Um medo que pode acompanhar as pessoas que seguem a Deus é o de que os erros de outros venham impedir que o plano de Deus se cumpra em suas vidas. Lembro de uma amiga que, estando apaixonada por um rapaz e sabendo que outra moça também estava interessada no mesmo, argumentava se que aquele rapaz poderia tomar a decisão errada, e assim o plano de Deus (que ela supunha ser casar com ele) não se realizaria na vida dela. domingo, 25 de maio de 2014
NÃO TEMAS! O PLANO DE DEUS SE CUMPRIRÁ EM TUA VIDA!
Um medo que pode acompanhar as pessoas que seguem a Deus é o de que os erros de outros venham impedir que o plano de Deus se cumpra em suas vidas. Lembro de uma amiga que, estando apaixonada por um rapaz e sabendo que outra moça também estava interessada no mesmo, argumentava se que aquele rapaz poderia tomar a decisão errada, e assim o plano de Deus (que ela supunha ser casar com ele) não se realizaria na vida dela. segunda-feira, 13 de junho de 2011
Por que Deus deixa que seja destruído o que nos é valioso?

Um dos textos da nossa campanha de oração foi o salmo 74. Este salmo é uma oração em forma de poesia. Nela o autor implora o socorro de Deus porque o templo tinha sido destruído pelos inimigos e estava em ruínas.
O templo, ou santuário, era algo de muito valor para o israelita. Começara como um tabernáculo, uma tenda no deserto. O próprio Deus ordenara sua construção, Êxodo 25.8. Ali ele é chamado de santuário, isto é lugar determinado para ser sagrado, separado, consagrado para Deus. Deus diz que por este santuário habitaria no meio do povo. Treze capítulos do livro de Êxodo são destinados para falar das instruções e construção do mesmo. Deus determinou tanto o material que seria usado, como cada detalhe da construção. O próprio Deus mostrara o modelo a Moisés, Ex. 25.9. Deus também escolheu e habilitou os artistas que fariam esta construção, Ex. 35.30-35. Por causa de tudo isto, este tabernáculo era belo.
Mas, seu maior valor não vinha do fato de ser rico e belo, e sim porque era a habitação de Deus. O próprio Deus deixa isto claro em sua inauguração, quando Sua glória enche aquela tenda, Ex. 40,34s. Dali Deus passou a orientar Seu povo na caminhada no deserto. Sempre que o povo acampava o tabernáculo ficava no meio do acampamento, e as tribos de Israel em volta. Deus era o Rei de Israel, e o tabernáculo era Seu palácio, era também chamado de tenda da congregação, porque nele Deus se encontrava com Seu povo. A arca, que era símbolo do trono de Deus estava nele.
Nele o povo fazia suas orações, como Ana quando pediu um filho, sacrificava suas ofertas de arrependimento pelos pecados e gratidão pelas bênçãos recebidas. Nele eram realizadas as comemorações anuais, quando o povo deixava seus afazeres e se dirigia para festejar relembrando as bênçãos de Deus. Era o centro de Israel.
O rei Davi planejou construir um prédio, no lugar da tenda, para ser o templo de Deus. Deus aprovou sua idéia, mas disse que o filho de Davi, Salomão, construiria. Davi preocupou-se em deixar todo o material e as recomendações necessárias para esta construção, 1 Crônicas, 29. Ele mesmo menciona que a obra era grande porque não seria um palácio para homens, mas para Deus, 1 Cr 29. 2. Cinco capítulos de 2 Crônicas e 3 de 1 Reis são para descrever esta construção. E na inauguração deste templo a glória de Deus também o enche. Salomão faz uma oração de dedicação, e nesta oração ele diz que aquela seria uma casa de oração para todos os povos. Simbolicamente seria o lugar onde Deus atenderia tanto o povo de Israel como os outros povos em audiência.
Os israelitas devotos tinham esta casa na mais alta estima. Os salmos 84, 122, manifestam o amor que os salmistas tinham por este lugar. O salmo 42 conta-nos da saudade que um exilado tinha daquele lugar. Os israelitas idólatras passaram a ver o templo como algo mágico, no tempo do profeta Jeremias, eles acreditavam que Deus nunca castigaria a cidade, já que o templo estava ali.
Mas Deus permitiu a destruição do templo. Ele ficou em ruínas. Por que Deus permitiu que algo tão valioso fosse destruído pelos inimigos do Seu povo?
Hoje nós também temos muitas coisas de valor, coisas boas, criadas por Deus, dadas por Ele, que funcionam como sinais de sua presença e bênção sobre nós. Saúde, família (cônjuges e filhos), amigos, uma igreja onde podemos servi-lo, um emprego, missionário e pastores atuantes, etc. E algumas vezes Ele também permite que estes “santuários” seja destruídos, arruinados. Por quê?
