quarta-feira, 31 de março de 2010

NA MAIOR SOLIDÃO



A solidão é uma sensação horrível. Especialmente quando é resultado do abandono. Algumas pessoas podem sentir solidão, mesmo rodeada de outras pessoas, por algum problema interno. Já outros sentem solidão porque de fato estão solitários, foram abandonados. Mesmo estando num bom ambiente, e rodeado de boas coisas, a solidão não é agradável, é isto que o próprio Deus diz a respeito de Adão (Gn 2.18). Ele estava no Paraíso, mas sozinho, e Deus disse que isso não era bom.

Agora imagine, estar sozinho numa situação de intenso sofrimento! Sem ninguém que manifeste amor e possa socorrer! Quando o próprio Deus se afasta! Esta foi a solidão que Jesus experimentou.

Jesus já havia sido abandonado por seu povo, por aqueles para quem veio, conforme nos diz João: Ele veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam (Jo 1.11). Pense no que é deixar a glória dos céus, a presença imediata do Pai e do Espírito, o louvor perfeito dos anjos, tornar-se homem, e um homem servo, para salvar um povo, e ser rejeitado por este povo?! Foi isso que Jesus fez (Filip 2.5-9). Sua vida foi perseguida desde cedo (Mt 2.16). Vários foram os momentos em que tentaram matá-lo (Lc 4.28-30; João 5.18; 8.59). Foi questionado e colocado a prova muitas vezes (Mt 22.15,23,35). Os de sua cidade o desprezaram (Mt 13.54-58) e os de Samaria recusaram lhe dar hospitalidade (Lc 9.51). Ele veio para ajuntar os seus como a galinha reúne seus filhotes, mas foi rejeitado (Lc 13.34)

Jesus foi desprezado até por sua própria família e considadãos. Seus irmãos não criam nele (João 7.5). Uma vez chegaram a considerar que ele estava fora de si, e quiseram prende-lo (Mc 3.21).

Jesus foi abandonado por seus discípulos. Logo no início alguns o deixaram porque consideram sua palavra muito dura (João 6.60,66), e naquele momento outros reafirmaram sua fé, mas mesmo estes depois o deixaram, primeiro dormindo quando Ele pediu que orassem por Ele (Mc 14.37), depois fugiram quando Ele foi preso (Mc 14.50).

Todos estes abandonos doeram em Jesus. Mesmo Ele sabendo de antemão que isso lhe ocorreria. Pois saber que uma injeção vai doer, não elimina a dor, quando nós a tomamos. Mas foram abandonos mais suportáveis, porque o Pai estava com Ele (Jo 16.32). Mas houve um abandono que doeu mais que todos, houve uma solidão que foi a maior de todas. Houve uma hora que nem o Pai ficou com Ele, que Ele ficou realmente sozinho! Este foi o maior de todos os abandonos, a maior de todas as solidões.

A quarta palavra da cruz nos revela este abandono, que ocorreu após seis horas que Jesus estava na cruz. Ele foi crucificado às nove horas da manhã, e as palavras foram gritadas às 3 horas da tarde (Mc 14.25,33,34). Mateus 27.46 e Marcos 15.34 deixaram estas palavras registradas. Elas foram proferidas na língua materna de Jesus: o aramaico (com algumas características do hebraico).

Antes de falar estas palavras Jesus já havia pedido o perdão do Pai para seus inimigos, garantido salvação ao ladrão, e confiado Sua mãe aos cuidados de João. Agora, depois de três horas de escuridão, Ele dá seu grito de desamparo. Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? As trevas já haviam demonstrado o juízo e abandono de Deus naquele momento.

Estão entre as mais misteriosas palavras da Bíblia. Elas demonstram o quão profundamente Jesus estava abandonado pelo Pai por carregar os pecados dos homens sobre Ele. Elas ilustram o intenso sofrimento de Sua alma, pelo castigo que recebia pelos pecados humanos (5 Co 5.21). Deus Pai desviou Seu favor do Filho naquele momento, pois os pecados dos homens estavam sobre Ele (Is 53.6,10; Rm 3.25; Gl 3.13), e a santidade de Deus não aceita o pecado (Is 59.2; Hab 1.13), mesmo quando recai sobre Seu próprio Filho amado, no qual estava toda Sua alegria (Mt 3.17).

