segunda-feira, 23 de maio de 2011

EVANGELIZAR!!! POR QUÊ???



A expressão por que é usada para expressar razão, motivo, ou propósito. Isto é, ela tanto pode indicar a motivação que nos leva a fazer algo, como o para quê fazemos algo. É compreensível que a expressão seja usada assim, pois muitas vezes o motivo e propósito são confundidos. Exemplos: um pai pode pagar uma boa escola para seu filho porque ama o filho, neste caso sua motivação é o amor. Ou um pai pode pagar uma boa escola para seu filho porque quer que ele passe no vestibular, neste caso o motivo é seu propósito: o sucesso do filho. Mas ainda, um pai pode ter a motivação do amor e o propósito do sucesso ao mesmo tempo.

Esta confusão ocorre com muita freqüência na vida. Muitas vezes fazemos do para quê o nosso porquê. Inclusive na evangelização. No penúltimo boletim lemos que evangelizar é proclamar a mensagem que se encontra na Bíblia, como as boas notícias que Deus tem para o homem. Estas notícias são que Deus realizou a nossa salvação através da morte e ressurreição de Cristo. E diante disto as pessoas são convocadas ao arrependimento (abandono dos pecados) e à fé (aceitação da salvação e perdão que Deus oferece gratuitamente em Cristo). Neste artigo veremos o porquê (a razão, motivo) devemos evangelizar. Num futuro veremos o para quê.

A maior motivação para evangelizarmos é o amor a Deus. Este deve ser o combustível que nos move a proclamar a salvação.

Quando amamos alguém queremos fazer algo que alegre esta pessoa. Deus se alegra quando as pessoas ouvem o que Ele fez por elas, Ele tem prazer na conversão delas. Falando através do profeta Ezequiel, Deus menciona por três vezes que não tem prazer na morte do pecador, mas que Seu prazer é que este se converta e viva (Ez. 18.23,32; 33.11). Se amamos a Deus faremos o que lhe dá prazer: evangelizar.

Quando amamos cooperamos com a tarefa que a pessoa amada realiza, a não ser que ela não queira nossa cooperação. Deus está empenhado na tarefa de comunicar ao homem o evangelho, as boas novas da salvação. Em Atos 17.30, o apóstolo Paulo diz que Deus anuncia (no original a palavra tem composição semelhante a evangelizar) a todos os homens em todos os lugares que se arrependam. Deus enviou e ungiu Jesus para evangelizar (Lucas 4.18). E Deus quer a nossa cooperação nesta tarefa. Antes de Jesus subir ao céu Ele comunicou esta ordem: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura (Marcos 16.15). Se amamos a Deus cooperaremos com Ele nesta tarefa que é: evangelizar.

Uma segunda motivação para nossa evangelização é o amor ao próximo. Quando amamos queremos que a pessoa amada tenha o melhor. A maior bem que qualquer pessoa pode ter é o evangelho. Não há tesouro maior. Jesus comparou o evangelho a um tesouro pelo qual o homem dá tudo que tem (Mt 13.44). Se amamos o nosso próximo iremos lhe anunciar o maior bem: o evangelho.

Não queremos que algo de ruim aconteça com as pessoas que amamos. A pior coisa que pode acontecer a alguém é perder a sua alma. O próprio Jesus disse que de nada adianta a pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mt 16.26). Todos as pessoas estão condenadas a perder a sua alma, por conta de seus pecados ( Rm 3.23; 6.23). Só há um meio delas escaparem desta condenação: o evangelho de Cristo (Atos 4.12). Foi por isso que Pedro disse que não poderia deixar de falar das coisas que viu e ouviu (Atos 4.20). Se amamos o próximo iremos lhe anunciar o único modo dele escapar da condenação eterna: o evangelho.

Resumindo: quem ama, evangeliza !

segunda-feira, 16 de maio de 2011

BULLYING


Neste final de semana nossa igreja promoveu uma conferência para as famílias. O tema é o bulliyng. Três pastores pregaram paralelamente sobre o assunto para crianças, adolescentes e jovens, e para os pais. O bullying é um fenômeno antigo, mas a mídia tem lhe dado uma nova dimensão.

Segundo o pastor Gary Barber, um de nossos preletores, Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender”. É um comportamento agressivo e repetitivo no qual há um abuso da influência, autoridade, força ou poder de um individuo ou grupo contra outros. Agressão repetitiva da parte de pessoas com mais poder ou autoridade sempre tem ocorrido. Quem dos meninos não teve que enfrentar o valentão da escola? E quem das meninas não teve que suportar a indiferença ou ostracismo praticado pela turma de outras meninas mais influentes?

A Pr Gary nos alertou para os três ingrediente necessários para a ocorrência do “bullying”: um valentão, um oprimido, e um contexto, isto é, um ambiente favorável, para que o valentão perturbe o mais fraco sem receber a devida punição.

O “bullying” pode ser cometido dentro da própria família. Pais podem humilhar e prejudicar seus filhos abusando de sua autoridade. Irmãos mais velhos também podem se aproveitar da força maior e assim agredir os mais novos. Mas isso só ocorrerá se o ambiente familiar permitir. A própria Bíblia nos dá exemplo de famílias onde houve violência familiar. Jacó sofreu o abuso de autoridade de seu sogro Labão. José sofreu a indiferença e violência dos irmãos. A omissão de Davi criou um ambiente onde a competição e violência foram semeadas entre seus filhos.

