Mostrando postagens com marcador Oração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oração. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

SUGESTÕES PARA CULTIVAR A PRESENÇA DE DEUS NO DIA A DIA


Tudo que é importante deve ser valorizado. Uma das maneiras de demonstrarmos valor nos relacionamentos é fazer esforço por manter um contato constante com a pessoa que afirmamos amar. Dizer que alguém é valioso e ficar indiferente a ele é desmentir com atitudes o que anunciamos com palavras. 

Outra maneira de demonstrarmos o valor de alguém é aceitar a influência desta pessoa. Quanto maior a importância da pessoa, maior será seu impacto em nossas vidas.

Deus é a pessoa mais importante da nossa vida, pois dependemos d'Ele em tudo, embora nem sempre reconhecemos isso.  Sendo Deus a Pessoa de suprema importância, deve ser grande o nosso esforço por manter contato constante e de permitir que nos influencie. 

Como incrementar nosso relacionamento com Ele? Como permitir que o relacionamento com Ele modele nossa vida?

Segue algumas sugestões que tenho lido e ouvido.

 

1. Quando acordar, escolha que seus primeiros pensamentos sejam para Deus e para Sua Palavra. Agradeça a noite de sono e por mais um dia que Ele lhe oferece como um presente. Lembre-se que a misericórdia d'Ele está se renovando mais uma vez sobre você. Peça que a graça d'Ele lhe cerque, que Sua sabedoria lhe oriente e que o Seu poder lhe sustente. 

 

2. Reserve um tempo no dia para um retiro, isto é, para ter um momento devocional, no qual manifesta sua devoção a Deus. Um momento em que sua alma se retira dos afazeres comuns do dia a dia e se consagra em meditar nos interesses celestiais. Faça sua leitura das Escrituras e escolha uma parte do texto ou um ensino do texto para refletir sobre ele. Ore adorando, agradecendo, confessando, pedindo e intercedendo. 

 

3. No decorrer do dia, sempre que se deparar com num problema ou uma situação difícil, clame a Deus em seu coração, consciente de que Ele está com você. Se o momento for de alegria, eleve um agradecimento a Deus, dirija a Ele seu contentamento e sorriso.    Clame a misericórdia de Deus para com cada pessoa que encontrar. Diante de imprevistos, pergunte a Ele: o que a Tua soberana sabedoria tem para mim com este presente num embrulho que me parece desagradável? 

Em cada momento esteja consciente da presença protetora e amorosa de Deus, e alegre-se por tão admirável e agradável companhia.  Aproveite os lembretes enviados por Ele para pensar n'Ele. Exemplo: ao ver um pardal, lembre-se que Jesus disse que Deus está cuidando de todos eles. Quando se deparar com uma flor bonita recorde que Deus a fez com aquela beleza e que Ele promete cuidar de você de forma mais bondosa.  

4. Ao final do dia, quando se deitar, novamente adore, agradeça, confesse, peça e interceda. Se algum problema vier perturbar sua mente, coloque nas mãos de Deus, pedindo que Ele lhe dê forças e sabedoria para resolver aquilo no dia seguinte, e que Ele também lhe conceda a confiança calma para esperar n’Ele até o próximo dia enquanto descansa. 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

