sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O poder da Bíblia para mudar sentimentos.


O salmo 19 verso 7ª e 8a diz:
"A Lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma ...
Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração
"
Dois acontecimentos chegaram ao meu conhecimento e ilustram o  poder de transformar sentimentos que a Bíblia tem.
Certo casal teve sua casa assaltada. Os ladrões, além de roubarem os bens, tomarem droga dentro da casa, depois de amarrem o marido, estupraram a esposa, com o filho de oito anos, ouvindo tudo. Evidentemente o homem ficou revoltado. Mas um jovem começou a ler a Bíblia para ele, enquanto ele trabalhava. Ele testemunhou que pouco a pouco, a raiva foi embora, seu sentimento mudou em relação ao que lhe havia acontecido.
Em 1977, um jovem matemático e jogador de xadrez brilhante, foi preso pela KGB por suas repetidas tentativas de emigrar para Israel. Seu nome Anatoly Shcharansky. Passou 13 anos nas prisões soviéticas. O dia todo, ele lia e estudava os 150 salmos. "Que vantagem isso me traz?", ele perguntou numa carta. "Aos poucos meu sentimento de grande perda e dor se transforma em grandes esperanças"
A Bíblia é um grande remédio contra a tristeza, a ira, a revolta e a depressão.Ela  pode transformar nossos sentimentos. 
Vamos ler e estudar esta Palavra.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A SEGURA PROTEÇÃO DE DEUS

Vivemos tempos perigosos. Desde a entrada do pecado que este mundo não é mais um lugar seguro. As ameaças são constantes. A nossa integridade física e a espiritual, e esta muito mais, vivem sob constante risco. Mas não podemos nos admirar desta situação, pois está é a vida de um peregrino. Em terra estranha, com gente estranha, rodeado de inimigos, só pode esperar ameaças. Mas, ao invés de medo, precisamos de proteção que seja segura para nos guardar neste tempo de peregrinação. No salmo 121 o peregrino canta que tem encontrado esta proteção em Deus. Seis vezes ele menciona Deus como o que guarda. Ele nos diz como esta proteção é segura.
É segura porque é Poderosa, pois ela é feita pelo Criador dos céus e da terra, isto é, Criador de tudo que há. Deus não está limitado a um lugar, nada está fora de seu conhecimento e controle. Tudo está debaixo de suas ordens. Nem família, nem governo, nem amigos, nem riquezas podem nos fornecer ajuda tão poderosa.
É segura porque é Vigilante, pois Ele nem dorme, nem tão pouco cochila. Esta verdade é repetida. Ao dizer Eis que não cochila e não dorme o que guarda Israel, o salmista quer dizer “Vejam, prestem atenção, aquele que guarda o povo de Deus, não chega a tirar nem um cochilo sequer”. É possível uma sentinela dormir no seu posto; um motorista dormir no volante; uma mãe dormir enquanto cuida de seu filho, mas Deus nunca dorme.
É segura porque é Eficaz, pois é uma sombra protetora à nossa direita. A direita indica favor, força (Gn 48.13-19), e certeza de que jamais seremos abalados (Sl 16.8). Deus nos protege do nosso lado mais importante e necessário. Ele segura na nossa mão direita em nossos momentos de dúvida (Sl 73.23). A proteção dos homens pode falhar em detectar onde estamos mais carentes de segurança, a de Deus é eficiente, pois nos protege onde mais precisamos.
É segura porque é Constante, pois é todo dia e o dia todo. O salmista faz questão de dizer que é de dia e de noite, na entrada e na saída, agora e para sempre. A expressão "entrar e sair" indica todos os movimentos, toda extensão da vida humana (2 Sm 3.25; Dt 28.6; 1 Sm 29.6). Deus nos guarda não apenas agora, mas para sempre. Não apenas a viagem do peregrino a Jerusalém e sua volta ao lar, mas também na viagem eterna. Nossos protetores humanos podem nos deixar em certos momentos da vida, mas a proteção de Deus é eterna.
Li na internet de um menino que estava num avião. Durante a decolagem olhava pela janela com os olhos brilhando. Depois que o avião ganhou altura entre as nuvens, ele passou a pintar uns desenhos que havia trazido. Quando o avião passou por uma turbulência, ele não se abalou e continuou pintando. Uma moça, sentada ao seu lado, perguntou se ele não estava com medo. Ele respondeu: Meu pai é o piloto.
A confiança em seu pai como piloto daquele avião, era maior do que o medo de um desastre. Nas turbulências nesta vida de peregrinos devemos lembrar que nosso Pai é o piloto. Foi isto que o poeta disse neste hino
Quando a fé por vezes falta, e o sol não posso ver
A Jesus eu digo humilde: "Oh, vem meu Piloto ser"!
Quando a tentação me envolve e não posso a Cristo ver,
Eis que em meio à tempestade ouço o Salvador dizer:
Oh, não temas sou contigo ,Teu Piloto até o fim!
Não te importes com o perigo, Eis a mão, confia em Mim.
Quando a alma se abate, Quando os dias longos são,
Volvo o olhar ao meu Piloto, este canto escuto então:
Oh, não temas sou contigo Teu Piloto até o fim!
Não te importes com o perigo, Eis a mão, confia em Mim.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

