Lectio Divina é uma expressão em latim que pronuncia-se "lekssio divina" e significa "leitura divina". quinta-feira, 13 de junho de 2019
LECTIO DIVINA
Lectio Divina é uma expressão em latim que pronuncia-se "lekssio divina" e significa "leitura divina". quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
COMEÇANDO O DIA COM A MENTE CONCENTRADA

Concentrar é o ato de fazer convergir para um centro ou reunir num só lugar coisas ou pessoas. Quando aplicada à mente significa reunir todos os nossos sentidos e energias para um único centro de atenção. Concentrar é algo difícil, exige disciplina. Especialmente no mundo moderno, onde nossa atenção é convocada para vários lugares. Em alguns momentos gostaríamos de ter mais olhos, mais ouvidos, mais mãos, e acima de tudo mais do que uma mente. Mas, como não temos, precisamos escolher para qual centro vai nossa atenção.
A falta de concentração causa-nos transtornos, e algumas vezes, prejuízos. Podemos esbarrar nas pessoas, tropeçar em objetos, falhar ao cumprir as ordens, etc., por não estarmos concentrados. Nossa incapacidade de lembrar é porque faltou concentração na hora de aprender. Acidentes podem ocorrer por desconcentração. Às vezes temos que fazer uma coisa mais de uma vez simplesmente porque não estávamos concentrados quando fizemos pela primeira vez, reler um parágrafo ou voltar a página de um livro é um exemplo.
No caminhar com Deus também precisamos de concentração. Neste terceiro artigo sobre como começar bem cada dia de 2011, vamos falar sobre a concentração, ou melhor, o pedido para que Deus nos dê uma mente concentrada. A base deste pedido está no Salmo 86.11: Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.
O salmo é uma oração, na qual o servo do SENHOR clama pelo socorro de Deus, pois ele se encontra numa situação de adversidade, provocada por inimigos que não temem a Deus. Além de clamar ele confessa sua confiança na misericórdia e grandeza incomparável de Deus. Só que ele não quer apenas ser salvo dos inimigos externos. Há um inimigo interior, seu próprio coração, que precisa da ação de Deus, pois de nada adiante ser salvo dos perigos externos, se formos deixados a mercê de nossa vontade inconstante e distraída.
Por isso ele pede que o Senhor o ensine, para que ele viva nos caminhos verdadeiros de Deus, e roga por um coração disposto para temer o SENHOR. O termo traduzido como “dispõe” ou “une” em nossas versões, traz a idéia de “ajuntar”; “unir-se a um agrupamento”, “reunir” (Gn 49.6; Is 14.20), ou “estar inteiro”, não quebrado (traduzido “incólume” no Sl 141.10). A versão grega do Antigo Testamento usou um termo que indica algo fixo e imóvel, como o navio encalhado na praia (At 27.40).
Podemos entender que o salmista está pedindo que Deus lhe dê um coração inteiro, não dividido, mas íntegro, um coração voltado para um só centro. Ele quer que todas as suas afeições sejam unidas num só propósito, que sua atenção tenha uma determinação exclusiva. Que ele tenha apenas um foco, voltado fixamente para um só centro. E este centro é o temor de Deus.
“Temor” é usado na Bíblia para expressar uma atitude de reverência e respeito; a emoção do medo; o pensamento que prevê o erro; um comportamento correto; e o ato de cultuar. Todos estes usos podem ser aplicados no nosso relacionamento com Deus. Mas o contexto deste versículo indica que o salmista está se referindo a uma atitude de um respeito saudável diante de Deus, que leva à obediência aos mandamentos dEle (Ex 20.20). Este temor é o que torna uma pessoa sábia (Pv 1.7), tal qual aquela que por ter visto os perigos da eletricidade, procura os modos adequados de lidar com ela.
Esta oração é necessária, pois o desejo de obedecer a Deus não é natural ao nosso coração pecaminoso (Rm 3.12). Além disso, enfrentamos a tentação de deixar que os cuidados, riquezas e prazeres da vida, e os demais desejos, concorram com a Palavra, e assim nos distraiam, amontoando-se em nossa mente, tomando nossa atenção e assim sufocando e tornando a Palavra infrutífera (Mc 4.19; Lc 8.14).
Muitas vezes nosso coração está partido, nossa mente dividida entre muitas atenções. Quantas coisas para fazer, quantas preocupações, mas também muitas atrações, muitos medos, temores, tentações, desejos, etc. Pegamos a Bíblia para ler, ou nos curvarmos para orar, e após alguns minutos nossa mente está voando em outras direções.
É preciso começar o dia clamando para que Deus nos dê uma disposição firme para manter como alvo fixo em nossa mente o desejo de obedecê-Lo, sem se desviar por causa de ameaças ou recompensas. Que as outras atrações sejam vistas como pouco compensadoras diante do prazer que a obediência a Deus nos traz. Sem concentração, deixando nossa mente distrair com outros centros, não iremos apreciar a Palavra e presença de Deus.
Além de um coração inclinado para Deus, olhos abertos para a Palavra de Deus, peçamos também uma mente concentrada em obedecer a Deus.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
COMEÇANDO O DIA COM OS OLHOS BEM ABERTOS

Nosso primeiro ato ao acordar é abrir os olhos, geralmente. Algumas vezes não é assim. Pode acontecer de não termos dormido bem, então levantamos e fazemos algumas coisas com os olhos ainda quase fechados. Outras vezes eles até ficam abertos, mas a mente continua dormindo. Os resultados de se começar um dia assim não são agradáveis. Podemos tropeçar, realizar ações trocadas (colocar o creme de barbear na escova de dentes), esquecer o que devemos fazer, não entender o que nos dizem, etc.
