terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Felicidade em 2009

Um novo ano se aproxima, tempo de fazer planos. Neste planejamento uma perguunta é considerada: O que vou ganhar com isto? Esta é uma pergunta que, verbalmente expressada ou não, é a base de todas as nossas atividades, incluindo nossos alvos e planos. Queremos saber se receberemos algo por realizar as coisas que realizamos. E o que nós mais queremos ganhar é a felicidade. Ser feliz em 2009 é a recompensa maior que buscamos. No entanto a felicidade não é algo a ser buscado por si mesma, quando ela é buscada por si mesma ela não é alcançada. Ela é resultado de uma outra busca, a busca por Deus. Este deve ser o alvo maior de nosa vida. Deve estar no topo da agenda de 2009 (Amós 5.6,7). O que ganhamos em buscar a Deus ?

Em primeiro lugar vamos ver o que se perde quando não se busca a Deus.

As pessoas que não buscam a Deus, irão buscar outras ajudas, e isto trará o castigo de Deus sobre elas. Veja os exemplos: Saul, buscou a ajuda de uma médium, foi atrás de consultar mortos, e não buscou o Senhor, Deus o entregou à morte por causa disto (1 Cr 10.13,14). O povo de Israel, na época de Isaías, buscou a ajuda do Egito, porque este país tinha exércitos bem armados e com uma boa cavalaria para a guerra, e não buscou o Senhor, que é Soberano e Sábio, por causa disto, tanto Israel como o Egito seriam consumidos (Is 31.1-3). O povo de Judá, resolveu buscar em adoração a Baal, Milcom, o sol, a lua e as estrelas, e não buscaram o Senhor, por isto Deus destruiria a todos (Sofonias 1.3-6).

O ímpio não busca os mandamentos de Deus, por isto está longe da salvação (Sl 119.155). Quem não busca a Deus fica sem discernimento, não sabe fazer as coisas do modo correto, não toma decisões acertadas, e por isso não poderá prosperar ( Jr 10.21)

O Senhor é bom para os que o buscam (Lm. 3.25), e concede ricas bênçãos para estas pessoas. A maior das bênçãos é Sua própria presença (1 Cr 28.9), Deus se deixa achar por quem o busca, e se faz presente na vida desta pessoa. Ele nunca desampara os que O buscam (Sl 9.10)

Com a Sua presença outras bênçãos acompanham. O repouso (2 Cr 14.6-8; Is 65.10). Este repouso vem da segurança de se andar com Deus, da tranqüilidade que Sua paz trás. A confirmação de Sua vontade em nossas vidas, foi isto que aconteceu com o rei Josafá. Ele buscou a Deus, e o Senhor estabeleceu o reino em suas mãos (2 Cr 17.3-5). A liberdade, é outra bênção para quem busca os mandamentos de Deus (Sl 119.45). O salmista diz que se empenha (busca) os mandamentos de Deus, e por isso podia viver com largueza (liberdade). A liberdade autêntica está em andar na presença de Deus, pois Ele nos liberta da escravidão dos nossos desejos, da pressão dos homens, dos temores, e tudo o mais que nos aprisiona. Deus faz prosperar os que O buscam, como fez com o rei Amazias (2 Cr 26.5). Ele não deixa faltar nada a quem O busca ( Sl 34.10), pois Ele é tudo que nós precisamos, e quando o buscamos de todo coração ficamos plenamente satisfeitos com Ele.

A busca de Deus, trás felicidade, felizes são os que buscam de todo coração (Sl 119.2). Quem busca o bem, alcança favor, isto é prazer, deleite (Pv 11.27). Buscar a Deus vai trazer vida. Foi isto que Deus anunciou ao povo de Israel na época de Amós (5.6,7) Buscai o Senhor e vivei. A verdadeira vida está em Deus. Você quer ter vida? Busque o Senhor.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal, presente de amor.