OS MONTES PODEM NOS PROTEGER ?

          Um jogo interessante e que exige nossa atenção é aquele que aparece em algumas revistas, onde se deve encontrar os erros. Dois desenhos bem parecidos são apresentados e temos que achar as diferenças entre eles. Quero pedir que você encontre a diferença entre estas duas leituras do Salmo 121.1:
  Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro.
 Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro?        
          Você notou que a diferença está nos sinais do meio e do final das frases. Pois, estes dois sinais fazem toda a diferença. Algumas pessoas podem ter uma crença errada por conta de uma leitura errada. Uma coisa é olhar para os montes afirmando que lá está nosso socorro, outra é olhar para eles procurando socorro.        
             O contexto do salmo nos indica que o socorro buscado aqui era em termos de proteção e segurança. A vida nem sempre nos dá a sensação de ser segura. Enfrentamos momentos de insegurança.
            Na vida de peregrinos este senso de insegurança aparece de forma mais intensa. Perdemos nossas referências quando estamos no meio de pessoas estranhas e em lugares desconhecidos. Situações diferentes geram incertezas e ansiedades. A falta de familiaridade com as circunstâncias nos leva à desconfiança.           Os peregrinos que caminhavam para adorar em Jerusalém enfrentavam perigos tais como assaltantes e acidentes naturais, assim a insegurança lhes sombreava (Lc 10.30). Por causa disto alguns levantavam seus olhos para os montes buscando socorro (Sl 121.1).
           As montanhas emanavam uma sensação de segurança por conta de sua majestade e altura. Simbolizavam poder. Pessoas, coisas, e reinos grandiosos eram comparados às montanhas (Jr 51.25; Zc 4.7; Dn 2.44). Diante de perigos até reis buscavam refúgio nos montes (Gn 14.10). Os montes também eram associados aos deuses. Na Palestina eram adorados por nações vizinhas à Israel. Os altares dos deuses eram feitos nas montanhas. Alguns levantavam os olhos para os montes buscando a proteção dos deuses que ali eram cultuados (Ez 18.15).
           Apesar da aparência, os montes desapontam. A proteção oferecida por elas era uma ilusão (Jer 3.23). As montanhas também eram símbolos de obstáculos (Mt 21.21). Elas poderiam também esconder ameaças servindo de esconderijo para vagabundos, ladrões e quadrilhas. Por isso o senso de segurança que proporcionavam era dúbio. Confiar nos montes era candidatar-se ao desapontamento.
           Por isto o peregrino canta que sua segurança está em Deus (Sl 121.2). A mesma coisa que Davi cantou (Sl 11.1). Deus é maior do que as montanhas. Ele quem criou as montanhas (Sl 65.6), e as pesou (Is 40.12). E é Ele quem as despedaça (Hab 3.6); remove-as (Jó 9.5); pisa sobre elas (Mq 1.4) e acaba com elas (Is 40.4).
           Todo sistema de segurança humana é como os montes. É bom tomar precauções: cinto de segurança; capacete na moto; cuidar da saúde; ter sistemas de alarme; recorrer aos encarregados da segurança, empresas de seguro, etc. Vamos lembrar que Deus usa estas coisas para nos guardar. Os recursos humanos são meios, usados por Deus, mas nossa confiança não deve estar nos meios, e sim naquele que dispõe dos meios. Pois os meios humanos são ambíguos. Pessoas já morreram por mau funcionamento do cinto de segurança; por capacetes falhos; por cuidados de saúde que se demonstraram errados; por sistemas de alarme que não funcionaram; por descuido nos encarregados da segurança.        
            Nossa confiança deve estar em Deus, que já existia antes dos montes e continuará existindo depois deles (Sl 90.1).