LECTIO DIVINA


Lectio Divina é uma expressão em latim que pronuncia-se "lekssio divina" e significa "leitura divina". 
Trata-se de um método milenar de ler, meditar e orar as Escrituras. Em outras palavras, é um método antigo de fazer o devocional particular e diário.  Devemos lembrar que um método deve servir como apoio na busca de um objetivo. Se tal objetivo pode ser alcançado de outro modo, o método torna-se desnecessário (José Moreno, em Lectio Divina, pg. 14)
O alvo deste método é desenvolver em nós uma mentalidade bíblica, um modo de pensar que se assemelhe ao de Deus, transformando-nos pela renovação da nossa mente, para assim vivenciarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2). 
O pressuposto do método é que a Bíblia é a Palavra de Deus, que Ele nos fala hoje através dela. Conforme lemos:  Tudo que outrora foi escrito para nosso ensino foi escrito, a fim de que pela perseverança e consolação das Escrituras, tenhamos esperança (Rm 15.4)Estas coisas lhe sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa... (1Co 10.11). Lemos a Bíblia para ouvir Deus falando conosco através dela, e para que, assim nossa vida possa ser direcionada por Ele. 
Quero apresentar alguns passos deste método.
            1º PREPARAÇÃO.  Reflexão exige um local e atitude apropriados.  Escolha um local e horários quietos e calmos, onde possa manter a concentração.  A repetição de local e horários ajuda a desenvolver uma associação mental que leva a uma mentalidade propícia para a meditação.  Assente-se quietamente, numa posição de relaxamento, mas também de alerta. Acalme seus pensamentos, deixando toda preocupação, perturbação e distrações de lado, como se estivesse em outro local. 
Se encontrar dificuldade nisso, controle sua respiração. Com os olhos fechados inspire e expire lentamente. Repita esse exercício até que sua respiração se acalme e as batidas do seu coração se normalizem. 
Ore pedindo que Deus guie seu tempo de leitura e reflexão das Escrituras, mostrando-lhe a verdade da Sua Palavra. Se tiver dificuldade nisso, repita conscientemente uma oração conhecida, como Pai nosso, ou uma frase de clamor como "Deus, tem misericórdia de mim" ou ainda, "Senhor me ajude a me acalmar", ou mesmo entoe um cântico que você aprecia.  Esteja alerta para ouvir Deus falando na leitura da Palavra. 
            2º LEITURA. Leia a passagem concentradamente, repetidamente. Ao menos uma vez leia em voz alta. Impeça sua mente de vaguear e voar para longe do texto.  Se puder, tenha outras versões por perto e leia a passagem nelas.  Se alguma palavra, frase ou pensamento do texto lhe chamaram a atenção, anote. Pergunte ao texto: o que você está querendo ensinar?
            3º MEDITAÇÃO. Medite. Reflita na passagem. Especialmente nos aspectos que mais lhe tocaram. Permita que, além dos pensamentos as afeições, emoções, vontade e até a imaginação permeie seu entendimento da passagem. Imagine e crie imagens mentais dos eventos narrados na passagem. Meditar é ruminar, repensar o que foi lido. Isso não pode ser feito de forma apressada. Entre na passagem, perguntando o que ela diz a você. Se for uma narrativa procure saber com quais personagens você se identifica.
            4º ORAÇÃO.  Ore falando com Deus sobre a passagem lida. Conte para Deus o que chamou sua atenção na passagem. O que lhe tocou. E peça para Ele mudar sua vida de acordo com aquela passagem. Pode colocar a passagem na primeira pessoa e em forma de oração. Por exemplo: se você ler Mt 4.4 onde Jesus diz que nem só de pão vive o homem, você poderá orar assim: Senhor, está escrito que não é o pão que me dá vida, mas a Tua Palavra. Ajude-me a me alimentar e depender desta Palavra. 
            5º CONTEMPLAÇÃO. Contemple a presença de Deus. Desfrute da presença de Deus, como alguém que está em contato com uma Pessoa muito preciosa. Em silêncio e quietude alegre-se com Deus através de sua palavra. Louve e agradeça por este tempo. Se lembrar de algum cântico, entoe-o. 
            6º AÇÃO. Depois de dar os passos acima, anote algumas coisas que você precisa fazer à luz da passagem lida. Então, calmamente, saia do lugar, alegrando-se com o fato de que a presença de Deus continuará com você.    
Um lembrete: se durante o processo, os ruídos internos aparecerem (preocupações, problemas para resolver), pare e conte o problema para Deus. Não resista a este barulho, mas ouça-o e conte-o a Deus, e depois continue no processo.  Algumas vezes as vozes internas aproveitam estes silêncios para gritarem conosco. Deus pode usar isso para mostrar direções e correções de que nossas vidas precisem. 
No princípio, pode ser difícil aplicar este método mas, com a prática, você vai se acostumando com ele. Meu desejo é que seu amor por Deus e Sua Palavra, e seu aproveitamento da mesma aumentem, e que você se junte aos muitos cristãos que no decorrer da história se deleitaram com Deus, através deste método.  
    


sábado, 12 de maio de 2018

JÓ, O HOMEM QUE NÃO DESISTIU DE ORAR

             O livro de Jó é fascinante. Uma obra de excelência artística literária, que inclui narrativa e poesia, diálogos e discursos. Tem um enredo atraente, abordando questões complexas, mas muito pertinentes, entre elas: por que os justos sofrem? Que é uma das mais perturbadoras para a nossa mente.  
            Em minhas leituras bíblicas, este livro sempre renova minha admiração, pois aprendo e descubro aspectos que haviam passados desapercebidos em leituras anteriores.  Neste ano, como a leitura do livro coincidiu com os preparos para a campanha de oração, fiquei mais atento aos seus ensinos sobre oração, compartilho agora algo que aprendi. 
            Primeiro fato que se destaca é que Jó era homem de oração. Ele passou por três grandes fases em sua vida: prosperidade, aflição e novamente prosperidade, esta última em dobro. E a oração o acompanhou nestas três épocas. A oração foi sempre sua primeira reação diante das surpresas da vida, fossem essas agradáveis ou não.
            Logo no início, quando seu caráter nos é apresentado, lemos que ele se levantava de madrugada para oferecer holocausto em favor de seus dez filhos (1.5). Era uma atividade de intercessão, na qual apresentava seus filhos diante de Deus, através de ofertas sacrificiais, e assim os conduzia à santidade. Não havia nenhuma indicação de que estes jovens não temiam a Deus, pelo contrário, Jó sabia que na aparência eles não haviam pecado, mas queria ensinar que a devoção interior, aquela que é fruto de um coração que ama a Deus, era muito importante. Esta não era uma atividade esporádica na vida de Jó, mas contínua.  No período de provação, ele relembra que, em sua prosperidade, clamava e Deus lhe respondia (12.4). Assim era Jó na época em que tudo ia bem na sua vida, sempre orando a Deus, sem jamais colocar sua esperança em ídolos, pois isso seria negar Deus (31.24-28). 
Outro ensino claramente perceptível é que nem sempre uma vida de oração nos livra dos sofrimentos. Mesmo sendo homem de oração, Jó passou pela aflição. Mas, quando ela chegou sua primeira reação foi orar. Ao saber que havia perdido tudo, incluindo seus dez filhos, ele se lançou de rosto em chão e adorou a Deus, louvou a Deus pelas perdas. E a partir daí até o capítulo 31, o livro nos conta seus diálogos com seus amigos e também suas conversas com Deus através da oração.  
            Nestas orações Jó desabafava e lamentava, derramando suas queixas diante de Deus (10.1,2). Afirmava sua certeza de que seu sofrimento viera das mãos do Deus soberano que ele adorava. Ele não conseguia entender o motivo, mas tinha certeza da origem (16.7,12). Isso incentivava sua oração, pois se Deus era causa, também seria a solução. 
            Quando a aflição é intensa e demorada pode-se ter a impressão de que Deus não está ouvindo, ou se escuta, não demonstra interesse em atender. Jó também teve esse sentimento, e não o escondeu de Deus, mas o declarou em oração. Disse que se sentia como alguém que desesperadamente clama numa hora de necessidade, de pé diante de Deus, mas Deus apenas olha e nada faz (9.16; 19.7;30.20). Numa situação assim, as palavras de Eliú servem de ajuda ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele, por isso, espera nele (35.14).
Foi exatamente isso que Jó fez, o silêncio de Deus não o desanimou, continuou clamando, buscando as explicações verdadeiras e justas, afirmando a pureza de suas orações (13.3; 16.17). Mesmo quando buscou e não encontrou, ele não desistiu de continuar clamando (23.1ss), apresentando sua defesa (31.35). Este constante apelo à Deus evidencia a intensidade de sua confiança e relacionamento com Ele. 
Também levou a Deus suas reflexões sobre a vida, contando como ele estava vendo a realidade naquele momento, não tentou esconder de Deus o que pensava (14.1ss). Derramou suas lágrimas diante de Deus, apresentando seu choro, ensinando que a oração é o melhor colo ou ombro para chorar quando a dor é grande e os amigos não entendem (16.20).  O que ele mais ansiava era voltar a desfrutar da amizade de Deus (29.4). Mesmo em sua aflição, rejeitou como perversa a atitude que nega o proveito da oração e acredita que a prosperidade depende apenas do esforço humano (21.14-16),  manteve a crença de que orar a Deus é uma forma de deleitar-se n’Ele (27.10).
Na última fase, a reação de Jó diante da resposta de Deus foi a oração, desta vez confessando e admitindo que não conhecia tudo, e que Deus é soberano e poderoso (40.4,5; 42.2-6). E por fim intercedeu por seus amigos, aqueles mesmos que o haviam acusado falsamente (42.7-10).
Jó compartilhava com seus amigos a crença de que Deus não atende a oração do injusto (27.9; 35.9-13). Mas, aprendeu que isso não significa que Deus está obrigado a atender a oração do justo da forma e no tempo que o justo pede, como seus amigos apregoavam (22.27;33.26). Deus tem sua própria agenda e seu próprio tempo. Ele atende até aos filhotes de corvos quando clamam (38.41), mas faz isso de acordo com Seus próprios propósitos.   
Mas o fato de Deus não nos atender conforme a nossa vontade e no nosso tempo não significa que a oração não tenha proveito. Pois Deus respondeu, no tempo e da forma que Ele sabiamente planejou, e isso não apenas foi de proveito para Jó e seus amigos, mas também para todos os leitores do livro, inclusive para nós hoje. Portanto, mesmo quando pensarmos que Ele não está se interessando, vamos perseverar, pois Ele está atento e no tempo certo responderá. 