O que comemoramos no Natal? A resposta é obvia: o nascimento de Jesus Cristo. Mas por que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo? O seu nascimento está distante de nós tanto no tempo como no espaço. Ocorreu há mais de dois mil anos e lá na Palestina, milhares de quilômetros daqui. Várias pessoas famosas já passaram por este mundo. Fizeram revoluções, venceram guerras, lideram exércitos, foram reis, presidentes, escritores, cientistas, religiosos, caridosos, etc. Mas nenhum tem a data de seu nascimento e morte comemorados por mais da metade do mundo.

Jesus nasceu numa das menores vilas de seu próprio país. Nunca escreveu um livro, nunca liderou um exército, nunca empunhou uma arma. Na maior parte de sua vida nunca saiu de seu pequeno país (menor do que o estado de Sergipe). No entanto, Ele é conhecido em todo o mundo. Seus ensinos modificaram toda nossa cultura. Sua influência é vista até na forma como marcamos o tempo: antes e depois de Cristo. Não temos certeza da real data de seu nascimento. Mesmo assim, os dois maiores feriados do mundo relembram seu nascimento e sua morte. Por quê?

Há várias razões, mas creio que a maior é que sua vinda a este mundo foi um ato de amor.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16.

Este verso está inserido num relato da conversa que Jesus manteve com Nicodemos, que era um mestre da religião em seu tempo. Após dizer que era preciso uma nova vida para entrar no reino de Deus, e explicar como era esta nova vida, Jesus fala que Ele é o único que veio do céu para revelar o Pai e morrer (ser levantado), salvando a humanidade.

O verso 16 é um resumo que explica a razão e propósito de Deus enviar Jesus ao mundo. Neste verso pequeno temos um grande relato do amor de Deus. Percebemos:

1. A forma do amor. Como Deus demonstrou o Seu amor? Fazendo uma doação: Deu o Seu Filho unigênito. Amar é uma ação, não apenas um sentimento ou uma intenção. Recentemente li uma fórmula interessante: intenções – ações=nada. Isto significa que boas intenções sem nenhuma ação não produzem nada. Deus teve a intenção e a ação.

2. A intensidade do amor. Quanto Deus amou? O amor foi tão intenso que doou o que tinha de mais valioso: de tal maneira que deu o seu Filho unigênito. Não foi um amor pequeno, mas um amor que deu o bem mais precioso que tinha. Ele não poupou Seu próprio Filho (Rm 8.32). Só um amor intenso é capaz de doar algo precioso.

3. O presente do amor. O que foi doado por este amor? O seu Filho Unigênito. O único filho da mesma natureza do pai. O próprio Deus se deu na pessoa do Filho. Já que Jesus é da mesma natureza do Pai. Também é Deus. Como Ele mesmo disse: Eu e o Pai somos um (Jo 10.30). Foi uma doação de Si mesmo.

4. O objeto do amor. A quem Deus amou? O mundo. As pessoas que habitam neste mundo. Pessoas que não o amavam: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. (1 Jo 4.10). Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. (1 Jo 4.19). Ele amou pecadores: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. (Rom 5.9). Deus amou pessoas que não mereciam o Seu amor, pessoas que haviam se rebelado contra Ele. Pessoas que, apesar de precisar, não queriam o Seu amor.

5. O propósito do amor. Qual o objetivo de Deus ao nos amar: para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. O propósito de Deus em nos amar e enviar Jesus foi nos dar a salvação. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.( 1 Jo 4.9). Foi um amor com objetivo, salvar as pessoas da morte eterna.

6. A eficácia do amor. O que este amor produz? Quem nele crê tem a vida eterna. Qualquer amor para ser desfrutado tem que ser acreditado. Só se desfruta o amor quando se confia e se crê neste amor. Deus amou as pessoas, mas apenas aqueles que confiarem em Seu amor, e aceitarem o presente que Ele deu, e que serão salvas.