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A vida está na obediência

Pensamos que viver é satisfazer os nossos desejos. Ouvimos e algumas vezes até repetimos que "viver é fazer tudo que se quer"; "desfrutar a vida é fazer todas as nossas vontades". Mas não é isto que Deus nos diz.
Em Levítico 18.5 Deus diz para o povo de Israel que é em guardar os mandamentos Dele que o homem encontra a vida. Desfrutar a vida na terra de Canaã, para onde o povo ia, dependia da obediência aos mandamentos de Deus.
Romanos 8.13 diz que a vida satisfazendo aos desejos da carne (nossa natureza pecaminosa) vai com certeza nos levar para a morte, mas se fizermos morrer as atividades da carne, nós iremos desfrutar da vida.
Pensar que para ter vida é preciso satisfazer nossos desejos é mais uma mentira de Satanás, do mundo, e dos nossos pensamentos pecaminosos. Não é assim! Para ter vida precisamos é de obedecer a Deus. Conhecer os seus mandamentos e cumprir.
Nossos desejos para o pecado devem ser mortos por nós. Isto é deixados inativos, não devemos dar ouvidos a eles, nem buscarmos formas de satisfaze-los. Fazendo isto, desfrutaremos da verdadeira vida.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O PREÇO DA PAZ


   Quem me dera ter paz! esta frase expressa  o desejo de muitas almas. O compositor do Salmo 120, também cantou seu anseio por paz na sua peregrinação para Jerusalém: A minha alma habita há muito tempo entre os que odeiam a paz! (Sl 120.6). Mas a paz tem seu preço!      
    Uma das condições para a paz é a justiça (Is 32.17). A violação da justiça abre a porta para a paz ir embora. Ela se recusa habitar debaixo de paredes rachadas pela injustiça. Seu retorno depende das injustiças serem reparadas. 
       A Bíblia demonstra esta verdade usando a expressão “fazer a paz” para indicar o pagamento de alguma dívida ou a restituição de algum prejuízo. Em Êxodo 21.36, 2 Reis 4.7 e Ezequiel 33.14,15,  a palavra que em nossas versões foi traduzida como “pagar”, literalmente é “fazer paz”. 
    A falta de paz se dava pelo prejuízo causado ou pela dívida não paga. Para apaziguar a pessoa ofendida o preço deveria ser pago. Algumas vezes este pagamento era uma atitude de submissão (Lc 14.32; 1 Co 14.33). Assim os gibeonitas conseguiram a paz diante de Josué (Js 9,10.1).          
    Às vezes alguns pagavam para que outros tivessem paz. O reinado de Salomão foi de imensa paz, porque seu pai, o rei Davi, havia feito as guerras para subjugar os reinos ao redor. A geração de Davi pagou o preço da paz que a geração de Salomão desfrutou (1 Rs 4.20-27; 5.1-4). 
    Em outras situações um mediador  faria a paz (At 7.26; 12.20).      
   Toda falta de paz em nossa vida advém das injustiças cometidas contra Deus. A ausência da paz com Deus gera todos os outros problemas. O preço para se ter paz com Deus deve ser pago. Os adoradores do Antigo Testamento  faziam ofertas de paz,  algumas vezes chamadas de  “sacrifícios de ações de graças” (Sl 50.14,). Aquelas ofertas de paz eram apenas sombras da oferta suprema que seria feita pelo Príncipe da paz, que ainda estava por vir (Is 9.5,6).
      Jesus veio como Mediador da paz com Deus, para nos guiar pelo caminho da paz (Lc 1.79). Ele nos reconciliou com Deus, Ele fez a paz. Deu sua própria vida como pagamento (Ef 2.14,15,17; Cl .1.20). Ele pagou o preço da nossa paz.