Sempre é bom começar o dia com os olhos bem abertos. Mas há outros olhos que precisam ser abertos no início do dia: os olhos para ver as maravilhas da Palavra de Deus. Se os olhos físicos podem ficar plenamente despertos com um pouco de água fria no rosto, nossos olhos espirituais dependem da graça de Deus para abri-los. Este é o segundo pedido que devemos fazer para iniciar bem nosso dia (continuando nossa meditação anterior).
O Salmo 119.18 nos ensina a pedir: Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.
“Desvendar” quer dizer tirar a venda. Foi usado nas Escrituras para referir-se a alguém que se desnudava, isto é, mostrava seu corpo; também quando contava um segredo, ou informava as pessoas de uma notícia (Gn 9.21; Pv 11.13; Et 3.14); e ainda para um texto que ficava aberto e disponível para quem quisesse ler (Jr 32.11,14) . Outro uso do termo foi para se referir a ação de Deus em se revelar aos homens (Gn 35.7; Am 3.7).
No salmo 119 é pedido que Deus desnude nossos olhos, e mostre sua revelação a nós, conte-nos abertamente a Sua verdade. Isto para contemplar as maravilhas da lei de Deus. “Contemplar” além de indicar o ato físico de ver, inclui o observar com interesse, de modo atento, procurando enxergar com aquilo que numa olhada superficial não é percebido. Nos versos 6 e 15 do mesmo salmo ele já havia usado a palavra com a idéia de mostrar consideração e respeito. O salmista está pedindo que Deus abra os seus olhos para que ele possa com atenção, apreço, ter o desejo de valorizar e obedecer ver a Palavra de Deus.
“Maravilhas” é uma palavra que de maneira predominante refere-se aos atos de Deus, sejam os cósmicos, ou os históricos. Mas também indica algo que está além das capacidades humanas, que é insolúvel ao intelecto humano. A Palavra de Deus contém as maravilhas de Deus, ela mesma já uma maravilha de Deus. Muitas vezes nós vivemos ou passamos por locais belíssimos, mas a pressa, a preocupação com outras coisas, distrações, etc., nos impedem de ver as belezas daquela paisagem. Assim também com a Palavra de Deus. Ela está cheia de maravilhas, mas quantas vezes a lemos e a ouvimos e não enxergamos estas belezas. É como se fosse mais um livro, mais uma leitura, mas uma informação a ser descartada, entre muitas!
Isto ocorre porque os pensamentos de Deus estão muito além dos nossos (Sl 139.6), são maravilhosos demais. Os olhos comuns não conseguem ver as maravilhas que Deus tem preparado para os que o amam (1 Co 2.9). Nós estamos cegos para estas verdades.
Esta cegueira é causada por uma ação de Satanás (2 Co 4.4), usando como ponte nosso desejo pecaminoso. Tal como crianças que brincam de cabra-cega, nossos olhos estão vendados com o pecado da ambição (Ex 23.8; Dt 16.19); da rejeição à Palavra (Is 6.10; compare com Dt 28.15,28s); de um coração endurecido (Mc 8.17,18); e do adultério (2 Pd 2.14).
Como pessoas que andam na escuridão, estamos tateando em meio às trevas do ódio e do rancor (1 Jo 2.11); da incapacidade de entender e aplicar corretamente a revelação de Deus (Mt 23.16,17,19,24,26); e da falta de percepção de que, além da realidade visível deste mundo, há uma invisível e mais importante (Mt 15.14).
Iguais a desatentos que não percebem os perigos do trânsito, estamos distraídos pelo desânimo, pela frustração e pelas falsas expectativas quanto ao plano de Deus (Lc 24.16); pela falta de diligência e aplicação em desenvolver o caráter cristão (2 Pd 1.5-9). Mesmo uma igreja pode se concentrar tanto nos valores deste mundo, que fica cega para as verdades mais valiosas e eternas (Ap 3.17).
Só uma ação de Deus pode tirar estas vendas dos nossos olhos e afastar-nos da escuridão, acendendo a Sua luz em nossa vida. A maneira como Ele faz isso é pela exposição de Sua palavra (Lc 24.27,31; At 26.18). Esta iluminação nos fará ver as riquezas maravilhosas do plano de Deus (Ef 1.18)
Nossos olhos são de extrema importância. São eles que iluminam minha vida. Jesus disse que aquilo no que eu concentro os meus olhos determina minha vida (Mt 6.22,23). Comece seu dia, com a Bíblia na mão, clamando a Deus para abrir seus olhos, de modo que possa ver as maravilhas da Palavra Dele. E assim todo seu dia será iluminado.
Enquanto Oh Salvador, teu livro eu ler, Meu olhos vem abrir pois quero ver
Da mera letra além a Ti Senhor, eu Venho a ti Jesus Meu salvador.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
PARA INICIAR BEM CADA DIA DE 2011
Por estar viajando não pude desejar meus votos de um feliz 2011, logo no dia primeiro, portanto faço isso agora. Gostaria de que eles fossem acompanhados de umas dicas para que cada dia deste ano comece com um profundo senso de satisfação em Deus. Elas me foram passadas no livro QUANDO NÃO DESEJO DEUS, de John Piper. De fato, estas dicas são pedidos de oração que se encontram nas Escrituras. Hoje compartilho o primeiro, depois virão os outros.
Este primeiro pedido é para que Deus incline nosso coração para Sua Palavra: Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça (Salmo 119.36). A palavra “inclinar” em seu sentido primário traz a idéia de se dirigir ou deixar-se levar para algum lugar ou para alguém. Quando se refere ao coração, ela tem o sentido figurado de “ter o desejo por” ou “ter a disposição de” fazer algo ou seguir alguém (1 Sm 14.7;Jz 9.3), indicando uma tomada de decisão de fixar a mente em algo. A oração do salmista pede que Deus faça com que ele decida-se por desejar a Palavra de Deus, e tenha disposição de segui-la.
