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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

NATAL: UMA PROMESSA CUMPRIDA


             Natal é o nome popular dado ao primeiro advento do Senhor Jesus Cristo. “Advento” significa chegada, e se refere à Sua primeira vinda.         

        A data exata do nascimento de Jesus permanece desconhecida. Hipólito de Roma, em seu Comentário de Daniel, escrito em 211 d.C., foi o primeiro a afirmar que o nascimento de Jesus ocorreu em 25 de dezembro.  Portanto, a celebração do Natal em 25 de dezembro não se originou da cristianização de uma festa pagã romana em homenagem ao Sol, que só foi celebrada nessa data mais de um século depois, em 354 d.C., nem na Saturnália outra festa pagã romana, que era celebrada em meados de dezembro, e não no dia 25.[1]  

    Em última análise, o Natal não se trata de uma data específica, mas sim do cumprimento de uma promessa que transformou nossa história.  

       Quando falamos do nascimento de Jesus, não nos referimos ao momento em que Ele passou a existir, pois Ele já existia antes de qualquer criação. João 1.1-3 revela que Ele estava presente no princípio, mesmo princípio mencionado em Gênesis 1.1, quando a criação começou. Ele estava com Deus no princípio e Ele era Deus. A segunda pessoa da Trindade, existia eternamente e desempenhou um papel crucial na criação. A criança que os pastores encontraram na manjedoura era a mesma pessoa que colocou as estrelas no céu — incluindo a própria estrela que levou os magos do Oriente a vir e adorá-lo[2], e era a mesma pessoa que criou os anjos que cantaram no seu nascimento!  

       Natal fala de sua encarnação, quando Ele assume a natureza humana, tanto para revelar a glória de Deus aos homens como para realizar a salvação do povo de Deus em plenitude de graça e verdade (Jo 1.14).  Sua vinda ao mundo foi aquele momento, há mais de dois mil anos, quando a segunda pessoa da Trindade, Jesus, que existia antes do início dos tempos, foi entregue a este mundo. Sua concepção foi sobrenatural, realizada pelo Espírito Santo, garantindo sua natureza divina (Mt 1.20; Lc 1.34,35), mas seu nascimento foi semelhante ao de qualquer outro bebê. 

        Esta vinda foi prometida e planejada. O apóstolo Pedro afirma que sua crucificação já era conhecida antes da fundação do mundo (1Pd 1.20). Portanto, a história do Natal começou antes mesmo da criação.

       A primeira promessa aparece quando o homem desobedece a Deus pela primeira vez, trazendo a maldição para este mundo. Este pecado desencadeia um conflito cósmico que permeia toda a narrativa bíblica. No entanto, Deus promete que um descendente da humanidade derrotaria Satanás, emergindo como um Rei vitorioso (Gn 3.15). Essa promessa sustentou os fiéis antes do dilúvio, pois esperavam ansiosamente a vinda do Senhor para derrotar o mal e abençoar a terra. Acreditavam que era alguém descendente da humanidade, mas que também seria a vinda de Deus, embora, talvez, não pudessem conciliar estes dois aspectos (Jd 14,15; Gn 5.29).

       Apesar da crescente rebelião humana causar a destruição da humanidade, Deus preservou uma linhagem por pura graça (Gn 6.5-8). O conflito entre a maldição e a bênção persiste, mas Deus faz uma promessa de abençoar um ramo específico da humanidade com Sua presença (Gn 9.25-27). Deste ramo abençoado Ele escolhe Abraão, prometendo que por meio dele viria um descendente que abençoaria toda a terra (Gn 12.1-3). O tema da descendência permanece central, explicando o foco da Bíblia nas genealogias. 

Entre os numerosos descendentes de Abraão, a promessa se estreita para Jacó e Judá, predizendo a vinda de um reino que governaria o mundo e cuja prosperidade reverteria as consequências do pecado (Gn 49.8-12). Este reino estava no futuro, e seu rei foi comparado a uma estrela e derrotaria os inimigos (Nm 24.17-19). 

        A primeira menção a este Rei como o Ungido (Messias ou Cristo), alguém escolhido e capacitado por Deus para executar seu plano, é feita por Ana, louvando pelo nascimento de seu filho, Samuel. Ela canta o poder de Deus em derrotar os inimigos e dar vitória ao Seu povo (1Sm 2.1-10). A promessa se torna mais específica, centrando-se em um descendente da dinastia de Davi, que estabeleceria um reino eterno (1Sm 7.16; Salmo 89.3,4). 