       Como podemos desfrutar desta paz? Pela fé. Devemos acreditar que Jesus Cristo pagou a nossa dívida com Deus, assim Deus foi apaziguado e nós fomos reconciliados com Ele (Rm 3.25,26). A injustiça que cometemos contra Deus foi reparada e nós fomos justificados de nossos pecados através de Jesus Cristo, agora pela fé, temos paz com Deus (Rm 5.1).      
    Esta fé se demonstra em um propósito firme de seguir a Jesus (Is 26.3). Obedecendo aos Seus caminhos, deixando-se orientar pelo Espírito Santo (Rm 8.6), pois é o Espírito que produz a paz (Gl 5.22). Confiando na sabedoria divina e não seguindo seus próprios conselhos (Tg 3.17). Aceitando a disciplina de Deus, sabendo que este Deus nos disciplina para podermos desfrutar de paz (Hb 12.11).
      Paz que é desfrutada mesmo diante de ansiedades, pois somos exortados a colocar as preocupações diante de Deus, em orações e Sua paz vai nos encher (Fp 4.6,7). É paz usufruída  sem medo, mesmo no meio de aflições, pois ela vem de ouvir as palavras de Jesus e segui-las (Jo 14.27;16.33).
      Esta confiança não elimina nosso trabalho em viver em paz com as pessoas. Devemos nos esforçar por manter laços de paz com nossos irmãos (Ef 4.3). Este empenho pela paz inclui o afastamento do mal (1 Pd 3.11). 
        Alguns prometem uma paz sem preço, uma paz barata. Apenas colocam bandagens nas feridas, algo que alivia dor, mas não cura a infecção. Prometem que as pessoas podem viver em seus pecados e ainda ter paz (Jr 6.14; 8.11). Esta é uma falsa paz. 
      Aqueles que desfrutam da verdadeira paz devem anunciá-la a outros. Evangelizar é anunciar a paz de Deus através de Jesus Cristo (At 10.36; Ef 6.15).

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Honrando mais a glória de Deus do que a nossos filhos

        Filhos são verdadeiros tesouros! Tão preciosos que nos afeiçoamos a eles de modo muito intenso. Mas, existe um perigo, o do nosso amor por eles se tornar maior do que o nosso amor a Deus.         
     O nosso amor à honra de Deus deve estar acima de nossa afeição por nossos filhos. Em Levítico capítulo 10 temos um acontecimento que ilustra esta verdade.         
       Os dois filhos mais velhos do sumo-sacerdote Arão, Nadabe e Abiú, morreram dentro do tabernáculo por terem feito algo que Deus não havia ordenado. Não foi permitido à Arão que manifestasse luto pela morte de seus dois filhos, nem a seus outros dois filhos que chorassem pelos irmãos recentemente falecidos. O restante do povo poderia lamentar, mas eles não. Não lhes foi permitido nem tirar os corpos de dentro do tabernáculo, dois primos fizeram isto.        
        Arão e os dois outros filhos, Eleazar e Itamar, deveriam demonstrar uma afeição maior a Deus do que aos filhos e irmãos falecidos. A missão que haviam recebido de Deus exigia isso. O amor à honra de Deus  teria que superar a manifestação de dor pela perda dos familiares.  O trabalho de adoração a Deus tinha mais valor do que o sepultamento de seus filhos. A honra e a santidade de Deus deveriam ser mais amadas do que os filhos.
        O amor a Deus deve estar acima do amor aos filhos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Conforme ordenou o SENHOR

