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domingo, 25 de maio de 2014

NÃO TEMAS! O PLANO DE DEUS SE CUMPRIRÁ EM TUA VIDA!

          Um medo que pode acompanhar as pessoas que seguem a Deus é o de que os erros de outros venham impedir que o plano de Deus se cumpra em suas vidas. Lembro de uma amiga que, estando apaixonada por um rapaz e sabendo que outra moça também estava interessada no mesmo, argumentava se que aquele rapaz poderia tomar a decisão errada, e assim o plano de Deus (que ela supunha ser casar com ele) não se realizaria na vida dela.
O capítulo 27 do livro de Atos ilustra o princípio de que os erros dos outros não impedirão a realização do plano de Deus em nossas vidas.  
Paulo permaneceu preso por causa do Evangelho por mais de dois anos na Judéia. Então foi enviado para Roma, onde seria julgado pelo imperador.  A viagem havia se atrasado, e a época não era propícia para a navegação. Ele advertiu o centurião romano que a viagem se tornaria perigosa e traria prejuízos, mas este preferiu acreditar no piloto e no mestre do navio e acatou a decisão da maioria, de que era melhor continuar a viagem.
O desastre aconteceu. O navio foi levado por um tufão para alto mar. A carga do navio teve que ser lançada fora, mais de 300 toneladas de trigo. Eles foram envolvidos por uma tempestade tão grande que não conseguiam nem ver a luz, foram 14 dias de escuridão. Chegaram a perder todas as esperanças de que escapariam com vida.
O centurião do navio tomou uma decisão errada, mas Deus garantiu a Paulo de que o propósito d’Ele, de que Paulo testemunhasse em Roma, seria realizado. A decisão equivocada e desastrosa do centurião não impediria que o plano de Deus se concretizasse na vida de Paulo. Nenhuma tempestade, nenhum tufão, nenhum prejuízo, nenhuma decisão errada dos outros impediria o plano de Deus para vida de Paulo. Por isso, Paulo não deveria temer. 
Estamos sujeitos às decisões de pessoas que têm autoridade sobre nós (pais, maridos, chefes, governantes e outros). Algumas vezes estas autoridades tomam decisões desastrosas, mas não precisamos temer, pois temos a garantia de que os erros dos outros não impedirão que o plano de Deus se cumpra em nossa vida.
O texto ainda ilustra outra lição: A garantia de que o plano de Deus vai se cumprir em nossa vida não impede que soframos as consequências doloridas das decisões erradas de outros.
Paulo sofria sem culpa. Ele havia advertido do perigo, mas a maioria decidiu continuar a viagem. Ele estava no mesmo barco que os outros! Por isso, sofreu os mesmos perigos dos outros. A tempestade também o atingiu. 
Algumas vezes o nosso sofrimento é resultado da escolha de outros. Avisamos e alertamos, mas os que nos acompanham teimam em prosseguir no que vai dar errado, e nem sempre conseguimos ou podemos abandonar o barco! Então, a tempestade se abate sobre nós também, e sofremos o prejuízo junto com outros. Nestas horas devemos lembrar: há um Deus no controle, Ele cuida de nós. Nossas vidas estão em Suas sábias e amorosas mãos. Nem sempre o caminho para o cumprimento do plano de Deus nos concede céu de brigadeiro ou mar azul sem tempestades.
Quero destacar um terceiro princípio ilustrado neste capítulo: a garantia de Deus não deve impedir a nossa ação, devemos fazer o que está diante de nós e confiar na bênção de Deus. Paulo tinha a garantia de Deus de que ninguém iria morrer, mas ele exorta as pessoas a comerem, avisando que se não fizessem isso, elas pereceriam. Também avisa o centurião da intenção dos marinheiros de escaparem, ele empreende as ações necessárias, pois o plano de Deus seria cumprido através delas. Deus fez o que Paulo não podia fazer, tocou no coração do centurião para impedir que os soldados matassem os prisioneiros.
A garantia de Deus não deve nos impelir à passividade, mas à ação confiante. Temos que tomar as atitudes corretas que as oportunidades diante de nós apresentam, e confiar na soberania de Deus.
OREMOS POR SABEDORIA E DISPOSIÇÃO PARA EMPREENDER AS AÇÕES NECESSÁRIAS ENQUANTO CONFIAMOS NA SOBERANIA DE DEUS.
Este capítulo é uma excelente ilustração da interação entre a soberania de Deus e a ação humana. Para mais detalhes desta interação entre a soberania divina e ação humana leia o artigo que postei no blog em dezembro de 2012.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Por que Deus deixa que seja destruído o que nos é valioso?


