sábado, 25 de dezembro de 2010

SUPREMOS VOTOS DE FELIZ NATAL


Um dos significados para a palavra “voto” é expectativa ou desejo íntimo, e sua manifestação”. Isto quer dizer que quando expressamos nossos votos a alguém, estamos manifestando o que sinceramente esperamos que aconteça na vida daquela pessoa. É comum na época do Natal desejarmos um “Feliz Natal” às pessoas que nos rodeiam. Às vezes estamos apenas cumprindo uma formalidade, mas em outras estamos sendo sinceros e expressando nosso desejo e esperança de que elas tenham um natal feliz.

Mas o que este voto de fato quer dizer? Estamos apenas desejando que elas desfrutem de felicidade no dia do natal? Que as comemorações do natal sejam alegres? Penso que a maioria de nós está esperando mais do que isso. Queremos que estas pessoas sejam felizes não apenas nesse dia, mas durante toda a sua vida. Outras características do Natal comprovam isso.

Presentes são uma das marcas do Natal. Quando presenteamos estamos demonstrando nosso desejo de tornar as pessoas mais felizes através de nossa doação. No Natal também temos as confraternizações, com elas está o desejo de desfrutar de uma comunhão e amizades alegres, e assim expressamos que somos felizes com aquelas pessoas. Comida e bebida são outras marcas do Natal, elas manifestam fartura, e estar farto é outro ingrediente da felicidade, já que escassez tende a roubar a alegria. A iluminação é um dos aspectos favoritos nas decorações natalinas, e a luz é símbolo de alegria, estar iluminado é estar feliz. No Natal queremos a paz, pois sem ela ninguém é feliz, já que guerras, contendas e inimizades tornam as pessoas tristes. Enfim, o Natal é um tempo de festas, e só festejamos o que nos alegra, só celebramos o que nos faz felizes.

Todos estes aspectos são apropriados ao Natal. Pois no primeiro Natal, Deus nos deu o maior Presente: o Seu Filho, Jesus Cristo, para ser o nosso Salvador (João 3.16). No primeiro Natal ocorreu a maior Confraternização da história: Deus tornou-se homem, divindade e humanidade foram unidas numa só Pessoa, Jesus Cristo, o Deus-homem (Jo 1.14). Por isso o nome de Emanuel, Deus conosco (Mateus 1.23), sendo Ele foi habilitado para ser o Único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Também naquele primeiro Natal o Pão da Vida e a Água da Vida foram enviados do Céu, para matar a nossa fome e sede espiritual, saciando-nos por toda a eternidade, através de Jesus Cristo (João 6.35). A Luz veio ao mundo no primeiro Natal, para iluminar os que estavam nas trevas, salvando da escuridão do pecado e das trevas da condenação (João 8.12). O Natal foi a ação divina para enviar ao mundo o Príncipe da Paz, trazendo a paz aos homens sobre os quais Deus havia manifestado o Seu favor (Isaías 9.6,7; Efésios 2.14). Os céus fizeram Festa naquele primeiro Natal, e proclamaram as notícias de grande alegria, pois o Salvador havia nascido, trazendo glória a Deus, e alegria aos homens (Lucas 2.13,14).

Por isso, nossos votos são que neste Natal:

- você receba o SUPREMO presente, Jesus Cristo, e assim se torne um Filho de Deus (João 1.12). Este presente é supremo, pois é apenas com Ele que os outros presentes ganham sentido, e somente este Presente apaga o nosso passado, e garante o nosso futuro.

- você participe da SUPREMA CONFRATERNIZAÇÃO, a comunhão com Deus através de Jesus. Esta comunhão é suprema, pois foi Jesus que nos aproximou de Deus, dando-nos acesso ao Pai através do Espírito Santo, e fez de nós membros da família de Deus (Efésios 2.12,13,18,19). Sem esta comunhão nenhuma outra confraternização vale à pena (1 João 1.3,7).

- você se alimente do SUPREMO ALIMENTO o Pão da Vida (João 6.48). Este alimento é supremo, pois todos os outros perecem, menos esse, que foi o que desceu do céu e dá vida ao mundo, quem Dele se alimenta não morrerá eternamente (João 6.27,33, 48-51).

-você prove da SUPREMA BEBIDA, que vem da Videira Verdadeira, o sacrifício de Cristo, que dá vida eterna (João 15.1;6.56). Esta bebida é suprema, pois todas as outras não saciam para sempre, mas Jesus torna-se uma fonte que jorra para a vida eterna (João 4.10,13,14).

- você caminhe na SUPREMA LUZ, enviada ao mundo para salvar você (João 8.12). Esta Luz é suprema, pois todas as outras luzes dependem dela (João 1.9), quem crê Nele não fica nas trevas (João 12.46)

- você desfrute da SUPREMA PAZ, aquela que se tem com Deus, através de Jesus. Esta paz é suprema porque afasta de nós toda a condenação (Romanos 5.1), e nos reconcilia com Deus (1 Co 5.19).

- você participe da SUPREMA FESTA, aquela que começa no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15.7,10). Esta festa é suprema porque se perpetuará por toda a eternidade no Reino de Deus (Mateus 8.11).

Pois só assim os votos de Feliz Natal serão transformados num natal feliz.


sábado, 18 de dezembro de 2010

DEUS É NOSSO ESCUDO


Uma das preocupações mais agudas que os pais têm com os filhos é a da segurança. Tememos pelo que pode acontecer com eles diante da violência que se agiganta em nossos tempos. Conheço pais, que só conseguem dormir quando todos os filhos já têm chagado em casa. Uma mãe me contou que , quando seu filho viaja de moto, ela passa o dia doente. Quando escrevia este artigo recebi um telefone informando que o filho de uma irmã foi baleado. Ah! Se pudéssemos construir um escudo em torno de nossos filhos, para deixá-los totalmente protegidos quando atravessassem as ruas movimentadas, quando se encontrassem com pessoas violentas e mal intencionadas, etc. Só que não temos este poder. Mas há alguém que é um Escudo em torno de seus filhos.

Hoje o escudo é usado pelos policiais, como identificação de alguma marca, ou como emblema de uma equipe esportiva. Mas, antes do uso da pólvora, era uma arma extremamente importante nas guerras. No Antigo Testamento havia dois tipos de escudo: um menor e mais comum, redondo, que era usado pela infantaria ligeira e pelos oficiais, e outro retangular que cobria toda a parte da frente do corpo (Dic. Int. Teol do AT, pg. 279). Nossas versões não foram uniformes na tradução das palavras que descrevem estas armas, os termos “escudo” “pavês” e “broquel” foram usados para expressar a idéia.

Os crentes dos tempos bíblicos usaram o escudo como uma das imagens para indicar a proteção que Deus é para o Seu povo. O próprio Deus falou que era o Escudo contra os perigos da vida. Em Gn 15.1, após Abrão voltar da guerra contra quatro reis, libertando seu sobrinho Ló, Deus se dirige a ele e lhe diz para não temer, pois Ele mesmo era o seu escudo. O termo traduzido como “escudo” tem a mesma raiz do verbo traduzido como “entregar” em 14.20, quando o sacerdote Melquisedeque menciona que o Deus Altíssimo entregou (ou libertou) os inimigos de Abrão. A vitória naquela guerra, com a conseqüente libertação do sobrinho de Abrão, havia sido obra de Deus, que é escudo.

Não sabemos a razão do medo de Abrão. Poderia ser que estivesse sentindo-se ameaçado por retaliações dos quatro reis. Ou ainda, estivesse temendo pelo futuro, já que ainda não tinha filhos, e seu sobrinho continuava distante, em Sodoma. Independente da razão de seu medo, Deus lhe tranqüiliza. Deus garante que é o seu escudo, aquele que estaria lhe protegendo tanto dos perigos presentes, quanto da ameaça futura de terminar a vida sozinho, sem deixar descendência. Em nossos momentos de apreensão, vamos lembrar que o próprio Deus se coloca como nosso escudo, como Aquele que nos defende dos perigos da vida.