Para impedir isso o lar deve ser edificado numa atmosfera de autoridade amorosa. E isto que a Bíblia ensina. Efésios 6.4 “E vós pais não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”, e Colossenses 3.21 “Pais não irriteis vossos filhos para que não fiquem desanimados.” Tem que haver disciplina sem irritação e sem produção de ira. Uma disciplina que não deixe a criança frustrada.

Equilíbrio se faz necessário. Tem que ter autoridade, pois caso contrário um irmão mais forte pode humilhar e agredir um irmão menor, mais tímido ou mais fraco. A omissão dos pais cria o ambiente favorável ao “bullying” na família. Portanto é preciso autoridade. Mas esta autoridade deve ser exercida com amor. Se os pais abusarem de sua autoridade para humilhar e agredir seus filhos, eles estarão semeando a violência que frutificará na sociedade.

O “bullying” também pode ocorrer na igreja. É interessante observar o texto de Ezequiel 34.17-23, onde Deus condena o comportamento de algumas ovelhas dentro do rebanho. Elas pastam e depois pisoteiam a pastagem. Elas bebem e depois turvam as águas. Assim as ovelhas mais fracas ficam com pastagem e água de qualidade ruim. Elas empurram e chifram as mais fracas para as espalharem.

Deus promete solucionar esta violência levantando um pastor que possa dar segurança às ovelhas. No meio do povo de Deus pode surgir agressividade continuada, repetida e abuso de autoridade. Um exemplo é Diótrefes em 3 João 9. A solução é uma liderança que serve (Mateus 10.15-28). Líderes que exercem sua autoridade pelo servir e não pelo dominar.

O “bullying” ocorre também na sociedade. Já diz o ditado que “o mundo é dos mais fortes”. Esta é crença dos homens. Tem que ter garra e luta para sobreviver. E muitas vezes esta garra e luta é interpretada como prejudicar os outros. Ser agressivo, sarcástico, humilhando e ferindo as outras pessoas.

Mas o ensino de Jesus é bem diferente: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mateus 5.5). O salmo 37.7-11 nos mostra que a maneira de reagirmos diante dos valentões deste mundo é confiando no Senhor, esperando na justiça Dele. Pois Ele trará punição sobre os violentos e injustos, e compensará os seus com a segurança e a herança na terra.

Ao invés da ira, confiança em Deus. Ao invés do desânimo, esperança. Esta é a maneira de vencer o bullying, tanto na família, como na igreja e também na sociedade.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Missões: Privilégio ou Responsabilidade?


A palavra “Missão” significa uma “incumbência que alguém deve executar a pedido ou por ordem de outrem; encargo”. Aplicada ao cristianismo ela designa a tarefa que Jesus ordenou aos seus seguidores de pregar o evangelho a todos os povos da terra. Entre os vários textos do Novo Testamento que mostram este encargo estão os que expressam as palavras de Jesus aos discípulos, e que são chamados de “a grande comissão” (Mateus 28.18-20; Marcos 16.15; Lucas 24.46-49; João 20.21; Atos 1.8).

Esta missão é um privilégio. Dentre os significados que o dicionário dá para a palavra “privilégio”, penso que o seguinte expressa melhor seu relacionamento com a missão cristã: privilégio é uma “oportunidade ou concessão especial para realizar algo muito desejado ou valorizado”.

Fazer missões é uma oportunidade que Deus concede a Igreja nesta dispensação. É uma concessão, isto é, uma outorga que Deus fez a Igreja, para esta agir em seu nome durante esta dispensação, é portanto por um tempo limitado.

Houve uma época em que esta concessão foi dada à nação de Israel. Competia àquele povo ser a testemunha das riquezas de Deus entre todas as nações (Ex.19.4-6). Na época atual, Deus retirou esta oportunidade de Israel e concedeu à Igreja (Mt 21.43). Como o apóstolo Paulo explica em Romanos 11, este endurecimento à Israel é temporário, até que chegue a plenitude dos gentios (Rm 11.15).

Esta concessão é especial, somente para a Igreja. Não há outra agência no mundo que possa fazer missões, a não ser a Igreja de Cristo. A realização da obra missionária depende da capacitação do Espírito Santo (At 1.8). E somente a Igreja tem esta capacitação (1 Co 12.12,13).

Esta oportunidade é para fazer algo muito desejado. O que mais deseja a realização desta tarefa é o próprio Deus. Ele almeja formar um povo dentre todas as nações da terra, para abençoar este povo com o desfrutar da alegria de adorá-lo eternamente. Ele manifestou este propósito a Abraão (Gn 12.1-3); enviou Seu Filho para buscar os perdidos (Lc 19.10); e terminará a história com pessoas de todas as nações adorando-o (Ap 7.10-11).

Esta concessão é para fazer algo extremamente valorizado por Ele, que é manifestar a Sua glória.

Deus se revelou com o objetivo de ser glorificado. Em Romanos 1.18-21 é dito que Deus tem se manifestado aos homens, mas estes não lhe deram glória, e por isso a ira de Deus se manifesta sobre eles. A Igreja tem este privilégio de proclamar as virtudes de Deus (1 Pd 2.9).

Este privilégio implica em uma responsabilidade, que é o dever de prestar contas Àquele que concedeu a missão. Lembremos que a nação de Israel perdeu o privilégio, por falhar com a responsabilidade. Lembremos que a Igreja tem sido alçada à posição de povo especial, com o encargo de anunciar um valor especial: a Pessoa e obra de Deus. É que este Deus pedirá contas dela por isso.

Logo Missões é tanto um privilégio, como uma responsabilidade. Cumpramos e desfrutemos disto.