Nosso coração sempre amanhecerá inclinado a algo, ele nunca está neutro. O homem sempre tem algum alvo em mente. O esforço e o empenho fazem parte de sua natureza. Deve procurar possuir, e deve se comprometer com algo (NDITNT, vol 3, pg.153). Nosso modo de pensar irá refletir nossa natureza. Nossos desejos e empenho mostram o que de fato somos. Esta inclinação irá dirigir todos os aspectos de nossa vida, e também determinará nosso destino (Romanos 8.5-7).
Por causa de nossa natureza pecaminosa, a inclinação comum é para mal, que nas palavras do salmista é ilustrado pela cobiça, desejo de adquirir bens por modos pecaminosos. Estes bens podem ser riquezas, fama, posição, etc. Nas palavras de Romanos 8.6,7, nossa carne não está sob a lei de Deus, e nem tem o poder de estar. Quando ela dirige nossa vida, nossa mente irá se fixar no que é pecaminoso, isto nos coloca em inimizade contra Deus, e resultará na nossa morte.
Temos um coração propenso para a idolatria (Josué 24.23), a qual nos engana a ponto de não percebermos como sua prática é insensata (Isaías 44.40, “inclinar” foi traduzido como “iludir”). Ele também é inclinado à sedução do sexo sem o compromisso do casamento (Pv 7.21, “inclinar”, traduzido como “seduzir”), ou para companhias de pessoas más. Por isso o salmista também nos ensina a pedir que Deus não deixe o nosso coração se inclinar para o mal: Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias (Sl 141.4).
Esta inclinação má nos acompanha em toda nossa vida, só no céu estaremos completamente livres dela. Mesmo na velhice corremos o risco de se inclinar para agradar outros amores que pervertem o nosso coração (1 Reis 11.2,3,4,9 nestes versos o termo “inclinar” é traduzido como “perverter” e “desviar”). Por isso esta oração deve ser constante e diária, para que tal como o salmista possamos inclinar nosso coração para guardar as palavras de Deus para sempre, até ao fim (Salmo 119.112, “inclino” foi traduzido “induzo”)
A presença de Deus é necessária para fazer com que nosso coração O deseje: O SENHOR, nosso Deus, seja conosco, assim como foi com nossos pais; não nos desampare e não nos deixe; a fim de que a si incline o nosso coração, para andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, que ordenou a nossos pais. (1 Reis 8.57,58).
Nossos primeiros pensamentos afetam o resto do nosso dia, portanto comecemos o dia, pedindo que Deus incline nosso coração para Sua Palavra. Que esta oração lhe traga vida e paz em todos os dias de 2011 (Romanos 8.6).
sábado, 6 de março de 2010
COMPENSAÇÕES QUE NÃO COMPENSAM

Algumas vezes tentamos compensar certas falhas de nossa vida colocando outras coisas no lugar. Podemos citar como exemplo: pais que não têm muito tempo para dedicar aos filhos tentam compensar dando-lhes presentes. Maridos que fazem certas promessas para as esposas, e não as cumprem também tentam compensar esta falha oferecendo presentes. Algumas pessoas aceitam esta nossa compensação, outras não. Tentamos aplicar esta mesma tática de compensação no nosso relacionamento com Deus. Achamos que nossa desobediência pode ser compensada com outras coisas. Mas será que Deus aceita as nossas compensasões?
Uma maneira usada para compensar nossa desobediência é sacrifícios e ofertas. Em 1 Sm 15.22-24 temos um exemplo de alguém que tentou fazer isto. Deus havia dado uma ordem ao rei Saul através do profeta Samuel. Só que o rei Saul não cumpriu a ordem totalmente, e no lugar resolveu oferecer sacrifícios a Deus. Então Samuel lhe diz que o prazer do Senhor está mais em quem ouve e presta atenção, isto é, obedece aos seus mandamentos, do que em sacrifícios e holocaustos. Desobedecer a Deus é o mesmo que feitiçaria. Pois a feitiçaria é a tentativa de manipular as forças espirituais com oferendas, sacrifícios e fórmulas verbais, ela não exige obediência moral. Quando somos desobedientes a Deus e tentamos compensar com nossos sacrifícios e ofertas, estamos dizendo que nosso Deus não tem caráter, e que Ele pode ser comprado e manipulado com minhas oferendas.
A desobediência acompanhada de rituais religiosos também é idolatria. Pois estaremos adorando um deus que não é o Deus da Bíblia, de fato quem é desobediente e se achega para cultuar, está adorando um outro deus. Um deus que não faz caso da vida do adorador, e aceita qualquer oferenda como compensação suficiente pelo pecado. O Deus que se revelou nas Escrituras não é assim. Sua alegria e prazer estão em que se obedeça aos Seus mandamentos.
A mesma verdade aparece em Jr 7.21-23, onde Deus fala ao povo de Israel, que estava em desobediência, mas continuava oferecendo os sacrifícios costumeiros. Deus diz, de forma irônica, que o povo ficasse com a carne daqueles sacrifícios, pois o que Ele queria mesmo era a obediência aos Seus mandamentos. Nossos sacrifícios não compensam nossa desobediência a Deus.
Deus não está dizendo que despreza os sacrifícios, ou que estes não tenham valor, mas que, sem obediência à Sua Palavra, os nossos sacrifícios não O agradam. Os sacrifícios não são compensações para a nossa falta em Lhe obedecer.
Outra forma frequentemente usada para compensar a desobediência é a freqüência aos lugares religiosos. Achamos que Deus pode nos aceitar com nossa desobediência se freqüentarmos certos lugares religiosos como igrejas, templos, santuários, etc.