7. A necessidade do amor. Por que era preciso esta doação? Não pereça. Os humanos correm um sério risco, a morte eterna. Por conta de nosso estado pecaminoso, estamos condenados a uma vida sem Deus aqui, e na eternidade, isto é morte. Morte agora, longe da vida que é Deus, e morte eterna no futuro. Por nós mesmos não havia como sair desta situação. Mas o envio de Jesus Cristo, e Sua obra na cruz, fez o que nós não podíamos fazer. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado (Rm 8.3). Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo. (Hb 2.14)

8. O resultado para quem rejeita o amor: pereça. A rejeição do amor de Deus manifestado em Cristo acarretará a condenação, a perdição. quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus. (Jo 3.18); mas aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece. (Jo 3.36)

Rejeitar o presente de amor de Deus, e ficar debaixo de Sua ira. O Natal só será feliz, se aceitarmos o amor de Deus em Seu Filho Jesus Cristo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O QUE FAZ VOCÊ FELIZ?

“O que faz você feliz?” como você responderia a esta pergunta?
Ela é a pergunta tema de uma propaganda de uma rede de supermercados. Ali a pergunta é colocada de modo leve, quase leviano, o que é típico dos comerciais, afinal eles não querem nos fazer pensar, mas nos levar ao consumo. Mas esta pergunta carrega um grande peso! Pois o que nos faz feliz revela os nossos valores, e estes por sua vez, revelam o nosso caráter. Nossa felicidade revela o que e quem nós amamos. E assim, mostra quem nós somos. Alguém que ama a Deus acima de todas as coisas irá responder: o que me faz feliz é o que faz Deus feliz. Estou feliz com o que Deus se alegra, e me entristeço com o que entristece a Deus. Há um caso na Bíblia que mostra os resultados de não nos alegrarmos com o que faz Deus feliz. Está em Jonas 4.
Quando não nos alegramos com o que alegra a Deus demonstramos uma inversão de valores. É dito que Jonas ficou desgostoso e irado com o arrependimento dos ninivitas, e o fato de Deus não mais destruir a cidade. Literalmente o verso diz que ele ficou extremamente mal. É interessante o contraste que o autor faz com estas palavras. Na língua original o termo aparece em 3.8, com o sentido do pecado dos ninivitas, que deveriam se arrepender dos seus maus caminhos. Em 3.10, o sentido é de juízo que Deus mandaria sobre Nínive se não houvesse arrependimento, portanto Deus não mandaria mais o mal. E em 4.1, é Jonas que está com um grande mal. Jonas ficou mal, pelo fato de Deus não fazer o mal, e os ninivitas terem se arrependido do mal.
Outro contraste é que Jonas ficou irado (literalmente “queimando de raiva”), com a situação, e Deus estava irado com a situação anterior (3.9). A ira é sinal de que algo que nós valorizamos está correndo risco. A ira é um termômetro dos nossos valores. Só ficamos irados com aquilo que valorizamos, e não estamos tendo, ou estamos sendo ameaçados de perder. Eugene Perterson, autor do livro “A Vocação Espiritual do Pastor” disse: “A ira é nosso sexto sentido que fareja o que há de errado na vizinhança. ... Ela é causada por uma intensidade moral/espiritual que carrega convicção; quando estamos irados, sabemos que estamos perto de algo importante. A ira de Deus era causada pelo pecado dos ninivitas, demonstrando que para Ele a santidade e a justiça são valores extremamente importantes. A ira de Jonas era causada por seu nacionalismo, os ninivitas eram uma ameaça ao seu país, por isso ele preferia que eles continuassem em seus pecados e assim seriam destruídos.
Jonas não estava sintonizado com Deus, o que para ele era bom (o pecado e destruição do ninivitas) para Deus era mau, e lhe provocava a ira; e o que para Deus era bom (o arrependimento do ninivitas), para Jonas era mau, e isto provocava sua ira. A ira revela o que é importante, mas não revela se o problema está dentro ou fora de nós. Achamos que está fora, como Jonas que acreditava que ela estava em Deus. Mas Deus nos revela que está dentro de nós. Nossa ira pode ser causada por informação errada, mal-entendidos, imaturidade, egoísmo, frustração, e principalmente valores invertidos, por não estarmos em sintonia com Deus.
Outro resultado da falta de sintonia com Deus é que vamos aplicar errado o conhecimento que é certo. Jonas demonstra um grande conhecimento de Deus e da Bíblia. Sua oração no verso 2 reflete textos bíblicos como Ex 34.6,7; Nm 14.18; Ne 9.17; e vários outros. Ela sabia muita coisa sobre Deus. Sua oração no capítulo dois já havia demonstrado isto, pois quase todas as frases daquela oração estão nos Salmos. Mas o conhecimento sem amor nos torna arrogantes e inchados (1 Co 8.1). Era assim que Jonas estava, ele que estava irado com Deus, se achava superior aos ninivitas arrependidos. Tinha conhecimento correto, mas estava usando do modo errado. Usava este conhecimento como desculpa para fugir de Deus. O conhecimento de Deus produziu um efeito não desejado.
Cuidado com conhecimento correto sem afeição correta. Conhecer a Deus, sem amar a Deus é perigoso. Quantas vezes usamos o conhecimento correto que Deus nos deu para justificarmos nossa desobediência a Deus. Isto demonstra nossa falta de sintonia, nossa falta de amor e afeição para com Deus.
Quando não nos alegramos com o que alegra a Deus, fica claro que nossos valores estão invertidos. Isto nos leva ao pecado, e ainda justificamos o nosso pecado com conhecimento correto. Sonde sua tristeza, e verifique se ela é causada por esta inversão de valores, por você não estar sintonizado com Deus. O que faz você feliz é o que faz Deus feliz?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A BÍBLIA, MOTIVO DE ALEGRIA NO CULTO


