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sábado, 21 de novembro de 2020

JUNTOS NA MISSÃO DE COMPARTILHAR A FÉ

 


 

O tema de nossa 35ª Conferência Missionária comunica uma dupla verdade: estamos juntos, pois compartilhamos a mesma fé, e juntos devemos compartilhar a mesma fé. 

Isto é, todos os que pertencem a Deus participam da mesma fé, da mesma crença, do mesmo evangelho. Estamos juntos nesta crença. Acreditamos nos fatos do evangelho e na interpretação que o próprio Deus nos dá destes fatos. Somos pecadores, e por causa disso, condenados diante do tribunal de Deus a uma punição eterna (Rm 3.23; 6.23b). Mas por pura graça e amor, Deus enviou Jesus, que sofreu esta punição eterna merecida por nós (Rm 3.24-25; Gl 3.10-14). E por causa desta obra de Cristo, qualquer pessoas que em arrependimento e fé abandona seus pecados para seguir a Cristo fica livre da condenação e ganha a salvação ( Rm 6.23b; 1Co 15.1-5).

Uma vez que concordamos, comungamos e compartilhamos esta verdade, devemos partilhar, isto é, comunicar estas mesmas verdades a outras pessoas. Tanto porque o mesmo remédio que nos curou serve para todos os que o quiserem tomar, como porque esta é uma ordem no autor deste evangelho (Mt 28.18-20; Mc 16.15; At 1.8).

O alvo é aquele escrito por João: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai, e com o seu Filho, Jesus Cristo. (1João 1.3).

            Qualquer tarefa fica menos difícil quando compartilhada com pessoas que podem nos ajudar. Enfrentar desafios, realizar trabalhos e cumprir missões sozinho pode ser estressante e desanimador. Deus sabe disso e, por isso, afirmou que não seria bom para o ser humano vier só (Gn 2.18).

            Na maioria das vezes, Ele preparou companhia para as pessoas que haviam recebido alguma missão: Noé, Abraão, Isaque e Jacó tiveram suas famílias; para Moisés ele preparou seu irmão Arão; Jesus enviou setenta discípulos de dois em dois (Lc 10.1); Paulo procurava sempre trabalhar em equipe. Exercer o trabalho sozinho sempre foi uma exceção e não a regra.

            A missão de evangelizar foi dada a todos os discípulos e não apenas a alguns obreiros (Mt 28.18-20; Mc 16.15; At 1.8).  A Igreja de Cristo tem a tarefa de proclamar o evangelho, de compartilhar a fé. 

            Na carta que escreveu aos filipenses, o apóstolo Paulo chamou aqueles irmãos de associados do evangelho, isto é, sócios no evangelho. Ele agradeceu a Deus pela cooperação no evangelho de todos aqueles irmãos. Afirmou ainda que estava convicto que Deus completaria a obra que havia iniciado na vida daqueles irmãos porque todos eles eram participantes da graça junto com Paulo (Filipenses 1.5,7).  

As palavras “cooperação” e “participantes” são formadas pelo termo “koinonia”, normalmente traduzida como “comunhão”, que expressa um senso de comunhão, solidariedade e responsabilidade compartilhada entre família, grupos ou indivíduos.

Os filipenses haviam se tornado sócios do evangelho por entenderem que tinham uma solidariedade e responsabilidade compartilhada com os que o anunciavam. Eles estavam associados a Paulo tanto na proclamação, como na defesa, confirmação do evangelho e até nas prisões de Paulo por causa do evangelho.  Esta participação ocorreu desde os primórdios de sua fé, e havia permanecido até aquele momento, e Paulo acreditava que continuaria por causa da ação de Deus na vida deles.

Quando me envolvo na obra da evangelização, estou testemunhando que participo deste evangelho, que fui envolvido nele, que faço parte dele. Não sou apenas um admirador, mas um seguidor de Jesus. Além disso, também confirmo que a obra de Deus começou e há de ser completada na minha vida. 

Pois apenas aqueles que compartilham a fé, podem partilhar esta mesma fé!

 

 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

EVANGELIZAR!!! POR QUÊ???