Refletindo sobre isto cheguei a algumas conclusões que quero compartilhar: 1) Deus quer nos mostrar que pode atuar sem seus símbolos, mesmo sem o templo Ele continuou atuando na história de Israel. 2) Deus quer nos ensinar a não idolatrar nenhuma de suas bênçãos. Ele quer que nós o adoremos, e não adoremos seus dons. Os dons são instrumentos para nos aproximarmos Dele, e não para nos desviar Dele. Muitas vezes nos concentramos tanto nas bênçãos que esquecemos do Deus que nos dá a bênção. Devemos lembrar que o maior valor é Ele. 3) Deus quer testar nossa fé. Quer que verifiquemos se ela está fundada Nele, ou em coisas visíveis. Ele quer que conheçamos se nós vamos continuar fiéis a Ele mesmo quando o que Ele nos der for retirado. 4) Deus quer nos laçar em Seu colo. É nas horas de aflições, de perdas de algo valioso, que os fiéis se voltam para Deus de modo mais intenso em oração. 5) Deus quer nos fazer refletir sobre o que tem valor de fato em nossa vida. 6) Deus usa nossas perdas para edificar outros, se não fosse a destruição do templo não estaríamos aprendendo com o salmo 74 hoje.
Vamos ser gratos pelas coisas valiosas que Deus nos deu. E continuar confiando Nele quando permitir que estas nos sejam tiradas.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
QUERO FALAR COM O CHEFE
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O CONFORTO DA CRENÇA NA SOBERANA VONTADE DE DEUS
Por causa de sua crença na soberania de Deus. Ele via a mão de Deus por trás de todos os acontecimentos de sua vida. Ele mesmo afirmou que, não havia sido os seus irmãos que o mandaram para o Egito, mas Deus. Também não fora sua capacidade e inteligência que o levara da prisão para ser ministro do Faraó, e sim Deus fizera isto. Repete isso cinco vezes (Gênesis 45.5,7,8,9; 50.19-21).
Os irmãos haviam planejado o mal contra ele, mas acima destes irmãos, estava Deus que planejara o bem. Sem saber os irmãos de José, planejando o mal e querendo impedir que os sonhos dele se realizassem (Gênesis 37.20), cooperaram para que estes sonhos se cumprissem. É assim, Deus usa os planos maus dos homens para realizar a vontade salvadora Dele.
José não apenas via a mão soberana de Deus agindo, como sabia que esta mão é sábia e boa. Ela sempre age com um propósito, e este propósito é bom. Ele diz “Porque para a vida, Deus me enviou na frente de vocês” (Gênesis 45.5,7; 50.20). Ele acreditava que Deus o enviara para o Egito com um propósito bom e salvador. Deus permitira tudo aquilo, para que a vida de sua família fosse preservada.
José analisava sua vida à luz do propósito maior de Deus. Ele era uma peça no quebra-cabeça da história que Deus estava guiando. Havia algo maior e mais importante do que sua vida, e esta encontrava seu valor à medida que contribuía para este plano superior e mais valioso.
Quando Deus age ocorre grandes livramentos, e José se via como instrumento deste grande livramento. Esta crença levou José a se preocupar com o bem estar tanto físico como emocional de seus irmãos e confortá-los (Gênesis 45.5,24; 50.21).
Quando a visão da soberania de Deus nos domina, não há espaço para vingança, para a arrogância, nem para humilharmos outras pessoas que estejam em posição inferior, e que no passado nos prejudicaram. Quando cremos na soberania de Deus, continuamos caminhando em meios às dificuldades, confiando e obedecendo, sabendo que o bom propósito de Deus triunfará. Esta crença nos liberta para amar as pessoas, mesmo as que nos prejudicaram.
Esta crença na bondade soberana de Deus é expressa de forma maravilhosa nesta poesia de William Cowper, que tem como título "Deus se move misteriosamente"
Eu descanso em Sua imutável graça;
Em cada tormenta aguda e violenta
Minha âncora está presa dentro do véu!
Deus se move de forma misteriosa
Na realização dos seus milagres;
Ele firma Seus pés no mar
E cavalga sobre a tempestade
Nas profundezas insondáveis das minas
Com habilidade que nunca falha
Ele entesoura seus mais esplêndidos planos
E opera Sua vontade soberana
Vós, santos temerosos, tomai novo alento
As nuvens que tanto vos atemorizam
São abundantes em misericórdia
E irromperão em bênçãos sobre vossas cabeças
Não julgueis o Senhor por meio de fracos sentimentos
Mas confiai Nele e em Sua graça;
Por detrás de uma providência que amedronta
Ele esconde uma face sorridente
Seus propósitos logo amadurecerão
Revelando cada hora;
O broto pode ter um gosto amargo
Mas a flor há de ser doce
A incredulidade cega certamente errará
E julgará como inútil a Sua obra;
Deus é o seu próprio intérprete
E Ele mesmo lhe dará a conhecer.
(Publicada no Livro O Sorriso Escondido de Deus, de John Piper, traduzido por Augustus Nicodemos).
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