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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

GUARDADOS DE TROPEÇAR

          Havia uma pedra no meio do caminho! Quem dera fosse verdade que só houvesse uma pedra em nossos caminhos!            Descobrimos que são muitas as possibilidades de tropeçarmos em nossa caminhada. Não há apenas uma pedra, mas várias.
          Andar é correr o risco de tropeçar e cair. Todos que andam já tropeçaram. ou quando pequenos, começando a aprender a andar, ou na velhice, quando a vista e as pernas já não estão tão fortes, e até  entre estes dois períodos.

          Alguns tropeços causam apenas um pouco de atraso em nossa caminhada, já outros podem deixar marcas e cicatrizes que sempre carregaremos conosco. Algumas vezes tropeçamos em pedras que acidentalmente aparecem em nosso caminho, noutras em pedras que foram colocadas propositalmente para nos fazer tropeçar. Seja num caso ou noutro, nossos tropeços foram causados por nossa falta de atenção. É sempre bom ter alguém que nos avisa das pedras em nossos caminhos.

          O peregrino em sua caminhada para adorar em Jerusalém, também corria o risco de tropeços. Viajava a pé, por caminhos íngremes, cheios de curvas, não planos, rochosos e perigosos. O tropeçar e o cair eram sempre uma possibilidade. Mas ele clamava para não cair, pedia que Deus não permitisse que seus pés vacilassem (Sl 121.3). Naquelas estradas cheias de obstáculos, o peregrino confiava que Deus enviaria seus anjos para não deixá-lo tropeçar nas pedras (Sl 91.11,12).

          A expressão  “Pés que escorregam” também poderia expressar a possibilidade da perdição final (Dt 32.35), ou o cair da fé (Rm 14.4). Este é um tropeço grande, de consequências eternas. Só Deus pode nos impedir desta queda.

           A Bíblia nos fala de várias são as pedras que podem nos fazer cair:

- os ídolos (Dt 7.25); 
- o fazer justiça com as próprias mãos (1 Sm 25.31); 
- as dúvidas e a inveja da prosperidade dos ímpios (Sl 73); 
- a nossa própria prosperidade (Sl 69.22); 
- o apego aos nossos pecados (Mt 5.29,30); 
- as perseguições (Mt 13.21); 
- as pessoas que estão conosco mas não pensam conforme os propósitos de Deus (Mt 16.23);  - os escândalos que inevitavelmente virão do mundo (Mt 18.6,7); 
- a crença na salvação pelas obras (Rm 9.32); 
- os escândalos provocados por outros irmãos (Rm 14.13); 
- os irmãos que provocam divisões (Rm 16.17); 
- o mau uso da liberdade que temos em Cristo (1 Co 8.9); 
- a nossa desobediência à lei de Deus (Tg 2.10); 
- o uso da língua (Tg 3.2): 
- e os falsos ensinos (Ap 2.14). 
 Não há apenas uma pedra no meio do caminho, mas muitas! Mas Deus nos guarda dos tropeços.
           Para nos guardar dos tropeços Deus nos deu a Sua Palavra. Para quem anda conforme a Palavra de Deus não há tropeços (Sl 119.165). Obedecê-la é como andar na luz do dia, onde as pedras podem ser vistas e evitadas (Jo 10.9,10).

          Obediência a esta Palavra inclui esforço e dedicação. Somos exortados a diligenciarmos em fazer firme nossa salvação (2 Pd 1.10). Jesus advertiu severamente e por duas vezes para tomarmos a decisão radical de cortar toda atitude e atividade pecaminosa, que pode nos fazer tropeçar (Mt 25.29,30; 18.8,9). O autor de Hebreus nos anima em fortalecer os joelhos desanimados, a fim de evitarmos a queda (Hb 12.12).

