Mostrando postagens com marcador amor de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor de Deus. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de fevereiro de 2021

O AMOR EM BUSCA DA PERFEIÇÃO

 

 

 

O desejo de transformar o ente amado para que ele se enquadre em nossa vontade e expectativas, e satisfaça nossos anseios, parece comum nos vários relacionamentos. Esse exercício demanda grande esforço e provoca elevados níveis de estresse e frustração. Por que agir assim? Por que não se contentar com o que a pessoa amada pode oferecer?

 

  

Penso que essas palavras de George MacDonald podem explicar esse desejo: 

O amor sempre tem em vista a beleza daquilo que contempla. Onde a beleza é incompleta e o amor não pode amar sua plenitude de amor, ele se gasta mais para torná-la mais amável, para que possa amá-la mais. O amor busca a perfeição, ainda que ele mesmo possa ser aperfeiçoado — não em si, mas em seu objeto […] Portanto, tudo que não é belo no amado, tudo que está entre o amor e o que é amado e que não é da natureza do amor, deve ser destruído. E o nosso Deus é um fogo consumidor.[1]  

O contexto deixa claro que MacDonald está referindo-se ao amor de Deus. Essa verdade tem sua origem nas Escrituras. Paulo, em Romanos 8.28 e 29, afirma que Deus faz com que tudo trabalhe conjuntamente para o bem daqueles que Ele chamou conforme o propósito que ELE tem para eles de serem semelhantes ao Seu Filho Jesus Cristo.  Este argumento do livro é concluindo com uma frase afirmando que nada poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 8.39).   Novamente Paulo, em Efésios 4.11-16, diz que este é o alvo de Deus para o Seu povo. Isto é, que todos sejam aperfeiçoados ao ponto de se tornarem pessoas maduras, tendo como padrão a pessoa do Senhor Jesus Cristo. 

Nesse processo, Deus vai consumir, isto é, vai destruir, tudo que não esteja conforme esse amor. Esta foi a oração expressa pelo salmista no Salmo 139.23,24.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração;

 prova-me e conhece os meus pensamentos; 

vê se há em mim algum caminho mau, 

e guia-me pelo caminho eterno.

 Deus está no direito de agir assim porque Ele é o Absolutamente Perfeito e conhece com toda exatidão o que é a perfeição. Sendo, Ele mesmo, o padrão de perfeição e onisciente, isto é, conhecedor de absolutamente tudo, Ele não comete erros e não têm conceitos errados. Ele mesmo não está sujeito ao processo de aperfeiçoamento.   Também, por ser Onipotente, Ele tem a capacidade de agir e controlar todas as situações para produzir o que Ele almeja na vida de seus amados. 

Além disso, Ele tem a autoridade de transformar as pessoas. Essa autoridade lhe é assegurada por ser Ele o Criador de tudo (Ap 4.11) e também por ser o Resgatador de Seu povo, por Ele comprado por altíssimo preço (1Pd 1.18-20). 

O elemento complicador, no caso do amor entre os seres humanos, é que, por sermos pecadores, nossa visão de aperfeiçoamento é egoisticamente autocentrada. Temos a tendência de considerar como perfeito e bom apenas aquilo que nos agrada e de que julgamos precisar. Mas, nossa finitude e pecaminosidade, com frequência, nos levam a nos agradarmos daquilo que nem é bom nem perfeito embora, com nossas mentes turvadas pelo egoísmo, tenhamos sérios problemas em admitir isso.

O desejo de mudar as pessoas que amamos, quase sempre, é fruto da nossa arrogância, que se julga capaz de saber o que é melhor para essas pessoas, de acordo com nossa visão de perfeição.

Este anseio pode levar a uma frustração e insatisfação, porque passamos a exigir plena satisfação no relacionamento. Lembro do trecho de um romance que expressava isso: 

"- O tempo que passávamos juntos era de alguma forma...completo. O problema era que isso não era o suficiente. Eu não estava plenamente satisfeita. 

           - Talvez não seja possível ficar plenamente satisfeita."  

(Alan Titchmarsh, "O amor e o Dr Devon", edição da Seleções do Reader's Digest, pg. 248)

        Exigir plena satisfação nos relacionamentos neste mundo é esticar a corda além do limite que ela pode aguentar. Muitos relacionamentos acabam porque alguém exigiu perfeição do outro. Neste mundo manchado pelo pecado, os bons relacionamentos carregarão muita satisfação e alguma insatisfação. Para quem quer tudo, pode sobrar o nada. Para os que não suportam alguém imperfeito, sobra o ninguém perfeito. Cada um deve verificar o que considera essencial e o limite suportável e depois relevar o que passar disso.