A expressão por que é usada para expressar razão, motivo, ou propósito. Isto é, ela tanto pode indicar a motivação que nos leva a fazer algo, como o para quê fazemos algo. É compreensível que a expressão seja usada assim, pois muitas vezes o motivo e propósito são confundidos. Exemplos: um pai pode pagar uma boa escola para seu filho porque ama o filho, neste caso sua motivação é o amor. Ou um pai pode pagar uma boa escola para seu filho porque quer que ele passe no vestibular, neste caso o motivo é seu propósito: o sucesso do filho. Mas ainda, um pai pode ter a motivação do amor e o propósito do sucesso ao mesmo tempo.

Esta confusão ocorre com muita freqüência na vida. Muitas vezes fazemos do para quê o nosso porquê. Inclusive na evangelização. No penúltimo boletim lemos que evangelizar é proclamar a mensagem que se encontra na Bíblia, como as boas notícias que Deus tem para o homem. Estas notícias são que Deus realizou a nossa salvação através da morte e ressurreição de Cristo. E diante disto as pessoas são convocadas ao arrependimento (abandono dos pecados) e à fé (aceitação da salvação e perdão que Deus oferece gratuitamente em Cristo). Neste artigo veremos o porquê (a razão, motivo) devemos evangelizar. Num futuro veremos o para quê.

A maior motivação para evangelizarmos é o amor a Deus. Este deve ser o combustível que nos move a proclamar a salvação.

Quando amamos alguém queremos fazer algo que alegre esta pessoa. Deus se alegra quando as pessoas ouvem o que Ele fez por elas, Ele tem prazer na conversão delas. Falando através do profeta Ezequiel, Deus menciona por três vezes que não tem prazer na morte do pecador, mas que Seu prazer é que este se converta e viva (Ez. 18.23,32; 33.11). Se amamos a Deus faremos o que lhe dá prazer: evangelizar.

Quando amamos cooperamos com a tarefa que a pessoa amada realiza, a não ser que ela não queira nossa cooperação. Deus está empenhado na tarefa de comunicar ao homem o evangelho, as boas novas da salvação. Em Atos 17.30, o apóstolo Paulo diz que Deus anuncia (no original a palavra tem composição semelhante a evangelizar) a todos os homens em todos os lugares que se arrependam. Deus enviou e ungiu Jesus para evangelizar (Lucas 4.18). E Deus quer a nossa cooperação nesta tarefa. Antes de Jesus subir ao céu Ele comunicou esta ordem: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura (Marcos 16.15). Se amamos a Deus cooperaremos com Ele nesta tarefa que é: evangelizar.

Uma segunda motivação para nossa evangelização é o amor ao próximo. Quando amamos queremos que a pessoa amada tenha o melhor. A maior bem que qualquer pessoa pode ter é o evangelho. Não há tesouro maior. Jesus comparou o evangelho a um tesouro pelo qual o homem dá tudo que tem (Mt 13.44). Se amamos o nosso próximo iremos lhe anunciar o maior bem: o evangelho.

Não queremos que algo de ruim aconteça com as pessoas que amamos. A pior coisa que pode acontecer a alguém é perder a sua alma. O próprio Jesus disse que de nada adianta a pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mt 16.26). Todos as pessoas estão condenadas a perder a sua alma, por conta de seus pecados ( Rm 3.23; 6.23). Só há um meio delas escaparem desta condenação: o evangelho de Cristo (Atos 4.12). Foi por isso que Pedro disse que não poderia deixar de falar das coisas que viu e ouviu (Atos 4.20). Se amamos o próximo iremos lhe anunciar o único modo dele escapar da condenação eterna: o evangelho.

Resumindo: quem ama, evangeliza !

sábado, 30 de abril de 2011

EVANGELIZAR! COMO?


Evangelizar! Como?

Saber que devemos fazer algo é uma coisa, mas saber como fazer é outra. Muitas vezes ficamos desanimados diante do que temos para fazer, não por falta de consciência de que é nosso dever, mas por não saber como fazer. Isto pode acontecer com a evangelização. Os crentes em Cristo sabem que devem evangelizar, muitos não evangelizam porque não sabem como evangelizar.

Evangelizar é proclamar as boas notícias de que Deus enviou Seu Filho Jesus para salvar os homens de seus pecados. Quais seriam as maneiras para contarmos esta notícia?

Creio que há dois meios básicos para evangelizarmos: vida e palavra. Vivendo e falando. Os dois meios não se excluem, mas se completam. O viver afiança o falar, e o falar explica o viver. De modo que só falar sem viver não demonstra que nossa mensagem é verdadeira, e só viver sem falar não explica como as pessoas podem ter uma vida igual a nossa.

