segunda-feira, 3 de setembro de 2012

UM DESAFIO AO PROFETA JEREMIAS, MAS QUE SERVE AOS PREGADORES DE TODAS AS ÉPOCAS

          Jeremias foi um profeta que pregou a palavra de Deus por mais de quarenta anos.
          Durante este tempo foi perseguido, ameaçado, surrado, aprisionado, sequestrado e levado ao Egito. Ele sofreu solitário, sem companhia de amigos e família, abandonado por parentes e amigos.
          Depois de vinte e três anos pregando ele testemunhou que o povo de Judá não lhe dava ouvido, mas ele persistentemente continuava anunciando a mensagem do Senhor (25.1-3). Ao invés de ouvir a Palavra de Deus que convocava a uma mudança de vida, o povo preferia as mensagens adocicadas dos falsos profetas (23).
          Algumas vezes o profeta lamentou o seu ofício. Sentia de modo intenso a tensão entre pregar o que Deus ordenou e sofrer a perseguição, ostracismo e ridicularização dos homens, ou calar e não anunciar mais o que Deus havia mandado e ainda sofrer a pressão interna criada pela compulsão da obediência a Deus. Confiando na força e presença de Deus, ele preferiu enfrentar o primeiro tipo de tribulação (20.7-11).
          Numa de suas crises, ele lamenta a situação a qual Deus lhe havia imposto, e pergunta se Deus não lhe seria apenas uma miragem, um ilusório ribeiro de águas, que quando ele mais precisasse descobrisse que o ribeiro secou. Parece que estava se sentindo tentado a conformar sua mensagem às expectativas dos ouvintes. Deus lhe responde convocando-o ao arrependimento, pois assim Deus o restauraria e o fortaleceria para continua cumprindo a missão dada. Deus insta para que Jeremias continuasse falando o que era de valor, e não uma mensagem insignificante. Era o povo que deveria se conformar à mensagem, e não a mensagem se adequar ao povo. (15.15-21).
          Os pregadores da Palavra de Deus devem crer que é o ouvinte que deve ser mudado pela pregação e não a pregação ser mudada pelos desejos e expectativas do ouvinte. A Palavra muda o homem, e não o homem a Palavra.

2 comentários:

Tibério Bezerra disse...

Pregar como Cristo quer é uma questão de fidelidade.

E como seria excelente se todos os pregadores fossem simplesmente fiéis a Deus em quaisquer circunstâncias.

Muito boa ruminação!

Roberio Olinto disse...

AMÉM!