Isto deve ser motivo de felicidade para nós. Foi assim que Moisés abençoou o povo de Israel, fazendo-o lembrar que tinha o Senhor como o escudo para lhe ajudar e socorrer (Dt 33.29). Mas quando este povo escolheu outros deuses para servir, ficou desprotegido, ficou sem escudo (Jz 5.8). Os escudos que os homens produzem, por mais valiosos que sejam, podem ser levados embora, e servir ao inimigo (1 Rs 10.17; 14.26), mas quando Deus é o defensor, o escudo do homem não prevalece (2 Rs 19.32; Sl 76.3), pois Ele é o Dono dos escudos da terra (Sl 47.9)

Davi, um hábil guerreiro, fez questão de proclamar que Deus era o seu escudo (2 Sm 22.3; Sl 18.2,30,35; 28.7; 144.2). Em momentos de intensa aflição, Davi cantava que Deus era o seu escudo: quando teve que fugir por estar sendo perseguido por seu filho (Sl 3.3), quando difamado, nesta mesma fuga (Sl 7.10); quando sua casa foi cercada a mando de Saul, visando matá-lo (Sl 59.11). Em meio a estas enormes ameaças, Davi sabia, dependia da proteção de Deus, que era o seu escudo.

Já que Deus se manifesta como nosso escudo, nós devemos buscar refúgio Nele (2 Sm 22.31), reconhecendo que nossa salvação depende Dele ( 2 Sm 22.36). Devemos esperar Nele (Sl 115.9,10,11), clamando por Ele em nossas aflições (Sl 35.2), e buscando a orientação da Sua Palavra (Sl 119.114), pois nela está a sabedoria que é o nosso escudo (Pv 2.7), e ela é verdade que nos protege (Sl 91.4).

O fato de Deus ser nosso escudo não garante que não passaremos por momentos difíceis, tanto Abraão, como Davi, enfrentaram lutas e dificuldades. Mas o que eles tinham de mais precioso lhe foi protegido e preservado: a vida com Deus. Além dos perigos visíveis, precisamos do escudo da fé contra as ameaças invisíveis, os dardos inflamados do maligno (Ef 6.16). Este é o maior perigo que enfrentamos, a perda da fé. O abandonar a vida com Deus. Precisamos tomar em nossos braços, e mantermos firmes diante de nós a nossa fé, pois é ela quem apaga as flechas com fogo que o inimigo lança sobre nós.

Não temamos, Deus é nosso escudo!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Compartilhando leituras: O contexto de "orar sem cessar"


Perdemos preciosos ensinos da Palavra de Deus por não considerar o contexto das frases.

John Piper, no livro Quando não desejo Deus, levou-me a apreciar com mais gosto a "Orai sem cessar" (1 Ts 5.17), mostrando que ela flui dentro de um contexto de exortações para admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, ser longânimo com todos. Evitar retribuir o mal com o mal, fazer o bem a todos, alegrar-se sempre, em tudo ser grato. É uma lista de exortações tremendamente difícil de ser cumprida, e que algumas vezes fazemos apenas por obrigação, deixando de lado a alegria e a gratidão.

Citando o livro:

Os "preguiçosos" irritam você; os "desanimados" dependem de você; os "fracos" esgotam você. Contundo, você foi chamado para encorajar, ajudar, ser paciente e não retribuir mal por mal. Em outras palavras, você foi chamado para ter recursos espirituais sólidos, produtivos e sustentadores quando outros são preguiçosos, desanimados e fracos.(Pg . 150)

Como fazer tudo isso, e ainda ser alegre e grato? Onde encontrar forças para isso? ORANDO SEM CESSAR.

domingo, 5 de dezembro de 2010

MASSADA


As fotos ao lado mostram um dos pontos turísticos muito visitados em Israel: Massada. Fica no deserto ao sul do país. É um monte rochoso, de topo achatado, que se eleva a cerca de 400 metros do deserto, rodeado por profundos desfiladeiros.

Tem a forma ovalada, e cerca de 200 metros de comprimento por 60 de largura. Nos tempos bíblicos só havia duas maneiras de chegar ali. Uma vereda de 6 km de extensão, tão estreito que a pessoa tinha exatamente que colocar um pé à frente do outro, chamado “caminho da cobra”, e outro caminho guarnecido por um forte a 450 metros de altura.

Neste lugar foi construída uma fortificação militar. Quando Herodes, o Grande (37 a.C.-4 a.C. o mesmo que mandou matar as crianças de Belém), foi imposto como rei da Judéia, por causa de sua paranóia por segurança, queria um local para onde fugir se fosse ameaçado. Encontrou em Massada um refúgio natural. Por isso reforçou e ampliou as construções do local, tornando-a um lugar quase impossível de ser conquistado. É de admirar o tamanho dos depósitos e cisternas, e o luxo do palácio, casas de banho, saunas, etc. Ele nunca precisou fugir por ameaças, mas o local lhe serviu para descansar.

Setenta anos depois dele, um grupo de judeus, denominado “zelotes”, fez de Massada a última resistência judaica contra as forças romanas. O primeiro grupo de ficou ali por quatro anos, por conta do estoque de alimento, o sistema de coleta e armazenamento de água construído por Herodes. Depois da tomada de Jerusalém outros judeus fugiram para o local, formando uma população de perto de mil pessoas, que ainda resistiu por mais três anos.

Nos dois últimos anos, o exército romano acampou 15 mil pessoas para derrotar Massada. Construindo uma longa rampa (ainda hoje há restos dela), conseguiram chegar ao cume. Mas os judeus que lá estavam preferiram o suicídio a serem presos pelos romanos. Apenas duas mulheres e cinco crianças sobreviveram, por terem se escondido nas cisternas. Hoje, chega-se ao topo por um teleférico, lá os soldados israelenses fazem seu juramento.

O local recebeu este nome porque era extremamente seguro, aparentemente inexpugnável. A palavra “Massada” em hebraico, indica um lugar forte, onde alguém poderia estar refugiado dos perigos e ameaças. Geralmente lugares altos, em rochas e penhas, inalcançáveis pelos perigos de baixo (Jó 39.28), sendo comparado a uma rocha (Sl 71.3). Em nossas versões da Bíblia recebeu a tradução de: “fortaleza”, “cidadela”, “lugar seguro” , “baluarte”, entre outras.

Quando Davi foi perseguido por Saul, buscou lugares seguros para se proteger (1 Sm 22.4; 24.22). Quando teve que enfrentar os filisteus ele também ficou protegido em fortalezas (2 Sm 5.17; 23.14). Ele fez questão de conquistar Jerusalém, pois era um lugar central e seguro para o seu reino (2 Sm 5.7,9).

Mas ele aprendeu que não há lugar definitivamente seguro, a não ser no SENHOR. Ele foi aconselhado pelo profeta Gade a fugir de um destes lugares (1 Sm 22.5). Algumas vezes o lugar seguro se torna uma armadilha ou rede, de onde a pessoa não pode fugir. Por isso a palavra “massada” foi traduzida assim algumas vezes (Jó 19.6; Sl 66.11).

Davi fez questão de proclamar que só Deus é a cidadela segura (2 Sm 22.2; Sl 18.2), o único lugar forte que realmente salvava (Sl 31.2,3), a única fortaleza na qual confiava (Sl 144.2). Ele também experimentou a verdade de que com Deus, as cidadelas do mundo podem ser conquistadas, por mais força que aparentem (1 Cro 11.5).