Um dos textos da nossa campanha de oração foi o salmo 74. Este salmo é uma oração em forma de poesia. Nela o autor implora o socorro de Deus porque o templo tinha sido destruído pelos inimigos e estava em ruínas.

O templo, ou santuário, era algo de muito valor para o israelita. Começara como um tabernáculo, uma tenda no deserto. O próprio Deus ordenara sua construção, Êxodo 25.8. Ali ele é chamado de santuário, isto é lugar determinado para ser sagrado, separado, consagrado para Deus. Deus diz que por este santuário habitaria no meio do povo. Treze capítulos do livro de Êxodo são destinados para falar das instruções e construção do mesmo. Deus determinou tanto o material que seria usado, como cada detalhe da construção. O próprio Deus mostrara o modelo a Moisés, Ex. 25.9. Deus também escolheu e habilitou os artistas que fariam esta construção, Ex. 35.30-35. Por causa de tudo isto, este tabernáculo era belo.

Mas, seu maior valor não vinha do fato de ser rico e belo, e sim porque era a habitação de Deus. O próprio Deus deixa isto claro em sua inauguração, quando Sua glória enche aquela tenda, Ex. 40,34s. Dali Deus passou a orientar Seu povo na caminhada no deserto. Sempre que o povo acampava o tabernáculo ficava no meio do acampamento, e as tribos de Israel em volta. Deus era o Rei de Israel, e o tabernáculo era Seu palácio, era também chamado de tenda da congregação, porque nele Deus se encontrava com Seu povo. A arca, que era símbolo do trono de Deus estava nele.

Nele o povo fazia suas orações, como Ana quando pediu um filho, sacrificava suas ofertas de arrependimento pelos pecados e gratidão pelas bênçãos recebidas. Nele eram realizadas as comemorações anuais, quando o povo deixava seus afazeres e se dirigia para festejar relembrando as bênçãos de Deus. Era o centro de Israel.

O rei Davi planejou construir um prédio, no lugar da tenda, para ser o templo de Deus. Deus aprovou sua idéia, mas disse que o filho de Davi, Salomão, construiria. Davi preocupou-se em deixar todo o material e as recomendações necessárias para esta construção, 1 Crônicas, 29. Ele mesmo menciona que a obra era grande porque não seria um palácio para homens, mas para Deus, 1 Cr 29. 2. Cinco capítulos de 2 Crônicas e 3 de 1 Reis são para descrever esta construção. E na inauguração deste templo a glória de Deus também o enche. Salomão faz uma oração de dedicação, e nesta oração ele diz que aquela seria uma casa de oração para todos os povos. Simbolicamente seria o lugar onde Deus atenderia tanto o povo de Israel como os outros povos em audiência.

Os israelitas devotos tinham esta casa na mais alta estima. Os salmos 84, 122, manifestam o amor que os salmistas tinham por este lugar. O salmo 42 conta-nos da saudade que um exilado tinha daquele lugar. Os israelitas idólatras passaram a ver o templo como algo mágico, no tempo do profeta Jeremias, eles acreditavam que Deus nunca castigaria a cidade, já que o templo estava ali.

Mas Deus permitiu a destruição do templo. Ele ficou em ruínas. Por que Deus permitiu que algo tão valioso fosse destruído pelos inimigos do Seu povo?

Hoje nós também temos muitas coisas de valor, coisas boas, criadas por Deus, dadas por Ele, que funcionam como sinais de sua presença e bênção sobre nós. Saúde, família (cônjuges e filhos), amigos, uma igreja onde podemos servi-lo, um emprego, missionário e pastores atuantes, etc. E algumas vezes Ele também permite que estes “santuários” seja destruídos, arruinados. Por quê?

Refletindo sobre isto cheguei a algumas conclusões que quero compartilhar: 1) Deus quer nos mostrar que pode atuar sem seus símbolos, mesmo sem o templo Ele continuou atuando na história de Israel. 2) Deus quer nos ensinar a não idolatrar nenhuma de suas bênçãos. Ele quer que nós o adoremos, e não adoremos seus dons. Os dons são instrumentos para nos aproximarmos Dele, e não para nos desviar Dele. Muitas vezes nos concentramos tanto nas bênçãos que esquecemos do Deus que nos dá a bênção. Devemos lembrar que o maior valor é Ele. 3) Deus quer testar nossa fé. Quer que verifiquemos se ela está fundada Nele, ou em coisas visíveis. Ele quer que conheçamos se nós vamos continuar fiéis a Ele mesmo quando o que Ele nos der for retirado. 4) Deus quer nos laçar em Seu colo. É nas horas de aflições, de perdas de algo valioso, que os fiéis se voltam para Deus de modo mais intenso em oração. 5) Deus quer nos fazer refletir sobre o que tem valor de fato em nossa vida. 6) Deus usa nossas perdas para edificar outros, se não fosse a destruição do templo não estaríamos aprendendo com o salmo 74 hoje.