        Vários profetas acrescentaram detalhes da vinda deste Rei Ungido. Isaías declara que a vinda dele traria luz para os povos que andavam em trevas, alegria para os entristecidos, vitória para os derrotados e libertação para os oprimidos. Deus daria Seu filho, nascido como menino, que seria o Rei, filho de Davi, governando com conselhos maravilhosos, com o poder divino, por toda a eternidade e com paz, direito e justiça (Is 9.1-7). Seria filho de Davi, mas também Deus Forte e Pai da Eternidade.

        Miquéias, contemporâneo de Isaías, profetizou que ele seria um rei-pastor, que embora existindo desde a eternidade, nasceria em Belém, uma pequena vila, quase sem destaque entre as cidades de Judá. E que seu governo traria paz e segurança para o povo (Mq 5.2-5).  

        Os evangelhos proclamam que essas promessas começaram a se cumprir com o nascimento de Jesus. Mateus, iniciando seu evangelho com uma genealogia, apresenta Jesus como o descendente real prometido (Mt 1.1-17). Ele completa a narrativa do nascimento e infância de Jesus com cinco citações do Antigo Testamento, demostrando que as profecias estavam se cumprindo. Marcos, embora não tenha relatos do nascimento e infância, mostra que o ministério de Jesus cumpria as escrituras proféticas (Mc 1.1-3). Lucas nos apresenta que a história de Jesus ocorreu dentro de um contexto específico de tempo e espaço, destacando a providência divina que garantiu o cumprimento das profecias (Lc 2.1-7). 

        Os evangelistas enfatizam que não podemos entender a chegada de Jesus a menos que a entendamos à luz do panorama geral que a Bíblia nos oferece — a menos que a vejamos no grande esquema dos planos e propósitos de Deus em desenvolvimento.[3]

     Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou! Sua morte e ressurreição garantiram a vitória na luta contra o pecado, o Diabo e as maldições que eles trouxeram. Para a serpente a guerra está perdida, não terminada, mas perdida. Para o reino de Deus, a guerra está ganha, não terminada, mas ganha. 

        Desde a eternidade, Deus planejou enviar seu Filho para que pudéssemos ter vida eterna com Ele. Embora este advento seja o ponto alto da história bíblica, não é o fim. Haverá um segundo advento, quando a obra do Messias será finalmente consumada, quando todos os inimigos serão plenamente derrotados e os reinos do mundo passarão a ser de Jesus e todos os inimigos derrotados (1Co 15.24-26; Ap 11.15). Portanto, o Natal é um ponto crucial nesta história, mas não é o ponto final. 


[1] Veja argumentação no vídeo https://youtu.be/ik7qwgy6Q4E?si=OC6jxxhzAQLQGJz3. Assistido no dia 24 de dezembro de 2025. 

[2] Begg, Alistair. O Salvador Chegou! (Portuguese Edition) (p. 13). (Function). Kindle Edition.

[3] Begg, pg. 62 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

NATAL – UMA ANTIGA PROMESSA



            
Não sabemos se Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro. É provável que não.  Mas foi a data escolhida pela cristandade para comemorarmos o seu nascimento. 
De fato, este nascimento foi uma encarnação. A pessoa do Filho de Deus já existia, eternamente, antes de aqui nascer (João 1.1). A segunda pessoa da Trindade se fez humana, sem deixar de ser divina. Isso ocorreu para que se cumprissem antigas promessas de Deus.  