Também em Jeremias 7.2-15, notamos que o povo de Israel estava fazendo isso. Então o Senhor Deus mandou o profeta Jeremias ficar na porta do templo que o próprio Deus havia mandado construir, e proclamar ao povo que era necessário mudar de vida, deixar e fazer o mal e passar a fazer o bem. O povo achava que podia fazer o que quisesse e depois era só ir até aquele templo, que era chamado de casa do Senhor, e tudo estaria bem. Pecavam durante a semana, mas então iam ao culto, e diziam estamos seguros, estamos livres, estamos salvos. A religião era uma maneira que usavam para continuarem com seus pecados, e ainda tranqüilizar suas consciências, achando que tudo estaria bem, que Deus aceitaria sua ida ao culto como compensação suficiente para seus pecados.
Deus diz que a freqüência a lugares sagrados não compensa a desobediência, pelo contrário, da mesma forma como Ele já havia feito no passado, quando havia destruído outro santuário chamado Silo, Ele também destruiria este.
Algumas pessoas agem assim. Vivem como se a vida fosse um carnaval, e a ida à igreja a quarta-feira de cinzas, quando confessam seus pecados, realizam alguns rituais de penitência, e depois aguardam ansiosas o carnaval do próximo ano. Ir a santuários não compensa a nossa desobediência. Deus quer que freqüentemos os lugares de culto, mas esta freqüência deve ser acompanhada de uma vida de obediência.
Não conseguimos compensar nossa desobediência nem com sacrifícios nem por freqüentar lugares sagrados. A única compensação para nossos pecados é o arrependimento sincero, acompanhado na fé no sacrifício que Jesus fez na cruz, pagando a penalidade que nossos pecados merecem. E este arrependimento vai se demonstrar numa vida de obediência aos mandamentos de Deus.
A Palavra de Deus é para ser obedecida e não substituída.
domingo, 31 de janeiro de 2010
APLICA-TE À LEITURA

Gastamos o nosso tempo quer queiramos quer não. Tempo não é algo que pode ser colocado numa poupança e guardado para ser usado depois. Fazendo alguma coisa, ou deixando de fazer estamos gastando o nosso tempo. É gastando os minutos e horas do nosso dia, que vemos o tempo passar, um ano se completar, e parece que nada de importante realizamos. Por isso precisamos usar o tempo em atividades que tenham valor, que façam o tempo valer a pena. Creio que é isso que Olavo Bilac quis dizer com este verso:
Trabalhai,porque a vida é pequena E não há para o tempo demora!
Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas!
Uma das tarefas que fazem o nosso tempo valer a pena é a leitura das Escrituras. Este desafio se encontra nas Escrituras. Em 1a Timóteo 4.13, o apóstolo Paulo exorta Timóteo a: aplicar-se a leitura das Escrituras.
Aplicar significa concentrar esforços, energia, e atenção em realizar algo. É o mesmo que devotar, dedicar, apegar-se a algo. A leitura da Bíblia exige nossa vigilância e esforço. Precisamos de dedicação, concentração, e devoção para ler a Bíblia. Por natureza nós não gostamos de ler. Somos tendentes às atividades mais leves, que exigem menos esforço. Se nos dedicamos à leitura, procuramos as leituras fáceis e superficiais. A Bíblia não é este tipo de leitura.
Além disto, o pecado tenta nos afastar da leitura da Bíblia. Sabemos que ao ler a Bíblia nossa vida será corrigida, e como nós não desejamos isto, não lemos a Bíblia. É incrível o tanto de desculpas que arrumamos para não ler a Bíblia. Para ler a Bíblia você tem que ter uma devoção aplicada e concentrada.
Por que ler a Bíblia?
Deus sempre ordenou que sua Palavra fosse lida. Já no Antigo Testamento isto é visto. A Palavra de Deus deveria ser lida para o povo, para que este aprendesse a temer o SENHOR (Deut. 31.11). O rei do povo de Deus deveria ler a Bíblia todos os dias para manter-se temente a Deus e humilde diante do povo que governava (Deut 17.19). As palavras ditas ao profeta Habacuque deveriam ser escritas com tal clareza, que até o que estivesse com pressa poderia ler (Hab 2.2).
A leitura da Palavra de Deus poderia produzir arrependimento, e assim o juízo de Deus seria afastado do povo (Jer 36.6,7). E quando o povo não se arrependeu e o juízo veio, a leitura da Bíblia poderia trazer esperança para o futuro (Jer 51.61). Um reavivamento aconteceu no meio do povo de Deus quanto a Bíblia foi lida e explicada (Neemias 8.8; 9.3).
Notamos a importância da leitura da Bíblia na vida de Jesus. Era costume os judeus lerem a Bíblia na sinagoga (Atos 13.15), e quando Jesus foi à sinagoga ele leu a Bíblia (Lucas 4.16). Jesus apelou à leitura da Bíblia pelo menos por seis vezes, nos debates com seus oponentes, tanto para defender seus ensinos, como para mostrar os erros dos ensinos deles (Mateus 12.3,5; 19.4; 21.16,42; 22.31).
O apóstolo Paulo exortou que suas cartas fossem lidas nas igrejas (Colossenses 4.16). Quando escreveu a primeira carta aos tessalonicenses ele exigiu em juramento que a carta fosse lida a todos (1 Tessal 5.27).
Hoje temos oportunidades que as pessoas dos tempos bíblicos não tinham. Naquela época, poucas pessoas tinham livros, nem todo o crente tinha Bíblia, e nem todos sabiam ler. Se quisessem conhecer a Bíblia, tinham que ir à reuniões ou cultos, onde ela seria lida. Hoje, em cada casa de crente há pelo menos uma Bíblia. A maioria sabe ler. Só falta a aplicação. Só falta a devoção, a disciplina, a vontade. Se uma pessoa dedicar 20 minutos por dia para ler a Bíblia, ele consegue terminar a leitura da Bíblia inteira em um ano. Só vinte minutos por dia!