Ouvi que certa admiradora de nosso presidente disse que quando ele fala
o mundo se ilumina. Com certeza esta pessoa tem uma grande alegria em ouvir os discursos do presidente. Creio que isto ocorre também com os fãs de astros de cinema, música, e seguidores de líderes políticos. Notamos como eles chegam a passar dias em filas para conseguir um ingresso para um show. Outros compram revistas caras (sem pensar no trocadilho) para saber sobre a vida e pensamentos de seus astros, e ainda tem os que pagam ingressos caros para ouvir uma palestra de algum orador famoso. É esclarecedor ver o entusiasmo e alegria com que as pessoas fazem isto. Algumas vezes isto se torna um culto a uma celebridade.

Os cristãos têm maiores motivos para cultuar a Deus com entusiasmo e alegria. Um destes motivos é que no culto ouvimos a Palavra de Deus. No culto temos a oportunidade de ouvir o discurso de nosso Rei. Conhecer seus decretos e leis, que são suas instruções para os seus súditos. A palavra de Deus deve ser motivo de alegria em nossos cultos.

O peregrino se alegrava em ir ao culto em Jerusalém por que lá estavam os tronos de justiça (Sl 122.1,5), isto é, era de lá que a justiça era aprendida e aplicada.

O Salmo 19.8 diz: “Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração.” Aqui a Bíblia é chamada de “preceitos”. Esta palavra tem origem em um verbo que significa: “supervisionar”, “fiscalizar”, “enumerar” ou “arrolar”. E elas indicam aquelas ordens, ou direções, que Deus enumerou para dirigir a vida de seu povo. São as declarações de Deus que tratam das obrigações dos homens. São os decretos do nosso Rei. Palavra de Deus tem o direito de supervisionar nossa vida, indicar como devemos viver, pois ela vem daquele que é o Rei, o Supremo Chefe, o Criador e Dono de tudo.