          Nossa adoração deve ser do modo ordenado por Deus.        
          O Livro de Êxodo descreve as ordens de Deus sobre o lugar do culto e a construção do mesmo. Na inauguração o próprio Deus se faz presente, chegando com Sua glória (Ex 35-40).        
          Do tabernáculo Ele chama Moisés (Lev 1.1) e dá as ordens de como deveria ser este culto. Especificando quais eram as ofertas a serem sacrificadas, como deveriam ser sacrificadas, e quem deveria oferecê-las e ministrá-las (Lev 1-7). Esta  primeira parte do  livro  é uma espécie de Manual do Culto do povo de Israel.        
          Nos capítulos 8-10  temos o relato da ordenação de Arão e seus filhos ao sacerdócio em Israel (eles seriam os ministros encarregados do culto), e das primeiras ofertas que eles oficiaram em adoração a Deus.        
        A expressão conforme ordenou o SENHOR e semelhantes aparecem 20 vezes nestes capítulos (15 vezes referindo-se diretamente a Deus, e 5 vezes a Moisés, que era o agente de Deus em trazer a revelação).Uma vez, é dito que Nadabe e Abiú, fizeram algo que o SENHOR não ordenou. Foram fulminados por causa disto (Lev 10.1-3).        
          Há uma ênfase na obediência. Somos chamados para adorar em obediência, conforme o SENHOR ordenar. Porque nossa adoração deve manifestar a santidade de Deus, e assim glorificá-Lo.        
          A falta em se conformar às ordens de Deus manifesta que não estamos dando a Deus a posição de singularidade que Ele tem e merece, isto é falta de santidade. Deus é Santo, e isto é repetidamente enfatizado em Levítico. Afirmar que Deus é santo quer dizer que Ele está extremamente acima de qualquer outro ser ou coisa, que Ele é distinto e completamente separado de tudo. Sendo singular e incomparável. Então, somente Ele pode nos dizer como quer ser adorado. Não somos capazes de imaginar como deve ser esta adoração, pois somos pecadores, e bem inferiores a Ele. Nossa adoração só é aceitável a Ele, quando expressa nos termos Dele.        
          A adoração do nosso jeito também não O glorifica nem O agrada, porque não expressa o que Ele é. Podemos ilustrar da seguinte maneira. Suponha que você tem um amigo e quer homenageá-lo com  um presente, você sabe que ele gosta de futebol e torce ardorosamente por um time,  então decide comprar a camisa de um time. Só que você não se preocupa em saber qual é o time que ele torce, e compra a camisa do time rival. Por mais caro que tenha sido o presente, com certeza seu amigo não se sentirá homenageado, mas ofendido. Imagine se um palmeirense se sentirá homenageado recebendo de presente uma camisa do Corinthians, ou vascaíno recebendo uma camisa do Flamengo, e vice-versa?! Para que seja um presente que honre o Seu amigo, é preciso ser algo que o agrade.        
          Muitas vezes queremos adorar a Deus, mas do nosso jeito, e não conforme Ele ordenou. Foi o problema de Nadabe e Abiú, como já havia sido o problema de Caim (Gênesis 4). Deus não se agrada, mas se irrita com esta adoração.        
          Será que da nossa vida de adoração pode ser dito “fez tudo como o SENHOR ordenou?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O QUE É PAZ ?