Vamos nos aplicar à leitura da Bíblia.
sábado, 12 de setembro de 2009
OUVIDOS DE MERCADOR

Creio que quando se trata da Palavra de Deus, nós, na maioria das vezes temos ouvidos de mercador. Quantas pessoas lêem a Bíblia, escutam as pregações nos cultos, conversam sobre ela, etc., mas a vida demonstra que nada foi aproveitado. Ouvimos, mas fazemos de conta que não é conosco que Deus está falando.
É possível inclusive demonstrar prazer em se aproximar para ouvir a Palavra de Deus, e ainda assim não obedecer. Veja um exemplo no livro de Ez 33.30-33.
Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto aos muros e nas portas das casas; fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do SENHOR. Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.
O texto nos fala que as pessoas de Israel se demonstravam interessadíssimas em ir ao profeta ouvir o que Deus tinha a dizer. Chegavam a se enforcar em convidar umas as outras nas praças e de porta em porta.
Então se achegavam e se assentavam cheios de atenção. Comportavam-se como se fossem do povo de Deus. Escutavam, mas não obedeciam. Com a boca expressavam amar esta Palavra, mas no coração só estavam preocupados com dinheiro, com ganhar coisas. A palavra de Deus era para eles como uma bela canção de amor. O profeta lhes parecia como um cantor, com voz bonita e que tocava muito bem. Ouvir a mensagem de Deus era a mesma coisa que ouvir um show de canções românticas.
Isto ocorria porque o coração estava mais preocupado em ganhar, “esperava que Ezequiel lhes contasse como poderiam tirar lucros pessoais da situação, em vez de lhes ensinar quais eram os desígnios maiores de Deus para eles.”. A boca falava uma coisa que não era verdade. Os lábios manifestavam desejo pela palavra de Deus, mas o coração ansiava em saber como ganhar mais dinheiro, como se dar melhor na vida, quais vantagens poderiam ser obtidas, que curas poderiam alcançar, quais melhoras a família conseguiria.
Por isso, quando Ezequiel lhes anunciava o juízo de Deus, eles faziam ouvidos de mercador, fingiam que não era com eles. Apenas ouviam, mas não obedeciam.
Você percebe as semelhanças com nossos dias? Nota o tanto de programas evangélicos na TV e no rádio? O grande número de mensagens na internet? Como as igrejas estão ficando cheias? E porque não se nota mudança na vida das pessoas?
Porque elas estão atrás da Palavra de Deus apenas para saber como se conseguir viver melhor nesta vida, neste mundo, e não porque querem obedecer a Deus. Eles vão aos cultos para melhorar sua vida financeira, para conseguir uma bênção, em termos de saúde, melhora dos sentimentos, dos relacionamentos, e assim por diante. Os cultos e outros programas evangélicos têm se tornado meios de diversão, de entretenimento, e não modos de Deus falar conosco e nós nos curvamos diante Dele em reverência obediente. É por isso que aproveitadores, falsos profetas, conseguem lhes tirar dinheiro, porque exploram suas cobiças.
As pessoas demonstram entusiasmo em ouvir a Palavra de Deus, mas não obedecem.
Para elas o culto ou a pregação é mais um show que assistem, como se estivessem diante de uma apresentação musical. Pessoas que vão às reuniões religiosas, aos cultos, até convidam outros para ouvir. Chegam lá e se assentam, escutando com atenção. Mas quando saem de lá, não obedecem à mensagem que ouviram da Palavra de Deus. Escutam, mas não obedecem.
Pode acontecer com você que está lendo este artigo, preparando-se para ouvir a pregação neste culto. Se você ouvir, mas não obedecer o que está na Bíblia, este culto terá sido um passatempo, um show de canções românticas para você.
Não tenha ouvidos de mercador com a palavra de Deus. Não basta ouvir, devemos obedecer.
sábado, 25 de julho de 2009
Aquecendo nosso amor por Deus com a Bíblia

As palavras podem aquecer um amor. Com certeza você já sabe disso. Quantas vezes um amor que está esfriando é aquecido por um declaração verbalizada! Nosso amor por Deus pode ser aquecido quando ouvimos suas palavras, isto é, quando lemos a Bíblia. Ela aquece o nosso coração. Ela o faz arder, como os discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24.32). Você também pode ter esta experiência. Clique no link abaixo e ouça ou faça download da mensagem AQUECENDO O AMOR A DEUS COM A BÍBLIA.
sábado, 28 de março de 2009
A BÍBLIA, HUMM! QUE DELÍCIA!
Usamos a expressão acima para indicar a sensação prazerosa que alguma coisa nos proporciona. Na maioria das vezes para um alimento de sabor extremante agradável. Mas, delicioso também é aquilo que proporciona prazer e deleite aos outros sentidos: visão (uma bela paisagem), olfato (um suave perfume), audição (uma música encantadora); e tato (um toque agradável na pele).Penso que alimento pode nos proporcionar todas estas sensações. Algumas delícias nós começamos a degustar com os olhos, depois aspiramos seu aroma, então o paladar saboreia, língua, lábios, céu da boca e dentes sentem a textura daquele alimento, e por fim apreciamos o som provocado pelo desfrute.
O compositor do salmo 119 usa várias palavras para expressar este mesmo prazer com a Palavra de Deus. Para ele a Bíblia era algo delicioso. Um dos termos, aparece oito vezes, refere-se a algo que proporciona prazer e deleite, produzindo uma sensação agradável, de contentamento e alegria. Na forma verbal está nos versos 16,47,70: Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo. Tornou-se-lhes o coração insensível, como se fosse de sebo; mas eu me comprazo na tua lei. Traduzido como “ ter prazer”, este verbo expressa o gosto por algo, indicando que a pessoa encontra diversão e felicidade naquilo. É como se ele dissesse que a palavra de Deus é uma delícia! Na forma de substantivo encontramos o termo nos versos (versos, 24,77,92,143,174), Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros. Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer. Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia. Sobre mim vieram tribulação e angústia; todavia, os teus mandamentos são o meu prazer. Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer. Note que ele diz que mesmo na angústia, é o prazer na Palavra que o sustenta, para que ele não venha a perecer.