                        


sábado, 25 de janeiro de 2014

COMO MANTER O PROPÓSITO?

    Como não permitir que as pressões e necessidades das pessoas nos afastem da vontade de Deus?
       Nesta vida enfrentamos muitas pressões, somos puxados e empurrados em várias direções, tanto pelos nossos próprios desejos, como pelas necessidades e desejos das outras pessoas.       Algumas  vezes nos sentimos como carroças puxadas por vários cavalos em direções opostas.
Não podemos atender a todos, tanto por falta de tempo e recursos, como por incapacidade nossa, somos limitados.
           O que fazer? A quem atender? A quem dar prioridade?
       Jesus enfrentou o mesmo problema. A multidão o buscava com interesse e avidez, inclusive segurando-o  para o deter. Mas Ele prosseguiu cumprindo a missão que Deus havia lhe dado. Cumprir o propósito de Sua vinda ao mundo tinha prioridade sobre os desejos e necessidades das pessoas (Lucas 4.42,43).

“Sendo dia, saiu e foi para um lugar deserto; as multidões o procuravam, e foram até junto dele, e instavam para que não os deixasse. Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado.”
        A necessidade que se sobrepunha a todas as outras necessidades era cumprir Sua missão. O desejo que tinha primazia sobre todos os outros desejos era o de cumprir o propósito para o qual tinha vindo ao mundo.
        O puxa-empurra das pessoas não ditavam o ritmo e direção de Sua vida, mas o propósito para o qual tinha vindo ao mundo é que dirigia suas decisões.
       Como Jesus conseguia manter o foco?
     A resposta:Ele se levantava cedo, ia para um lugar solitário para estar com Deus. Jesus fazia questão de manter o Seu tempo a sós com Deus.
       No evangelho de Marcos 1.35  somos informados que este tempo era para oração:
"Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava."
       Muitas vozes tanta nos dirigir neste mundo. Todas reivindicam serem necessárias, todas afirmam que buscam o nosso bem. Mas somente a voz de Deus é de fato necessária, somente ela é para o nosso bem.
       Falar e ouvir a Deus logo cedo, antes de falar e ouvir a voz das outras pessoas é a solução para nos mantermos na vontade de Deus.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A SOLUÇÃO PARA VENCER GRANDES DESAFIOS

Quando os desafios forem bem maiores do que nossas forças e recursos, o que fazer?
A narrativa de 2 Crônicas 14.8-15 nos apresenta a solução. O povo de Judá estava diante de um exército bem maior.O que eles fizeram? Clamaram a Deus com esta oração:
"SENHOR, além de ti não há quem possa socorrer numa batalha entre o poderoso e o fraco; ajuda-nos, pois, SENHOR, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contras esta multidão. SENHOR, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem." 2Cr 14.11.
O resultado foi uma grande vitória.

Quando o desafio for maior que tuas forças,
E estiveres sem recursos para uma solução,
Não desanimes por as chances serem poucas,
Busca socorro em Deus, clamando em oração. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O QUE FAZER QUANDO SE SENTIR SEM SAÍDA?