Vamos ser gratos pelas coisas valiosas que Deus nos deu. E continuar confiando Nele quando permitir que estas nos sejam tiradas.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

QUERO FALAR COM O CHEFE

      Há alguns anos, um comercial de TV apresentava um cliente de um banco que entrava na agência querendo falar com o chefe. Não aceitava falar com a secretária do chefe, com assistente do chefe, nem com vice-chefe. Só o chefe servia. Algumas situações na vida só se resolvem se falarmos com o chefe.       Os salmos 50;73-83, de Asafe, testemunham isto. Nestes doze salmos, verificamos que o salmista falava sempre com o Chefe, que nesse caso era Deus. Creio que este é o tema maior de todos esses salmos: O Supremo Deus governa o mundo. Ele é o Chefe do Seu povo, e também de todas as nações.      No salmo 50 o salmista apresenta a mensagem de Deus chamando-o de SENHOR, o Deus Supremo, que convoca céus e terra para testemunhar o julgamento que Ele fará tanto sobre o povo da aliança (povo que entrou em acordo com Deus para que Ele fosse o Seu Deus) como sobre os ímpios. Este Chefe indica o que Ele quer dos homens: uma vida de dependência, manifestada em gratidão, busca de ajuda quando necessário e obediência aos seus mandamentos.      O salmo 73 é uma confissão que o salmista faz de seu quase afastamento de Deus, por invejar os ímpios que prosperavam em seus caminhos maus. Mas logo entendeu que Deus também é o Chefe que governa sobre os ímpios que prosperam. Ele os destruirá de modo tão completo, como o sonho que se acaba assim que as pessoas acordam. Este Deus deve ser o nosso bem supremo. Não podemos trocá-Lo por nada nem ninguém. Ele é o nosso instrutor, nossa força e esperança.      Diante dos ataques destruidores de um povo pagão, o salmista fala com o Chefe em oraçãonos Salmos 74 e 79. Não seria a temporária vitória do inimigo que faria o salmista deixar de acreditar no domínio de Deus. Ele manifesta toda a sua confiança nesta Soberania, ao mencionar que o ataque do inimigo só foi bem sucedido porque Deus ficou passivo, cruzou os braços, por estar irado contra o pecado do Seu povo. Pois Deus é o Rei desde a antiguidade e Ele é o Dono de tudo. Diante disso é que ele clama por socorro a este Deus. Alguns entendem que a doutrina da Soberania de Deus pode criar barreiras para a oração. Mas, pelo contrário, é a crença num Deus que é Soberano, que domina sobre tudo, que deve nos levar a orar, especialmente nos momentos de dificuldade. Que garantia se teria orando a um Deus que não tem controle sobre mundo?      Deus é Soberano não apenas para julgar a terra, mas também para determinar o tempo do julgamento e para sustentar a terra até que o tempo do juízo chegue, diz o salmista no cântico do Salmo 75. É ele quem exalta e humilha as pessoas. Por causa disso, devemos anunciar as Sua maravilhas ao mundo.      Deus é o Chefe que deve ser temido. Por sinal, o único que deve ser temido, pois Ele faz com que até a ira dos homens redunde para Sua Glória. Espera-se dos que são d’Ele que cumpram os votos que fizeram. Isso é dito no cântico do salmo 76.      Mesmo diante da perplexidade de clamar e não ser atendido, mesmo ficando um tanto desnorteado por estar angustiado e buscar a Deus e não encontrar resposta, o salmista ainda crê que Deus é o Soberano que mostra o Seu poder entre os povos. Quando sofre diante da aparente inatividade de Deus, o salmista medita no que Deus já fez (Sl 77)      O Salmo 78 é uma instrução indicando que, diante de tudo que este Deus Soberano já fez, é um tremendo pecado não O tratar com consideração. Cada geração deve cuidar para não repetir os erros do passado, mas aprender a confiar em Deus e ser fiel a Ele.      No salmo 80, o salmista pede ao Rei que tem seu trono entre os querubins que venha salvar o Seu povo. Reconhece que é Deus quem está enviando o sofrimento para o povo. Sabe que uma restauração do povo depende do Soberano operar nos corações, e por isto clama que Deus faça o seu povo se arrepender. A crença na soberania de Deus, ao invés de impedir a oração pela conversão das pessoas, incentiva esta oração, pois a conversão depende de Deus, que tem domínio sobre os corações das pessoas.      Este Deus Soberano almeja que Seu povo lhe seja fiel. Asafe mostra no salmo 81 que Ele abençoa os que se voltam para Ele. Como Ele é poderoso, e tem o controle de tudo em suas mãos, Ele pode abater todos os inimigos que se voltam contra Seu povo.      Deus é o Supremo Governante sobre todos os governos. O salmo 82 mostra como Deus preside sobre os juízes da terra. Ele é o Supremo Tribunal onde todos os governos terão que prestar contas, pois todas as nações pertencem a Deus.      Na oração do Salmo 83, o salmista clama para que Deus faça justiça, para que as nações saibam que SOMENTE TU, CUJO NOME É SENHOR, ÉS O ALTÍSSIMO SOBRE TODA A TERRA.      Note que, em toda e qualquer situação, o salmista procurava o Chefe. Tanto para louvar pela grandeza ou para clamar diante da necessidade. Por gratidão ou aflição, Ele sempre procurava o Supremo Chefe.      E você, não acha melhor falar com o Chefe?