            O pecado humano e a graça divina foram os fatores que tornaram necessário este nascimento. Ao desobedecer a Deus, o homem trouxe a ruína para o belo e perfeito mundo criado. Dor, tristeza, doença, cansaço, fadiga, desesperança, desespero e morte misturaram-se com a beleza e os prazeres da vida. Nosso mundo é como um belo templo arruinado. Há resquícios de beleza e vida convivendo com feiura e morte. 
Algumas vezes, a vida é tão boa e bela que esquecemos de Deus e de nosso pecado e desejamos permanecer aqui para sempre. E, às vezes, a vida é tão terrível que esquecemos de Deus e nos desesperamos dela, desejando sair daqui o mais rápido possível para um lugar melhor. O cristianismo apresenta a sólida esperança de que um dia esses dois desejos se cumprirão. O templo será restaurado! Cremos nisso porque assim Deus, graciosamente, prometeu. 
            Essa combinação de tristeza e esperança já aparece na primeira promessa feita por Deus à raça humana, narrada em Gênesis 3.15. Depois de confrontar o homem com sua desobediência, Deus, que é o Supremo Juiz e Governante do universo, apresenta a sentença pelo pecado cometido. 
            A primeira sentença é para a serpente e sua descendência. Conforme a revelação posterior nos indica, esta serpente é Satanás.  Sua descendência é formada por todos aqueles que não se sujeitam ao domínio de Deus, sendo resistentes à Sua vontade. Jesus os  chamou de “raça de víboras” (Mt 12.34; Ef 2.1-3; 1 Jo 3.10; Ap 20.2). 
            A mulher, como a mãe de todos os viventes, representa a humanidade. Sua descendência são todos que resistem à serpente, sujeitando-se às ordens de Deus. Esta semente seria encabeçada por um único descendente que a representaria, o novo Adão, o cabeça da nova humanidade (Rm 5.14; 1 Co 15.22,45).
              Deus anuncia uma hostilidade entre os dois grupos de descendentes, os quais estariam em constante inimizade e conflito. Esta é a história da humanidade! Uma constante batalha entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, entre os que se submetem a Deus e os que lhe resistem. 
            Uma guerra que deixaria feridos em ambos os lados, mas que teria um vencedor. Usando a linguagem da época em que o relato foi primeiramente escrito, Deus anuncia que o descendente da mulher pisaria sobre a cabeça da serpente. Nas guerras daquela época, o vencedor trazia o vencido aos seus pés e pisava em sua cabeça. Com este gesto, indicava que dominava sobre ele (Js 10.24). Com estas palavras Deus garante que o descendente da mulher derrotaria a serpente. Para Adão, ouvir esta sentença para a serpente, deve ter sido motivo de esperança. Tanta foi a esperança que ele deu um novo nome para sua esposa, chamando-a de “Eva”, mãe de todos os viventes.Haveria vida e esperança no meio da morte (Gn 3.20). 
            Mas o descendente também seria ferido. Sofreria a penalidade da culpa humana. Em sua vinda ao mundo, Jesus se solidarizou com a mistura de tristeza e alegria da humanidade. Ele sofreu por tomar sobre si o castigo pelo nosso pecado, mas foi esse sofrimento que nos trouxe a paz e a cura. Foi através de suas dores que Jesus experimentou a satisfação de fazer a vontade de Deus prosperar (Is 53.5,10-12). Foi através de sua morte que, finalmente, a morte foi derrotada (Hb 2.14,15).
            Já nesta promessa temos a profecia sobre os sofrimentos de Cristo e sobre as glórias que lhes seguiriam (1Pd 1.11).
            A promessa de um descendente vitorioso, que derrotaria as maldições resultantes do pecado, foi repetida nas Escrituras (Gn 12.1-3; Is 7.14; 9.6,7; 11.1-10; Mq 5.2) e começou a se cumprir milhares de anos depois, no nascimento de Jesus (Mt 1.21-23; Gl 4.4,5).
Este mundo será restaurado. Haverá novos céus e nova terra. Os portões do Paraíso, fechados por causa do pecado dos nossos primeiros pais, será reaberto por causa do nascimento, morte e ressurreição de Jesus. No Natal esta antiga promessa começou a se tornar realidade. 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

NÃO TENHA MEDO, HÁ UMA BOA NOTÍCIA

          Assombrado por notícias de crises e problemas, um novo ano se aproxima. A aterrissagem de 2015 está sendo um tanto turbulenta e a decolagem de 2016 prenuncia incertezas durante a viagem. Mas não é preciso ter medo, entre tantas notícias assustadoras há uma boa.
Qual é essa boa nova capaz de afastar o medo diante de presságios agourentos? Ela foi dada há mais de dois mil anos e está narrada no evangelho de Lucas 2.10,11:

Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
         
        Estas palavras foram dirigidas a um grupo de pastores na noite em que Jesus nasceu. Eles estavam nos arredores da pequena cidade de Belém guardando as ovelhas que seriam compradas e ofertadas em sacrifício no templo em Jerusalém.
Os pastores de animais não eram pessoas bem quistas pela sociedade da época. Havia uma hostilidade antiga entre agricultores e pastores, pois os animais destes atrapalhavam as atividades daqueles. Por isso os que cuidavam de animais tinham que viver nas terras menos férteis e até desertas. Além disso, por causa da desonestidade de alguns, os pastores eram considerados não confiáveis e impuros pelos religiosos da época.
Mas a graça de Deus escolheu essa gente desprezada para ouvir em primeira mão essa boa nova. E olha que havia outras tantas pessoas mais consideradas por aquela sociedade!
Se pararmos para pensar, verificamos que o mesmo aconteceu conosco. A boa notícia da salvação chegou a nós e não a outros. E há tanta gente nesse mundo que ainda não ouviu o evangelho! Tanta gente que parece ser melhor do que nós!
 Os pastores não estavam buscando esta notícia. Seguiam sua rotina, protegendo as ovelhas para que ladrões ou feras não as roubassem e devorassem. Queriam mantê-las sadias e bem alimentadas para conseguirem um bom preço na venda delas. A iniciativa foi divina.  A notícia lhes veio como um presente inesperado, em um embrulho muito bonito, apesar de assustador!
Na escuridão daquela noite brilhou a luz da glória do Senhor. Sozinhos, receberam uma visita angelical: o anjo do Senhor e a glória do Senhor desceu dos céus até onde eles estavam. Quanto privilégio!
Assim também conosco. Seguíamos nossa vida mais preocupados com os afazeres temporais. No entanto, em dado momento, Deus a invadiu de uma forma graciosa e surpreendente e nos fez ver que há outra realidade, mais importante e determinante, a realidade celestial! 
Os pastores vigiavam por turnos, então é provável que alguns estivessem dormindo. Que susto! O medo se apodera deles. O que estaria acontecendo?
Mas anjo lhes anuncia uma boa notícia. Não era para ter medo. Uma notícia que iria produzir alegria. O Salvador, nasceu. O título “Salvador” era usado pelos pagãos para os reis e no Antigo Testamento para Deus e os governantes que Ele escolhera para libertar Seu povo.
Este Salvador era o Cristo, isto é o Messias, aquele Ungido prometido para trazer o Reino de Deus para o povo. Era também o Senhor, o próprio Deus nascendo neste mundo. Quantos títulos sublimes! Se não estivessem tão surpresos e assustados, os pastores talvez perguntassem: em que palácio encontraremos esse personagem tão ilustre? Será que nos permitiriam visitá-lo?
Não seria num palácio, mas numa casa, ou melhor, no lado de fora de uma casa, onde eram recolhidos os animais. O correspondente hoje à uma garagem.
Quando um bebê nascia, era costume cortar o umbigo, lavar com água, esfregar o seu corpo com sal e envolve-lo em faixas (Ezequiel 16.4). Isso foi feito com aquele rei. Mas a surpresa foi o seu berço: uma manjedoura, isso é um cocho, um recipiente, entalhado em madeira, onde os animais comiam. O sinal era que o sublime chegou de forma humilde.
Surge um imenso coral, como o mundo nunca antes havia ouvido! O tema de seu cântico era: Glória e Graça.
Glória a Deus, nas maiores alturas.  Que Deus seja louvado de modo sublime. Que Ele seja colocado no lugar mais alto da adoração. Pois a paz chegou na terra para as pessoas a quem Deus escolheu manifestar Sua graça.
A paz é resultado da restauração do relacionamento entre Deus e os homens. A inimizade causada por nosso pecado é afastada. A guerra terminou, o reconciliador chegou. Mas essa paz se realiza e se manifesta por iniciativa divina, sobre aquelas pessoas que Deus ama, que Ele contempla com Seu favor.  Essa paz é resultado da graça soberana de Deus, não de algo que os homens tenham feito.
Glória a Deus, pois Sua graça veio sobre nós.
Recebamos 2016 sem medo, pois antes dele, chegou o Senhor e Salvador Jesus Cristo que trouxe a salvação e a paz, pela inciativa soberana e graciosa de Deus.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Esqueceram de mim OUTRA VEZ?!!!!