Sem Deus, os lugares que parecem ser seguros podem se tornar uma rede onde seremos enlaçados e destruídos.

Massada serviu de fortaleza para os judeus, mas depois se tornou uma armadilha, os que estavam lá morreram presos no local que julgavam seguro. Mas aqueles que estão em Deus, que fazem Dele o seu baluarte, estarão sempre livres para desfrutar da segurança e descanso que Ele dá (Sl 91.1,2). E conquistarão as fortalezas que surgirem em seus caminhos (Mt 16.18). Seja Deus o nosso lugar seguro!

sábado, 27 de novembro de 2010

UMA ROCHA HABITÁVEL


Nesta última semana ficamos assustados com algo que se assemelha a uma guerra interna em nosso país. Atos de guerrilha estão ocorrendo num determinado estado, mas não em defesa de algum ideal político, e sim para favorecer o crime. As cenas deste combate nos mostram que os moradores dali estão inseguros. Pode ser que alguns estão pensando em se mudar para um lugar mais protegido. Mas existirá um abrigo absolutamente garantido?

A Bíblia nos afirma que Deus é o lugar seguro para habitar. Ela usa várias figuras para expressar esta verdade, uma destas metáforas compara Deus a uma rocha. Na língua original do Antigo Testamento duas palavras foram utilizadas para comunicar esta idéia: “rochedo” e “rocha”, usadas de forma paralela e intercambiável (Dt 32.13; Sl 71.3).

O rochedo era uma fenda na rocha, onde alguém poderia ficar escondido. A rocha era o material pedregoso do qual as montanhas eram feitas, por isso indicava um lugar alto e firme. Nas versões em português também foram traduzidas por “penha”, “penhasco”, “pedra”, “pederneira”, “castelo”, etc. Outras vezes uma destas palavras foi simplesmente transliterada como “sela” (Jz 1.36).

Habitar num lugar assim era ter uma residência durável, pois ficava acima dos perigos (Num 24.21). Alguém ameaçado fugia para uma rocha, onde poderia encontrar segurança (Jz 20.47; Is 2.10,19). Sansão e Davi usaram uma rocha como esconderijo (Jz 15.8; 1 Cr 11.15). Ter os pés num rochedo era estar firme e bem fixado, sem possibilidade de cair (Sl 40.2). Estar sob um rochedo era ter sombra contra o calor inclemente que poderia queimar e matar de sede (Is 32.2). Para não ser consumido pela glória de Deus, Moisés foi colocado na fenda de uma rocha (Ex 33.21,22). Algo gravado na rocha teria caráter permanente (Jó 19.24). Por causa disso o rochedo se tornou símbolo de segurança, permanência e constância.

Várias vezes Deus foi considerado um rochedo para os que confiavam Nele (Dt 32.4,15; Sl 18.2; 31.3; 49.2). Esta Rocha era o lugar de salvação para os ameaçados pelos perigos da vida, tanto físicos como espirituais, por isso Deus era chamado de “Rocha da nossa salvação”, ou “Rocha que salva” (Dt 32.15; Sl 18.46). Os outros povos também tinham suas rochas para se proteger, mas a Rocha de Israel era incomparável (Dt 32.31; 1 Sm 2.2; Sl 18.31; 62.2,6,7; Is 44.8). Uma rocha digna de confiança (Is 26.4)

Esta Rocha é alta demais para que o homem a alcance sozinho, ele precisa clamar a Deus, pois só Ele pode nos colocar lá (Sl 73.26). Por isso, nos momentos de adversidade, abatimento, fraqueza e fragilidade, Deus era buscado como Rocha, como lugar de segurança e proteção (Sl 27.5, 28.1; 61.2). Para o salmista Deus seria uma “Rocha habitável”, isto é um lugar seguro onde ele pudesse morar, e assim ele não se decepcionaria (Sl 71.1-3), um rochedo no qual poderia se abrigar (Sl 94.22), uma Rocha que lhe ensina a enfrentar as batalhas desta vida (Sl 144.1). O rei Davi mesmo se protegendo de Saul num rochedo (1 Sm 23.25), disse que somente Deus era a sua Rocha segura (2 Sm 22.2,3,32,47).

Deus é motivo de segurança para aqueles que procuram o bem, obedecem a Ele e recusam o mal. Estes terão os altos rochedos como refúgio (Is 33.15,16). Mas as pessoas que resolvem confiar nos seus próprios recursos, e recusam se voltar para Deus, no momento do perigo, ficarão cegas pelo medo, e não encontrarão em Deus o rochedo seguro, como aconteceu Assíria (Is 31.9). Sem Deus, nenhum rochedo nos salva dos perigos, pelo contrário, pode ocasionar uma sensação orgulhosa, que acarreta numa falsa segurança (Jr 49.16; 51.25; Obadias 1.3).

A ilustração de Deus como rocha transmite a idéia de que Ele é o lugar onde podemos ficar seguros e firmes. Onde podemos nos manter de pé, sem escorregar nas armadilhas pecaminosas da vida. Onde podemos estar edificados de maneira a não cair diante das tempestuosas pressões do mundo. Mesmo se não enfrentarmos os eventos que estão ocorrendo no Rio de Janeiro, sempre enfrentaremos perigos mortais. Nossa vida é extremamente frágil e insegura. Só em Deus há segurança. Confie Nele, clame a Ele para ser sua Rocha habitável.

sábado, 13 de novembro de 2010

O Jejum e a glória de Deus 7ª Mensagem


Deus tem um alvo para a vida de seus filhos: que eles se tornem semelhantes a Jesus (Rm 8.29; Ef 4.11-13). Deus nos criou a Sua imagem e semelhança. O pecado tem corrompido esta imagem , mas o alvo de Deus é que ela seja plenamente restaurada em nós. Ser semelhante a Jesus é ser santo. Então o alvo de Deus para as nossas vidas é que sejamos santos. Várias vezes Ele nos chama para sermos santos como Ele é santo, isto é para sermos conforme a Sua imagem (Lv 11.44; 19.2; 20.26, etc).

A santidade é um produto da ação graciosa de Deus, mas esta graça atua através de nós. Podemos comparar à agricultura. Para que uma lavoura produza é preciso que haja chuva e sol na medida certa, sem isso o trabalho do lavrador é vão. E a chuva e o sol não dependem do lavrador, mas de Deus. Mas, se houver sol e chuva na medida certa, mas o lavrador não tiver preparado o campo, plantado no tempo certo, e cuidado do campo, também não haverá produção. Logo o lavrador precisa preparar o campo, plantar corretamente, e cuidar do plantio, dependendo da chuva e do sol que Deus manda, para que com esta atividade confluente a lavoura produza. Da mesma forma a santidade. Deus dispõe os meios, e atua com o esforço humano para que a santidade se concretize.

Deus usa a disciplina para nos conduzir à santidade (Hb 12.10). Uma das disciplinas que Ele usa é o Jejum. E esse é o jejum que glorifica a Deus, o jejum que produz santidade.

O jejum que trás glória ao nome de Deus é um jejum que produz santidade em nossa vida. O texto de Is 58.1-12 nos revela esta verdade.

Com esta sétima mensagem concluímos a série de pregações sobre o Jejum e a glória de Deus. clique no link a seguir, e procure o título O Jejum e a Glória de Deus 7.mp3, e ouça a pregação.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA


“Eu era feliz e não sabia” é uma frase muito conhecida e pronunciada. Ela faz parte de uma música de Ataulfo Alves, na qual ele relembra seus tempos de criança com muita saudade. Diz que daria tudo que tivesse para voltar àqueles tempos. Fala de sua infância na pequena Miraí, da professora que lhe ensinou o bê a bá, de Mariazinha, seu primeiro amor, dos amigos, das travessuras, jogos, etc. E termina dizendo: Eu era feliz e não sabia.