Mas o grito não expressa desespero, e sim fé. Jesus diz: Meu Deus. Ainda era o Seu Deus. As palavras já haviam sido proferidas quase mil anos antes, pelo rei Davi, num momento de aflição (Salmo 22.1). Neste mesmo salmo Davi canta sua confiança de que Deus iria libertá-lo (22.22). Jesus também demonstra esta confiança, apesar da solidão e da dor.

As palavras eram para testemunhar que Ele era o escolhido de Deus para cumprir as profecias, e ser o Salvador do mundo. E para nos mostrar o quanto é horrível o nosso pecado. Expressa a desolação do senso de ter sido abandonado por Deus que o pecado causa. E avisa que esta será a sensação daquele que não aceitarem segui-Lo, (Mt 25.41). Também dá confiança àqueles que seguem Jesus, de que nunca serão abandonados (Hb 13.5), pois Jesus já sofreu o maior dos abandonos no lugar deles.

sábado, 27 de março de 2010

POEMAS DE DEUS



Gosto de poesias. Admiro a capacidade de expressar realidades complexas com poucas palavras. Comparo os poetas à artistas que conseguem pintar cenas da vida, usando palavras como tintas, caneta como pincel e a nossa mente como tela. Às vezes com a pincelada de uma frase eles nos fazem ver um aspecto da vida para o qual estávamos desatentos.  Criar imagens que refletem as variadas faces da nossa existência com palavras é uma arte difícil. Mas muitos conseguem e causam impacto.
Mas, milagroso mesmo é fazer poesias com vidas destruídas, usando material morto e feio criar poemas vivos, belos, expressivos e impactantes. É isso que Deus faz com nossas vidas. Os cristãos são poemas de Deus. Paulo declara esta verdade em Efésio 2.10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.
A palavra “feitura”, na língua original do Novo Testamento, é “poiema”, e significava “ato”, “trabalho”, “obra de arte”, foi usada para designar especialmente uma obra poética. Dela vem a nossa palavra “poema”. Os cristãos são poemas de Deus, obras de arte criadas por Deus. Feitos por Deus, para fazer para Deus.
Deus fez estes poemas com palavras e letras destruídas pelo pecado. O início do capítulo fala do estado anterior destes versos. Estavam mortos nos seus pecados. Andavam conforme os valores e princípios do Diabo, do mundo e da velha natureza. Eram desobedientes e por isso estavam debaixo da ira de Deus (Efésios 2.1-3).
Estes poemas pertencem a uma nova criação. Paulo não está se referindo à criação terrena, chamada de velha criação. De fato, todos os seres humanos foram criados por Deus, mas criados em Adão (1 Cor 15.45-49). Mas não é essa criação que é tratada aqui, e sim a nova criação, o nascer de novo (João 3.3-6). Estes poemas são as pessoas salvas. "Feitura de Deus"  é equivalente a ser salvo. É o ser criado em Jesus Cristo. Adão foi feito nosso primeiro representante e nós estávamos nele. De modo que o seu pecado tornou-se o nosso pecado e a sua morte a nossa morte (1 Cor 15.22). Nós assumimos nossa herança adâmica quando pecamos e assim reafirmamos o que Adão fez como nosso representante (Romanos 5.12-19).