Há exemplos e ordens bíblicas para proclamarmos o evangelho com a vida. A sunamita percebeu que Eliseu era um santo homem de Deus pelo modo como ele transitava entre eles (2 Rs 4.9). O apóstolo Pedro disse que os maridos descrentes poderiam ser ganhos sem palavra alguma, somente através do comportamento de suas esposas, observando que o modo delas procederem era honesto e cheio de temor a Deus (1 Pd 3.1,2).

O apóstolo Paulo disse aos empregados que com seu comportamento poderiam embelezar o ensino de nosso Senhor (Tt 2.10). Em outra oportunidade ele disse que os crentes são como luzeiros que brilham numa noite escura (Fp 2.15).

Jesus falou de nossa responsabilidade de testemunhar com nossas vidas, várias vezes. Ele disse que nós somos a boa semente que Ele plantou neste mundo (Mt 13.37,38). Disse ainda que somos o sal da terra, com a finalidade de dar sabor e conservar o que é bom (Mt 5.13). Mas se o sal fosse misturado com impurezas, ele perderia sua finalidade. Assim o cristão deve ser puro, e mostrar o sabor de uma vida com Cristo. Disse ainda que somos luz no mundo (Mt 5.14-16). Esta luz deve brilhar em lugar onde possa ser vista, e assim iluminar o caminho para as pessoas. Da mesma forma como não tem sentido acender uma vela para colocá-la debaixo de uma vasilha, também não tem sentido o crente viver sem demonstrar a diferença que Deus fez em sua vida.

Proclamar o evangelho com a vida é de suma importância, pois como diz certo ditado Sua vida fala tão alto que não posso ouvir o que você diz. Como vivemos pode abafar o testemunho falado nosso e de outros, ou pode dar crédito ao que é falado.

O viver, tanto demonstra a veracidade da mensagem como desperta a curiosidade das pessoas para saber o porquê desta vida diferente. E assim nos dá a oportunidade para proclamar com palavras.

Não é uma questão de escolha se vamos evangelizar com nossa vida ou não. Nossa vida já testemunha, a escolha é se vamos dar um bom testemunho, ou um mau testemunho. A vida do crente pode servir de duas maneiras, como meio de evangelização ou como pedra de tropeço. Nossa vida ou chama as pessoas para Cristo, ou afasta as pessoas de Cristo. O que sua vida está fazendo? Atraindo ou afastando as pessoas de seguir a Jesus?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Evangelizar, o que é isso?


Aprendemos e usamos a linguagem do grupo ao qual pertencemos. Por isso algumas vezes usamos termos que não sabemos bem o que significam. Isto também ocorre na Igreja. As pessoas achegam-se, usam as palavras que ouvem todos falarem, mas não sabem corretamente o que elas querem dizer. Então perguntamos: o que é evangelizar?

Na língua original evangelizar significava “proclamar boas notícias”, “anunciar uma mensagem que causa alegria”. Na versão do Antigo Testamento foi usado para o anúncio de vitórias militares ou a chegada de um filho (2 Samuel 18.20,22; Jeremias 20.15, uso semelhante aparece em Lucas 1.19), mas também para a proclamação das palavras e ações de Deus (Salmos 40.9; 68.11; Isaías 41.27) e para o anúncio da salvação que Deus Ele realizava (Salmos 96.2; Isaías 52.7).

No Novo Testamento o termo indica que Deus tem realizado a Sua salvação através da pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, o qual enviou ao mundo. Os anjos evangelizaram os pastores proclamando as boas notícias que Jesus nascera (Lucas 2.10). João Batista evangelizou anunciando que o Messias viria, e que Ele traria a salvação e o juízo de Deus, e as pessoas deveriam se arrepender e crer nesta mensagem (Lucas 3.18). Jesus disse que foi ungido com a finalidade de evangelizar (Lucas 4.18). Marcos 1.14 nos indica que foi o que Ele fez, evangelizou, anunciando as boas notícias de que o Reino de Deus estava chegando, e por causa disto as pessoas deveriam se arrepender e crer.