Estes preceitos são retos, isto é, corretos, direitos, como um caminho plano e reto. A idéia é que são justos, não são mandamentos errados e tortos. São preceitos que endireitam a vida, e não a entortam. E são assim porque procedem daquele que é o Supremo Justo, onde não há nenhuma mancha de erro ou pecado. São assim porque refletem a natureza Daquela pessoa que é perfeita e conhece todas as coisas, que sabe todos os caminhos, que também sabe qual é o melhor caminho, e qual a maneira mais correta de viver. Os preceitos de Deus nos guiam por uma vida reta e plana.

Os preceitos de Deus alegram o coração. Eles nos dão alegria. A obediência aos preceitos de Deus produz em nós uma alegria plena em nosso coração. O vazio de nossa vida é preenchido por esta Palavra. Andar em seus caminhos retos nos faz desfrutam de uma vida de alegria com toda nossa disposição. Como um guia que nos educa: a palavra de Deus nos toma pela mão, e nos guia na estrada reta da vida. Leva-nos a desfrutar de uma satisfação moral, de uma paz na consciência, da certeza de ter tido nosso passado perdoado, da confiança de estar no caminho certo no presente, e da esperança de que nosso futuro será glorioso. Isto enche nosso coração de alegria.

O salmo 119.14,162 testemunha que a alegria da Palavra de Deus superava o prazer produzido pelas riquezas:

Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.”; “Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos.”

O Profeta Jeremias manifestou a mesma alegria comparando a Palavra de Deus a algo a ser comido com avidez (15.16):

“Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos.”

Um exemplo de como a alegria no culto acontece por causa da Palavra de Deus, aparece em Neemias 8.12, quando a palavra de Deus foi explicada e o povo entender a reação foi a seguinte:

“Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas.”

Infelizmente nem sempre notamos isto nos cultos. Algumas pessoas até se alegram nas horas dos cânticos, mas desligam na hora da leitura e pregação da Palavra. Alguns que pertencem aos grupos de louvor apresentam-se de modo entusiasmado na hora de cantar e tocar, mas depois chegam até a ficar fora do ambiente do culto, até o momento de se apresentaram novamente. Outros aproveitam para mandar mensagens pelo celular, conversar com quem está do lado, cochilar, ou deixar a mente em outros pensamentos. Comportam-se como se não estivessem diante de um Rei, como se as Palavras Dele não tivessem importância para a vida. O Rei está falando, mas elas não estão nem aí! Em algumas igrejas a Palavra de Deus nem faz parte do culto, não há espaço para leitura e explicação da Bíblia, apenas para as palavras dos homens. O Rei não fala nestas audiências!

Ouvir a Palavra é parte essencial do culto, pois é ouvir a Lei do Rei, os decretos do Governo de Deus. A leitura e explicação da Bíblia, e a maneira de Deus nos dizer como quer que Seus súditos se comportem. Por isso que a Bíblia é chamada de Lei do Senhor.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