Tornar-se uma poesia nas mãos de Deus só foi possível por causa da obra de Jesus Cristo. Ele também foi feito o representante de todos aqueles que pela fé O recebem, das pessoas que aceitam o fato de que Ele é seu representante diante de Deus para tratar a questão do pecado e da condenação. Para estas pessoas a morte de Jesus se torna a morte delas. De modo que a morte de Cristo é o pagamento eficaz dos pecados delas, elas estão perdoadas, pois a penalidade foi paga por Jesus. São salvas, recebem a nova vida. Foram vivificadas em Cristo (Ef 2.5), ressuscitadas com Cristo, passaram a reinar com Cristo, pois foram assentadas nos lugares celestiais com Cristo (Ef 2.6). Fazem parte da nova criação (2 Co 5.17).
Deus fez estes poemas movido por Sua grande misericórdia e amor. Esta é a criação para a nova vida, que experimenta a ressurreição e entra no Reino de Deus. Ela é uma obra de Deus. Realizada apenas por Ele, através do Espírito que soberanamente sopra onde quer (João 3.8). Não depende do mérito humano, mas da graça e amor de Deus. É um presente de Deus que se recebe pela fé. Não é resultado de nenhuma obra humana. Ninguém pode se orgulhar de pertencer à nova criação e de ter nascido de novo. Deve sim, ser grato a Deus pela Sua misericórdia e amor (Ef 2.8,9).
Deus criou estes poemas com uma finalidade: que eles declarassem em prosa e verso a Sua generosidade. Isto ocorrerá de forma perfeita nos tempos vindouros, lá na eternidade. Quando compreenderemos, de forma sem igual, a graça de Deus por nós. Teremos uma visão sem nenhum embaço da obra que Ele realizou em nós. Iremos admirar com olhos exultantes a sua misericórdia (Efésios 2.7). Expressaremos na mais perfeita métrica, com a melhor das rimas e com as mais coloridas figuras de linguagem, o amor de Deus.
Mas já agora, estes poemas devem demonstrar a graça de Deus em suas vidas e com suas vidas. As obras não causam a salvação mas manifestam a salvação. Somos salvos pela fé, mas a fé sem obras é morta. Logo esta fé produz obras (Tg 2.26). Nosso comportamento deve mostrar a graça de Deus, deve manifestar a nossa salvação. Estas obras já foram preparadas por Deus de antemão, isto é, antes mesmo Dele nos criar Ele já as deixou prontas. A estrada já está construída para andarmos por ela.
Por isso, o salvo não faz conforme os desejos da sua carne e dos seus pensamentos (Ef 2.3), mas faz as boas obras que Deus preparou. Ele não anda conforme os costumes deste mundo nem de Satanás (Ef 2.2), mas anda conforme as boas obras que Deus preparou.
Paulo está repetindo com outras palavras aquilo que Jesus já havia dito Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5.16).
Somos poemas de Deus. Temos que admitir que nem sempre estes poemas se mostram belos, e manifestam o amor de Deus. Mas este é nosso papel, realizar as obras para as quais fomos feitos. Brilhar em nosso comportamento.