O que fazer quando cercados? Quando se olha para todos os lados e não se encontra saída?
Foi assim que o povo de Judá deve ter se sentido na guerra contra o reino de Israel, episódio que nos é contado em 2 Crônicas 13.
Enquanto o rei Abias exortava os do reino de Israel a não entrarem com confronto com o SENHOR, o rei Jeroboão colocava emboscadas ao redor do exército de Judá. 
O que fizeram os homens de Judá quando viram que estavam cercados por todos os lados? 
Clamaram o SENHOR. E Deus saiu para batalhar por eles.  
Várias vezes na vida podemos ser surpreendidos com um cerco que não deixa nenhuma saída. Olhamos para todos os lados, mas não encontramos ajuda. Esquecemos de olhar para cima, é de lá que vem a ajuda que resolve. A saida é para cima, clamando a Deus. 
Dele vem a orientação para encontrar a solução. 
Dele vem a força para enfrentar a luta.
Dele vem a nossa salvação.  
A saida é a oração. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

OLHO PIDÃO


A expressão “olho pidão” indica alguém que pede com os olhos. Pode ser o olhar suplicante do mendigo, ou o olhar guloso da criança diante do balcão de doces. Ambos comunicam seus desejos pelos olhos.  É o olhar do personagem Chaves, do seriado do mesmo nome, que mesmo balançando a cabeça indicando que não quer o sanduiche de presunto, os olhos dizem o contrário.
O olhar do peregrino também é um olhar pidão. No salmo 123 ele diz que seus olhos esperam em Deus, e este olhar além de esperar, clama. Junto com o olhar há um pedido por misericórdia. Ele olha para Deus e conta os seus problemas. A causa de seu sofrimento é o desprezo. Ele e os outros adoradores são vistos como insignificantes, sem valor, e sem importância, desdém que é acompanhado de escárnio. E isto irrita e dói em sua alma. 
Por isso ele diz que está saturado e ensopado das zombarias dos arrogantes e soberbos. Daqueles que pensam que podem viver sem Deus, desfrutando do bem bom da vida sem preocupações.  Os arrogantes são descritos em Amós 6.1 e Isaías 32.9,11, como pessoas que não se importam com a iminência do juízo de Deus, e nem se afligem com o pecado cometido. Vivem para vestir-se bem, festejar e divertir-se. A indulgência, luxúria e frivolidade são suas aspirações. 
Os orgulhosos se levantam como ondas do mar. Apoiando-se em seus próprios expedientes e forças, zombam daqueles que humildemente dependem de Deus; que sofrem, e aparentemente não prosperam.
Um exemplo deste desprezo aparece em Neemias 2.19 e 4.1-4. Provocado pela ira e pela inveja, o menosprezo duvida de até onde podemos ir; considera inútil os nossos esforços; e zomba do potencial de nossas realizações. Ele pode se manifestar lançando dúvidas sobre nossas intenções e nos caluniando. Seu alvo é nos desanimar. Este desprezo é pior do que a ira (Mateus 5.22).
Diante deste ataque o salmista dirige seu olhar para o SENHOR, com atitude de servo (humilde, submissa, concentrada, esperançosa), e conta seu problema para Deus.
Igual ao peregrino, também enfrentamos o desprezo dos outros. Talvez por nos considerarem fracos, idiotas, atrasados, retrógrados, por ainda acreditamos em coisas que não fazem sentido no mundo moderno. Somos incompreendidos, por não darmos vazão às nossas paixões, por reprimirmos os nossos desejos. Chamados de bobos, de gente que não sabe aproveitar a vida (1 Pedro 2.11,12,13; 4.2,4).
Qual o desprezo que lhe aflige? A indiferença dos que você ama? O descompromisso de quem deve cuidar de você? A infidelidade de quem deveria ser fiel? A falta de atenção e gratidão das pessoas pelas quais você tem se desgastado? Falsas acusações? Juízos precipitados sobre suas aflições? Depreciação do seu trabalho? Descrença em suas capacidades? Pouco caso de suas ideias? Xingamentos? Pessoas que nem lhe dirigem a palavra? Outros que riem de suas convicções e comportamento? Você está cheio, já não aguenta mais?
O que pretende fazer? Para quem está olhando?
O peregrino nos ensina que na adoração alegre, também há espaço para o desabafo humilde, a súplica sofrida, o clamor confiante. Faça como ele, dirija seu olhar para o Senhor, pedindo misericórdia, conte seu problema, e aguarde com confiança.

  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CULTO: OPORTUNIDADE PARA ORAR


