quinta-feira, 10 de abril de 2014

SER AMADO E SENTIR-SE AMADO


             “O que me faltava na vida era algo para amar e que me fizesse sentir amado.” quando li esta frase pensei que ela poderia ser aplicada a várias pessoas,  pois a carência de amor é uma realidade muito presente e triste em nosso mundo.    
          A falta de amor afeta o bem-estar geral. Alguém não amado pode tornar-se retraído e tímido, adquirir um ar doentio, sentir-se constantemente infeliz e amedrontado. Isso pode acarretar problemas físicos: doenças intestinais, vômitos, acessos de falta de ar, etc.
           Mas penso que na maioria dos casos não se trata de falta de amor, mas de não se sentir amado. Há uma diferença entre ser amado e sentir-se amado.  Certas pessoas são muito amadas, mas não se sentem amadas. Apesar de amadas, elas se queixam de falta de amor e desenvolvem os sintomas acima descritos. 
         Um exemplo é a atitude de alguns filhos.  As vezes eles são muito amados, mas por causa de sua imaturidade e egoísmo, criam expectativas irreais, por isso duvidam do amor dos pais e não se sentem amados (especialmente nas crises da adolescência). Este fenômeno também ocorre em outros tipos de relacionamento. 
       Muitas vezes estamos rodeados de amor, mas interiormente vazios e carentes. O problema não está fora de nós, mas dentro de nós. Há amor fora de nós, mas nossos corações estão estreitos demais para recebe-lo. Somos amados, mas não nos sentimos amados.
        Por isso, quando nos sentirmos vazios de amor e afeto, em vez de culparmos os outros, devemos olhar para a estreiteza de nosso coração.  Há um exemplo disso em 2 Co 6.11,12: “Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos.”
       Estas palavras do apóstolo Paulo expressam um falar franco e amoroso, sem nada a esconder e sem segundas intenções e também um coração grande o suficiente para acolhe-los com afeto e simpatia. Não havia um amor limitado da parte do apóstolo, a estreiteza estava do lado dos coríntios.

       O relacionamento entre ele e a Igreja em Corinto não era dos melhores.  Ele estava enfrentando oposição e recebendo provocações por parte de alguns daquela igreja. Era acusado de falta de sinceridade e que agia com interesses escusos; suas maneiras estavam sendo desdenhadas e sua aparência desprezada. Mesmo assim ele expande seu amor para com eles, demonstrando uma afeição generosa. Estava disposto a gastar-se por eles (2 Co 12.15). Mas os coríntios não desfrutavam deste amor, porque haviam sido contaminados pelas provocações e calúnias levantadas contra o apóstolo, e assim duvidavam do afeto demonstrado por ele (2 Co 11.11).
        Os gestos amorosos de Paulo eram interpretados erroneamente por eles. Apesar de todo interesse e afeto do apóstolo, eles reclamavam que Paulo não os considerava. Um dos problemas é que comparavam Paulo com outros (2 Co 10.12), ou o julgavam pela aparência (2 Co 10.2,7). Suas expectativas eram de um líder brilhante, mas Paulo agia com humildade (2 Co 11.6-16).  

       Algumas pessoas não desfrutam de amor em seus relacionamentos, não porque não sejam amadas, mas porque seus corações estão fechados para o amor. Trancados pela desconfiança, pelo egoísmo, pela auto suficiência, pelo orgulho, por falsas expectativas e por tantas outras fechaduras.  Algumas vezes as entradas de suas afeições são estreitas demais, só aceitam o amor se for do seu jeito. E assim, seu reservatório de amor fica vazio e suas vidas secas. Embora haja um lago enorme de águas amorosas prontas para levar um refrescamento de afeto, estas  só entram aos pingos, pois os canais de entrada estão entulhados de ressentimento.
        Todos nós temos um mar de amor a nos rodear: o largo e amplo amor de Deus (Efésios 3.18,19). O problema é que a entrada do nosso coração muitas vezes é estreita e esse amor entra como por um conta gotas. Ficamos como pessoas famintas diante de uma mesa com fartos e deliciosos alimentos, mas a raiva, o ressentimento, a auto comiseração, e outras atitudes ruins trancam nossas gargantas e a comida não desce.

        Clamemos a Deus para que abra os nossos corações para o Seu amor e para o nosso próximo. E assim jamais ficaremos vazios de amor. Somos amados, portanto vamos nos sentir amados!
 
 

    

3 comentários:

Darlene Kids disse...

Obrigada por compartilhar essa meditação. Que através dela muitas pessoas possam pensar mais no grande amor do nosso Deus.

Soraya Missões Com Surdos disse...

Amem!

Anônimo disse...

Gostei muito desta meditação. Muito obrigado por disponibilizar seu tempo para edificar pessoas. Que Deus lhe abençoe ricamente....