segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Amor ou obrigação?


Algumas pessoas não conseguem perceber um relacionamento entre obrigação e amor. Acham que um exclui o outro. Raciocinam que: se algo foi feito por obrigação, então não  houve amor, e se há  amor, então nenhuma obrigação está envolvida. 
Mas há sim um relacionamento.
O livro de Deuteronômio nos mostra isso.  Nele há tanto um incentivo para se guardar a Lei de Deus (uma obrigação), como uma exigência de que esta obediência seja motivada por amor. O povo de Israel tinha a obrigação de obedecer a Deus, mas esta obrigação deveria ser resultado de seu amor para com Deus. (Deuteronômio 6.4,5; 10.12,13;30.20)
A obrigação é fruto do amor. Pois quem ama assume compromissos. Sempre o amor vai gerar uma obrigação para com algo ou alguém que amamos. Os cônjuges assumem obrigações uns para com os outros, porque se amam.  Os pais assumem a obrigação de cuidar dos filhos porque os amam . Um amigo assume a obrigação de resolver um problema para outro amigo por conta da amizade que os une. Outros exemplos poderiam ser apresentados.
Penso ainda, que a obrigação repetida pode gerar amor. Agora isso nem sempre acontece, mas é possível. A disciplina em fazer alguma coisa pode nos levar a amar o que fazemos. Alguém pode não gostar de tocar violão, mas com a obrigação de praticar, pode acabar gostando. Algumas vezes não gostamos de uma matéria nos estudos, mas somos forçados a nos aplicar, então passamos a gostar. Outra situação é de sermos obrigados a conviver com alguém, e com o passar do tempo começarmos  a amar aquela pessoa.
Repito, este segundo relacionamento nem sempre acontece. Mas o primeiro sim. O amor sempre gera obrigação. 
Então,  não é "amor ou obrigação", mas "obrigação por amor". Pois "A obrigação resulta do amor".

Um comentário:

ZAKHALES disse...
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