No livro de Atos (onde a palavra algumas vezes foi traduzida como “pregar”) a Igreja evangelizava anunciando que Jesus era o Messias prometido de Deus ( 5.42), que o Reino de Deus havia chegado em Cristo (8.4), que as Escrituras se cumpriram em Cristo (8.35). Estas eram as notícias de paz (10.36), do cumprimento da promessa de Deus (13.32), de Jesus e sua ressurreição (17.18). Com esta mensagem a Igreja esperava que as pessoas abandonassem os falsos deuses e se voltassem (conversão) para o Deus verdadeiro (14.15).

Em 1 Coríntios 15.1-4 o apóstolo Paulo nos mostra o conteúdo desta mensagem: somos pecadores, Jesus morreu por causa dos nossos pecados, e ressuscitou, isto tudo de acordo com as Escrituras, isto é, a Palavra de Deus. Este era o anúncio das insondáveis riquezas de Cristo (Efésios 3.8). Estava baseado na Palavra de Deus (1 Pedro 1.25).

Concluímos que evangelizar é proclamar a mensagem que se encontra na Bíblia, a Palavra de Deus. Evangelizar é anunciar a morte e ressurreição de Cristo, como sendo as boas notícias de Deus. Pois através desta obra de Cristo, Deus tem realizado a salvação. Evangelizar é convocar as pessoas ao arrependimento (abandono dos pecados) e fé (aceitação da salvação e perdão que Deus oferece gratuitamente em Cristo).

segunda-feira, 21 de março de 2011

AMOR, MODO DE EVANGELIZAR.





Qual adorno desta vida?
Pergunta um hino que cantamos, e ele mesmo responde: É o amor, é o amor.


O amor é uma atitude que enfeita a nossa vida e mostra a beleza da vida cristã. O amor atraia as pessoas para o cristianismo. Por isto o amor é um modo de evangelizar. Posso cumprir a ordem do Senhor Jesus de anunciar as boas novas de salvação amando os meus irmãos. A igreja demonstra o evangelho quando ama.


O Senhor Jesus deixou isto claro. Em João 13.35 Ele disse: desta maneira as pessoas conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns para com os outros. Quatro observações podem ser feitas sobre o amor a partir deste versículo.


Primeira: o amor é algo que pode ser visto: "as pessoas conhecerão" disse Jesus. Os de fora podem ver se os crentes se amam ou não. O amor não é algo escondido, não é um sentimento interior que apenas quem tem sabe. Quando amo o meu irmão as pessoas irão perceber.


Segunda: o amor aponta para Jesus. Havendo amor fica claro que vocês são meus discípulos, foi o que Jesus disse. Ser discípulo é ser seguidor, aprendiz, aluno. O amor não é algo natural. Não é uma atitude que aprendemos da natureza. Não nascemos sabendo amar. Não nascemos amando. Precisamos de um professor para aprender a amar. Precisamos de alguém que nos capacite a amar. O mundo conhece várias sociedades, vários tipos de relacionamentos. Todos marcados pelo egoísmo, interesse próprio, e desejo de ser servido ao invés de servir. Quando o mundo olha para os cristãos e percebe que eles se amam, vê algo diferente. E assim descobre que eles têm um professor sem igual, alguém que os ensinou a amar. E passam a conhecer Jesus. O descrente verá Cristo através do amor do povo de Deus.


Terceira: o amor é o sinal do crente. A prova de que alguém esteve com Jesus é o amor. O amor é a marca que Jesus deixa naqueles que o seguem. Por me observar as pessoas podem descobrir várias coisas a meu respeito: de onde sou, o que faço, do que gosto, etc. Apenas observando como trato os meus irmãos em Cristo as pessoas poderão conhecer que estou do lado de Jesus. Quando não pratico o amor estou concedendo o direito das pessoas falarem que não sou discípulo de Jesus. O amor é o sinal que envio ao mundo mostrando que sou de Jesus.


Quarta: o amor pode ser escolhido ou evitado. Se tiverem amor. É algo condicional. Posso escolher não amar, ou escolho amar. Posso conviver com meus irmãos da mesma forma que o mundo convive em suas comunidades, com egoísmo, sem querer servir, querendo apenas ser destaque. Só que ao fazer esta escolha eu não evangelizo. Minha vida turva o evangelho. Mas posso escolher amar: servir, abençoar, considerar mais os outros. E assim evangelizo, mostro que sou de Jesus.


Que as pessoas admirem Jesus, e percebam que cristianismo é algo bonito. Que vale a pena ser vivido. Amemos uns aos outros, e assim estaremos evangelizando. Basta amar para evangelizar.





O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...