            É incrível como tarefas simples, mas importantes, são negligenciadas. Certos deveres não são complicados, têm muita importância para a vida, e mesmo assim são descuidados. Exemplos: escovar os dentes, lavar as mãos, exercitar-se fisicamente, etc. A mesma atitude é vista na vida com Deus.  Certos compromissos espirituais não são difíceis, são até muito simples de serem executados. Têm extrema importância para a manutenção e desenvolvimento de nossa vida espiritual. Mas são absurdamente negligenciados. Um exemplo: a oração.
                A oração está longe de ser uma tarefa complicada. Para orar não é preciso conhecimento bíblico avançado, nem recursos financeiros, e nem talentos especiais. Qualquer um pode orar: criança, jovem, adulto ou idoso. Pobre ou rico. Culto ou iletrado. Não é necessário um tempo e nem um lugar especial para se praticar a oração. Qualquer hora e em qualquer lugar podemos orar. Mas, quão pouco oramos!
                Embora simples, a oração é de importância incalculável. Ainda que se faça uma leitura superficial das Escrituras, ela nos revela os efeitos que a oração pode produzir em nossas vidas. Apenas para reforçar esta verdade podemos citar: “Muito pode em seus efeitos a súplica do justo” (Tg 5.16b); “e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt 21.22); “Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Lc 11.9). Mesmo assim, oramos muito pouco!
                Há momentos que podem relembrar e incentivar a prática da oração. Um deles é o culto coletivo.  O peregrino que ia adorar em Jerusalém sabia da importância da oração e que o culto era uma oportunidade para motivá-la. No salmo 122, após testemunhar sua alegria em adorar com comunhão e aprendizado, ele faz um pedido: “Orai pela paz de Jerusalém”, e ele mesmo faz a oração “eu peço: haja paz em ti” (Sal 122.6,8).
                A motivação da sua oração era o amor. Amor por Jerusalém. Lá estava a casa do Senhor, onde o povo de Deus se reunia em comunhão e adoração; ali estava o trono do rei ungido que tinha como dever garantir um governo justo; e lá se podia aprender as instruções de Deus. Para manter o louvor, aprendizado e comunhão havia a necessidade da paz e do sucesso de Jerusalém.
                Mas também amor por seus irmãos e amigos. Ele queria o bem estar deles, e isto dependia da tranquilidade e segurança de Jerusalém. Estes dois amores estavam relacionados. Da paz de Jerusalém dependia a paz dos que cultuavam em Jerusalém.  
                A forma da oração era entusiástica. Isto se manifesta quando ele fala de buscar o bem de Jerusalém. A palavra “buscar” significa procurar alguma coisa com entusiasmo e esforço. O que deixa claro como ele valorizava aquela cidade e a adoração a Deus.  Pois só se ora com entusiasmo por aquilo que se valoriza. Também revela que acreditava na oração como uma forma de fazer algo pelo bem de alguém. Para ele, orar era buscar o bem daquele pelo qual se orava.  Nossa falta de oração não seriam sinais de nossa falta de amar e de valorizar o que Deus valoriza? Ou ainda sinal de nossa falta de crença na eficácia da oração?
                A exortação do salmo é válida para nós, pois Deus tem um plano para a Jerusalém terrestre (Lc 21.24). Ela não reconheceu sua oportunidade de paz (Lc 19.41-44). Mas, um dia a adoração a Deus será restaurada nela (Is 2.2-5; Ez 40-44).
                Enquanto oramos pela restauração da Jerusalém terrestre e aguardamos a chegada da Jerusalém celestial (Ap 21.10,11) devemos orar também por nossas igrejas. Somos exortados a isso com ordens diretas das Escrituras: “Orais uns pelos outros” (Tiago 5.16, ver ainda Efésios 6.18-20); e também com exemplos de pessoas que oravam e pediam orações (Rom 1.9,10; 15.30; 2 Co 1.11; Ef 1.6; Col 1.9).
                A Bíblia também nos exorta à prática da oração nos cultos: Mt 18.19,20  “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.”
                Uma das razões da oração deve ser paz e tranquilidade para o avanço do evangelho. 1 Tim 2.1,2 “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.” 2 Tes 3.1,2 “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.”
Eugene Peterson disse que Uma das aflições do trabalho pastoral é a de ouvir sem fazer careta todas as desculpas que as pessoas dão como motivo de não irem à igreja. Para aqueles que tiraram seu foco de Deus há muitos motivos para não adorar na igreja (causados pelos nossos pecados e dos outros). Se você tem estes motivos vá adorar por causa de Deus, com alegria pelo que Ele já fez, faz e vai fazer por você. E também para pedir que Ele aperfeiçoe sua vida e a de seus irmãos.  Vamos banhar nossa adoração com oração. Vamos usar nossos cultos públicos para buscarmos nosso Deus em oração e pedir que Ele abençoe Sua Igreja.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PARA INICIAR BEM CADA DIA DE 2011

Por estar viajando não pude desejar meus votos de um feliz 2011, logo no dia primeiro, portanto faço isso agora. Gostaria de que eles fossem acompanhados de umas dicas para que cada dia deste ano comece com um profundo senso de satisfação em Deus. Elas me foram passadas no livro QUANDO NÃO DESEJO DEUS, de John Piper. De fato, estas dicas são pedidos de oração que se encontram nas Escrituras. Hoje compartilho o primeiro, depois virão os outros.

Este primeiro pedido é para que Deus incline nosso coração para Sua Palavra: Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça (Salmo 119.36). A palavra “inclinar” em seu sentido primário traz a idéia de se dirigir ou deixar-se levar para algum lugar ou para alguém. Quando se refere ao coração, ela tem o sentido figurado de “ter o desejo por” ou “ter a disposição de” fazer algo ou seguir alguém (1 Sm 14.7;Jz 9.3), indicando uma tomada de decisão de fixar a mente em algo. A oração do salmista pede que Deus faça com que ele decida-se por desejar a Palavra de Deus, e tenha disposição de segui-la.

Nosso coração sempre amanhecerá inclinado a algo, ele nunca está neutro. O homem sempre tem algum alvo em mente. O esforço e o empenho fazem parte de sua natureza. Deve procurar possuir, e deve se comprometer com algo (NDITNT, vol 3, pg.153). Nosso modo de pensar irá refletir nossa natureza. Nossos desejos e empenho mostram o que de fato somos. Esta inclinação irá dirigir todos os aspectos de nossa vida, e também determinará nosso destino (Romanos 8.5-7).