          “Eu só quero viver em paz!”; “Me deixem em paz”; “Ah! Seu eu pudesse ter paz”. Estas frases expressam um anseio compartilhado pela maioria das pessoas. Todos querem uma vida de paz. Este também era o anelo do peregrino que, caminhando a Jerusalém, cantava seu desejo por paz (Sl 120.6,7).             
       Mesmo sendo tão desejada, a paz é pouco compreendida. Se alguém lhe perguntasse: “O que é a paz?”, o que você responderia? O que você quer dizer quando pede para ter paz?
     A Bíblia indica que a paz é um estado de plenitude. Uma situação onde tudo está completo e nada falta. Todas as coisas estão bem. Nenhum problema ocorre para perturbar. De fato, a paz só é possível quando tudo na vida está bem, nada nos ameaça. A Bíblia também apresente os indicadores de uma vida com paz. 
 1. Temos harmonia e não contendas. Quando há reconciliação e os relacionamentos estão restaurados. Não há brigas nem guerras. (Lc 14.32; At 7.26; 12.20). Não há confusão nem desentendimentos com as pessoas com as quais convivemos (1 Co 7.15; 14.33). 
2. Temos segurança e não ameaças. Havia paz para o povo de Israel na época de Salomão, porque em seu governo houve segurança (1 Rs 4.24s; 5.4). O povo poderia viver descansado e confiante, desfrutando de uma sensação de bem estar, sentindo-se a salvo. Estar num estado de constante ameaça é viver sem paz. 
3. Temos saúde e não sofrimento. No Salmo 38.3 Davi diz que os ossos estavam sem paz (traduzidos como “saúde”), isto é, estavam adoentados, doloridos. A doença é algo que ameaça e perturba, ela tira a nossa paz. Só há paz quando há saúde. 
4. Temos prosperidade e não escassez. No Salmo 73.3-5, Asafe inveja os perversos por sua paz (traduzido como “prosperidade” em nossas versões). E ele descreve esta paz em termos de ausências de tormentos; de doenças; de labutas (canseira, dificuldades, aflição, fadiga, trabalho extenuante). A paz só é possível quando nossas necessidades estão satisfeitas. Quando há carência de algo, não há paz. 
5. Temos descanso e sossego e não preocupações. Este descanso vem pela ausência de perturbações tanto externas como internas. É aquela situação onde a pessoa deita e logo dorme, por estar completamente despreocupado (Sl 4.8). Ansiedades e preocupações tiram a nossa paz, só quando nossa mente está despreocupada e tranquila é que podemos ter paz. 
6. Temos sucesso e não frustração. Uma vida de paz é uma vida onde se alcança a realização em cumprir nossa missão. Foi assim com o rei Josias, que mesmo tendo morrido em uma guerra, é dito que morreu em paz, isto é, ele cumpriu com sucesso sua missão (2 Rs 22.20). Não conseguir realização em nosso projeto de vida traz a sensação de fracasso, e isto tira a nossa paz. 
7. Temos certeza de salvação e não afastamento de Deus (Rm 5.1). Por causa dos pecados todos os homens estão em guerra com Deus, não conhecem o caminho da paz (Rm 3.17). Jesus veio para fazer a paz entre Ele e nós (Ef 2.14-18). Esta paz foi conseguida quando a pena devida pelos nossos pecados foi paga, com a morte de Cristo na cruz. Agora, qualquer pessoa que, arrependida de seus pecados, confie nesta provisão feita por Cristo, desfruta da justificação, isto é, os seus pecados são perdoados e ela tem paz com Deus. A reconciliação foi feita, porque o preço foi pago,  podemos ter acesso à presença de Deus. Jesus fez esta paz (Cl 1.20). 
8. Temos a direção do Espírito Santo e não disposição para o pecado (Rm 8.6) O apóstolo Paulo diz que a vida orientada pelo Espírito tem paz. Esta é a vida que se deixa levar pelos pensamentos do Espírito de Deus e não pelos seus próprios. O seu modo de pensar não é o do mundo, mas o de Deus. Uma vida conforme o mundo é uma vida orientada pelo pecado e o pecado tira a nossa paz. Somente uma vida que seja guiada pelo Espírito Santo pode ter o fruto da paz (Gl 5.22). Quando esta vida está em nós, temos paz (Rm 15.13).          
Esta é uma vida de paz! É a vida que todos nós desejamos! Será possível ter esta paz?