          A oração é outro método usado por Deus para nos impedir de tropeçar e cair. Por isso que Jesus nos ensinou a orar Não nos deixe cair em tentação (Mt 6.13)

          Mas no final é a Sua misericórdia que nos impede de cair (Sl 94.18). Podemos até chegar ao quase, como Asafe (Sl 73.2), mas podemos confiar que Deus é poderoso para nos guardar de todos estes tropeços, e nos
apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória (Jd 24).
          Tal qual o peregrino, podemos confiar que chegaremos à Jerusalém, à nossa Jerusalém celestial, guardados por Aquele que não permite que nossos pés vacilem.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A SEGURA PROTEÇÃO DE DEUS

Vivemos tempos perigosos. Desde a entrada do pecado que este mundo não é mais um lugar seguro. As ameaças são constantes. A nossa integridade física e a espiritual, e esta muito mais, vivem sob constante risco. Mas não podemos nos admirar desta situação, pois está é a vida de um peregrino. Em terra estranha, com gente estranha, rodeado de inimigos, só pode esperar ameaças. Mas, ao invés de medo, precisamos de proteção que seja segura para nos guardar neste tempo de peregrinação. No salmo 121 o peregrino canta que tem encontrado esta proteção em Deus. Seis vezes ele menciona Deus como o que guarda. Ele nos diz como esta proteção é segura.
É segura porque é Poderosa, pois ela é feita pelo Criador dos céus e da terra, isto é, Criador de tudo que há. Deus não está limitado a um lugar, nada está fora de seu conhecimento e controle. Tudo está debaixo de suas ordens. Nem família, nem governo, nem amigos, nem riquezas podem nos fornecer ajuda tão poderosa.
É segura porque é Vigilante, pois Ele nem dorme, nem tão pouco cochila. Esta verdade é repetida. Ao dizer Eis que não cochila e não dorme o que guarda Israel, o salmista quer dizer “Vejam, prestem atenção, aquele que guarda o povo de Deus, não chega a tirar nem um cochilo sequer”. É possível uma sentinela dormir no seu posto; um motorista dormir no volante; uma mãe dormir enquanto cuida de seu filho, mas Deus nunca dorme.
É segura porque é Eficaz, pois é uma sombra protetora à nossa direita. A direita indica favor, força (Gn 48.13-19), e certeza de que jamais seremos abalados (Sl 16.8). Deus nos protege do nosso lado mais importante e necessário. Ele segura na nossa mão direita em nossos momentos de dúvida (Sl 73.23). A proteção dos homens pode falhar em detectar onde estamos mais carentes de segurança, a de Deus é eficiente, pois nos protege onde mais precisamos.
É segura porque é Constante, pois é todo dia e o dia todo. O salmista faz questão de dizer que é de dia e de noite, na entrada e na saída, agora e para sempre. A expressão "entrar e sair" indica todos os movimentos, toda extensão da vida humana (2 Sm 3.25; Dt 28.6; 1 Sm 29.6). Deus nos guarda não apenas agora, mas para sempre. Não apenas a viagem do peregrino a Jerusalém e sua volta ao lar, mas também na viagem eterna. Nossos protetores humanos podem nos deixar em certos momentos da vida, mas a proteção de Deus é eterna.
Li na internet de um menino que estava num avião. Durante a decolagem olhava pela janela com os olhos brilhando. Depois que o avião ganhou altura entre as nuvens, ele passou a pintar uns desenhos que havia trazido. Quando o avião passou por uma turbulência, ele não se abalou e continuou pintando. Uma moça, sentada ao seu lado, perguntou se ele não estava com medo. Ele respondeu: Meu pai é o piloto.
A confiança em seu pai como piloto daquele avião, era maior do que o medo de um desastre. Nas turbulências nesta vida de peregrinos devemos lembrar que nosso Pai é o piloto. Foi isto que o poeta disse neste hino
Quando a fé por vezes falta, e o sol não posso ver
A Jesus eu digo humilde: "Oh, vem meu Piloto ser"!
Quando a tentação me envolve e não posso a Cristo ver,
Eis que em meio à tempestade ouço o Salvador dizer:
Oh, não temas sou contigo ,Teu Piloto até o fim!
Não te importes com o perigo, Eis a mão, confia em Mim.
Quando a alma se abate, Quando os dias longos são,
Volvo o olhar ao meu Piloto, este canto escuto então:
Oh, não temas sou contigo Teu Piloto até o fim!
Não te importes com o perigo, Eis a mão, confia em Mim.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

OS MONTES PODEM NOS PROTEGER ?