Por causa de nossa natureza pecaminosa, a inclinação comum é para mal, que nas palavras do salmista é ilustrado pela cobiça, desejo de adquirir bens por modos pecaminosos. Estes bens podem ser riquezas, fama, posição, etc. Nas palavras de Romanos 8.6,7, nossa carne não está sob a lei de Deus, e nem tem o poder de estar. Quando ela dirige nossa vida, nossa mente irá se fixar no que é pecaminoso, isto nos coloca em inimizade contra Deus, e resultará na nossa morte.

Temos um coração propenso para a idolatria (Josué 24.23), a qual nos engana a ponto de não percebermos como sua prática é insensata (Isaías 44.40, “inclinar” foi traduzido como “iludir”). Ele também é inclinado à sedução do sexo sem o compromisso do casamento (Pv 7.21, “inclinar”, traduzido como “seduzir”), ou para companhias de pessoas más. Por isso o salmista também nos ensina a pedir que Deus não deixe o nosso coração se inclinar para o mal: Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias (Sl 141.4).

Esta inclinação má nos acompanha em toda nossa vida, só no céu estaremos completamente livres dela. Mesmo na velhice corremos o risco de se inclinar para agradar outros amores que pervertem o nosso coração (1 Reis 11.2,3,4,9 nestes versos o termo “inclinar” é traduzido como “perverter” e “desviar”). Por isso esta oração deve ser constante e diária, para que tal como o salmista possamos inclinar nosso coração para guardar as palavras de Deus para sempre, até ao fim (Salmo 119.112, “inclino” foi traduzido “induzo”)

A presença de Deus é necessária para fazer com que nosso coração O deseje: O SENHOR, nosso Deus, seja conosco, assim como foi com nossos pais; não nos desampare e não nos deixe; a fim de que a si incline o nosso coração, para andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, que ordenou a nossos pais. (1 Reis 8.57,58).

Nossos primeiros pensamentos afetam o resto do nosso dia, portanto comecemos o dia, pedindo que Deus incline nosso coração para Sua Palavra. Que esta oração lhe traga vida e paz em todos os dias de 2011 (Romanos 8.6).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

UMA FÉ IMPRESSIONANTE


Usamos o adjetivo “impressionante” para expressar uma reação de espanto, que é produzida por algo que nos deixa admirados ou chocados. De modo mais gráfico “impressionante” é o que nos deixa boquiabertos, isto é de boca aberta por ser algo além do normal, que ultrapassa o comum, que nos é estranho, que nos surpreende e/ou abala , por ser inesperado e maravilhoso.

O termo equivalente na linguagem original do Novo Testamento expressa a idéia de ficar atônito ou maravilhado diante de algo surpreendente, prodigioso e/ou estranho. Várias vezes Jesus deixou as pessoas impressionadas ou maravilhadas com suas ações. Mas por duas vezes, o próprio Jesus ficou impressionado com a atitude das pessoas. Uma delas foi pela falta de fé, a outra pela qualidade da fé (Mc 6.6; Lc 7.9). O primeiro caso nós entendemos com mais facilidade, mas do segundo podemos dizer que é de se admirar que Jesus tenha ficado admirado com a fé manifestada por alguém.

O episódio nos é contado em Lucas 7.1-9 e em Mateus 8.4-13. Ele ocorreu em Cafarnaum, cidade importante que se tornara a sede do ministério de Jesus na Galiléia. Ali havia um centurião, isto é um comandante de cem soldados do Império Romano. Seria o equivalente a um capitão em nossas forças armadas, o comandante de uma companhia. Ele se demonstra um homem com várias qualidades impressionantes .

Ele demonstra um amor impressionante. Era um homem que amava os seus semelhantes. Isto é demonstrado no apreço que tem pelo seu escravo. O texto nos diz que ele considerava seu servo como muito precioso, estimado e querido. Não é comum pessoas de posição e autoridade demonstrarem apreço por quem lhe é inferior, ainda mais quando é uma posse que pode ser substituída, como era o caso dos escravos naquela época. Este escravo estava doente, em estado terminal, a beira da morte. Mateus nos conta que sofria de uma paralisia que causava terrível sofrimento.

Ele também possui uma generosidade impressionante. Demonstra consideração pelo povo. Os próprios judeus testemunham que ele amava o povo. Algo também incomum, já que ele pertencia ao povo mais poderoso, que era o dominador dos judeus. Ele vê a sua posição como uma oportunidade para servir o povo, algo tremendamente singular até em nossos dias. Este amor é demonstrado em generosidade, pois havia construído a sinagoga daquela cidade. Mostra assim que tinha respeito pela religião dos judeus, e crença em Deus. Novamente algo de admirar-se, pois sendo romano, poderia ater-se mais aos seus deuses.

Tem uma humildade impressionante . Pois mesmo tendo alta posição, muito respeito e admiráveis qualidades ele se julga indigno diante de Jesus. Ele acreditava em Jesus, pois tendo ouvido de Jesus ele crê que Jesus pode curar seu servo. Vê seu jovem escravo doente como um problema que era dele, e vê que em Jesus está a solução para este problema. Mas seu conceito de Jesus é tão alto, que ele sabe que não tem méritos suficientes nem para falar com Jesus pessoalmente. Ele teme comprometer Jesus, já que era gentio. Por isso pede que os líderes judeus na cidade sirvam de intermediários.

Estes vão até Jesus e pedem com urgência e insistência. Isto enfatiza o respeito que tinham pelo centurião, e como simpatizavam com seu sofrimento pelo servo. Jesus concorda em ir com eles.

Então se manifesta a qualidade mais impressionante e admirável neste homem, sua fé em Jesus. Ele reconhece a autoridade que Jesus tem. Sabe que Jesus é Senhor sobre tudo, inclusive sobre as doenças. Demonstra crer que a Palavra de Jesus tem poder para curar mesmo à distância. Ele diz que, da mesma maneira que tinha autoridade em sua área de atuação, Jesus também tinha autoridade sobre todas as coisas.