“Esqueceram de mim” é o título da versão brasileira de uma comédia norte-americana, na qual uma criança é acidentalmente deixada sozinha em casa quando sua família sai de férias no Natal. Mas, enquanto a criança do filme foi esquecida em apenas um Natal, há outra pessoa que tem sido esquecida em quase todos os Natais.
Em cada Natal se intensifica a atitude de se preocupar com tudo, menos com o aniversariante. Recentemente, uma irmã compartilhou um diálogo com uma jovem que estava alegre por ter feito todas as compras do Natal, já tinha presente para todos. Então a irmã lhe perguntou: e para o aniversariante? Recebeu como resposta um olhar surpreso com outra pergunta: Qual aniversariante?
Jesus tem sido o esquecido de quase todos os natais e por quase todas as pessoas. Ele é como um aniversariante que todos comemoram sua festa, comprando roupas novas para si mesmos, desfrutando comidas apetitosas e presenteando uns aos outros, mas agindo com indiferença para com o aniversariante.
Mas Ele deveria ser a pessoa mais lembrada, não apenas no Natal, mas em todos os dias de nossa vida. Embora não tenhamos certeza que Ele tenha nascido no dia 25 de Dezembro, esta foi a data escolhida pela cristandade para celebrar o Seu nascimento. Por que este nascimento deve ser celebrado?
Entre outras razões, porque Jesus veio ao mundo para nos revelar Deus. No evangelho de João capítulo primeiro, o autor se refere a Jesus como o Verbo, isto é, a Palavra, a Comunicação ou a Mensagem.  Esta mensagem é uma pessoa, uma pessoa divina, pois era Deus e estava com Deus. A Mensagem é o próprio Criador e doador da vida de todos (João 1.1-4).
Esta Palavra fez sua morada entre nós tornando-se também humana. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1.14).
A palavra “habitou” traduz um verbo que na língua original deriva do substantivo “tenda”. Quando o Seu povo estava no deserto, Deus ordenou que fosse construída uma tenda que serviria de santuário, para que Ele habitasse no meio do povo (Êxodo 25.8,9). Esta tenda se tornou o símbolo da habitação de Deus até que o templo foi construído (2º Samuel 7.6; 1º Crônicas 6.32). 
Tanto o tabernáculo como o templo não foram permanentes, funcionaram apenas como figuras e sombras da presença de Deus entre os homens. Esta se tornou realidade na vinda de Jesus ao mundo. Por isso Ele foi chamado de Emanuel, nome que significa “Deus conosco” ou “Deus entre nós” (Mateus 1.23). Devemos celebrar o Natal, pois nele Deus nos visitou na pessoa de Seu Filho Jesus (Lucas 1.68-71).
Esta visita foi plena de graça e verdade. “Graça e verdade” foi uma expressão usada no Antigo Testamento para retratar o caráter manifesto de Deus, embora este não fosse o uso único destas palavras. Sempre que Deus se revelava, Ele manifestava Sua graça e verdade (Ex 34.5-7).  A expressão tem uma força inclusiva, indicando tudo que estava no meio, semelhante à nossa “dos pés à cabeça”. Ela engloba tudo que Deus é e tem revelado a nós, e todas as Suas ações salvadoras.
Ele sempre agiu com graça e verdade, mas de modo completo foi na vinda de Jesus Cristo. Em Jesus, a graça e a fidelidade de Deus se revelaram de forma plena. Jesus é o retrato mais completo de Deus, pois é a própria imagem de Deus em forma humana. Devemos celebrar o Natal, porque nele recebemos a mais plena revelação de Deus e Sua suprema manifestação salvadora: a vinda de Seu próprio Filho Jesus.
Quando o tabernáculo e o templo foram inaugurados a glória de Deus se manifestou (Êxodo 40.34,35; 1º Reis 8.10,11). A manifestação visível desta glória era uma evidência da presença de Deus com seu povo. (Ex 13.21,22).  A vinda de Jesus também manifestou a glória de Deus. Em todas as ações de Jesus, incluindo sua morte e ressurreição, a glória de Deus pode ser vista.
Jesus foi a manifestação gloriosa, visível e humana de Deus.  Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou. (João 1.18). Somente através de Jesus é que podemos conhecer Deus.  O próprio Jesus disse: Quem vê a mim, vê o Pai.  (João 14.9). Devemos celebrar o Natal, porque nele Jesus veio ao mundo para que tivéssemos uma manifestação visível de Deus. 
         Esta é apenas uma das razões para celebrarmos o Natal do modo correto: Jesus veio para nos revelar Deus.
         Nestas últimas semanas, ocorreram em nosso país, esquecimentos de crianças que vieram a falecer por causa disso. Isso mostra que, fora das telas do cinema, esquecimentos produzem mais tragédias do que comédias.  E o esquecimento que se repete em cada Natal é o mais trágico de todos. Por isso, vamos fazer deste aniversariante, não apenas a pessoa mais importante do Natal, mas a mais importante das nossas vidas durante todo o ano.






O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...