terça-feira, 26 de agosto de 2008

DEPENDE DO CLIMA!

“Depende do clima!” ou “Não houve clima!” são expressões que afirmam a falta de um ambiente favorável para a realização de um plano. Querem dizer que não houve condições físicas ou psicológicas que permitissem a concretização de algum projeto. Muito de nossa vida depende do clima, tanto no sentido literal, como figurado. Algumas atividades só podem ser realizadas no inverno, outras apenas no verão. Sem chuvas não há condições para plantas nascerem e crescerem, sem sol, não há como o fruto amadurecer. A saúde de alguns de nós depende do clima, ele pode causar reações alérgicas, resfriados, etc. Alguns de nossos projetos dependem do clima “Se não chover”, é uma condição que colocamos para realização de algumas coisas. Penso que todos nós entendemos e aceitamos as limitações que o clima coloca em nossas vidas. O problema é quando deixamos nossa vida espiritual depender do clima. Quando dependemos das condições externas para nos realizarmos espiritualmente. Na área espiritual podemos viver independentes do clima.
Como superar os tempos difíceis? Como manter uma boa saúde espiritual em climas desfavoráveis? Como continuar dando frutos para Deus, mesmo em tempos de sequidão? Como não se cansar diante do calor das dificuldades, ou desanimar com a falta de perspectiva dos dias frios? Como não permitir que os dias de nuvens nublem nossas esperanças? Deus nos dá a resposta através de Jeremias no 17.5-8.
Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.
Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.
Confiar em si mesmo é depender do clima, é fazer da nossa força o último recurso. Quando nossa despreocupação é devida a promessas de outros, afastamos o nosso coração do Senhor. Quando pensamos que nosso bem estar e segurança dependem dos recursos humanos, estamos deixando de confiar em Deus.
O resultado é maldição. É ficar preso a si mesmo, sem possibilidade de avançar além de seus próprios limites. É ficar imobilizado, incapaz de agir além das próprias forças. É ser banido de desfrutar dos recursos divinos, que são sobrenaturais. É apoiar-se apenas nas possibilidades naturais, naquilo que está debaixo do sol. É ser como um arbusto solitário no deserto. A palavra “arbusto” indica uma árvore de folhas minúsculas, tal como escamas, deriva de um termo que significa “nu, despido, desamparado”. Uma árvore assim, no deserto, fica nua, sem folhas, e desamparada. O clima não lhe é favorável para florescer e dar frutos.
Nesta situação não se percebe quando o bem chega. Os tempos bons passam pela vida sem que se desfrute dos tesouros que Deus derrama, pois os olhos do coração estão em outros lugares. A vida será marcada pela tristeza, falsas esperanças, decepções e frustrações, como alguém que mora numa terra deserta e estéril, que não gera frutos. A realização irá depender do meio. Quando tudo em volta estiver bem, haverá ânimo. Quando as coisas ao redor forem ruins, o desânimo dominará.
Mas quando se confia no Senhor, quando a fé é depositada Nele, quando Ele é o motivo da segurança, então o meio não irá afetar. A imagem é de uma planta que não depende da chuva para frutificar, que mantém sua folhagem verde e exuberante mesmo em ano de seca. Pois está firmemente plantada junto a ribeiros de águas, suas raízes dependem de fontes que está além dela mesma. Por isso, não se deixa afetar quando o calor chega. O clima não determina sua produção. Nada irá lhe abalar,
Confiar no Senhor é ser abençoado, isto é, capacitado para ser bem sucedido e realizado. É desfrutar dos recursos sobrenaturais que vêm apenas de Deus. É ter as raízes da vida fincadas em fontes sobrenaturais, que não dependem das circunstâncias. Por isto a apreensão e ansiedade não serão dominantes, mesmo quando o clima for de tempestade.
Confiar no Deus imutável é a solução para não depender das variações do clima.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O sucesso e a glória de Deus

Creio que todos os seres humanos almejam ser bem sucedidos, isto é, querem o sucesso. Inclusive os cristãos. Mas aprendemos pela Bíblia que todos nós devemos viver para a Glória de Deus (1 Co 10.31), a busca pela glória de Deus deve ser o motivo regulador de todas as nossas atividades. Pecado é justamente não viver para este fim (Rm 3.23). Como relacionar a busca pelo sucesso e a Glória de Deus?

Sucesso é conseguir o mais alto valor que existe. Todos nós buscamos o que valorizamos. Corremos atrás daquilo que consideramos ter valor para nós. E valorizamos aquilo que acreditamos nos trará a felicidade. Esta busca é correta. O problema é que não conseguimos identificar corretamente os valores que nos trarão felicidade. Há muita coisa que consideramos de valor: riqueza, aplauso, conhecimento, saúde, poder, etc.

