois girado para dentro do convento,  onde era acolhido e criado. Em alguns cilindros, havia uma sineta para avisar que uma criança estava ali.
            Outro nome dado a este equipamento era Roda dos Expostos, porque ali eram recebidos os expostos à rejeição e ao abandono. Hoje há orfanatos e lares de acolhimento que recebem crianças que não têm quem cuide delas, aliviando um pouco o sofrimento e a dor causados pela rejeição e pelo abandono.
            Todos nós, apesar de não abandonados no nascimento, podemos nos sentir expostos à situações de esquecimento e abandono. O desprezo das pessoas amadas, a indiferença daqueles em quem depositamos nossas esperanças, o abandono por parte daqueles que têm o dever de nos auxiliar, ou ainda a perseguição e oposição de inimigos poderosos são algumas das circunstâncias que podem causar as dolorosas sensações da rejeição.
            Mas nós podemos contar com uma imensa roda de misericórdia para nos acolher e nos colocar numa casa de misericórdia infinita, que é a pessoa de Deus.
            O profeta Jeremias, após anunciar o juízo e a salvação de Deus para um povo que teimava em se afastar e desobedecer, canta o seguinte louvor: 
Ó SENHOR, força minha, e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia, Jeremias 16.19
            Jeremias enfatiza o poder e proteção que Deus é, especialmente nos momentos de dificuldades, usando três termos que poderiam ser aplicados a um lugar que servia de refúgio e acolhimento diante do perigo.  Ele diz que Deus é a Sua força, palavra que indicava o poder que habilitava alguém para enfrentar situações complicadas, e que também qualificava um lugar que servia de proteção na iminência de um ataque (Juízes 5.21; 9.51).
            Depois fala de Deus como sendo sua fortaleza, isto é, um local de segurança e defesa quando a guerra chegava.  E por último, ele canta que Deus é o Seu refúgio, lugar para onde alguém poderia correr e ser abrigado quando se deparava com as ameaças da vida.
            Note que ele personaliza essa proteção: Deus é minha força, minha fortaleza, meu refúgio. Não apenas um local impessoal de proteção, mas o seu local de abrigo. Deus é Aquele para o qual podemos correr em nossas angústias. Quando estiver em situações de extremo desconforto e tristeza, lembre-se disso: Ele te acolhe e te protege.
            O profeta Naum também proclamou que Deus é um lugar de acolhimento seguro.
O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.
Naum 1.7
            No meio de uma profecia que anuncia o juízo sobre a cidade de Nínive, ele anuncia um alento, lembrando a bondade de Deus, que acolhe e protege aqueles que O buscam para encontrar segurança. 
            Algumas pessoas podem buscar abrigo em lugares e pessoas que não são suficientemente capazes para proteger e talvez nem tenham a boa vontade para prestar alguma ajuda diante da dificuldade. Mas, há um Deus, que é poderoso e bom, e acolhe aqueles que correm para Ele na hora do desespero.
            Não há motivo para desespero ou desesperança, pois, mesmo quando abandonados e rejeitados pelas pessoas daqui, podemos entrar na roda dos rejeitados e sermos girados para dentro da Casa de Misericórdia que é o nosso Deus e para sempre estaremos protegidos e amados. Tudo isso através do nosso Senhor Jesus Cristo, nossa Roda de Misericórdia.
Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão... 

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.
 (Hebreus 4.14-16).



 


O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...