O salmista imita Deus neste prazer. Pois o próprio Deus se delicia com a sabedoria. É isto que nos diz o livro de Provérbios 8.30: então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo. Agir com sabedoria era o deleite de Deus quando Ele criava todas as coisas. E esta mesma sabedoria em Deus se alegrava com o que era criado.
No verso 35 outro termo é usado para transmitir a idéia de sentir grande satisfação em alguma coisa. Guia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela me comprazo. Esta palavra fala de algo que atrai porque é desejável. A pessoa tem vontade de experimentar por conta da satisfação emocional produzida. Há um deleite e alegria que são mostrados em atitude e conduta. O homem abençoado tem seu prazer na lei do Senhor (Sl 1.2), sente satisfação nos mandamentos de Deus (Sl 112.1).
Certas pessoas não gostam nem de ouvir a Palavra de Deus, para eles ela é uma comida desagradável (Jr 6.10) Mas também não adianta demonstrar um prazer fingido na Palavra de Deus, pois isto Deus condena. Era assim que se comportava o povo de Israel, manifestava gosto por ouvir a Palavra, mas não obedecia (Is 58.2). O prazer vai se mostrar na obediência. O degustar desta palavra não é a simples apreciação mental, mas a prática, o viver. Isto é comer a Palavra. Deixar que ela entre em nós e forme a nossa vida. O próprio Deus tem prazer no fato do Seu povo obedecer esta Palavra (1 Sm 15.22).
Quando experimentamos algo que provoca grande prazer em nós, passamos a desejar fortemente aquilo. Podemos até nos viciar, e achar que é impossível viver sem aquele objeto pelo prazer que ele nos proporciona. É assim que o salmista se sente em relação à Palavra de Deus. Desejo é outro termo usado por ele para falar de sua atitude com a Palavra de Deus (versos 20,40,174). Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos. Eis que tenho suspirado pelos teus preceitos; vivifica-me por tua justiça. Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer.O prazer produzido pela Bíblia lhe é tão intenso que ele o deseja com ardor. Este desejo é constante, por isso ele clama, pois sua vida depende desta palavra.
Esta verdade é expressa com outra palavra no verso 111, Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo, porque me constituem o prazer do coração. O salmista testemunha que a Palavra de Deus lhe proporciona tal júbilo, um abundante deleite, que ele fez dela a sua herança eterna. Ele quer possuir este prazer para sempre. Não quer nunca perder este prazer.
Por último vamos considerar mais um verso onde a idéia aparece, 131, Abro a boca e aspiro, porque anelo os teus mandamentos.Aqui o salmista diz que abre a boca e aspira. Esta expressão foi usada para falar de animais que aspiram o ar, porque desejam o alimento (Jr 14.6). Foi traduzida em outros textos como abocanhar, devorar com avidez (Ez 36.3; Sl 57.4). É assim que o salmista se sente em relação à Palavra, ele abre a sua boca para devorar com avidez, por conta do forte desejo e anseio que tem por ela. Tal como os recém nascidos pelo leite materno (1 Pd 2.2).
A Palavra de Deus é deliciosa. Mas por conta do pecado, que embotou nossos sentidos, não a apreciamos. Há alguns frutos que embotam nosso paladar. Depois de comer-los, nossa língua fica como que anestesiada e não sentimos mais sabor. É assim que o pecado faz conosco. Precisamos abandonar o pecado, e o fugaz e pernicioso prazer que ele produz, para sentirmos desejo pelo prazer da Palavra de Deus.
Nosso gosto pelos alimentos é aprendido. Tenho um amigo que não gostava de salada de verduras, em sua casa ninguém conseguia fazê-lo comer. Quando foi estudar na universidade, já que a comida era pouca, ele passou a misturar a salada com o arroz e feijão para completar o alimento. Quando voltou nas férias, para surpresa de sua mãe, ele pediu salada para acompanhar sua refeição. Hoje ele é um apreciador de saladas. O gosto foi desenvolvido. O mesmo pode acontecer com a Palavra de Deus. Precisamos nos desligar das inutilidades da TV, das conversas fúteis, das leituras e diversões que não alimentam de verdade, e mesmo do passear vago e infrutífero pela internet, para sentirmos o prazer saboroso que o estudo e prática da Bíblia dão. E assim poderemos dizer da Bíblia: Que delícia!
sábado, 14 de março de 2009
A BÍBLIA, UM ALIMENTO SABOROSO
Uma das dificuldades que enfrentamos na alimentação é conseguir alimentos saudáveis e ao mesmo tempo saborosos. Nem sempre é fácil unir nutrição com sabor. Geralmente os alimentos nutritivos não são gostosos, e a comida que achamos agradável ao paladar normalmente faz mal ou engorda. Este problema também ocorre na alimentação da alma. Nem sempre o atrativo é saudável ao coração. Quantas vezes enchemos nosso espírito com o que gostamos, mas ficamos fracos e doentes porque aquele alimento não era salutar. Teremos uma tristeza eterna, se o que comemos para a alma não nos alimentou para o céu.
Este problema não ocorre para aqueles que alimentam sua alma com a Bíblia. Eles têm tanto um alimento nutritivo como saboroso.
Um dos alimentos considerados mais agradáveis ao paladar na época em que a Bíblia foi escrita era o mel. Tanto é que, para descrever a terra de Canaã como uma terra farta é agradável era usada a expressão “terra que mana leite e mel” (Ex 3.8, e mais 16 vezes). O mel era considerado um dos produtos mais preciosos da terra (Gn 43.11; Jr 41.8), pois como não havia açúcar, ele era o principal adoçante. Por isso era dado como presente (2 Sm 17.29; 1 Rs 14.3), e tido como equivalente ao melhor trigo (Sl 81.16; Ez 16.13).