CULTUAR É TER UMA AUDIÊNCIA COM O REI

Os crentes mais dedicados têm o costume de semanalmente ir à Igreja. Alguns vão até mais de uma vez. Por conta da rotina, a ida ao culto pode tornar-se enfadonha e cansativa. Apenas mais um item na agenda, para ser cumprido como uma obrigação. Mas o peregrino não tinha esta atitude, para ele ir ao culto era motivo de exclamar: Como fiquei alegre quando me lembraram que era tempo de ir para casa do Senhor (Sl 122.1). Uma das razões para esta alegria entusiasmada era que o culto funcionava como uma audiência com o Rei do Universo. Esta verdade é expressa em 1 Cr 16.29-33.
Este texto faz parte de um cântico que é uma coletânea de trechos de outros salmos (versos 8-22 no Sl 105.1-15; versos 23-33, Sl 96; e versos 34-36, Sl 106.1,47,48). Foi cantado no dia em que a arca foi transferida pelo rei Davi para Jerusalém (1 Cr 16.1-6). A arca era símbolo da presença e reinado de Deus (Nm 7.89; 2 Cr 6.41). Jerusalém era a capital do Reino de Deus na terra. O tabernáculo era o palácio de Deus, os Santos dos Santos era sala do trono, a arca era símbolo do Seu trono (Sl 99.1).
Os levitas eram os ministros do Rei trabalhando em Seu Palácio. Cuidavam da portaria, cânticos, auxílio com a guarda, limpeza dos móveis e instrumentos, etc. Independente do serviço desempenhado, estar diante da arca era o mesmo que estar na presença de Deus, e isto era um grande privilégio. Estariam servindo ao Rei do universo. Neste mesmo dia Davi encarregou alguns deles de cuidarem da música (16.4,7). Este salmo funciona como uma ordem para o serviço musical.
A confissão, gratidão e louvor pelo Reino de Deus era uma constante no culto de Israel (Sl 9.7; 10.16; 22.28; 24.10; 47.7,8; 93.1,2; 95.3; 97.1; 99.1; 103.19; 146.10; Lm 5.19). Deus estava reinado sobre o mundo, não apenas sobre os homens, mas sobre toda a natureza. Esta crença deve ser mantida pela Igreja (1 Tm 1.17). Deus é Rei, Ele é o Soberano Governante neste mundo (Ap 1.5). Por isto Ele deve ser cultuado com alegria e louvor.
Neste reinado Ele tem permitido a rebeldia, mas tanto a mantêm sob controle (Sl 2.4), como faz uso dela (2 Rs 19.25), aguardando o arrependimento dos revoltosos. Nabucodonozor é um exemplo disto (Dn 4). Um dia Ele acabará com todos os focos de revolta (Sl 2.5). Todos reconhecerão quem de fato manda no universo. Por isso, além de cantar que Deus é Rei, Israel também cantava que Deus seria Rei, isto é, Ele ainda iria julgar (governar) o mundo de modo visível e reconhecido por todos (Ex. 15.18;1 Cr 16.33; Sl 22.29-31). Nosso culto também deve celebrar o fato de que Deus um dia assumirá publicamente Seu Reinado neste mundo. Como Handel, podemos cantar:

Aleluia, pois o Senhor Deus Onipotente Reina!
O reino deste mundo se tornou do nosso Senhor e do Seu Cristo.
E Ele reinará para sempre.
Rei dos reis e Senhor dos senhores. Aleluia
.

(Ap 11.1519.6,16)

Cultuar é ter uma audiência com o Rei. É a celebração alegre dos súditos por receberem a visita de um soberano amado e admirado. Ainda hoje quando um governante visita uma cidade de seu país, os cidadãos que o apóiam e admiram ficam nas calçadas das ruas para saudá-lo, aplaudi-lo, manifestando a alegria por seu governo. Assim funcionava o culto para Israel: diante do Rei expressariam a alegria pelo Seu governo, pela bênção de serem seus súditos.
A vitória de um candidato político produz alegria nos seus partidários. Presenciamos isto nas recentes eleições municipais em nosso país, e nas eleições presidenciais norte-americanas. Os eleitores dos vencedores festejaram em passeatas, choraram emocionados, cantaram com suas bandeiras, e gritaram seus slogans, com muita vibração. As motivações destas alegrias podem sem variadas: a conquista de uma posição pessoal, a vingança contra um inimigo, a oportunidade de mudar situações, e a esperança de mais prosperidade, paz e justiça. Não há garantias de que esta alegria perdurará. Pode até ser que ela se transforme em frustração.
Nós cristãos temos motivos bem superiores para se alegrarem, com uma alegria que durará para sempre: Deus reina.
Quando lembrar que precisa ir ao culto, não o faça com enfado, ou tristeza, ou mesmo com um senso de obrigação apenas. Mas se alegre, regozije-se, você está indo para uma audiência com Rei do Universo.