 Por isso, nosso amor precisa ser aperfeiçoado no amor de Deus. Primeiro, buscando enxergar o que é perfeição de acordo com o padrão de Deus. Nosso alvo deve ser que as pessoas amadas por nós se tornem semelhantes a Jesus. Não que elas vivam para satisfazer nossos anseios e desejos. 

Depois,  necessitamos colocar nas mãos d'Ele aquilo que consideramos defeituoso nas pessoas que amamos e não temos o poder de mudar. Sabendo que o mesmo Deus que nos aperfeiçoa também está trabalhando no aperfeiçoamento delas. Assim, o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1Co 13.7). 



[1] Lewis, C.S , George MacDonald: uma antologia, (Trad. Carlos Caldas) RJ: Thomas Nelson do Brasil. Pg. 34 

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

NATAL , PRESENTE DE AMOR


O que comemoramos no Natal? A resposta é óbvia: o nascimento de Jesus Cristo. Mas, por que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo? O seu nascimento está distante de nós tanto no tempo como no espaço. Ocorreu há mais de dois mil anos, e na distante Palestina, milhares de quilômetros distantes daqui.
Outras pessoas famosas já passaram por este mundo. Fizeram revoluções, venceram guerras, lideraram exércitos. Foram reis, presidentes, escritores, cientistas, religiosos, caridosos, etc. Mas nenhum deles tem a data de seu aniversário comemorada de forma quase mundial. Por que só o nascimento de Jesus é comemorado assim?
Jesus nasceu numa das menores vilas de Seu país. Nunca escreveu um livro, nunca liderou um exército, nunca empunhou uma arma. Na maior parte de sua vida nunca saiu de seu pequeno país (menor que o nosso estado de Sergipe). No entanto, Ele é conhecido em todo o mundo. Seus ensinos modificaram toda cultura ocidental. Sua influência é vista até na forma como marcamos o tempo: antes e depois de Cristo.
Não temos certeza da data de Seu nascimento. Mesmo assim, os dois maiores feriados do mundo relembram seu nascimento. Por quê?
Há várias razões, mas creio que a maior é que Sua visita a este mundo foi um ato de amor.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16). Este versículo está inserido no relato da conversa que Jesus manteve com Nicodemos, que era um mestre religioso em sua época.
Após avisar que era preciso uma nova vida para entrar no Reino de Deus, e explicar como era essa nova vida, Jesus diz que Ele é o único que veio do céu para revelar o Pai e morrer (ser levantado) salvando os homens. O verso 16 é um resumo que explica a razão e o propósito de Deus enviar Jesus ao mundo. Neste pequeno verso temos um grande relato do amor de Deus.
forma como Deus demonstrou Seu amor: deu Seu Filho Unigênito. Amar envolve sentimento e intenção, mas inclui também uma ação. Li um fórmula interessante: intenções -ações = nada. Isso significa que intenção sem nenhuma ação não produz nada. Deus teve intenção e ação. E Sua ação foi uma doação. 
intensidade do amor de Deus: de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito. Não foi um amor pequeno, mas um amor que deu o bem mais precioso que tinha. Ele não poupou Seu Próprio Filho. Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? (Romanos 8.32). A doação foi uma dor em ação. Foi uma doação que possibilitou a doação de todas as outras coisas que precisamos.
presente do amor: o Seu Filho Unigênito. O único Filho da mesma natureza do Pai. Os homens são filhos de Deus por adoção, Jesus é o único filho que compartilha a mesma essência.O próprio Deus se deu na Pessoa de Cristo, pois Jesus é da mesma natureza de Deus, Ele também é Deus. Como Ele afirmou: Eu e o Pai somos Um. (João 10.30). Foi o maior presente que Deus poderia doar, e o maior que o mundo poderia receber. 
objeto do amor: o mundo. As pessoas que habitam neste mundo, e que não amavam a Deus. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.  (1 João 4.10). “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). Ele amou pecadores: “Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Romanos 5.8)
propósito do amor: para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. O propósito de Deus em nos amar e enviar Jesus foi nos dar a salvação. “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio Dele”. (1 João 4.9)
eficácia do amor: quem nele crê tem a vida eterna. Qualquer amor para ser desfrutado tem que ser acreditado. Só se desfruta um amor quando se confia e se aceita este amor. Deus amou o mundo, mas apenas os que confiarem em Seu amor, e aceitarem o presente que Ele deu é que serão salvos.
resultado do amor para quem rejeita: pereça.  A rejeição do amor de Deus manifestado em Cristo acarretará a condenação, a perdição eterna. “Quem não crê já está condenado: porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus”. (João 3.18). “Mas aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3.36)
Rejeitar o presente do amor de Deus é ficar debaixo da Sua ira. O Natal só será feliz se aceitarmos o amor de Deus em Seu Filho, Jesus Cristo.



O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...