Apesar de algumas pessoas não terem saudade de sua infância, creio que a maioria já teve a experiência de perceber que a felicidade passou, mas você não a viu. Só restou a notícia de sua presença, mas já foi embora, e você a perdeu. Penso que, especialmente os mais vividos, já tiveram a sensação da felicidade tardia, isto é, só perceberam que a felicidade tinha estado em sua companhia, depois que ela havia partido.

De fato, o que se desfruta nesse caso, não é a felicidade, mas a saudade de algo não usufruído. O que se sente é o anseio por um tempo perdido, que deixou o gosto amargo de frustração, porque não foi aproveitado. Como uma comida, que nos é oferecida e recusamos, então percebemos que era muito gostosa, mas agora ficou somente o cheiro e a louça suja. Seria como visitar um lugar, mas ter a desviada para outras coisas, e depois que sair de lá, descobrir que o local era prazeroso, mas agora só o contemplamos nas fotos e cartões postais.

É semelhante a conhecer uma pessoa, que só notamos o quanto sua companhia era agradável, depois que ela se ausentou. Como receber um aviso e não fazer caso dele, e só depois de colher as conseqüências da desatenção, é que se percebe o quanto era importante. Pode ainda ser como um sorriso, que passou despercebido, e que só notou que era para você, depois dele ter fenecido no rosto de quem o deu. Ou como um gesto carinhoso, que foi desprezado, ou nem notado, e mais tarde sentimos que ele era o remédio para nossa carência.

Isto demonstra que para desfrutar a felicidade é necessário tanto que ela se apresente, mas que também se esteja pronto para reconhecê-la e apreciá-la. Se não houver em nós a capacidade para ver e desfrutar a felicidade, sempre estaremos atrasados para sermos felizes. A felicidade sempre será o ônibus que não tomamos porque não reconhecemos que ele nos levaria para um lugar feliz, e agora, depois que ele saiu, vemos os passageiros sorrindo e nos dando tchau! Se não soubermos o que é ser feliz, e não apreciarmos onde a felicidade está, iremos cantar com tristeza eterna: Eu era feliz e não sabia.

A Bíblia nos mostra o que é a felicidade e como encontrá-la. As passagens onde aparece a expressão “Bem-aventurado” são placas de indicação de onde está a felicidade. Estudando-as com atenção você irá ver que a felicidade está em ser perdoado por Deus (Sl 32); em ser justificado por Deus (Romanos 4); em ter fé em Deus (João 20); em ter esperança em Deus (Salmo 40); em ter comunhão com Deus (Sl 80), em meditar na Palavra de Deus (Salmo 1), e assim assim por diante. Busque a felicidade em Deus, e aceite a felicidade que Deus lhe oferece.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Jejum e a Glória de Deus 6


Qual deveria ser o maior desejo de uma noiva, cujo noivo se ausentou para um lugar distante? Com certeza a volta do noivo. Pode até ser que a saudade e o anseio pela volta do noivo deixe a noiva sem vontade de comer. O desejo por ter seu noivo de volta supera a vontade de se alimentar. A saudade se torna seu alimento.

A Igreja é uma noiva esperando a volta do Noivo, o Senhor Jesus Cristo. É uma das maneiras dela manifestar anseio pela volta deste Noivo é a prática do Jejum.

Se você tem acompanhado as mensagens sobre o jejum, você já ouviu que o jejum é a abstinência de qualquer prazer lícito (comida, sono, televisão ou outro hobby e passatempo qualquer) com finalidades espirituais. E que a prática do jejum glorifica a Deus quando:

- é uma expressão de arrependimento. Tristeza por haver ofendido a Pessoa que mais nos ama, e que mais devemos amar. É o afligir a alma (Exemplo do rei Acabe).

- é fruto de um intenso envolvimento na obra de Deus. Exemplos de Moisés; Daniel; Esdras.

- é resultado de uma necessidade intensa que me leva a buscar a Deus. Exemplo de Davi; Daniel (no cap. 10, buscando um entendimento da Palavra de Deus); a exortação de Jesus sobre a luta contra os demônios; e pelo avanço da obra de Cristo.

- quando feito buscando a aprovação de Deus e não o reconhecimento dos homens.

- quando manifesta nossa dependência de Deus. Conforme Jesus ensinou que nem só de pão vive o homem.

- quando testemunha a chegada do Reino de Deus. (Lc 5.33-39)

E nesta sexta mensagem veremos que o Jejum glorifica a Deus quando manifesta nossa ansiedade pela volta de Cristo.

A Igreja vive um intervalo entre a chegada do Reino e sua consumação, entre o Noivado e a consumação do casamento. Neste meio o tempo o jejum deve manifestar uma alegria porque o Reino já veio, e uma saudade porque ele ainda não se consumou. E manifestamos isso também com o jejum.

Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam?

Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar. (Mt 9.14,15).

Clique no link a seguir e escute a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 6,

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sábado, 9 de outubro de 2010

UM REMÉDIO CONTRA OS MEDOS, ANGÚSTIAS E OUTROS MALES.


Numa das leituras preparatórias para a Escola Dominical deparei-me com um autor que receitou o salmo 23 para um senhor que estava tenso e nervoso por conta de seu sucesso no trabalho. A receita era ler o salmo cinco vezes ao dia durante sete dias. A leitura deveria ser acompanha de oração e meditação, embebendo-se com o salmo.

Para o autor o nosso pensar dirige o modo como somos. Se modificarmos o modo de pensar, mudaremos nosso jeito de ser e sentir. Logo, se alguém interioriza o salmo 23, deixará de lado a tensão e o nervosismo, pois confiará que o Pastor cuida de tudo e nada deixa faltar.

Mas, tem o pensamento este poder de determinar meu modo de ser? O que a Bíblia diz sobre isto?

Em Provérbios 23.7 diz que o homem invejoso é tal qual os seus pensamentos, por isso não se deve confiar nele. Isto indica que o pensamento forma a pessoa.

A mesma verdade aparece em Romanos 12.2. Ali temos a ordem de não sermos moldados pelo pensar deste mundo, mas sermos transformados pela renovação da mente. Isto é, um novo modo de pensar trará a transformação da nossa vida, só assim poderemos experimentar o fato de que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Mais uma vez a Bíblia indica que o meu pensar determina o que sou e como ajo. Se meu modo de pensar é o do mundo, eu irei agir e sentir como alguém do mundo. Mas, se deixo que meu modo de pensar seja o de Deus, eu irei agir e sentir como Deus quer que eu aja.

Outra evidência bíblica do poder do pensamento em moldar o que sou aparece no uso da palavra meditar. A meditação na palavra de Deus fazia a diferença entre o homem bem aventurado e o ímpio (Salmo 1). Era a meditação na Lei do Senhor que daria a Josué a capacidade de obedecer a Deus e assim ser bem sucedido (Josué 1.8). O salmista Asafe testemunha como seus sentimentos mudaram da perplexidade para o ânimo por conta de sua meditação nos feitos de Deus (Salmo 77). Os termos que foram traduzidos por meditar neste salmo de Asafe indicam uma atividade de repassar na sua mente o assunto (refletir, falar consigo mesmo), ou ainda falar baixo, planejar, pensar.

Com certeza nossos pensamentos moldam o que somos. Agimos por conta daquilo que pensamos. Você pode comprovar isto em sua vida. Quando pensamos mal de uma pessoa, isso afetará nossa maneira de agir com ela, iremos tratá-la com má vontade. Se você começa a pensar que algo de ruim pode acontecer numa determinada situação, começa a ficar preocupado e com medo, mesmo antes da situação surgir.