Claramente é afirmado que o mel é um alimento saudável e gostoso (Pv 24.13). O mel, além de saboroso e valioso, era nutritivo. Uma vez, Jonâtas, filho do rei Saul e comandante do exército de Israel, estava já a desfalecer na guerra, quando tomou mel e comeu , diz que seus olhos brilharam, isto é, suas forças foram refeitas (1 Sm 14.27,29).
Várias coisas agradáveis eram comparadas ao mel: o maná tinha sabor de bolos de mel (Ex 16.31); as bênçãos de Deus para Israel ( Dt 32.13); o amor conjugal (Ct 4.11; 5.1) palavras agradáveis (Pv 16.24); e a vida quando a terra for restaurada (Is 7.22). A Bíblia também é comparada ao mel. Falando da Palavra de Deus o salmo 19.10 diz: São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
Para o salmista a Bíblia era mais doce, mais saborosa, do que o mel, e do que aquilo que escorria dos favos. Para ele, a Palavra de Deus era um deleite, era como deliciar-se com um manjar. Num outro salmo (119.103) é dito Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Ele se dirige a Deus falando de quão prazerosa era a Palavra Dele. Muito mais do que um alimento agradável e suave. O termo “doce” significa algo que deixamos escorrer pela garganta para desfrutar mais do seu sabor.
O profeta Ezequiel também testemunha a mesma coisa (Ez 3.3) E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. A palavra que Deus deu para Ezequiel tinha o propósito de nutri-lo, mas também era muito apetitosa em sua boca.
Outro profeta que testemunha o sabor da Palavra de Deus é Jeremias: Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos (Jeremias 15.16). Para ele a Bíblia era alimento que alegra a alma. Semelhante a participar de um banquete onde tanto a boa comida como a boa companhia nos alegra.
O conselho dado em Pv 24.13 e 14 é: Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar. Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança. A sabedoria é comparada ao mel, que é doce e nutritivo. E esta sabedoria é encontrada na Palavra de Deus. Pois é o testemunho do Senhor que dá sabedoria ao simples (Sl 19.7). O próprio Senhor Jesus Cristo disse que a Sua Palavra produzia vida O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. (Jo 6.63).
Algumas vezes este alimento doce há de produzir um efeito amargo, corrigindo nossas vidas, e levando-nos a advertir as pessoas sobre o juízo de Deus, como aconteceu com João em Ap 10.9, Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. A palavra era doce para João, pois lhe trazia o conforto de ver o plano de Deus sendo cumprido, mas seria amarga para aqueles que teriam sobre si o juízo de Deus, por terem rejeitado esta palavra.
Para nutrirmos nossa alma precisamos da Palavra de Deus, ela é a nossa vida (Dt 32.47), não há outro alimento que possa dar vida (Jo 6.68). E é bom saber que este alimento também é doce, é saboroso, podemos degustá-lo com prazer. Mas para que este alimento produza os efeitos é preciso ser comido e apreciado.
sábado, 7 de março de 2009
A BÍBLIA, UM ALIMENTO NUTRITIVO

Isto também acontece na vida cristã. Precisamos nascer de novo para entrar no Reino de Deus (Jo 3.3,5), este nascimento é produzido pela Palavra de Deus. Ser cristão é ter uma nova vida. E esta vida precisa crescer. Para crescer é necessário alimento. Qual será este alimento que pode dar crescimento espiritual? A mesma semente que produz nosso novo nascimento é o nosso alimento para o crescimento.
1o Pedro 2.2 diz: desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação. Nesta carta os cristãos já foram chamados de pessoas regeneradas, isto é, nascidas de novo, (1.23), agora é dito que é preciso crescer nesta nova vida. E tal como um recém-nascido precisa de leite para poder crescer, também é preciso um leite espiritual para crescer na vida cristã.
Na língua original do Novo Testamento “espiritual” tem origem num termo que significa “palavra”, que já foi usado em 1.23, falando da palavra que gera a nova vida. Pedro está se referindo ao leite proveniente da palavra, esta palavra é espiritual, pois foi produzida pelo Espírito Santo (2 Pd 1.21). A palavra de Deus é o leite que produz crescimento. Em nossos dias este leite é a Bíblia. Os cristãos que não mantêm contato com a Bíblia ficam fracos por falta de alimento.
Este leite tem que ser genuíno, isto é puro, não adulterado, não misturado. Há alguns meses os meios de comunicação noticiaram como algumas empresas estavam adulterando o leite, misturando-o com outros ingredientes, e assim anulando seu poder para dar crescimento saudável. Na área espiritual também há leite adulterado, que não produz verdadeiro crescimento. Alguns cristãos definham na nova vida porque se alimentam de leite adulterado, ensinos de homens misturados com a Palavra de Deus.
Pedro nos diz que devemos desejar ardentemente este leite. Ele deve ser buscado com intensidade. É interessante como os bebês com fome buscam seu alimento; choram, gritam, buscam avidamente o seio da mãe, etc. Enquanto não se alimentam, não cessam de clamar. Alguns cristãos sofrem de inanição por preguiça de buscar. Ficam satisfeitos com as coisas do mundo. Sentem-se fartos com as alfarrobas mundanas. São como crianças que preferem comidas que enchem, mas não nutrem. Gastam mais tempo alimentando-se da TV, diversões, conversas não edificantes, etc., e a Bíblia fica empoeirada num canto! Será que suas almas não sentem fome de Deus? Se assim é, é preciso verificar se há de fato nova vida.