          Um jogo interessante e que exige nossa atenção é aquele que aparece em algumas revistas, onde se deve encontrar os erros. Dois desenhos bem parecidos são apresentados e temos que achar as diferenças entre eles. Quero pedir que você encontre a diferença entre estas duas leituras do Salmo 121.1:
  Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro.
 Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro?        
          Você notou que a diferença está nos sinais do meio e do final das frases. Pois, estes dois sinais fazem toda a diferença. Algumas pessoas podem ter uma crença errada por conta de uma leitura errada. Uma coisa é olhar para os montes afirmando que lá está nosso socorro, outra é olhar para eles procurando socorro.        
             O contexto do salmo nos indica que o socorro buscado aqui era em termos de proteção e segurança. A vida nem sempre nos dá a sensação de ser segura. Enfrentamos momentos de insegurança.
            Na vida de peregrinos este senso de insegurança aparece de forma mais intensa. Perdemos nossas referências quando estamos no meio de pessoas estranhas e em lugares desconhecidos. Situações diferentes geram incertezas e ansiedades. A falta de familiaridade com as circunstâncias nos leva à desconfiança.           Os peregrinos que caminhavam para adorar em Jerusalém enfrentavam perigos tais como assaltantes e acidentes naturais, assim a insegurança lhes sombreava (Lc 10.30). Por causa disto alguns levantavam seus olhos para os montes buscando socorro (Sl 121.1).
           As montanhas emanavam uma sensação de segurança por conta de sua majestade e altura. Simbolizavam poder. Pessoas, coisas, e reinos grandiosos eram comparados às montanhas (Jr 51.25; Zc 4.7; Dn 2.44). Diante de perigos até reis buscavam refúgio nos montes (Gn 14.10). Os montes também eram associados aos deuses. Na Palestina eram adorados por nações vizinhas à Israel. Os altares dos deuses eram feitos nas montanhas. Alguns levantavam os olhos para os montes buscando a proteção dos deuses que ali eram cultuados (Ez 18.15).
           Apesar da aparência, os montes desapontam. A proteção oferecida por elas era uma ilusão (Jer 3.23). As montanhas também eram símbolos de obstáculos (Mt 21.21). Elas poderiam também esconder ameaças servindo de esconderijo para vagabundos, ladrões e quadrilhas. Por isso o senso de segurança que proporcionavam era dúbio. Confiar nos montes era candidatar-se ao desapontamento.
           Por isto o peregrino canta que sua segurança está em Deus (Sl 121.2). A mesma coisa que Davi cantou (Sl 11.1). Deus é maior do que as montanhas. Ele quem criou as montanhas (Sl 65.6), e as pesou (Is 40.12). E é Ele quem as despedaça (Hab 3.6); remove-as (Jó 9.5); pisa sobre elas (Mq 1.4) e acaba com elas (Is 40.4).
           Todo sistema de segurança humana é como os montes. É bom tomar precauções: cinto de segurança; capacete na moto; cuidar da saúde; ter sistemas de alarme; recorrer aos encarregados da segurança, empresas de seguro, etc. Vamos lembrar que Deus usa estas coisas para nos guardar. Os recursos humanos são meios, usados por Deus, mas nossa confiança não deve estar nos meios, e sim naquele que dispõe dos meios. Pois os meios humanos são ambíguos. Pessoas já morreram por mau funcionamento do cinto de segurança; por capacetes falhos; por cuidados de saúde que se demonstraram errados; por sistemas de alarme que não funcionaram; por descuido nos encarregados da segurança.        
            Nossa confiança deve estar em Deus, que já existia antes dos montes e continuará existindo depois deles (Sl 90.1).

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...