Quando medito no Salmo 23 as verdades do salmo irão determinar o modo como me comporto diante da vida. Para um pouco em cada dia e reconhecer que há alguém que cuida de mim e que nada deixará faltar, há de curar-me da ansiedade, do medo, da intranqüilidade, tensão, nervosismos, etc.

Que tal tomar a receita dada pelo autor?

Leia o salmo 23 com muita atenção. Depois leia meditando, isto é, refletindo em tudo que é declarado nele. Pense em como cada uma daquelas promessas pode ser aplicada em aspectos específicos de sua vida. Exemplo: se você se sente ameaçado por alguma situação, diga assim: mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, O senhor estará comigo. Se você está precisando tomar alguma decisão, diga: O Senhor me guia pelas veredas da justiça, por amor do Seu nome.

Depois destas duas leituras faça mais uma leitura orando. Reafirmando para o próprio Senhor o que o Salmo diz. Seria assim: Senhor, eu sei que Tu és o meu Pastor, que o Senhor cuida de mim, e não vai deixar faltar nada que eu preciso. Continue recitando para o Senhor cada frase do salmo.

Cada vez que fizer as verdades do salmo se fixarão em sua mente. Durante o dia, quando as dificuldades surgirem, estas verdades serão ativadas pelo Espírito Santo, e você confiará cada vez mais no Pastor do Salmo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O CANTOR QUE ENCANTOU



Em 2 Samuel 23.1-7 temos as últimas palavras do rei Davi. No verso 1o temos a descrição de algumas qualidades dele. Entre elas está que ele foi o mavioso salmista de Israel. A palavra “mavioso” traduz um termo hebraico que significa: “belo, bom, agradável, encantador”. E o termo “salmista” poderia muito bem ser traduzido como “cantor”, que tanto indicava alguém que canta como quem fazia as músicas. Davi é então considerado um cantor ou compositor bom, encantador, agradável. Um cantor que encantava por compor salmos belos e agradáveis. Esta é uma verdade que todos nós podemos atestar ao ler os salmos que ele escreveu. Dentre estes salmos está o 23, que é considerado como a pérola dos salmos, e por alguns autores, como o rouxinol dos salmos. Este salmo é com certeza um canto que encanta.

Escrever algo que encante exige certas qualificações. Especialmente quando este canto encanta pessoas em todo canto do mundo por quase três mil anos. Quais seriam as qualificações de Davi para escrever tão belo canto?

Davi fora um dedicado pastor de ovelhas. Nas primeiras vezes que Davi aparece na Bíblia ele é sempre descrito como alguém que está apascentando as ovelhas de seu pai em Belém (1 Sm 16.11,19; 17.14). Demonstra ser um pastor cuidadoso, pois quando enviado por seu pai aos seus irmãos que estavam no exército de Saul, antes de sair, ele levanta ainda de madrugada e deixa as ovelhas com um guarda. Era um pastor extremamente dedicado ao rebanho, pois arriscava sua vida para salvar as ovelhas. Em 17.34,35 ele descreve como agia quando suas ovelhas eram atacadas por um leão ou um urso. Ele corria atrás, golpeava, tomava a ovelha de sua boca, e matava a fera. Não seria qualquer pastor que agiria desta forma. Só aquele que de fato entendia a função de pastor, que era cuidar do rebanho, e levava a sério esta responsabilidade. A experiência de Davi, nos campos de Belém, tomando conta devotamente das poucas ovelhas de sua família, qualificou-o para escrever este belo salmo.

Mas Davi também foi pastor de gente. Começou cuidando de uma tropa do exército de Saul (1 Sm 18.13,14). É dito que ele cumpria tarefas militares perigosas com muita prudência. Fez tão bem este serviço que despertou a inveja de Saul. Teve que fugir, e se tornou o líder de um rebanho um tanto estranho, pois era formado por homens endividados, atormentados e amargurados (1 Sm 22.2). Durante um bom tempo Davi pastoreou estes homens, algumas vezes em situações bem delicadas. Sempre agiu com prudência e sabedoria. Depois foi o rei de Israel. O próprio povo quando o sagra rei reconhece que ele é o prometido de Deus para pastorear Israel (2 Sm 5.2). No salmo 78.71,72, é dito que esta posição veio de Deus. Diz também que Davi a cumpriu com um coração inteiramente dedicado e com entendimento. Em suma foi um bem sucedido pastor de gente. Ser pastor de gente qualificou Davi para escrever este formoso canto.

Davi não apenas cuidou de ovelhas e liderou pessoas com devoção e inteligência, ele também foi pastoreado por Deus. Ele experimentou o cuidado e liderança de Deus em sua vida. Ele testemunha que já no tempo que cuidava das ovelhas era Deus quem o livrava das feras que atacavam o rebanho, de que este mesmo Deus lhe livraria de Golias.(1 Sm 17.37s). Durante o tempo que Saul o colocou na liderança de atividades militares ele agiu com prudência porque Deus estava com ele (1 Sm 18.14). Foi no Senhor que ele se agarrou quando seus próprios comandados pensavam em matá-lo por estarem profundamente amargurados (1 Sm 30.6). Soube esperar o tempo de Deus para livra-lo de Saul, mesmo tendo duas oportunidades de mata-lo (1 Sm 24 e 26). Davi sempre consultava o Senhor diante do que tinha para fazer (2 Sm 5.19,23). Era o Senhor que dava as vitórias de Davi (2 Sm 8.14), o próprio Davi reconhece que seu sucesso vinha de Deus ( 2 Sm 5.12). Por ter experimentado o pastoreio de Deus ele estava qualificado para escrever este canto que ainda nos encanta.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O jejum e a Glória de Deus - 5ª mensagem


Um por do sol é algo belo, mas também pode produzir uma certa nostalgia. Traz a certeza de que logo ficaremos apenas com as lembranças da luz e do calor para iluminar a e aquecer a noite fria que se aproxima. Mas, também sabemos que um novo dia vai surgir.

A partida de alguém que amamos, e que sabemos que irá voltar, pode produzir sensações semelhantes. Saudade e esperança, nostalgia e expectativa. Esta mistura de sentimentos, quando forte, pode levar uma pessoa a não se alimentar. A lembrança dos momentos bons e a perspectiva de novas alegrias podem se tornar o alimento daqueles que são saudosos e cheios de esperança.Sua fome tanto testemunha uma saudade como manifesta um anseio.

Na atual dispensação o jejum deve manifestar esta realidade. A saudade do Rei Amado que já esteve entre nós, e o anseio que ele logo retorne. A alegria de experimentar os momentos iniciais do Reino, e o desejo de que ele logo se complete. Podemos jejuar, enquanto aguardamos o banquete ser servido. Creio que Jesus nos ensinou isto em Mt 9.14-17; Mc 2.18-22; Lc 5.33-39

Clique no link a seguir e escute a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 5:

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AH, SE FOSSE POSSÍVEL PODAR AS LÍNGUAS COMO SE PODAM ÁRVORES!


Conta-se que uma mulher criticou John Wesley (pregador inglês do século XVIII) por causa de sua gravata cumprida, ele então lhe deu uma tesoura, tanto para ela cortar a gravata dele, como a língua dela. Não sei se a história é verdadeira, mas me senti com o mesmo sentimento nestes dias nos quais as árvores do pátio da igreja estão sendo podadas. Ah, se fosse possível podar as línguas com a mesma facilidade da poda das árvores!

Sei que a crítica é necessária. Ela ajuda na nossa correção e no nosso aperfeiçoamento. Mas a boa crítica não se expressa antes de avaliar, considerar, procurar saber as razões, as alternativas, etc. Pois criticar é a habilidade de examinar e avaliar minuciosamente (Dic. Houaiss). Devemos estar dispostos a considerar a crítica em qualquer atividade que desenvolvemos, especialmente quando somos líderes. Mas, o que me alertou no episódio da poda das árvores foi a atitude ferina das línguas, que sem procurar saber as razões e mesmo quem havia autorizado, já chegavam dizendo isso e aquilo e atacando as pessoas que eles achavam que eram as responsáveis.