Esta fé impressionou Jesus. Pois era a fé de um gentio com muitas qualidades admiráveis, mas que reconhecia que nenhuma era suficiente e adequada para ter méritos diante de Deus. Era a fé de um gentio que via o que os judeus não foram capazes de ver: Jesus era Deus, Senhor com poder onipotente. Não era apenas um curandeiro ou profeta, mas muito mais do que isso. Era a fé de uma autoridade respeitada, mas que tinha um respeito ainda maior pela vontade soberana de Jesus. Podemos dizer que Jesus ficou impressionado no sentido de maravilhado com a fé daquele gentio, mas também chocado porque, dentro de seu próprio povo não havia este tipo de fé.

Nossa fé é do tipo que se aproxima de Jesus ressaltando nossos méritos? Que enxerga nossas qualidades como moeda de troca com Deus? Cremos no poder de Deus, mas também cremos na soberania de Deus? Aceitamos que Ele pode usar este poder no tempo e forma que Ele quiser? Aceitamos a autoridade de Jesus, ou nos sentimos em condições de exigir e dar ordens a Ele?

Jesus também ficaria impressionado com nossa fé? Por ficar maravilhado, ou por ficar decepcionado?

domingo, 25 de julho de 2010

A ORAÇÃO QUE AGRADOU A DEUS


A fábula do gênio da lâmpada é muito conhecida. Alguém encontra uma lâmpada, esfrega-a, dela sai um gênio que pode atender aos pedidos feitos. Se isto fosse verdade, e se nós achássemos a lâmpada, o que pediríamos? Creio que a maioria de nós faria seu pedido pensando apenas em si mesmo, e nem estaríamos preocupados se o nosso pedido agradaria ou não ao gênio.
A Bíblia nos conta sobre alguém que não encontrou uma lâmpada com um gênio, mas teve um encontro com Deus, e nele a oportunidade de pedir o que quisesse, que lhe seria dado. E a pessoa pediu não para agradar a si mesma, mas a Deus. Como pedir de modo a agradar a Deus? Como nossas orações podem agradar a Deus? Estando o exemplo de Salomão em 1ª Reis 3.2-15 podemos notar três características de uma oração que agrada a Deus.

Uma oração que agrada a Deus é fruto de um amor a Deus. O texto nos diz que Salomão amava o SENHOR. Este amor foi demonstrado de duas maneiras: em obediência aos mandamentos de Deus e numa devoção generosa a Deus. Salomão amava a Deus, e por isso andava nos estatutos de Davi, que de fato eram ordens de Deus. A obediência é sinal de amor para com Deus. Isto aparece no decorrer de toda a Bíblia. Várias vezes no livro de Deuteronômio a obediência é ligada ao amor (Deut. 10.12). Também o Senhor Jesus Cristo reafirmou isso, dizendo que aquele que o ama guarda os seus mandamentos (João 14.15), e que quem tem os seus mandamentos e os obedece, que esse é o que de fato o ama (João 14.21). Nosso amor a Deus é demonstrado em nossa obediência aos mandamentos de Deus. Se não obedecemos é porque não amamos. Uma oração que agrada a Deus é resultado de um coração que ama a Deus, e demonstra isso em obediência.
O amor de Salomão também foi evidenciado em sua devoção generosa. Ele foi adorar em Gibeão, que distanciava 10 km de Jerusalém. Ali estava o tabernáculo, só que sem a arca, pois Davi a havia levado para Jerusalém (2 Cr 1.2-6). Nessa adoração Salomão ofereceu mil holocaustos. Este era o sacrifício totalmente queimado. Nada dele era consumido pelo ofertante. Foi um derramamento de amor e gratidão ao Senhor. Mil animais totalmente queimados, só para o Senhor, só para agradá-lo. Tudo virando fumaça e subindo para Deus, nada ficava para Salomão ou para os outros ofertantes. Uma manifestação de devoção, de total falta de interesse próprio na adoração.
Nosso amor também se manifesta em doação. Tal qual a mulher que derramou o vaso de essência de perfume sobre os pés de Jesus. Uma extravagância de generosidade, que demonstra um amor extravagante. Salomão também manifesta este mesmo tipo de amor. Nossa adoração deve envolver uma manifestação generosa de amor. Com abundância de nossa parte em doar-nos a Deus. Dar nosso tempo, recursos, atenção, devoção, de forma generosa e não mesquinha. Uma oração que agrada a Deus brota de um coração que ama a Deus e manifesta esse amor em devoção generosa.
Uma oração que agrada a Deus baseia-se na graça de Deus. É muito interessante o fato de que quando Deus aparece a Salomão e lhe dá a oportunidade de pedir o que quisesse, ele relembra a graça de Deus, antes de fazer seu pedido. Penso que alguns de nós, se tivéssemos a oportunidade que Salomão teve iríamos fazer logo a nossa lista de pedidos e teríamos olhos apenas para as nossas necessidades.
A palavra que é traduzida como “graça” ou “bondade” reflete a idéia de um compromisso fiel assumido por alguém visando socorrer e ajudar outra pessoa, mesmo que não haja nesta, méritos para isso. Salomão vê a manifestação da graça de Deus de duas maneiras: na obediência de seu pai Davi e no fato de Salomão estar no trono reinando em lugar de Davi.
Nossa oração irá agradar a Deus se tivermos olhos para apreciar tanto nosso passado como nosso presente como resultados da graça de Deus. Se entendermos que não possuímos méritos, nem temos condições de exigir nada de Deus. Mas tudo que Ele já nos deu e fez por nós, foi apenas por conta de Sua misericórdia para conosco.
Uma oração que agrada a Deus prioriza o Reino de Deus. Após relembrar a graça de Deus, Salomão faz seu pedido. O qual indica sua preocupação em cumprir a missão que Deus tinha lhe dado.
Ele reconhece que não tem condições de realizar o serviço que Deus tinha lhe confiado. Sabe também que a obra é muito grande e importante, pois se trata do povo de Deus. Vê o cargo de rei como uma oportunidade para exercer justiça, servindo a Deus. Ela não entende que sua posição é para conseguir vantagens para si mesmo, mas um meio de servir ao povo de Deus.
Então pede o que ele mais precisa para desempenhar a função recebida: sabedoria para discernir entre o certo e o errado, o falso e o verdadeiro, e assim poder governar corretamente o povo de Deus. A sabedoria que ele pede não é para se tornar conhecido e famoso, mas conhecimento da realidade da vida para servir ao Reino de Deus.
Na oração do Pai nosso Jesus nos ensinou a mesma coisa. Antes de pedir para nós, temos que pedir par o reino. Os primeiros três pedidos desta oração são: santificado seja o TEU nome, venha o TEU reino; seja feita a TUA vontade. E só então vem o pão NOSSO de cada dia.
Se queremos agradar a Deus com nossas orações devemos pedir priorizando o Reino de Deus, pedir pensando em cumprir a missão e serviço que Deus nos confiou. Peça por amor a Deus, peça baseado na graça de Deus, peça pensando no Reino de Deus.