Mas não conseguimos correr atrás de tudo isto ao mesmo tempo. Ao perseguir uma coisa, sacrificamos outra. Quem busca poder pode perder a saúde, quem quer conhecimento, pode ficar sem riqueza, e assim por diante. Devemos canalizar nossa energia para aquilo que julgamos o mais alto valor. Aquele pelo qual vale à pena sacrificar as outras coisas, pois com ele está a felicidade. Alcançar este valor é alcançar o sucesso. Qual será este valor supremo?

Nossa vida é eterna, portanto precisamos de um valor eterno. Somos pessoas, portanto precisamos de um valor pessoal. Somos criaturas, não existimos por nós mesmos, portanto precisamos de algo além nós. Somos seres morais, portanto precisamos de algo que seja justo e amoroso, não pecaminoso. Podemos buscar riquezas, aplauso, conhecimento, saúde, poder. Mas o tipo de riqueza, aplauso, poder, conhecimento e saúde que procuramos e conseguimos estão corrompidas pelo pecado e são transitórios, portanto inseguros, e não nos realizam plenamente.

Precisamos de algo que nos satisfaça plenamente. Que seja eterno, pessoal, além de nós, justo, amoroso, e perfeito. Este ser é Deus. Ele é o mais alto valor. Deus nos fornece uma riqueza, um aplauso, um poder, um conhecimento e uma saúde superior. Tudo isto encontramos no relacionamento com Ele. Ele é o maior tesouro, dele podemos receber o mais puro aplauso, Ele é a mais alta fonte de conhecimento, Ele é o maior poder. A verdadeira vida, portanto a verdadeira saúde, está Nele. Portanto, Nele encontramos tudo que ansiamos.

Como se conquista Deus? Como Deus é uma pessoa nós o conquistamos entrando num relacionamento com Ele. Sucesso então é relacionar-se adequadamente com Deus. Agradar a Deus é o sucesso. Agrada-te do SENHOR e Ele satisfará os desejos do teu coração (Sl 37.4). Agradar-se de Deus é encontrar Nele a nossa felicidade e prazer, é fazer Dele a nossa alegria. Como resultado nossos anseios serão satisfeitos. E assim encontraremos o sucesso.

É no relacionamento com Ele que encontramos nossa realização e felicidade. É buscando a glória de Deus que encontramos o sucesso. Pois Deus é o único que pode nos satisfazer.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Quando amamos, obedecemos.

Quando amamos alguém é quase impossível esconder. Mesmo tentando mante-lo oculto, nós enviamos sinais de amor. Mais cedo ou mais tarde demonstramos nosso amor por aquela pessoa. Isto quer dizer que o amor nos impele à ação. A mesma coisa acontece quando amamos a Deus. Quando O amamos nõs agiremos de forma que demonstre este amos. Um dos sinais que amamos a Deus é a obediência aos seus mandamentos.
Esta verdade já havia ficado muito clara no Antigo Testamento quando Deus disse que o dever do povo era amá-Lo. Em várias passagens a ordem de amar vem acompanhada da ordem de obedece-Lo.
Deuteronômio 30.16 - Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir.
Josué 22.5 - Tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do SENHOR, vos ordenou: que ameis o SENHOR, vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.
Esta associação com a obediência aparece em quase todos os textos onde há uma exortação para amar a Deus (Êxodo 20.6; Deut. 5.10; 7.9; 10.12; 11.1,13; 30.16, 20).
O Senhor Jesus Cristo também fez questão de deixar claro que um dos sinais que amamos a Deus é nossa obediência.
Em João 14.15 Ele disse aos seus discípulos: se me amais, guardareis os meus mandamentos. Quando amamos a Jesus nós obedecemos aos mandamentos de Jesus. De fato amar a Jesus é uma maneira de nos prevenirmos do pecado.
No mesmo sermão ele ainda diz com ênfase: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama... (João 14.21). Jesus mostra que é impossível amar a Deus e não obedecer, pois quem conhece e obedece aos seus mandamentos, é este quem ama a Deus. Dois versículos à frente lemos: Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra;..., e: Quem não me ama não guarda as minhas palavras (João 14.23,24). Desobediência aos mandamentos de Jesus é sinal que não amamos a Jesus.
O apóstolo João, que estava presente quando Jesus disse estas palavras, fez questão de repeti-las na primeira carta que escreveu. Nesta carta ele apresenta alguns sinais de quem é de fato crente, e um destes sinais é a obediência: Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele. (1 João 2.5).
Ele até indica que é uma definição de amar a Deus é guardar os seus mandamentos: Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos. (1 João 5.3). Quando amamos, o sacrifício se torna leve, e assim não achamos difícil seguir os mandamentos. Tal qual Jacó, que trabalhou sete anos para ter Raquel, e “estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.” (Gênesis 29.20).
Se você ama a Deus, você sinaliza este amor obedecendo aos mandamentos de Deus.