A igreja havia autorizado alguém para zelar pela ornamentação externa, que inclui árvores, jardins, etc. Diante do fato de que as raízes das árvores estavam prejudicando o piso das calçadas e salas, e entupindo os esgotos, esta pessoa consultou alguém que trabalha com árvores. Este aconselhou podar as árvores, pois se estas tiverem um porte menor, as raízes também não crescerão tanto. Portanto o que foi feito tinha a autoridade da igreja. Quem criticou falou sem conhecimento de causa.

A Bíblia faz várias exortações sobre o uso da língua. Uma delas está em Tiago 3.1-12, onde ilustrações são dadas para mostrar a força da língua. Um cavalo, animal de mais de 400 quilos, pode ser controlado por um pequeno freio de menos de dez centímetros. Um grande navio, açoitados por altas e fortes ondas, pode ser dirigido por um pequeno leme. Assim também a língua, que é um órgão de apenas 62 gramas, mas que pode gerar grandes coisas. Homens moveram multidão apenas com o poder de suas palavras, podemos citar casos como os de Hitler e Churchil na segunda guerra mundial.

A terceira ilustração usada por Tiago aponta para o poder destrutivo da língua. Um incêndio numa grande floresta pode começar com uma pequena fagulha, muitas vezes a ponta acesa de um cigarro jogada de modo displicente. Tiago diretamente afirma que a língua é fogo, que polui e contamina. Da mesma maneira como os incêndios que destroem árvores e aumentam a poluição em nosso mundo, a língua, este pequeno órgão, pode sujar a vida inteira de uma pessoa. Ela também pode colocar fogo na existência inteira das pessoas. Quantas vezes famílias, igrejas, e vidas foram destruídas pelas labaredas acesas por uma língua! Mas a língua que faz isso também será queimada no inferno, diz Tiago!

Continuando com sua linguagem cheia de imagens, Tiago nos diz que a língua é como fera indomável. E que ela está cheia de veneno que mata. Podemos imaginá-la como uma aranha que pica uma mosca que caiu em sua teia. E assim injeta seu veneno, e estes dissolvem o interior da mosca, e então ela bebe, deixando apenas a parte externa da mosca presa na teia.

O mesmo pode fazer a língua. Quantos mexericos destilam seu veneno com insinuações que destroem reputações, vidas, relacionamentos, etc. As aranhas procedem assim por não terem estômago. Já as pessoas que não controlam suas línguas parecem não ter alma. Tiago vai nos afirmar que as palavras que falam mal dos homens jorram de uma fonte amarga. O mesmo que Jesus já havia afirmado: nossas palavras refletem o que está em nosso coração. Se o coração é bom, as palavras são boas, se é mau as palavras são más. É por nossas palavras que seremos julgados, pois elas espelham o que somos (Mateus 12.34-37).

Em outro texto de sua carta Tiago nos diz que a religião de quem não consegue controlar sua língua é uma religião inútil, que não lhe vale de nada (Tiago 1.26).

Podar as árvores foi fácil, cuidar da língua é outra história, pois a língua é fogo, é mundo de in iniqüidade (Tiago 3.7), e o homem que não tropeça na língua controla seu corpo inteiro (Tiago 3.2).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O jejum e a Glória de Deus - 4ª mensagem


"Meu alvo é alcançar minha independência" Esta é uma frase comum e aceita como correta e natural. Entendemos que a felicidade está em sermos autônomos, livres e independentes de qualquer um. Mas a verdade é que somos dependentes, e como somos! E somos dependentes naquilo que é mais básico e imprescindível para nossa existência: vida, respiração, etc.

Isto é duro de ser aceito e assumido. Mas, a felicidade depende de aceitarmos e vivermos a verdade de que somos dependentes de Deus. Uma das maneiras de nos lembrarmos desta verdade e também de a manifestarmos é o jejum.

O próprio Senhor Jesus, durante sua encarnação, manifestou sua dependência do Pai através do jejum. Clique no link a seguir e escute a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 4:

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

SOU CRENTE! E AGORA?

Sou crente! E agora?” Este foi o tema que os jovens da Igreja onde sirvo como pastor escolheram para o 17º Encontro Bíblico de Jovens e Adolescentes. O tema é composto por uma afirmação e uma pergunta. A afirmação é resultado de uma decisão: a pessoa tornou-se crente, mudou do estado da incredulidade para o da fé. E a pergunta é a indagação de como deve ser este novo estado, como ela deve se comportar, e o que esperar desta nova situação. O tema poderia ser resumido numa nova pergunta: O que significa ser crente?

A palavra “crente” adjetiva alguém que crê, uma pessoa que tem uma crença. Assim todas as pessoas são crentes. Pois todos crêem em algo. Mesmo aquele que se diz ateu tem uma crença: a fé na não existência de Deus.

Mas no sentido do tema escolhido, “crente” significa o que segue a Jesus. Foi usado assim no início do cristianismo. A Igreja era formada pelos crentes, ou literalmente pelos que haviam crido (At 2.44). Já então havia a preocupação em saber o que significa ser crente, e de modos diferentes, foi feita a mesma pergunta: somos crentes, e agora? Em resposta a ela foram escritos todos os livros do Novo Testamento. Cada um dos livros e das cartas do NT procura explicar em diferentes situações o que significa ser crente.

E eles dizem que ser crente é: basear a fé na Palavra, no ensino, no Senhor, no evangelho, e na salvação pela graça (At 4.4; 13.12; 14.23; 15.7,11). É ouvir a Palavra de Deus através dos instrumentos humanos, e aceitá-la como verdade e moldando a vida por ela (At 2.41; 14.1 1 Co 3.1). Também é um privilégio concedido pela graça eletiva de Deus (At 13.48;18.27).

Só aos crentes eram administrados os rituais de entrada na Igreja (At 8.12; 18.8); e eles recebiam o Espírito Santo quando criam (At 11.17; 19.2; Ef 1.13). Por isso formavam uma comunidade de convertidos e justificados (At 11.21;13.39); que se alegravam, abandonavam os hábitos pecaminosos e deviam praticar boas obras (At 11.21; 19.18; Tt 3.8). Os crentes eram salvos, mas precisavam ser ajudados (At 16.31;18.27).

No Brasil, o termo “crente” por um tempo foi usado para rotular os que haviam se convertido ao protestantismo. Naquele tempo, a pergunta do tema não era muito necessária, pois todos sabiam que ser crente era ser diferente. É verdade que havia alguns costumes e tradições que não têm base no Novo Testamento. Mas, o crente era caracterizado por: ter deixado a Igreja Romana, não adorar imagens, não fumar, não beber, honrar o casamento, usar um estilo mais tradicional de vestimentas, ler e conhecer a Bíblia, cantar hinos que falavam da cruz, do céu, e da salvação, etc. Além disso, o crente era perseguido ou ignorado, sendo tratado como alguém inferior. Mas, em compensação, os crentes eram considerados honestos, pagavam suas contas em dia, honravam a palavra dada, não tinham o nome sujo no comércio, não usavam palavrões, não se metiam em confusões, e tratavam todos com respeito.

O tempo passou, e o nome deixou de ser usado. Hoje o termo “evangélico” é o mais comum para indicar os protestantes. Mas, não foi só o termo que mudou. Na maioria das vezes o evangélico de hoje não faz nem sombra ao crente de outrora. Pode-se dizer que os evangélicos não adoram imagens, mas alguns estão adorando líderes, pastores, e têm algumas práticas como: sal grosso ungido, rosa ungida, água abençoado do rio Jordão, expressões mágicas para espantar demônios, e atrair as bênçãos de Deus (“tá amarrado em nome de Jesus”). Práticas estas que não ficam nada a dever à água benta, ao galho de arruda, ao sinal da cruz para dar sorte, etc.