domingo, 4 de julho de 2010

DIANTE DA OPOSIÇÃO, PLANEJA-SE O FUTURO COM ORAÇÃO


O que deve ser feito quando temos uma missão a cumprir, mas enfrentamos oposição? A resposta pode ser múltipla, mas ela deve incluir duas atitudes: não desistir e planejar o futuro da missão com oração. Isto nos é ensinando através do exemplo de Jesus em Lucas 6.12,13.

Lucas nos diz que o acontecimento narrado aqui se deu “naqueles dias”. Anteriormente ele narrou incidentes que mostram a oposição a Jesus aumentando(6.1-11). O momento era crítico, os inimigos estavam querendo acusar Jesus (6.7). Tornam-se tão cheios de ira que não podiam nem pensar direito. São tomados por uma fúria extrema, daquelas que leva a pessoa a perder a sensatez. Então ficam planejando o que fazer com Jesus (6.11). Jesus vê seus inimigos aumentando, e sabe que um dia O matariam.

Ele também planeja o que vai fazer, não contra os seus inimigos, mas a favor da obra que tinha que realizar. Enquanto os inimigos de Jesus conversam uns com os outros para saberem o que fazer, Jesus conversa com Deus Pai.

A adversidade, os problemas, a oposição, as dificuldades, não fazem Jesus desistir, mas o impelem a buscar a orientação de Deus. Ele olha para o futuro, para a missão depois Dele, e se coloca diante do Pai para receber a direção. Sua visão não se prende apenas aos problemas do momento, mas busca em Deus Pai a visão e forças necessárias para tomar as medidas cabíveis para o prosseguimento da obra.

Diante de circunstâncias pressionadoras, atmosfera ameaçadora, Ele sabe que precisa fazer uma escolha influenciadora e importante para que a obra não parasse. E faz isso depois de passar uma noite em oração.

Ele vai a um lugar adequado, a um monte, onde poderia estar sozinho em oração. Também faz isso numa hora adequada, quando Ele não seria interrompido. Ele se afasta das atividades, da oposição, das possíveis distrações, para conversar com o Pai.

Ele também ora de maneira adequada à situação. Ele atravessa a noite toda em oração. A idéia da palavra é que Ele passou a noite vigiando, acordado em oração. Demonstra como Ele considerava a questão importante, e como Ele valorizava a oração. Consideramos o sono uma necessidade vital. Não conseguimos funcionar bem se não dormirmos o suficiente. Só perdemos noites de sono por questões que julgamos deveras importante. E para Jesus, a oração a Deus para dar prosseguimento à obra era algo que valia uma noite sem sono, mas em oração.

A expressão “orando a Deus” também poderia ser traduzida como “Oração de Deus”, indicando que foi uma oração com fervor e entusiasmo. Uma oração cheia de vigor, enfática e intensa. Expressa a idéia de uma oração veemente, que clama fortemente a Deus, com grande importunação, devoção e ávida por uma resposta.

O resultado foi a escolha dos doze apóstolos. E podemos dizer que cada um deles cooperou para que a obra fosse consumada. Um de maneira negativa, mas os outros onze de maneira positiva. Como resultado desta escolha, que foi fruto de oração, o evangelho se espalhou pelo mundo, e chegou até nós. Daqueles doze escolhidos, onze mudaram o mundo levando avante a missão de Jesus.

Nós também temos uma obra a realizar. Também enfrentamos oposições e adversidades. Pode haver pessoas iradas conosco, planejando maneiras de nos atrapalhar. Não devemos desistir, nem olharmos apenas para as ameaças e obstáculos que estão no nosso caminho. Mas em oração planejar para que a obra seja completamente realizada. Diante de problemas, devemos clamar a Deus e avançar.

Vamos gastar nosso tempo em oração buscando a orientação de Deus. Escolhendo lugares e momentos quando não seremos interrompidos. Escolher horas que possam ser exclusivas para Deus.

Diante de desafios, o que se espera do seguidor de Jesus, é que Ele busque com devoção a orientação de Deus, em oração.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...