quinta-feira, 18 de março de 2010

O jejum e a Glória de Deus - 2ª mensagem


Quais são suas atitudes quando você busca intensamente algo importante ? Todas as energias são concentradas nesta busca. Podemos deixar de fazer coisas costumeiras para conseguir isto, até deixamos de comer. Na primeira mensagem notamos que o jejum glorifica a Deus quando é uma manifestação de arrependimento. Nesta segunda mensagem veremos que O jejum glorifica a Deus quando é resultado de uma necessidade intensa que nos leva a buscar Deus.

Clique no link a seguir e ouça a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 2

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html

sábado, 13 de março de 2010

À SOMBRA DA CRUZ


A ilustração ao lado é uma cópia do quadro “A sombra da morte”, pintado entre 1870-1873 pelo artista inglês William Holman Hunt (1827-1910) [Você pode vê-la em tamanho maior na Wikipédia]. Nele Jesus é retratado ainda como carpinteiro, antes de iniciar seu ministério. Num momento na carpintaria, Jesus interrompe o trabalho que fazia (serrar uma prancha de madeira num cavalete ao lado) e ergue seus braços, como se estivesse se espreguiçando.
O sol da tarde, entrando pela porta aberta, lança na parede atrás dele, uma sombra em forma de cruz. A prateleira de ferramentas tem a aparência de uma trave horizontal sobre a qual suas mãos foram crucificadas. As próprias ferramentas lembram os fatídicos prego e martelo." (John Stott, no livro A Cruz de Cristo, pg. 12). Sua mãe, Maria, abaixada para olhar os presentes dos Magos, guardados numa caixa, ergue a vista e se espanta.
É apenas uma pintura, mas representa o fato de a cruz era uma sombra na vida de Jesus, era o centro de sua missão. Para a cruz fora que ele tinha vindo. Os presentes da realeza ainda não seriam desfrutados nesta primeira vinda. Toda a sua vida terrena tinha em vista a cruz. Ele vivia sob a sombra de uma cruz.
Para Jesus a cruz era o seu destino inevitável. Ele disse aos seus discípulos que a cruz era necessária, algo que tinha que acontecer. Este ensino foi feito com clareza, ousadia e confiança (Marcos 8.31,32), e de modo repetido (Mc 9.9,31; 10.32,33,45; 14.8, 22-25), e até por parábolas (Mc 12.7,8). Eram palavras que os discípulos deveriam guardar com atenção (Lc 9.44). E para deixar isto bem exemplificado para eles, Jesus decidiu com firmeza ir para Jerusalém no tempo marcado.
A cruz seria o supremo momento da vida de Jesus, em suas próprias palavras: a cruz era a sua hora. Esta expectativa deixava Sua alma profundamente agitada e perturbada. Não lhe era fácil viver sob esta expectativa. Mas Ele sabia que fora exatamente para este momento que Ele viera ao mundo (João 12.27; 13.1). Ele reconhecia que tinha que passar por este momento por mais angustiado que se sentisse (Lc 12.50), pois só assim sua vida daria os frutos planejados (Jo 12.24).
Além das angústias externas Jesus enfrentou a incompreensão dos outros quanto a este propósito. O apóstolo Pedro o repreendeu fortemente quando Jesus disse que iria morrer (Mc 8.32), de outra vez os discípulos ficavam sem entender (Mc 9.9), tomados de extrema tristeza (Mc 9.32), espantados e assustados (Mc 10.32). Mas a cruz era a vontade do Pai, e não realizar era seguir os conselhos de Satanás e do mundo (Mc 8.33).
A cruz foi central na vida de Jesus, e também é central na vida de cada seguidor de Jesus, na vida de todo cristão. Cada um de nós deve viver à sombra da cruz. É na cruz de Cristo onde nossos pecados são perdoados (Rm 3.25), e lá que a maldição que pesa sobre nós é retirada (Gálatas 3.13), é nela que somos reconciliados com Deus (2 Cor 5.19).
A cruz é o destino de todo que quer ser salvo, pois Jesus disse que todo aquele que quiser segui-lo deve tomar a cruz, que esta é a maneira de ganhar a vida eterna (Mc 8.34,35), a cruz é a maneira de ser honrado por Deus (João 12.26).
Em nossos dias, o evangelho mais pregado é o que promete os presentes do reino, sem passar pelo caminho da cruz. É a prosperidade sem a despeito do serviço ao Rei, a saúde sem o custo da obediência, a alegria e paz sem o preço da submissão. Mas Jesus deixou claro, que não há nenhum valor em ganhar tudo nesse mundo, mas perder a alma (Mc 8.36).
Vivamos à sombra da cruz.


sábado, 6 de março de 2010

COMPENSAÇÕES QUE NÃO COMPENSAM


Algumas vezes tentamos compensar certas falhas de nossa vida colocando outras coisas no lugar. Podemos citar como exemplo: pais que não têm muito tempo para dedicar aos filhos tentam compensar dando-lhes presentes. Maridos que fazem certas promessas para as esposas, e não as cumprem também tentam compensar esta falha oferecendo presentes. Algumas pessoas aceitam esta nossa compensação, outras não. Tentamos aplicar esta mesma tática de compensação no nosso relacionamento com Deus. Achamos que nossa desobediência pode ser compensada com outras coisas. Mas será que Deus aceita as nossas compensasões?

