sexta-feira, 15 de julho de 2011

RECUSOU O OURO, MAS ACEITOU O ENGANO!


Os livros de Reis (1º e 2º) nos contam a história do declínio do povo de Deus: do auge da bênção, com Salomão, ao fundo do poço, no exílio. Também dá a explicação para isso: a desobediência aos mandamentos de Deus e à Palavra dos profetas.O capítulo 13 do 1º livro de Reis nos declara estas verdades de modo ilustrado na vida de três personagens: o rei Jeroboão e dois profetas, cujos nomes não são mencionados.

Um dos profetas, intitulado “homem de Deus”, é enviado por Deus à Betel. Cidade do Reino de Israel, onde Jeroboão havia construído um santuário, e estava desviando o povo para a idolatria, adorando um bezerro de ouro. Este profeta demonstra ter muita coragem. Acata a ordem de Deus e se dirige a um reino que naquele momento era inimigo do seu país. Ele proclama a mensagem contra o altar idólatra no exato momento que o rei, diante de todo o povo, está oferecendo incenso nele.

Sua confiança em Deus também é notável. Pois anuncia um sinal, a rachadura do altar, que caso não ocorresse, traria a sua morte. Ele enfrenta um rei que está mais preocupado com seu bem estar do que com a obediência a Deus. A primeira reação do rei é de oposição e ameaça, a segunda é de pedir sua cura, nenhuma de arrependimento.

Mesmo assim o profeta demonstra ser alguém mais preocupado com a glória de Deus, do que com sua honra. Ele intercede pelo rei que havia ordenado a sua prisão. Ele sabe que era mais um milagre ocorrendo para vindicar a Palavra de Deus, e que poderia levar aquele povo ao arrependimento. Orar pelo bem de quem nos persegue é uma demonstração de obediência e confiança em Deus, e aquele profeta fez isso.

O profeta manifesta uma forte firmeza. Ele recusa o convite do rei para ir ao palácio, onde poderia ter uma refeição fortalecedora e ainda ganhar uma recompensa. Ele mantém seu compromisso e devoção a Deus, ainda que isso demande um sacrifício de ficar sem alimentação e suprimento de água. Sua necessidade está em segundo plano. Diferente de Jeroboão, pois testemunha que a glória de Deus está acima de seu bem-estar.

Só que esta história não tem um final feliz. Outro profeta surge na cena. Este morava no reino do norte, mas parece que não pregava contra a idolatria. Seus filhos estavam envolvidos no falso culto. Quando escuta sobre o homem de Deus e sua profecia, ele engendra uma falsa profecia. Não sabemos suas razões. Poderia ser o sincero desejo de manter comunhão com alguém que de fato conhecia a Deus, de saber mais sobre o propósito de Deus, ou o desejo de ganhar alguns pontos diante do rei, por levar o profeta de Deus até sua casa. O fato é que ele mentiu.

O ouro não corrompeu o homem de Deus, mas a falsa profecia o enganou o matou. Ele vacilou na vigilância. Como profeta de Deus poderia ter consultado a Deus sobre aquela nova mensagem. Ainda poderia ter solicitado alguma evidência da veracidade da profecia. Mas não faz nada disso. Acreditou que o outro profeta estava falando a verdade. Esta falta de vigilância lhe custou a vida.

Deus não muda a Sua palavra. A palavra dada ao profeta era para não comer nem beber em Israel, e não voltar pelo mesmo caminho, demonstrando que Deus estava rejeitando aquela nação. Por não seguir esta palavra, o profeta foi morto. Deus estava dizendo àquele povo: no passado Eu já anunciei que vocês deveriam adorar apenas a mim, e não fazer ídolos; e agora este novo rei fez ídolos e vocês estão adorando, pensando que isso veio de mim. Mas estão sendo enganados, e vou puni-los por se deixarem levar por esta falsidade.

A quem muito é dado, muito será cobrado. O profeta de Deus, apesar de sua grande devoção e obediência, porque caiu no engano, foi castigado. Deus estava avisando o povo, que privilégios demandam responsabilidades. Quantos privilégios Deus nos tem dado! A oportunidade de conhecer Sua Palavra, de conviver com pessoas que temem e buscam a Deus, o perdão dos nossos pecados, oportunidades para arrependimento, etc. Devemos tomar cuidado para não sermos enganados por falsas vozes.

Mais um milagre ocorre na história: o leão mata o profeta, mas não o devora, o jumento vê o leão e não corre. O corpo do profeta fica entre o jumento e o leão. Animais obedecem às ordens de Deus, os homens não. Nota-se pouco arrependimento nesta história, apesar das ameaças de Deus, de demonstrações sobrenaturais de Seu poder, e de como Ele faz cumprir a Sua Palavra, apenas o profeta velho acredita na Palavra de Deus. Aparentemente ele se arrependeu, e pediu para ser sepultado na tumba do homem de Deus, isto salvou seus ossos da profanação, quando, duzentos anos depois, a profecia foi cumprida (2 Reis 23.15-20) .

Um comentário:

CvC Campos disse...

Deus o abençoe meu irmão!
Grandes textos encontrei neste blog.
http://cvcamposdojordao.blogspot.com/
este é o link do blog q escrevo, estou aprendendo ainda a trabalhar com com esta ferramenta. se tiver algum toque q possa me dar pra melhorar, ficarei grato.

Dinei nunes.