Alguns evangélicos de hoje bebem socialmente, se não fumam é mais por causa das campanhas antitabagistas em prol da saúde, do que por causa da fé. As roupas curtas, justas, transparentes e decotadas são as mesmas de qualquer outra pessoa. Seu conhecimento da Bíblia resume-se a frases de alguns textos que prometem prosperidade e cura, seus cânticos em ritmos mais modernos, não têm letra que trate as coisas de Deus com profundidade, antes expressam uma vitória fácil e sem compromisso, e uma alegria sem sofrimento.

O evangélico não é mais perseguido nem ignorado. Os programas de TV apresentam os cantores evangélicos como estrelas. Em compensação, hoje, alguns evangélicos devem e não pagam, têm nome sujo no comércio, e nem sentem vergonha disso. Metem-se em confusão, divorciam-se caso não estejam do casamento, e casam novamente buscando a felicidade, achando tudo isso muito natural.

A pergunta do tema é muito necessária. Precisamos entender o que significa ser crente à luz da Palavra de Deus. E depois de sabermos e entendermos a resposta, temos que nos deter diante de outra pergunta: SERÁ QUE SOU CRENTE MESMO?

sábado, 21 de agosto de 2010

COMO HONRAR OS PAIS?


Na postagem anterior tratamos da dívida de honra que os filhos têm para com os pais. Qualquer pessoa que leva a Bíblia a sério concorda que é vontade de Deus que os filhos honrem seus pais. Mas pode-se perguntar: como posso honrar meu pai?

Iremos verificar alguns textos em que direta ou indiretamente a Bíblia fala sobre os deveres que os filhos têm para com seus pais, ou pecados que são cometidos contra eles.

Em Isaías 45.10, há um ai contra aqueles que questionam sua existência diante de seus pais.

O contexto é de advertência contra aqueles que se revoltam contra Deus, e contendem com Ele sobre as condições de sua existência. Uma comparação é feita com um vaso de barro, algo que é frágil e perecível, que não tem poder nem autoridade para contender com o oleiro. É dito que o homem que se levanta contra Deus e os pais, por causa da vida que têm, é como um caco entre cacos que reclama do oleiro. O verso apresenta o absurdo e o ridículo desta situação.

No entando alguns filhos cometem este pecado, especialmente adolescentes. Indagam o porquê de terem nascido. Quando a pergunta é resultado de um desejo de aprender, ela é bem vinda, e deve ser respondida com amor e sabedoria. Mas, quando é resultado de uma revolta diante da vida, de um descontentamento com a existência, acusando os pais como culpados de uma situação que os filhos não gostariam de ter, é uma maneira de desonrar os pais.

Filhos que exigem direitos que estão além das condições dos pais, que reivindicam coisas que os pais não podem dar, e por causa disso se queixam de ter nascido, colocando a culpa em seus pais, estão se comportando como um caco que reclama do oleiro que faz dele um vaso. A atitude correta é a de alegrar-se, pois através de nossos pais, Deus nos deu a oportunidade de viver, e assim desfrutar do amor Dele.

Uma segunda maneira de honrar os pais é a obediência. Isto é muito enfatizado na Bíblia. Veja os seguintes textos: Pv 6.20; 23.22, onde nos é aconselhado a obedecer nossos pais, mesmo quando eles ficarem velhos. E que a desobediência é uma maneira de desprezarmos os pais.

Efésios 6.1,2 nos diz que devemos obedecer, é que isso é uma questão de justiça, e logo depois complementa que devemos honrar nossos pais, que é um mandamento com promessa. Em Colossenses 3.20, a ordem é repetida, só que com outra razão: obedecer aos pais é algo que agrada a Deus. Quando os filhos honram seus pais com obediência, Deus fica alegre. Muitos jovens estão procurando fazer a vontade de Deus, fazer o que agrada a Deus, devem começar dentro de casa, honrando seus pais com a obediência.

Uma terceira maneira de honrar os pais é não falar mal deles. Isto nos é dito em Mt 15.4. O Senhor Jesus ajunta quatro textos do Antigo Testamento para enfatizar esta verdade (Ex. 20.12; Dt 5.16; Ex 21.17; Lv 20.9). Há filhos que vivem falando mal de seus pais, e criticando-os, diante dos próprios pais, e até dos colegas. Com isso estão desonrando seus pais. Nossos pais têm defeitos. Mas foram as pessoas que Deus escolheu para serem nossos pais. Quando os criticamos ou falando mal deles, estamos rejeitando a escolha divina para as nossas vidas. Além de ser uma ingratidão e injustiça, porque não compreendemos tudo que estava envolvido na atitude deles. Mesmo quando nossos pais agem errado, é nosso dever entregar a Deus, crendo que Ele é o Pai acima de nossos pais.

A última maneira que quero destacar de honrar os pais se encontra em dois textos: Mc 7.11,12; e 1Tm 5:4,8. No primeiro destes textos Jesus censura os religiosos de seu tempo por usar erradamente a lei de Deus para impedir os filhos de ajudarem seus pais. Na época não havia sistema de aposentadoria, de modo que, quando os pais não podiam mais trabalhar, caso não tivesses condições de cuidar de si mesmos, seus filhos deviam assumir esta responsabilidade. Alguns filhos faziam acordos com os líderes religiosos, para entregar parte de suas posses, e assim se livrarem do dever de cuidar dos pais. Jesus desaprova isso, depois de citar o mandamento de honrar os pais.

Na carta a Timóteo o apóstolo Paulo deixa claro que os filhos cristãos devem ajudar seus pais necessitados. Ele diz que isso é uma forma de recompensar o que os pais fizeram por eles. E que também isso agrada a Deus. Há filhos, que depois de crescidos, e desfrutando de uma situação boa na vida, não mais se importam com seus pais. Deixam-nos doentes, necessitados e carentes, como se isto não tivesse nada a ver com eles. No verso oito ele afirma que os filhos que não cuidam de seus pais estão negando a fé, e são piores do que os descrentes.

Honrar os pais é um dever dos filhos que professam crer em Deus e seguir a Jesus Cristo. Pode-se fazer isso: agradecendo a Deus por terem pais que lhe deram a oportunidade de viver, ao invés de reclamarem por terem nascidos; obedecendo aos pais; não falando mal deles; e cuidando deles quando eles precisarem.

Filhos, cumpramos nosso dever de honrar nossos pais.

domingo, 8 de agosto de 2010

A DÍVIDA DA HONRA


“Que presente dar ao papai?” Penso que alguns filhos fizeram esta pergunta durante a semana. Diante das propagandas, promoções comerciais, etc., ficaram em dúvida quanto à homenagem para seus pais. Gostaria de lembrar, não um presente, mas uma dívida que cada filho tem com seu pai. A dívida da honra. Porque honrar os pais é uma dívida?

Esta dívida é contraída no momento em que somos gerados. Em certo sentido nossa existência é devida ao nosso pai. Por isto devemos honrá-los. Depois que nascemos esta dívida cresce. O cuidado, as despesas, o carinho e o amor recebidos aumentam nosso dever de honrá-los. Mas, a maior razão para considerarmos esta dívida é a ordem de Deus. Você sabe quantas vezes a idéia de honrar aos pais aparece na Bíblia?