Uma maneira usada para compensar nossa desobediência é sacrifícios e ofertas. Em 1 Sm 15.22-24 temos um exemplo de alguém que tentou fazer isto. Deus havia dado uma ordem ao rei Saul através do profeta Samuel. Só que o rei Saul não cumpriu a ordem totalmente, e no lugar resolveu oferecer sacrifícios a Deus. Então Samuel lhe diz que o prazer do Senhor está mais em quem ouve e presta atenção, isto é, obedece aos seus mandamentos, do que em sacrifícios e holocaustos. Desobedecer a Deus é o mesmo que feitiçaria. Pois a feitiçaria é a tentativa de manipular as forças espirituais com oferendas, sacrifícios e fórmulas verbais, ela não exige obediência moral. Quando somos desobedientes a Deus e tentamos compensar com nossos sacrifícios e ofertas, estamos dizendo que nosso Deus não tem caráter, e que Ele pode ser comprado e manipulado com minhas oferendas.

A desobediência acompanhada de rituais religiosos também é idolatria. Pois estaremos adorando um deus que não é o Deus da Bíblia, de fato quem é desobediente e se achega para cultuar, está adorando um outro deus. Um deus que não faz caso da vida do adorador, e aceita qualquer oferenda como compensação suficiente pelo pecado. O Deus que se revelou nas Escrituras não é assim. Sua alegria e prazer estão em que se obedeça aos Seus mandamentos.

A mesma verdade aparece em Jr 7.21-23, onde Deus fala ao povo de Israel, que estava em desobediência, mas continuava oferecendo os sacrifícios costumeiros. Deus diz, de forma irônica, que o povo ficasse com a carne daqueles sacrifícios, pois o que Ele queria mesmo era a obediência aos Seus mandamentos. Nossos sacrifícios não compensam nossa desobediência a Deus.

Deus não está dizendo que despreza os sacrifícios, ou que estes não tenham valor, mas que, sem obediência à Sua Palavra, os nossos sacrifícios não O agradam. Os sacrifícios não são compensações para a nossa falta em Lhe obedecer.

Outra forma frequentemente usada para compensar a desobediência é a freqüência aos lugares religiosos. Achamos que Deus pode nos aceitar com nossa desobediência se freqüentarmos certos lugares religiosos como igrejas, templos, santuários, etc.

Também em Jeremias 7.2-15, notamos que o povo de Israel estava fazendo isso. Então o Senhor Deus mandou o profeta Jeremias ficar na porta do templo que o próprio Deus havia mandado construir, e proclamar ao povo que era necessário mudar de vida, deixar e fazer o mal e passar a fazer o bem. O povo achava que podia fazer o que quisesse e depois era só ir até aquele templo, que era chamado de casa do Senhor, e tudo estaria bem. Pecavam durante a semana, mas então iam ao culto, e diziam estamos seguros, estamos livres, estamos salvos. A religião era uma maneira que usavam para continuarem com seus pecados, e ainda tranqüilizar suas consciências, achando que tudo estaria bem, que Deus aceitaria sua ida ao culto como compensação suficiente para seus pecados.

Deus diz que a freqüência a lugares sagrados não compensa a desobediência, pelo contrário, da mesma forma como Ele já havia feito no passado, quando havia destruído outro santuário chamado Silo, Ele também destruiria este.

Algumas pessoas agem assim. Vivem como se a vida fosse um carnaval, e a ida à igreja a quarta-feira de cinzas, quando confessam seus pecados, realizam alguns rituais de penitência, e depois aguardam ansiosas o carnaval do próximo ano. Ir a santuários não compensa a nossa desobediência. Deus quer que freqüentemos os lugares de culto, mas esta freqüência deve ser acompanhada de uma vida de obediência.

Não conseguimos compensar nossa desobediência nem com sacrifícios nem por freqüentar lugares sagrados. A única compensação para nossos pecados é o arrependimento sincero, acompanhado na fé no sacrifício que Jesus fez na cruz, pagando a penalidade que nossos pecados merecem. E este arrependimento vai se demonstrar numa vida de obediência aos mandamentos de Deus.

A Palavra de Deus é para ser obedecida e não substituída.