É através deste leite que o crescimento para a salvação é produzido. Quantos ainda são bebês na fé, imaturos, não se desenvolveram na vida cristã, porque não se alimentaram. Crentes raquíticos que rapidamente são contaminados por qualquer vírus de ensino e prática errados (Ef 4.14,15). Anêmicos, que qualquer tentação os derruba, pois sua alma não está fortificada pela palavra. Seu papel na igreja é de chorar e dar trabalho, sempre dependentes, pois não cresceram na fé, não conseguem cooperar para o crescimento da igreja, pois eles mesmos não cresceram (Ef 4.16).
O povo de Israel, quando estava no deserto valorizou muito mais o alimento do corpo, do que o alimento da alma. Mas Deus queria lhes ensinar que nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus (Deut 8.3)O Senhor Jesus Cristo recitou estas palavras, quando estava com fome e foi tentado (Mat 4.4). Ele preferia a fome física à desobediência a Deus. Quão diferentes somos hoje! Preferimos nos empanturrar do alimento físico, e sofremos de desnutrição espiritual.
A Bíblia é o trigo que de fato alimenta (Jer 23.28), e não palha que só engana o estômago. Esta Palavra precisa ser exposta aos irmãos Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. ( 1 Tm 4.6). Uma igreja cristã precisa cuidar para que a comida servida seja a genuína Palavra de Deus, e assim seus membros sejam fortalecidos. Os obreiros (pastores, pregadores, professores) precisam ser servos (garçons), que servem a comida saudável, que de fato nutre a alma dos que seguem a Deus.
Quando alguém fica sem o alimento físico, ele enfraquece, adoece, fica mais vulnerável para as doenças, e pode até morrer. Da mesma forma na vida com Deus. Quando negligenciamos o alimento espiritual, a Palavra de Deus, nós iremos parar de crescer na fé, ficaremos fracos enfraquecer, doentes, contaminados pelos falsos ensinos. Para que isto não aconteça, precisamos desejar a Palavra de Deus e dela nos alimentar.
A Bíblia é o alimento que nos nutre.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
A Bíblia é a semente
A palavra que gera a salvação

Quando criança na escola, participei de uma experiência gratificante. Ver o desenvolvimento de um semente de feijão num copo com algodão e água. Foi interessante ver aquela semente gerando uma nova planta que Deus frutos. Isto também pode acontecer com nossas vidas. Algumas vezes queremos mudar de vida. Achamos que ela não está valendo a pena e gostaríamos de ter outra. Mas, então, diante da impossibilidade de termos uma outra vida, ficamos conformados e continuamos tocando para frente esta vida sem graça.
Mas, Jesus ensinou que precisamos sim, de uma nova vida. Que sem uma nova vida não há como entrar no reino de Deus. Veja o que Ele disse em Jo 3.3,5.
A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Há dois nascimentos. Nascemos uma vez com a vida que irá findar, a vida que se corrompe. Mas para entrar no Reino de Deus, para ser de Deus, precisamos de um novo nascimento, o nascer do Espírito. Jesus deixou claro que sem este nascimento não podemos entrar no reino de Deus.
Como podemos nascer de novo? Pela palavra de Deus. E este nascimento é produzido pela palavra de Deus. Em Lucas 8.11, Jesus explica a parábola do semeador, e ele diz: Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus.
A palavra de Deus é como uma semente. O papel da semente é gerar uma nova vida. A palavra de Deus gera uma nova vida. Você planta uma semente para dela nascer uma planta semelhante. O pai deposita a semente no útero da mãe para nascer outra vida humana.
Qual será a vida que a Palavra de Deus produz?
1 Pd 1.23 responde a esta pergunta pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.
Podemos ser gerados de novo, de uma semente incorruptível, isto é não perecível. Fomos gerados uma vez de uma semente que perecerá, mas a Palavra de Deus, é viva, permanece para sempre. Ela gera uma vida que nunca acabará, nunca irá perecer.
Ainda Tg 1.18 diz: Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.
A vontade de Deus nos fez nascer, mas o instrumento foi a Palavra da verdade. Foi desta semente que nascemos. Para sermos como os primeiros frutos da nova criação que Deus está fazendo neste mundo.
A palavra de Deus é quem gera a nova vida em nós. É através dela que nascemos novamente. Ela é como a semente depositada na terra, ou o mesmo no útero de uma mulher para gerar uma nova vida. E esta vida que ela gera é a vida eterna.
Paulo afirma em Rm 10.17: E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.
Para ter este novo nascimento é preciso fé, e a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Conseqüentemente a fé do ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. A fé é uma conseqüência, um resultado do ouvir a Palavra de Cristo. Alguém precisa falar, para que aconteça o ouvir; e pelo ouvir vem a fé.
A palavra de Deus é a geradora da fé. Sem o seu anúncio, não há a audição, e sem esta não há a fé. Este nascer de novo é a salvação.
Esta palavra, quando ouvida e crida nos torna possessão de Deus. É isto que diz Ef 1.13: em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;
Veja a ordem: depois de ouvir a palavra da verdade, esta é o evangelho que salva, depois de crer, a pessoa é selada com o Espírito Santo, isto é marcada como de Deus, recebe seu registro do novo nascimento como sendo filha de Deus, este é o nascer do Espírito.
Precisamos ouvir e crer para sermos salvos. Mas também anunciar esta palavra para que outros sejam salvos. Para que possam nascer de novo e entrar no Reino de Deus.
O VALOR DE LER LIVROS
A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea. Essa mudança, ali...
-
Mais um ano se inicia, e nos perguntamos o que 2026 nos reserva. Gostaríamos de afirmar com certeza que teremos tempos bons, mas a inc...
-
A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea. Essa mudança, ali...
-
Certa ocasião levei meu carro para consertar o pneu. Enquanto observava o borracheiro tirar o pneu da roda, o martelo de borracha que ele ...