Com as expressões “honra” e “pai” nove vezes, (Ex 20.12; Dt 5.16; Ml 1.6; Mt 15.4; 19.19; Mc 7.10; Mc 10.19; Lc 18.20; Ef 6.2). Jesus se referiu a este mandamento pelo menos duas vezes. Nas referências do Antigo Testamento a palavra “honrar” é equivalente a “glorificar, dar glória”, literalmente significa “reconhecer o peso que alguém tem”, e no sentido figurado quer dizer: “reconhecer a importância e valor de alguém”. No Novo Testamento significa “estimar”; “valorizar”, “respeitar”, etc. Deus ordena que os filhos reconheçam a importância, valor e respeito que os pais têm em suas vidas.

Além destas nove versículos podemos considerar aqueles que são de ameaças para quem não honra: “Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe.” (Dt 17.16 ) A palavra traduzida como “desprezar” transmite a idéia de “tratar com desdém, desonrar, tratar vergonhosamente, estimar pouco”. Aquele que não honra o pai é amaldiçoado por Deus.

Havia uma penalidade para quem não honrasse o pai “O que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe certamente será morto.”(Ex 21.17, repetido em Lv 20.9). A palavra “amaldiçoar” indica a atitude de tratar como insignificante, não dar a devida importância, rebaixar da posição que a pessoa merece e deve ter. Provérbios 20.20 acrescenta: “Quem amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, Apagar-se-lhe-á a lâmpada nas mais densas trevas.”. Deus há de punir os filhos que não tratam seu pai com a devida importância e valor.

Para os filhos que, mesmo sem palavras, mas com olhos ridicularizam ou escarnecem do pai Provérbios 30.17 diz: Os olhos de quem zomba de seu pai, E de quem despreza a obediência a sua mãe, Os corvos do vale os arrancarão, E os filhos da águia os comerão.” A palavra “desprezar” neste versículo é o oposto de honrar, quer dizer “tratar com desprezo, considerar insignificante, sem valor”. A idéia é que aqueles que menosprezam seus pais, que não têm um pensamento digno quanto a eles, terão um fim trágico.

A idéia de honra ainda aparece com outras palavras em Levítico 19.3a “ Cada um temerá a sua mãe e a seu pai,” . “Temer” neste contexto significa tratar com reverência e respeito. Deus exige que os filhos tratem os pais com o respeito e a reverência devidos a eles.

Além das razões acima, devemos pagar esta dívida por conta dos bons resultados que ela traz. Quando observamos o mandamento de Ex 20.12 “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.”, notamos que a estabilidade de uma sociedade depende do respeito para com os pais. Quando a atitude de desonra para com os pais marca uma sociedade, ela se torna instável, e seus dias não serão muitos. Efésios 6.2,3 fala desta promessa aos indivíduos “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.”. Ter uma vida afortunada e longa é a promessa para quem honra aos pais.

Pague a dívida, antes que não tenha mais condições de honrá-la.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

UMA FÉ IMPRESSIONANTE


Usamos o adjetivo “impressionante” para expressar uma reação de espanto, que é produzida por algo que nos deixa admirados ou chocados. De modo mais gráfico “impressionante” é o que nos deixa boquiabertos, isto é de boca aberta por ser algo além do normal, que ultrapassa o comum, que nos é estranho, que nos surpreende e/ou abala , por ser inesperado e maravilhoso.

O termo equivalente na linguagem original do Novo Testamento expressa a idéia de ficar atônito ou maravilhado diante de algo surpreendente, prodigioso e/ou estranho. Várias vezes Jesus deixou as pessoas impressionadas ou maravilhadas com suas ações. Mas por duas vezes, o próprio Jesus ficou impressionado com a atitude das pessoas. Uma delas foi pela falta de fé, a outra pela qualidade da fé (Mc 6.6; Lc 7.9). O primeiro caso nós entendemos com mais facilidade, mas do segundo podemos dizer que é de se admirar que Jesus tenha ficado admirado com a fé manifestada por alguém.

O episódio nos é contado em Lucas 7.1-9 e em Mateus 8.4-13. Ele ocorreu em Cafarnaum, cidade importante que se tornara a sede do ministério de Jesus na Galiléia. Ali havia um centurião, isto é um comandante de cem soldados do Império Romano. Seria o equivalente a um capitão em nossas forças armadas, o comandante de uma companhia. Ele se demonstra um homem com várias qualidades impressionantes .

Ele demonstra um amor impressionante. Era um homem que amava os seus semelhantes. Isto é demonstrado no apreço que tem pelo seu escravo. O texto nos diz que ele considerava seu servo como muito precioso, estimado e querido. Não é comum pessoas de posição e autoridade demonstrarem apreço por quem lhe é inferior, ainda mais quando é uma posse que pode ser substituída, como era o caso dos escravos naquela época. Este escravo estava doente, em estado terminal, a beira da morte. Mateus nos conta que sofria de uma paralisia que causava terrível sofrimento.

Ele também possui uma generosidade impressionante. Demonstra consideração pelo povo. Os próprios judeus testemunham que ele amava o povo. Algo também incomum, já que ele pertencia ao povo mais poderoso, que era o dominador dos judeus. Ele vê a sua posição como uma oportunidade para servir o povo, algo tremendamente singular até em nossos dias. Este amor é demonstrado em generosidade, pois havia construído a sinagoga daquela cidade. Mostra assim que tinha respeito pela religião dos judeus, e crença em Deus. Novamente algo de admirar-se, pois sendo romano, poderia ater-se mais aos seus deuses.

Tem uma humildade impressionante . Pois mesmo tendo alta posição, muito respeito e admiráveis qualidades ele se julga indigno diante de Jesus. Ele acreditava em Jesus, pois tendo ouvido de Jesus ele crê que Jesus pode curar seu servo. Vê seu jovem escravo doente como um problema que era dele, e vê que em Jesus está a solução para este problema. Mas seu conceito de Jesus é tão alto, que ele sabe que não tem méritos suficientes nem para falar com Jesus pessoalmente. Ele teme comprometer Jesus, já que era gentio. Por isso pede que os líderes judeus na cidade sirvam de intermediários.

Estes vão até Jesus e pedem com urgência e insistência. Isto enfatiza o respeito que tinham pelo centurião, e como simpatizavam com seu sofrimento pelo servo. Jesus concorda em ir com eles.

Então se manifesta a qualidade mais impressionante e admirável neste homem, sua fé em Jesus. Ele reconhece a autoridade que Jesus tem. Sabe que Jesus é Senhor sobre tudo, inclusive sobre as doenças. Demonstra crer que a Palavra de Jesus tem poder para curar mesmo à distância. Ele diz que, da mesma maneira que tinha autoridade em sua área de atuação, Jesus também tinha autoridade sobre todas as coisas.

Esta fé impressionou Jesus. Pois era a fé de um gentio com muitas qualidades admiráveis, mas que reconhecia que nenhuma era suficiente e adequada para ter méritos diante de Deus. Era a fé de um gentio que via o que os judeus não foram capazes de ver: Jesus era Deus, Senhor com poder onipotente. Não era apenas um curandeiro ou profeta, mas muito mais do que isso. Era a fé de uma autoridade respeitada, mas que tinha um respeito ainda maior pela vontade soberana de Jesus. Podemos dizer que Jesus ficou impressionado no sentido de maravilhado com a fé daquele gentio, mas também chocado porque, dentro de seu próprio povo não havia este tipo de fé.

Nossa fé é do tipo que se aproxima de Jesus ressaltando nossos méritos? Que enxerga nossas qualidades como moeda de troca com Deus? Cremos no poder de Deus, mas também cremos na soberania de Deus? Aceitamos que Ele pode usar este poder no tempo e forma que Ele quiser? Aceitamos a autoridade de Jesus, ou nos sentimos em condições de exigir e dar ordens a Ele?

Jesus também ficaria impressionado com nossa fé? Por ficar maravilhado, ou por ficar decepcionado?