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

O CONFORTO DA CRENÇA NA SOBERANA VONTADE DE DEUS

Por que José era uma pessoa que desfrutava o presente alegremente, esperava o futuro confiantemente, e aprendia do passado positivamente?              
Por causa de sua crença na soberania de Deus. Ele via a mão de Deus por trás de todos os acontecimentos de sua vida. Ele mesmo afirmou que, não havia sido os seus irmãos que o mandaram para o Egito, mas Deus. Também não fora sua capacidade e inteligência que o levara da prisão para ser ministro do Faraó, e sim Deus fizera isto. Repete isso cinco vezes (Gênesis 45.5,7,8,9; 50.19-21).            
Os irmãos haviam planejado o mal contra ele, mas acima destes irmãos, estava Deus que planejara o bem. Sem saber os irmãos de José, planejando o mal e querendo impedir que os sonhos dele se realizassem (Gênesis 37.20), cooperaram para que estes sonhos se cumprissem. É assim, Deus usa os planos maus dos homens para realizar a vontade salvadora Dele.            
                 José não apenas via a mão soberana de Deus agindo, como sabia que esta mão é sábia e boa. Ela sempre age com um propósito, e este propósito é bom. Ele diz “Porque para a vida, Deus me enviou na frente de vocês” (Gênesis 45.5,7; 50.20). Ele acreditava que Deus o enviara para o Egito com um propósito bom e salvador. Deus permitira tudo aquilo, para que a vida de sua família fosse preservada.            
José analisava sua vida à luz do propósito maior de Deus. Ele era uma peça no quebra-cabeça da história que Deus estava guiando. Havia algo maior e mais importante do que sua vida, e esta encontrava seu valor à medida que contribuía para este plano superior e mais valioso.
             Quando Deus age ocorre grandes livramentos, e José se via como instrumento deste grande livramento. Esta crença levou José a se preocupar com o bem estar tanto físico como emocional de seus irmãos e confortá-los (Gênesis 45.5,24; 50.21).            
            Quando a visão da soberania de Deus nos domina, não há espaço para vingança, para a arrogância, nem para humilharmos outras pessoas que estejam em posição inferior, e que no passado nos prejudicaram.        Quando cremos na soberania de Deus, continuamos caminhando em meios às dificuldades, confiando e obedecendo, sabendo que o bom propósito de Deus triunfará. Esta crença nos liberta para amar as pessoas, mesmo as que nos prejudicaram.
              Esta crença na bondade soberana de Deus é expressa de forma maravilhosa nesta poesia de William Cowper, que tem como título "Deus se move misteriosamente"
Quando as trevas escondem Sua face adorável 
 Eu descanso em Sua imutável graça; 
Em cada tormenta aguda e violenta 
Minha âncora está presa dentro do véu! 
 Deus se move de forma misteriosa 
Na realização dos seus milagres; 
Ele firma Seus pés no mar 
E cavalga sobre a tempestade 
 Nas profundezas insondáveis das minas 
Com habilidade que nunca falha 
Ele entesoura seus mais esplêndidos planos 
E opera Sua vontade soberana 
 Vós, santos temerosos, tomai novo alento 
As nuvens que tanto vos atemorizam 
São abundantes em misericórdia 
E irromperão em bênçãos sobre vossas cabeças 
 Não julgueis o Senhor por meio de fracos sentimentos 
Mas confiai Nele e em Sua graça; 
Por detrás de uma providência que amedronta 
Ele esconde uma face sorridente 
Seus propósitos logo amadurecerão 
Revelando cada hora; 
O broto pode ter um gosto amargo 
Mas a flor há de ser doce 
 A incredulidade cega certamente errará 
E julgará como inútil a Sua obra; 
Deus é o seu próprio intérprete 
E Ele mesmo lhe dará a conhecer.
 (Publicada no Livro O Sorriso Escondido de Deus, de John Piper, traduzido por Augustus Nicodemos).

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